quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Que venha 2010!!!!!



A Equipe Eu Trabalho Seguro deseja a todos leitores deste blog, um ano de 2010 de muita saúde, paz, felicidade e prosperidade, que todos consigam atingir suas metas e continuem salvando vidas de uma forma segura e eficiente.

Feliz 2010 para todos TST´s dos Brasil e do Mundo.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O que é Gestão Ambiental .



Gestão ambiental é um sistema de administração empresarial que dá ênfase na sustentabilidade. Desta forma, a gestão ambiental visa o uso de práticas e métodos administrativos que reduzir ao máximo o impacto ambiental das atividades econômicas nos recursos da natureza.


Métodos e objetivos principais da gestão ambiental:


- Uso de recursos naturais de forma racional.

- Aplicação de métodos que visem a manutenção da biodiversidade.

- Adoção de sistemas de reciclagem de resíduos sólidos.

- Utilização sustentável de recursos naturais.

- Tratamento e reutilização da água e outros recursos naturais dentro do processo produtivo.

- Criação de produtos que provoquem o mínimo possível de impacto ambiental.

- Uso de sistemas que garantam a não poluição ambiental. Exemplo: sistema carbono zero.

- Treinamento de funcionários para que conheçam o sistema de sustentabilidade da empresa, sua

importância e formas de colaboração.

- Criação de programas de pós-consumo para retirar do meio ambiente os produtos, ou partes deles, que possam contaminar o solo, rios, etc. Exemplo: recolhimento e tratamento de pneus usados, pilhas, baterias de telefones celulares, peças de computador, etc.


Importância para as empresas.


A adoção de gestão ambiental é importante para uma empresa por diversos motivos. Em primeiro lugar porque ela associa sua imagem ao da preservação ambiental, melhorando no mercado as imagens das marcas de seus produtos. Empresas que adotam este sistema conseguem reduzir seus custos, evitando desperdícios e reutilizando materiais que antes eram descartados. Empresas com gestão ambiental melhoram suas relações comerciais com outras empresas que também seguem estes princípios.


ISO 14000.


O ISO 14000 é um conjunto de normas técnicas e administrativas que estabelece parâmetros e diretrizes para a gestão ambiental para as empresas dos setores privado e público. Estas normas foram criadas pela International Organization for Standardization - ISO (Organização Internacional para Padronização).

Fique ligado!!



Aos movimentos envolvidos nas tarefas de movimentação manual de cargas podem aplicar-se os conhecimentos da biomecânica ocupacional que estuda os movimentos músculo-esqueletais.

Do estudo destes movimentos retiram-se conclusões quanto aos esforços a suportar pelas várias partes do corpo humano, com especial relevo para a coluna vertebral.

Na movimentação manual de cargas podem-se considerar dois tipos de funções: o levantamento e o transporte, cada um deles a exigir cuidados especiais.

No levantamento de cargas é necessário adoptar alguns cuidados, uma vez que a coluna vertebral é pouco resistente a forças que não se apliquem no seu eixo.

Cuidados a ter no levantamento de pesos:


Em levantamentos frequentes limitar o máximo do peso a 20 kg;

Manter a carga na vertical e próximo do corpo;

Manter os pés afastados para evitar perdas de equilíbrio;

Manter as costas (a coluna vertical) o mais vertical possível flectindo as pernas;

Inclinar as costas e não curvar;

Evitar torções do corpo;

Não pegar cargas com as pontas dos dedos e utilizar pegas para toda a mão;

Não levantar as cargas a partir do solo mas sim de uma altura mínima de cerca de 50 cm;

Alternar posturas e movimentos.

No transporte de cargas devem adoptar-se os seguintes princípios:

Mecanizar sempre que possível, evitando a movimentação manual;

Limitar as cargas ou dividi-las se possível;

Utilizar equipamentos de transporte com rodas empurrando-os em vez de os puxar;

Evitar pesos numa só mão; distribuir as cargas pelos dois braços, mantendo o corpo equilibrado;

Manter a carga o mais junto ao corpo possível à altura da cintura, e a coluna vertebral direita.

Gases Tóxicos.



Um gás tóxico pode ser definido como um composto, que quando inalado, ingerido ou absorvido através da pele, pode provocar uma grande variedade de danos ao ser humano, desde simples irritações até à morte.

- Danos no Aparelho respiratório.
- Irritações da Pele.
- Alterações Metabólicas.
- Problemas na vista.

A exposição a gases tóxicos poderá ser uma situação normal em certas situações. Deverá garantir-se nestas situações, que a exposição a estes gases, não exceda os valores segurança.

As medidas a tomar devem ter em conta:
- a concentração do gás.
- o tempo de exposição.

Grandezas utilizadas:

TWA – Time Weighted Average.
Concentração média poderada admitida para a exposição ao gás durante 8 horas consecutivas, sem causar danos à saúde.

STEL – Short Term Exposure Limit.
Concentração máxima admitida para a exposição ao gás durante 15 minutos consecutivos, sem causar danos à saúde.


A titulo de exemplo, falemos de um dos gases mais comuns e tóxicos: o Monóxido de Carbono.

É um gás inodoro, incolor e insípido e é classificado como um gás asfixiante cuja acção tóxica provoca uma deficiência de oxigénio nos tecidos orgânicos, causada por uma alteração no mecanismo de transporte de oxigénio.


Relativamente mais leve que o ar, tende a espalhar-se uniformemente no ambiente, através de bolsas.

A actual legislação obriga à instalação de sistema de detecção deste gás.


Mas existem muitos mais gases tóxicos.

Um outro exemplo interessante é o caso do Gás Sulfidrico (H2S).

É um dos gases mais famosos devido ao extremo mau cheiro, pode perceptível a partir de 0,1 ppm. O limite máximo aceitável é de 10 ppm. Em altas concentrações, pode não ser perceptível porque pode causar paralisia instantânea e morte.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Tipos de cordas para trabalho em altura.



Para muitas pessoas pode parecer estranho que existam regras para se fazer um nó. Porém, a complexidade que existe no que podemos chamar inclusive de arte, é na verdade, prazeroso para uns e necessário para outros.
Quantas vezes nos vemos em situações em que temos que amarrar algo de maneira firme, porém logo em seguida teremos a necessidade de desamarrar, sem usar uma faca ou, pior,
algo que não corta.
Durante muito tempo os nós foram de exclusivo conhecimento de marinheiros, artesões e pescadores que necessitavam seu conhecimento profundo para as mais variadas finalidades. Dos marinheiros, porém, surgiu a arte de se atar duas cordas de maneira segura e bonita.
Antes da polêmica de cabos e cordas um alpinista nos relata sua instrução à um marinheiro teimoso, que para subir a montanha insistia em usar um cabo. Este alpinista, farto de tentar convecê-lo, num gesto de desabafo, ordenou que o marinheiro, não mais subiria encordado, mas sim, encabado.
No alpinismo e na espeleologia, os nós representam nada menos que a união da pessoa, àquilo que vem salvando-lhe a vida. No início, aliás, era muito comum que os alpinistas usassem, apenas, uma corda, de sisal, atada às suas cinturas. O risco que isso representava pode ser comparado às demonstrações de técnica e agilidade que alguns escaladores nos fazem sem corda alguma a dezenas de metros do solo, onde fica visível que o risco é o preço do prazer. O prazer em cair escalando uma montanha é muito próximo do que nos propicia a chegada ao cume, com a diferença de que a descrição do cume é muito monótona. Uma queda, confiante no equipamento e sem risco, dá um grande prazer. Porém, pode representar a união eterna do alpinista com a corda, pois seguramente ele não terá uma faca quando mais lhe for necessário.
Em uma corda, onde na ponta fazemos um nó, que receberá um grande esforço (peso x altura), estaremos comprometendo aquele ponto da corda, se o nó, por sua vez, não for adequado ou estiver mal feito.
É muito importante um minucioso estudo preliminar, dos tipos de corda que existem e o desgaste que o nó exerce em cada parte que compõe a corda.

Tipos de corda

Sisal
De conceito primitivo, a corda de sisal é das piores cordas para se trabalhar. Normalmente de constituição torcida, elaboradas com duríssimas fibras vegetais, são engomadas e oferecem uma enorme resistência a torção. Por outro lado, uma vez feito um nó, dificilmente irá ceder ou romper. Em contato com água a fibra encolhe e apodrece.

Seda Sintética
Normalmente utilizada na construção da alma torcida em cordas dinâmicas, a seda sintética possui uma ótima relação entre peso, resistência e elasticidade. São cordas delicadas e merecem cuidados especiais, em função de seu custo. Devem ser lavadas sempre que em contato com lama ou rocha úmida, para que as pequenas partículas abrasivas não machuquem sua estrutura. São sensíveis a ação do sol, que resseca a fibra e desbota sua coloração. Recomendável variar o ponto do nó ou da fixação distribuindo o esforço, para que não haja ruptura das fibras aloucadas na parte superior do nó.

Polietileno
Corda tipicamente de utilização náutica, sua alma possui fios contínuos e esticados, apresenta boa resistência a esforços unidirecionais, porém, deformam com muita facilidade, fazendo com que sua capa, de pontos largos, escorregue pela alma e estrangule os nós.

Poliester
Por sua grande resistência e excelente compatibilidade com outras fibras, é um material importantíssimo na composição de cordas estáticas e na capa de cordas dinâmicas. Nas cordas estáticas a alma é também de poliester trançado. Cordas compostas unicamente de poliester não exigem cuidados especiais e são bem agradáveis de se trabalhar.

Kevlar
Este material apresenta tamanha dureza, que sequer poderia ser comparado a uma corda, não fosse sua aparência de corda. Muitas vezes, chega a ser mais resistente que o aço, com a vantagem de ser mais leve e maleável. O Kevlar em si, é uma fibra sintética, extremamente dura, porém frágil. Sua utilização é mais voltada para equipamentos de vôo, como paraglider etc., onde a necessidade de um material leve e resistente é muito grande. Nunca deve ser utilizado para manufatura de nós, caso contrário, sua alma pode se romper parcialmente, ou em casos de esforços muito grandes, chega até expor-se à capa. A ação prolongada de raios ultravioleta danifica sua estrutura física e causa uma perda considerável na resistência.

Cordas Dinâmicas
Cordas dinâmicas são as que possuem maior elasticidade. Sua alma é composta por vários cordins torcidos, que facilitam o alongamento em caso de um esforço muito grande. Mais utilizadas para a prática de alpinismo pelo fato de aliviarem o impacto em caso de queda. Sua elasticidade pode chegar a até 30% do comprimento antes de romper.

Cordas Estáticas
Muito utilizadas para a prática de técnica vertical, são compostas em sua alma, de diversos cordins trançados com recheio de fibras esticadas. A principal característica é que ao subir ou descer, o espeleólogo não gira em torno da corda, porque a mesma não tende a desenrolar a alma. Outras porém, utilizadas em náutica, possuem a alma puramente composta de fibras esticadas. Sua elasticidade não passa de 10%.

Cordas Especiais
As cordas de Kevlar são consideradas de tecnologia de ponta. Pode-se obter resistências super elevadas com diâmetros pequenos. Sua elasticidade não ultrapassa 2%.

RESISTÊNCIA ABRASIVA
Dependendo da maneira como a capa é trançada, obtêm-se maior ou menor resistência abrasiva. As capas mais resistentes apresentam maior número de pontos e mais apertados, desta forma, consegue-se que as fibras dificultem o desfiar provocado por superfícies ásperas, o que não ocorre com capas de pontos largos.

% DE PERDA NO NÓ
Todo nó enfraquece a corda no local onde apresenta curvatura. Dependendo do tipo de nó e corda, o percentual de perda na resistência pode chegar a 60%. Existem nós, que por possuírem curvas menos acentuadas não sacrificam tanto a estrutura da corda. Vale lembrar, que um esforço contínuo, sacrifica menos a estrutura (alma), do que um esforço de impacto.

SENSIBILIDADE Uv
Os raios Ultravioleta tem uma grande influência sobre fibras sintéticas. Principalmente eles ressecam e desbotam fibras tingidas. Uma vez ressecadas, a perda da resistência é muito grande. Uma boa maneira de evitar esse tipo de desgaste, é prevenir a corda de exposições muito prolongadas ao tempo.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Fique atento ao vidro quebrado.



Recentemente uma mulher trabalhando num balcão de supermercado teve sua rotina subitamente interrompida, quando uma garrafa de soda caiu e estourou perto dela, sendo atingida pelos cacos onde sofreu pequenos cortes. Um vendedor de uma loja de luminárias demonstrava abajur de louça, quando o cliente caiu acidentalmente sobre o abajur sofrendo cortes no punho. Um trabalhador de manutenção foi atingido no olho por um caco de vidro quando uma janela de vidro caiu.
A lista de feridos poderia continuar, passando pelo caso de uma pessoa que tromba com uma porta de vidro até a queda de um copo de vidro no banheiro. Porém, a história da segurança não termina com ferimentos. Alguém tem que limpar o vidro quebrado e esta tarefa exige o maior cuidado. Os ferimentos causados ao recolher os cacos de vidro, ou por não recolhê-los, não costumam virar “manchete de jornal”, mas fazem seus estragos com freqüência através de cortes, ferimentos atingindo pequenas artérias e posteriores infecções.
Tome cuidado quando lidar com cacos de vidro. Se você se cortar busque os primeiros socorros imediatamente. Garrafas ou copos quebrados nunca devem ser depositados diretamente no lixo. Acondicione os cacos numa folha de jornal ou outro papel resistente e se possível rotular com o dizer “contém vidro quebrado”. Se estiver trabalhando com maquinário, desligue-o antes de começar a remoção do mesmo.
Os trabalhadores que forem regularmente expostos a riscos de vidro quebrado, devem usar o equipamento de proteção individual apropriado. Este equipamento é constituído de óculos de segurança, luvas ou máscaras, dependendo do tipo de trabalho. As luvas e protetores de braços, assim como a bota de segurança são necessárias.
Ocasionalmente, nós mesmos quebramos um copo de vidro ou objeto de vidro. Neste caso os cacos podem ser coletados usando-se um pedaço de papelão. As partículas menores podem ser recolhidas com folhas absorventes umedecidas, que devem ser enroladas e marcadas como tendo vidro quebrado. Nunca use toalhas ou guardanapos de tecido para coletar as partículas de vidro. O uso de uma pazinha de lixo, de uma vassoura ou rodo de borracha também é um método seguro para lidar com esta situação. As pessoas que trabalham com vidro devem ser alertadas constantemente quanto a quebra, mal empilhamento e caixas defeituosas. Um ferimento sério pode ocorrer se você cair ou esbarrar numa caixa ou prateleira onde o vidro quebrado possa ter sido deixado.
Algum dia você pode lidar ou tentar abrir recipientes de vidro que podem quebrar. Neste caso proteja suas mãos com toalhas grossas. Se houver suspeita de vidro quebrado num local contendo água, primeiramente faça a drenagem da água do local para posterior remoção do vidro.

Seria virtualmente impossível cobrir todos os casos em que você pode defrontar com o problema do vidro quebrado Lembre-se, porém, de que o vidro quebrado deve ser coletado e descartado imediatamente e de uma maneira que seja segura para você, sua família e para os outros

sábado, 5 de dezembro de 2009

Primeiro Programa de Debate Técnico do Brasil.



Olá Técnicos!!! Estava eu em casa e pensei " porque não fazer o uso da tecnologia a nosso favor" ai tive a seguinte idéia, criar o primeiro programa de debate de segurança do trabalho do Brasil, como fariamos isso? Usariamos o Skype para poder fazer conferencias ao vivo com técnicos de todo o Brasil e assim tirariamos nossas duvidas e discutiriamos questões, fazendo assim, com que cada um aprimorasse mais seus conhecimentos, quais seriam os requisitos para poder fazer o debate?
Ter o Skype instalado no seu pc, segue o link: http://www.baixaki.com.br/download/skype.htm

Ter um microfone e caixas de som no pc.

procurar pelo seguintes usuarios skype: amaurimatos@hotmail.com ( Lauro de freitas - Brasil ) ou denis-tst@hotmail.com ( Salvador - Brasil )que seriam os mediadores do debate.

Os debates seriam feitos nos dias de terça e quinta, das 21:00 as 21:45

Eu acho que seria uma boa idéia, assim aumentariamos também nossos contatos pelo Brasil, e fora que seriamos os primeiros a fazer esse tipo de programa no Brasil.
Vamos lá Técnicos!! os seguintes técnicos já aderiram a essa iniciativa.
Usuarios Skype: Fábiotecnicobh, amaurimatosdecerqueira, tsdenis1, ninha-oliveira.

sábado, 28 de novembro de 2009

Procurando um Estágio?



Para a galera que está na correria a procura de estágio a equipe Eu Trabalho Seguro indica estes sites para cadastramento de curriculo, boa sorte a todos.

www.nube.com.br
www.iel.org.br
www.ciee.com.br

O que são Aerodispersóides.



São dispersões de partículas sólidas ou líquidas de tamanho bastante reduzido (abaixo de 100m, que podem se manter por longo tempo em suspensão no ar. Exemplos: poeiras (são partículas sólidas, produzidas mecanicamente por ruptura de partículas maiores), fumos (são partículas sólidas produzidas por condensação de vapores metálicos), fumaça (sistemas de partículas combinadas com gases que se originam em combustões incompletas), névoas (partículas líquidas produzidas mecanicamente, como por em processo “spray”) e neblinas (são partículas líquidas produzidas por condensações de vapores).

O tempo que os aerodispersóides podem permanecer no ar depende do seu tamanho, peso específico (quanto maior o peso específico, menor o tempo de permanência) e velocidade de movimentação do ar. Evidentemente, quanto mais tempo o aerodispersóides permanece no ar, maior é a chance de ser inalado e produzir intoxicações no trabalhador.

As partículas mais perigosas são as que se situam abaixo de 10m, visíveis apenas com microscópio. Estas constituem a chamada fração respirável, pois podem ser absorvidas pelo organismo através do sistema respiratório. As partículas maiores, normalmente ficam retidas nas mucosas da parte superior do aparelho respiratório, de onde são expelidas através de tosse, expectoração, ou pela ação dos cílios.

Gases.

São dispersões de moléculas no ar, misturadas completamente com este (o próprio ar é uma mistura de gases). Não possuem formas e volumes próprios e tendem a se expandir indefinidamente. À temperatura ordinária, mesmo sujeitos à pressão fortes, não podem ser total ou parcialmente reduzidos ao estado líquido.

Vapores.

São também dispersões de moléculas no ar, que ao contrário dos gases, podem condensar-se para formar líquidos ou sólidos em condições normais de temperatura e pressão. Uma outra diferença importante é que os vapores em recintos fechados podem alcançar uma concentração máxima no ar, que não é ultrapassada, chamada de saturação. Os gases, por outro lado, podem chegar a deslocar totalmente o ar de um recinto.

De acordo com a definição dada pela Portaria n.º 25, que alterou a redação da NR-09, são as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão.

São os riscos gerados por agentes que modificam a composição química do meio ambiente. Por exemplo, a utilização de tintas á base de chumbo introduz no processo de trabalho um risco do tipo aqui enfocado, já que a simples inalação de tal substância pode vir a ocasionar doenças como o saturnismo.

Tal como os riscos físicos, os riscos químicos podem atingir também pessoas que não estejam em contato direto com a fonte do risco, e em geral provocam lesões mediatas (doenças). No entanto, eles não necessariamente demandam a existência de um meio para a propagação de sua nocividade, já que algumas substâncias são nocivas por contato direto.

Tais agentes podem se apresentar segundo distintos estados: gasoso, líquido, sólido, ou na forma de partículas suspensas no ar, sejam elas sólidas (poeira e fumos) ou líquidas (neblina e névoas). Os agentes suspensos no ar são chamados de aerodispersóides.

As substâncias ou produtos químicos que podem contaminar um ambiente de trabalho classificam-se, em:

• Aerodispersóides;
• Gases e vapores.

As principais vias de penetração destas substâncias no organismo humano são:

• O aparelho respiratório,
• A pele,
• O aparelho digestivo.

Andaime quebra e operários ficam pendurados em Florianópolis.



Dois funcionários de uma metalúrgica ficaram pendurados, depois que o andaime onde trabalhavam se desprendeu dos cabos, nesta sexta-feira (27), em Florianópolis. A dupla trabalhava em uma obra da fachada do edifício, a cerca de 15 metros do chão, quando ocorreu o acidente. De acordo com o Corpo de Bombeiros, um dos homens entrou pela janela e, em seguida, puxou o companheiro. (Foto: Maurício Vieira/Agência RBS/AE )

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Fique Ligado!!!



Classes de incêndio E e K

Atualmente temos mais 2 classes de incêndio, a "E" e a "K".
Oficialmente reconhecida pela NFPA temos as 4 antigas mais a "K", perfazendo um total de 5.

A classe "E" trata de incêndios envolvendo material radioativo.
Não por coincidência, não existe agente extintor e tampouco EPI para combater tal situação.

A classe "K" surgiu da necessidade de proteção a cozinha, principalmente industriais, onde o fogo ocorrido em óleo e gordura, era tratado como da classe "B" de incêndio.
O grande problema que geralmente tratava-se de ambiente fechado, onde havia o acúmulo do pó químico. O fogo era apagado porém, o ambiente ficava com a névoa de pó, causando certa asfixia e contaminando toda o alimento. Não só o que que estava em chamas.

Temos no Brasil a indústria de extintores Protege, fornecendo o agente que é à base de acetato de potássio, ácido lático e ácido cítrico. Trata-se de um produto químico úmido usado também na classe "A" de incêndio.
Age apenas no local incendiado, não afetando demais alimentos e muito menos provocando certa asfixia.


Ai galera TST surgiram mais duas novas classes de incêndios, não muito exploradas ainda, mas achei um pouco sobre as mesmas e resolvi colocar aqui, quem tiver mais material sobre o assunto peço que envie para um dos emails dos colaboradores e assim fazemos questão de divulgar seu nome aqui.

Grato

Amauri Matos

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Como funciona uma Torre de refino de petróleo?



Uma refinaria tem a função básica de decompor o petróleo em diferentes subprodutos, como gasolina, diesel e querosene. Para isso, ela recebe o petróleo – na forma do chamado óleo crú – das plataformas de extração e o submete a diversos processos químicos. O primeiro e mais importante desses processos é a destilação, que ocorre dentro de uma grande torre. Nela, o petróleo é aquecido a altas temperaturas, evapora e, quando volta à forma líquida novamente, já tem boa parte de seus principais subprodutos separados. O Brasil possui hoje 14 refinarias de petróleo. Elas são capazes de processar, juntas, cerca de 1,7 milhão de barris de petróleo por dia.

A TODO VAPOR
Petróleo é aquecido a 370 ºC para entrar numa torre de destilação na forma gasosa

1) O petróleo extraído no Brasil segue até as refinarias quase sempre por meio de oleodutos. Ao chegar à refinaria, ele é guardado em tanques de armazenamento, de onde parte para ser processado.

2) O refino começa com o petróleo seguindo por dutos até uma espécie de caldeira. Lá, ele é aquecido a cerca de 370 ºC e vira parcialmente vapor. O que sai da caldeira é uma mistura de vapor com o que sobrou de petróleo na forma líquida.

3) Essa mistura entra numa torre de destilação. A parte gasosa sobe, a líquida desce. As partes mais densas do petróleo líquido caem até o fundo da torre. Já as menos densas podem até virar vapor no meio da queda e começar a subir.

4) Na base da torre fica um outro aquecedor. Como ele aumenta ainda mais a temperatura do petróleo, uma parte do líquido que escorreu até lá vira vapor também. Mesmo assim, ainda sobra um resíduo, que nunca vaporiza. Ele é recolhido e usado para fazer asfalto.

5) Ao longo da torre, há vários “andares” com pratos, um tipo de grade perfurada. Ao subir, partes do vapor de petróleo esfriam e viram líquido de novo. Quando isso ocorre, as gotas caem em cima dos pratos, que represam parte do óleo.

6) Os novos vapores que estão subindo passam pelos buracos dos pratos. Ao entrarem em contato com a parte do petróleo já líquida, eles perdem calor. Assim, mais moléculas gasosas se resfriam e são condensadas.

7) Os pratos só retêm uma pequena parte do líquido formado, o excesso transborda e escorre até um recipiente chamado panela. A parte do petróleo acumulada em cada panela é bombeada e segue para fora da torre por meio de dutos.

8) O vapor de cada subproduto do petróleo – como a gasolina e o diesel – vira líquido numa certa temperatura, atingida em “andares” diferentes da torre. Ou seja, cada subproduto enche uma panela específica.

9) Os subprodutos saem da torre ainda um pouco “contaminados” uns pelos outros. Todos vão para um processo de purificação: em tanques, passam por reações químicas para quebrar e recombinar suas moléculas até estarem puros.

10) Os subprodutos obtidos ficam em outros tanques de armazenagem. Da refinaria, eles saem por oleodutos até as indústrias petroquímicas (que usam o GLP para fazer plásticos, por exemplo) ou rumo às distribuidoras de combustível.

Sete refrigerantes têm Benzeno, substância cancerígena.



Em uma pesquisa com 24 refrigerantes, a Pro Teste --Associação Brasileira de Defesa do Consumidor-- verificou que 7 têm benzeno, substância potencialmente cancerígena. O benzeno surge da reação do ácido benzoico com a vitamina C. Como não há regra para a quantidade do composto em refrigerantes, usou-se o limite para água potável: 5 microgramas por litro.


Os casos mais preocupantes foram o da Sukita Zero, que tinha 20 microgramas, e o da Fanta Light, com 7,5 microgramas. Os outros cinco produtos estavam abaixo desse limite. São eles: Dolly Guaraná, Dolly Guaraná Diet, Fanta Laranja, Sprite Zero e Sukita.


Fernanda Ribeiro, técnica da Pro Teste, diz que é difícil estudar a relação direta entre o benzeno e o câncer em humanos, mas que já se sabe que a substância tem alto potencial carcinogênico e que, se consumida regularmente, pode favorecer tumores. "Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), não há limite seguro para ingestão dessa substância", diz.


A química Arline Abel Arcuri, pesquisadora da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho) e integrante da Comissão Nacional Permanente do Benzeno, diz que o composto vem sendo relacionado especialmente a leucemias e, mais recentemente, também ao linfoma.


O fato de entrar em contato com o benzeno não significa necessariamente que a pessoa vá ter câncer --há organismos mais e menos suscetíveis. "Mas não somos um tubo de ensaio para saber se resistimos ou não, e não há limites seguros de tolerância. O ideal, então, é não consumir", diz Arcuri.
O benzeno está presente no ambiente, decorrente principalmente da fumaça do cigarro e da queima de combustível. Na indústria, é matéria-prima de produtos como detergente, borracha sintética e náilon.
Nesse caso, não contamina o consumidor por se transformar em outros compostos. A principal preocupação é proteger o trabalhador da indústria.
O efeito do benzeno é lento, mas, quanto maior o tempo de exposição e a quantidade do composto, maior a probabilidade de desenvolver o tumor.

Fonte: Folha.

Morte em obra na Bahia.

Todas as faixas da Avenida Paralela, no sentido Rodoviária-Aeroporto foram ocupadas por operários do Conjunto Le Parc (em frente ao próprio conjunto), causando grande congestionamento no trânsito do local, na manhã desta quarta-feira, 25/11/09.

A Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador) recomenda aos condutores que utilizem a via da orla marítima (Avenida Octávio Mangabeira) se estiverem se dirigindo ao Aeroporto, Itapuã e Litoral Norte em geral, evitando piorar o engarrafamento.

Morte na obra - Na tarde da segunda-feira, 23, o operário Genildo dos Santos, 28 anos, morreu após cair da sétima laje da obra do condomínio de luxo Le Parc Residential Resort – localizado na Avenida Paralela - na qual trabalhava como ajudante comum. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e da Madeira da Bahia (Sintracom-BA), Raimundo Brito, fez duras críticas aos responsáveis pelo empreendimento.

"Esta é a pior obra que nós temos em termos de tratamento e segurança dos funcionários, higiene dos banheiros e alimentação. Tudo de ruim existe no Le Parc”, sentencia Raimundo, informando que cerca de três mil trabalhadores atuam naquele local.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Que tipo de Extintor Usar.

Vagas para Técnico de Segurança.



O Grupo Andrade Gutierrez destaca-se por sua trajetória de competência e criatividade, na realização de grandes empreendimentos no Brasil e no mundo. Fundado em 1948, em Belo Horizonte, hoje é um dos maiores grupos privados da América Latina, com atuação nos setores de Engenharia e Construção, Telecomunicações, Energia e Concessões Públicas.


Técnico(a) de Segurança do Trabalho

Os pré-requisitos são:

* Ensino médio profissionalizante completo;
* Experiência em obras de construção pesada;
* Registro no Ministério do Trabalho;
* Curso de Interpretação de Normas OHSAS 18001, NBR ISO 9001 e NBR ISO 14001;
* Domínio de informática;
* Disponibilidade para residir no exterior (República Dominicana).


IMPORTANTE: PARA SE CANDIDATAR A VAGA, DEVERÁ SE CADASTRAR GRATUITAMENTE NO SITE: www.vagas.com.br

Procuradoria-Geral Federal já propôs 1.085 ações regressivas contra empresas: INSS quer recuperar o que gastou com acidente de trabalho.



Não são só as mudanças na legislação do Seguro Acidente do Trabalho (SAT) que estão deixando as empresas apreensivas. Além de terem que arcar com um aumento no valor da contribuição em 2010, elas correm o risco de responder na Justiça por ocorrências com os trabalhadores.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) colocou um time de 140 procuradores federais em campo só para investigar acidentes e ajuizar ações regressivas para buscar o que foi pago aos segurados. Um total de 1.085 processos está em tramitação. Causas que somam R$ 83,7 milhões.

A nova política de cobrança foi implantada pela Procuradoria-Geral Federal (PGF) - órgão subordinado à Advocacia-Geral da União - em meados do ano passado. Até então, havia apenas iniciativas isoladas em algumas procuradorias locais.

Os processos envolvem pensões por morte, invalidez e auxílio-doença - benefícios que absorverão este ano R$ 12 bilhões dos cofres da Previdência Social. São ajuizados quando há indícios de negligência por parte do empregador.

"Há um procedimento investigatório prévio. Se comprovada a culpa da empresa pelo acidente de trabalho, entramos com a ação regressiva", diz o coordenador-geral de Cobrança e Recuperação de Créditos da PGF, Albert Caravaca.

ACIDENTES DE TRABALHO - QUANTIDADE DE OCORRÊNCIAS NO PAIS:

2005 - 499.680

2006 - 512.232

2007 - 659.523

2008 - 747.663

Fonte: INSS

Já foram proferidas 84 sentenças. Deste total, só 12 são desfavoráveis ao INSS. Em 72 casos, os processos foram julgados procedentes (66 ou 78,5% do total) ou parcialmente procedentes (6 ou 7,1% do total).

E muitos deles foram mantidos ou revertidos em segunda instância, segundo Caravaca. Em uma das ocorrências, a Indústria de Bebidas Antarctica do Norte/Nordeste - sucedida pela AmBev - Companhia de Bebidas das Américas - foi condenada a indenizar o INSS pela morte de um trabalhador, supervisor de linha de produção de refrigerantes, ocorrida em setembro de 2001.

Se mantida a decisão, a empresa será obrigada a ressarcir o que já foi pago de pensão à família do empregado e a constituir capital para garantir as futuras prestações. O valor calculado pelo INSS para a causa é de aproximadamente R$ 800 mil.

A juíza da 4ª Vara Federal de Manaus, Marília Gurgel de Paiva e Sales, entendeu, neste caso, que "a não adoção de precauções recomendáveis, se não constitui a causa em si do acidente, evidencia negligência da empresa que, com sua conduta omissiva, deixou de evitar o acidente, sendo responsável pela reparação do dano, inclusive em ação regressiva ajuizada pelo INSS". A AmBev informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que vai recorrer da decisão.

A PGF conseguiu também condenar uma empresa do setor plástico a pagar indenização de aproximadamente R$ 50,7 mil pelas despesas causadas à Previdência Social. Um auxiliar de produção morreu no interior de uma máquina de injeção plástica ao tentar retirar peças que ficaram aprisionadas nos moldes.

A procuradoria argumentou que de acordo com o laudo de investigação não havia um dispositivo de segurança na máquina que impedisse o seu funcionamento após a abertura, faltava a manutenção preventiva dos equipamentos, além da qualificação dos trabalhadores para operação de máquinas perigosas.

As ações regressivas ajuizadas pela PGF estão fundamentadas no artigo 120 da Lei nº 8.213, de 1991, que dispõe sobre os planos de benefícios da Previdência Social. De acordo com o dispositivo, nos casos de negligência quanto às normas de segurança e higiene do trabalho, a Previdência Social deve propor ações regressivas contra os responsáveis. "As ações são uma forma de mostrar às empresas que é mais fácil investir na prevenção de acidentes", afirma o procurador federal Albert Caravaca.

Nas defesas apresentadas, as empresas argumentam que é ilegal exigir um direito de regresso contra quem já paga um seguro - o SAT -, criado para cobrir as despesas da Previdência Social com benefícios.

"É um absurdo. Se as empresas tiverem que financiar os benefícios, é mais fácil acabar com o SAT", diz o advogado Rodrigo Arruda Campos, sócio da área previdenciária do escritório Demarest & Almeida, que defende dez clientes em ações regressivas ajuizadas pelo INSS.

"Quando seu carro está segurado, a companhia seguradora não pode cobrar o conserto dele em caso de acidente. A menos que prove que houve dolo."

Embora não tenha ainda atuado em nenhum caso, o advogado Marcelo Gômara, do escritório TozziniFreire Advogados, tem alertado seus clientes dos riscos com a nova política adotada pelo INSS.

"Tudo indica que virá uma enxurrada de ações", diz. Para ele, o SAT ganha cada vez mais o contorno de um seguro privado. Este ano, o governo reenquadrou as 1.301 atividades econômicas nas alíquotas do SAT - que variam entre 1% e 3% e levam em consideração estatísticas de acidentes de trabalho, gravidade dos acidentes e custos para a Previdência - e criou o Fator Acidentário de Prevenção (FAP).

O mecanismo foi adotado para aumentar ou reduzir as alíquotas do SAT , com base nos índices de cada empresa. O FAP varia de 0,5 a dois pontos percentuais, o que significa que a alíquota de contribuição pode ser reduzida à metade ou dobrar. "É um autêntico seguro. É ilegal cobrar pela cobertura do acidente. É mais uma medida para tentar tampar o buraco da Previdência", afirma Gômara.



Fonte: Valor Econômico, por Arthur Rosa, 24.11.2009

MPT encontra várias irregularidades em obras de construção civil em Rondônia.



Em Porto Velho, cinco obras foram visitadas no primeiro dia de operações que segue até o dia 20 de novembro

Brasília, 17/11/2009 – O Ministério Público do Trabalho (MPT) iniciou na segunda-feira (16) as operações para averiguar possíveis irregularidades no meio ambiente de trabalho do ramo da construção civil. As investigações fazem parte das atividades do Programa Nacional de Combate às Irregularidades Trabalhistas na Indústria da Construção Civil, e seguem até o dia 20 de novembro, em todos os estados brasileiros.


Rondônia – Em Porto Velho, cinco obras foram visitadas no primeiro dia de operações. Duas equipes do MPT estiveram em ação. Na inspeção realizada foram encontradas diversas irregularidades como betoneiras e serras circulares sem proteção e aterramento; torres de elevador com cancela sem sistema de proteção que impeça a abertura quando o elevador não estiver no nível do pavimento; alojamentos e banheiros em condições precárias; falta de proteção contra queda de altura; andaimes e torres de elevador sem projeto de responsável técnico; instalações elétricas sem isolamento; falta de isolamento em locais de subida e descida de cargas por guincho entre outros.

Rio de Janeiro – Três equipes do MPT participaram do primeiro dia de inspeção a obras localizadas nos bairros de Jacarepaguá, Taquara e Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Ao todo, foram inspecionadas nove obras onde foram encontradas irregularidades como a existência de fios desencapados pelo chão, fios elétricos submersos na água de chuva e escavação sem escoramento, apesar da ocorrência recente de acidente com vítima de soterramento.


Maranhão – Em São Luís do Maranhão, as equipes do MPT visitaram um total de onze obras. Os procuradores se depararam com problemas como ausência de proteção contra queda, empregados sem registro contratados sob a modalidade “empreitada” e instalações elétricas irregulares. Parte da obra de uma das empresas visitadas foi interditada por irregularidades quanto às gruas, andaimes e ausência de proteção quanto a queda de materiais.


Paraná – Durante o primeiro dia das operações no Paraná, 90 trabalhadores foram beneficiados com a operação. Os procuradores do Trabalho encontraram irregularidades como trabalhadores sem cinto de segurança e alertaram os empresários para as medidas de adequação: medidas de proteção contra queda de altura; proteção da escada da grua e aterramento da mesma; proteção para prevenir soterramento.


Pernambuco – Dez obras foram vistoriadas no estado pernambucano. De acordo com o levantamento, algumas obras foram embargadas e interditadas. Em uma das obras em que houve interdição de equipamento, foi constatado risco de queda em altura de trabalhadores e de objetos ou materiais, tendo em vista a ausência de guarda-corpo.

Em outra situação, riscos de choques elétricos, bebedouro sem aterramento, cabos elétricos diretamente ligados nas tomadas, além de andaimes de rodízios sem travas e sem estaiamento, e do uso de serra manual adaptada para uma bancada sem proteção, levaram ao embargo total da obra.

Distrito Federal – 792 trabalhadores do Distrito Federal foram beneficiados com as operações do MPT, tendo sido encontradas irregularidades como aberturas de pisos nas lajes de diversos pavimentos sem o fechamento provisório com material resistente e ausência ou inadequação de proteções coletivas em locais onde o risco de queda de altura está presente.


Paraíba – Na Paraíba foram inspecionadas duas empresas. Das operações resultaram embargos parciais de obras e de elevadores de passageiros e partes elétricas, além de serem detectadas irregularidades na área de segurança do trabalhador.


Espírito Santo – Um total de oito obras foram inspecionadas no Espírito Santo onde os principais problemas foram a falta de uso de cinto de segurança e irregularidades nos equipamentos. Como resultado das operações, algumas empresas foram embargadas total ou parcialmente.

Fonte: Ministério Público do Trabalho
Procuradoria-Geral do Trabalho

SESMT Força-tarefa na construção civil embarga mais de 30 obras na Paraiba.



A força-tarefa que reúne Ministério Público do Trabalho e auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego já embargou mais de 30 obras de construção civil na Paraíba, sendo que 16 delas foram totalmente paralisadas. Os embargos totais foram realizados em razão principalmente do descumprimento de normas de segurança do trabalhador. Em muitos casos as irregularidades apresentavam grave e iminente risco de acidentes para os operários. A força-tarefa é resultado do Programa Nacional de Combate às Irregularidades Trabalhistas na Indústria da Construção Civil, lançada pela Procuradoria Geral do Trabalho (PGT).

Nesta sexta-feira houve mais três embargos totais em Patos, além de um em João Pessoa e outro em Campina Grande. Além disso, uma obra na casa de shows Domus Hall teve todos os equipamentos interditados pela força-tarefa. Foram encontradas situações de grave e iminente risco de acidentes e choques elétricos. Também foram paralisados todos os trabalhos nos andaimes, que se encontravam livres, sem proteção lateral. Os andaimes eram de até 12 metros de altura. Também foi constatada terceirização irregular.

A força-tarefa foi uma iniciativa da PGT, que acionou suas Regionais em todo o país para essa operação, realizada em conjunto com o MTE. Os trabalhos tiveram início na última segunda-feira e vão até hoje, quando a coordenadora estadual da força-tarefa, procuradora do Trabalho Myllena Alencar, dará entrevista coletiva, às 14h30, na sede do MPT, ao lado dos demais procuradores participantes e dos auditores fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego da Paraíba. O município de Patos foi o que apresentou o maior número de irregularidades.

Os embargos parciais são feitos quando os problemas detectados são pontuais, não comprometendo a segurança de todos os trabalhadores da obra, mas apenas de determinados serviços ou lajes.

Foram mobilizadas três equipes em João Pessoa, uma em Patos e outra em Campina Grande. Em João Pessoa atuaram os procuradores do Trabalho Myllena Alencar, Cláudio Gadelha e Helena Camelo. Em Campina Grande, o procurador Carlos Eduardo de Azevedo Lima; e em Patos, o procurador Marcos Antonio. Todos foram acompanhados de auditores fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego.

Principais irregularidades

As principais irregularidades encontradas na maioria das obras foram: elevadores e andaimes irregulares, pontas de vergalhões desprotegidas, áreas periféricas abertas e desprotegidas, inexistência de guarda-corpo e de equipamentos de proteção coletiva e individual; fios de eletricidade expostos e falta de higiene.

O Procurador-Geral do Trabalho, Otavio Brito, lançou no início da semana o Programa Nacional de Combate às Irregularidades Trabalhistas na Indústria da Construção Civil e anunciou a realização de operações investigatórias em canteiros de obras por todo o país. Durante entrevista coletiva, na última terça-feira, o procurador-geral revelou dados coletados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre irregularidades encontradas no meio ambiente de trabalho do setor da construção civil, em 2009.

A falta de registro de empregados e de terceirizados, e a contratação de trabalhadores menores de 18 anos são algumas das infrações cometidas por empresas da construção civil. O MPT conduz investigações em todos os estados brasileiros para averiguar irregularidades no setor e promover ações judiciais e extrajudiciais que protejam os direitos do trabalhador. Essas operações visam verificar se o meio ambiente de trabalho no setor da construção civil exibe inadequações com possibilidade de gerar riscos graves e iminentes aos trabalhadores, como soterramento, quedas de altura e choques elétricos. No que diz respeito às relações de trabalho, os procuradores estão averigrando, por exemplo, se há registro (CTPS), se há terceirização de atividade fim, fraude nas relações de emprego ou cooperativa fraudulenta.

A Importancia do cadeado de segurança.

video

Risco Rural

domingo, 22 de novembro de 2009

NORMAS REGULAMENTADORAS/SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO



As Normas Regulamentadoras - NR, relativas à segurança e medicina do trabalho, são de observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.


No link á seguir vc terá acesso a todas as (NR`s)Normas Regulamentadoras e (NRR`s) Normas Regulamentadoras Rurais .
Segue link: http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nrs.htm .

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Exposição do Corpo Humano á Vibração.



As vibrações são agentes físicos nocivos que afectam os trabalhadores e que podem ser provenientes das máquinas ou ferramentas portáteis a motor ou resultantes dos postos de trabalho. As vibrações encontram-se presentes em quase todas as actividades, nomeadamente em construção e obras públicas, indústrias extractivas, exploração florestal, fundições e transportes.


A análise das vibrações é fundamental para determinar as causas e permitir reduzir e/ou eliminar determinados tipos de vibrações, principalmente aquelas cujo ritmo corresponde à frequência de ressonância do corpo.


Os riscos devidos a vibrações mecânicas têm efeitos sobre a saúde e segurança dos trabalhadores e deles podem resultar perturbações musculoesqueléticas, neurológicas e vasculares, além de outras patologias.


A alteração dos métodos de trabalho, a escolha de máquinas, ferramentas e outros equipamentos concebidos com o objectivo de reduzir a vibração ao nível mais baixo possível, a manutenção e conservação desses equipamentos e a vigilância de saúde adequada têm uma importância fundamental na prevenção dos riscos para a saúde dos trabalhadores.


A Directiva n.º2002/44/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de Junho, adoptou prescrições mínimas de segurança e saúde respeitantes à exposição dos trabalhadores aos riscos devidos a vibrações mecânicas.
CAUSAS E EFEITOS DAS VIBRAÇÕES:
As vibrações normalmente existentes no meio industrial podem ter origem diversa:Vibrações provenientes do modo de funcionamento dos equipamentos (máquinas percutantes, compressores alternativos, irregularidades do terreno);Vibrações provenientes do próprio processo de produção (martelo picador, britadeiras);
Vibrações devido à má manutenção de máquinas e ao funcionamento deficiente.
Estas vibrações podem ser transmitidas:
A uma parte do corpo, geralmente membros superiores, no trabalho com ferramentas vibrantes ou transmitidas na fabricação;A todo o corpo humano, como no trabalho na vizinhança de grandes máquinas e vibrações provenientes das máquinas móveis.
O efeito das vibrações depende da frequência destas.Assim:
Vibrações elevadas (superiores a 600 Hz) provocam efeitos neuromusculares;
Vibrações superiores a 150 Hz afectam, principalmente, os dedos;
Vibrações entre 70 e 150 Hz chegam até às mãos;
Vibrações entre 40 e 125 Hz provocam efeitos vasculares;
Vibrações de baixa frequência podem provocar lesões nos ossos.

domingo, 15 de novembro de 2009

Lixo Hospitalar.


Os Resíduos Sólidos Hospitalares ou como é mais comumente denominado “lixo hospitalar ou resíduo séptico”, sempre se constituiu um problema bastante sério para os Administradores Hospitalares. O desenvolvimento e a falta de informações, mitos e fantasias entre funcionários, pacientes, familiares sobre o assunte que faz com que, m muitos casos, o resíduos seja ignorado, ou recebam um tratamento com excesso de cuidado, onerando ainda mais os já combalidos recursos das instituições hospitalares.

A atividade hospitalar é por si só uma fantástica geradora de resíduos, inerente à diversidade de atividades que se desenvolvem dentro destas empresas. Não raro lhe são atribuídas à culpa por casos de infecção hospitalar e outros males.

Lixo hospitalar representa perigo à saúde e meio ambiente, Hospitais e clinicas produzem lixo que pode estar infectado ou contaminado. Podem também se desfazer de drogas e remédios que podem se tornar perigosos, se tomados por pessoas erradas. Alem disso, os hospitais produzem uma enorme quantidade de lixo comum, que é descartado da mesma maneira que o domestico.

Se os mesmo não receberem manejo adequado, os dejetos gerados por serviços de saúde e clínicas veterinárias, necrotérios, representam um grande perigo, tanto para a saúde das pessoas quanto para o meio ambiente. O Brasil gera cerca de 150 mil toneladas de resíduos urbanos por dia. Estima-se que a geração de Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) represente de 1% a 3% deste volume (entre 1,49t e 4,47e).

O mais grave, no entanto, porem não em tanto volume, é o Lixo Hospitalar Doméstico. Este tipo de resíduo hospitalar, muitas vezes é ignorado e tem sua importância subestimada pelos usuários domésticos, que podem ser formados por curiosos (que se dizem profissional de saúde) algumas empresas de home care, (que não providenciam descarte adequado deste material), cuidadores e profissionais de saúde desatualizados sem respaldo legal ou supervisão profissional adequada. Estes resíduos podem ser: ataduras, gazes, fitas adesivas para curativos, curativos em geral, seringas e agulhas, lâminas de bisturi, restos e frascos de medicamentos, demais resíduos que podem ser considerados como hospitalares e até mesmo fraldas e outras descartáveis utilizados em pacientes mantidos em casa com home care ou cuidador treinado.

Por muitas vezes, coletores do lixo hospitalar, catadores de aterros sanitários se feriram com objetos perfurocortantes e nunca souberam do que se tratava, sendo comum encontrarem, seringas e agulhas em “lixo Doméstico”, que na verdade deveria ser considerado como Lixo Hospitalar Doméstico, ou encontrando até mesmo em Lixo Hospitalar, sendo mal acondicionado por funcionários dos próprios hospitais. Isto significado então, que este lixo é simplesmente descartado como lixo comum. O que é um perigo para a Saúde Publica. Um inimigo invisível e silencioso.

Sem perigo – Se os resíduos são depositados de acordo com e norma estabelecida pela Anvisa, não há riscos para o meio ambiente (com contaminação do solo, de águas superficiais e profundas) ou para a população (em decorrência da ingestão de alimentos ou água contaminada).

Ambiente de Trabalho Influencia na Saúde do Trabalhador.

Um estudo conduzido na Finlândia e recém-publicado no periódico Occupational and Environmental Medicine revela que indivíduos que julgam viver em melhores ambientes de trabalho apresentam menos comportamentos de risco à saúde: tabagismo, obesidade, sedentarismo e abuso de álcool. Vale lembrar que esses são os quatro fatores de risco mais associados a doenças e à mortalidade em países industrializados.

A pesquisa analisou mais de 30 mil servidores públicos finlandeses e confirmou que fatores psicosociais associados ao trabalho são capazes de contribuir para que as pessoas adquiram comportamentos de risco. Outras pesquisas já haviam revelado que condições psicológicas adversas no trabalho aumentam o risco de obesidade e excesso de álcool. Também já havia sido demonstrado que indivíduos que não têm confiança na instituição em que trabalham têm maior dificuldade em abandonar o vício do cigarro.

O mundo corporativo já está bem convencido de que investir na saúde dos trabalhadores traz grande retorno econômico. O presente estudo demonstra que o clima organizacional pode ser um forte aliado para a promoção da saúde.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Doenças Ocupacionais.



Doença Ocupacional é toda aquela adquirida através do trabalho, logo acima vocês poderão observar que existe uma tabela com as doenças mais adquiridas nos postos de trabalho e logo abaixo um resumo sobre o assunto abordado.

Resumo sobre Doenças Ocupacionais.


O desgaste do corpo provocado pelo processo produtivo, gera patologias específicas e acidentes de trabalho, relacionados com o tipo de trabalho executado. O trabalho pode ser entendido como um problema ambiental, que pöe o trabalhador em contato com agentes químicos, físicos, biológicos e psicológicos, causando acidentes ou doenças. Para a implementaçäo de soluçöes ou medidas preventivas, deve-se levar em conta todos esses fatores, além das relaçöes de poder e a capacidade reivindicatória dos operários nas fábricas. A máquina, determinando o ritmo do trabalho, limitando o poder relativo de decisäo do operário e o risco envolvido na interaçäo entre o operário, o objeto e o grau de controle que o operário exerce sobre o instrumento, podem determinar acidentes de trabalho e stress. Há algumas confusöes com o que realmente seria considerado Doença Ocupacional. No Brasil há certa tendência da legislaçäo listar de maneira bastante simplista e específica essas doenças, deixando com isso, de lado, inúmeras outras patologias que säo desencadeadas pelas relaçöes de trabalho.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Leia íntegra da resolução da Anvisa que proíbe câmaras de bronzeamento.



Resolução da diretoria colegiada - RDC nº 56, de 09 de novembro de 2009

Proíbe em todo território nacional o uso dos equipamentos para bronzeamento artificial, com finalidade estética, baseada na emissão da radiação ultravioleta (UV).

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe confere o inciso IV do art. 11 do Regulamento aprovado pelo Decreto nº 3.029, de 16 de abril de 1999, e tendo em vista o disposto no inciso II e nos §§ 1º e 3º do art. 54 do Regimento Interno aprovado nos termos do Anexo I da Portaria nº 354 da ANVISA, de 11 de agosto de 2006, republicada no DOU de 21 de agosto de 2006, em reunião realizada em 09 de novembro de 2009.

Considerando que a Vigilância Sanitária tem como missão precípua a prevenção de agravos à saúde, a ação reguladora de garantia de qualidade de produtos e serviços, que inclui a aprovação de normas e suas atualizações, bem como a fiscalização de sua aplicação;

Considerando a necessidade de implementar ações que venham contribuir para o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo;

Considerando a Resolução RDC nº 56, de 06 de abril de 20001, que estabelece os requisitos essenciais de segurança e eficácia aplicáveis aos produtos para saúde e determina que os possíveis riscos associados a tecnologia devem ser aceitáveis em relação ao benefício proporcionado pelo uso do produto;

Considerando a reavaliação da IARC - International Agency for Research on Câncer (instituição vinculada à Organização Mundial da Saúde - OMS) em julho de 2009, na qual foi considerada que exposição aos raios ultravioletas possui evidências suficientes para considerá-la carcinogênica para humanos;

Considerando que não existem benefícios que contraponham os riscos decorrentes do uso dos equipamentos para bronzeamento artificial estético; e

Considerando as dificuldades de se determinar um nível de exposição seguro ao uso dos equipamentos para bronzeamento artificial estético;

Adotou a seguinte Resolução de Diretoria Colegiada e eu, Diretor-Presidente, determino a sua publicação:

Art.1º Fica proibido em todo o território nacional a importação, recebimento em doação, aluguel, comercialização e o uso dos equipamentos para bronzeamento artificial, com finalidade estética, baseados na emissão de radiação ultravioleta.

§ 1º Os equipamentos para bronzeamento artificial considerados nesta resolução são os aparelhos emissores de radiação ultravioleta (UV) destinados ao bronzeamento artificial estético.

§ 2º A proibição não se aplica aos equipamentos com emissão de radiação ultravioleta, registrado ou cadastrado na ANVISA conforme regulamento sanitário aplicável, destinados a tratamento médico ou odontológico supervisionado.

Art. 2º Revoga-se a Resolução RDC nº 308, de 14 de novembro de 2002.

Art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Dirceu Raposo de Mello
Presidente da Anvisa

Anvisa proíbe câmaras de bronzeamento artificial no país.



A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu no Brasil o uso de equipamentos para bronzeamento artificial de finalidade estética que utilizam tecnologia de emissão de radiação ultravioleta. A partir de hoje, nenhuma clínica do país pode realizar o procedimento.

A decisão se baseou em dados colhidos na audiência pública aberta pela agência semanas depois da divulgação de um estudo pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Em julho deste ano, a Iarc (Agência Internacional para Pesquisa do Câncer), vinculada à OMS, alertou para o aumento do risco de câncer devido à utilização do equipamento, que passou de "causa provável" para "causa concreta" de tumores de pele. Especialistas internacionais concluíram que o risco é elevado em cerca de 75% quando se utiliza a câmara de bronzeamento antes dos 30 anos.

"Estamos brigando por isso há muito tempo. O aumento do risco da doença está mais do que comprovado", diz Selma Cernea, coordenadora da campanha contra o câncer de pele da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia). "Há fatores genéticos para o câncer sobre os quais não podemos interferir, mas os ambientais temos de evitar."

O governo considerou esse estudo e também uma resolução de abril deste ano, que determina que "os possíveis riscos associados à tecnologia devem ser aceitáveis em relação ao benefício proporcionado pelo uso do produto". Também reconhece a dificuldade para determinar níveis de exposição seguros.

Ficam de fora da proibição equipamentos com emissão de radiação ultravioleta destinados a tratamento médico (para psoríase, por exemplo) ou odontológico, desde que registrados na Anvisa. "Não há porque deixar uma pessoa que não precisa do procedimento se expor dessa forma", ressalta Selma.

A resolução foi publicada hoje no "Diário Oficial da União" e revoga norma anterior de 2002 que tornou obrigatória a avaliação médica e proibiu a utilização das câmaras por pessoas com sardas, manchas ou pintas, que tivessem histórico familiar de câncer de pele ou com doenças autoimunes, entre outras limitações.

Greenpeace denuncia suposto vazamento de urânio em usina na Bahia.



A organização ambientalista Greenpeace denunciou nesta terça-feira (10) um suposto vazamento de concentrado de urânio numa usina de processamento do minério em Caetité (BA). A usina é administrada pela INB (Indústrias Nucleares do Brasil), estatal vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

Suspeita de vazamento de substância radioativa interdita UFPR

A denúncia sobre o vazamento, que teria ocorrido no último dia 28, foi baseada em relatos de moradores do município, que alertaram sobre o risco de 30 mil litros do produto atingirem lençóis freáticos da região.

"Vazamentos desse tipo expõem a fragilidade da segurança nuclear. E depois de duas semanas não sabemos ainda a extensão da contaminação do solo, da água e quais os riscos para os moradores da redondeza", disse André Amaral, coordenador da campanha contra energia nuclear do Greenpeace.

A estatal e a ONG divergiram acerca da quantidade e do produto que vazou no último dia 28. Segundo a assessoria de imprensa da INB, houve o vazamento de apenas 500 litros de querosene, usado no processo de retirada do urânio da rocha.

Segundo a INB, o material, que já foi removido, vazou em razão de uma chuva intensa que causou picos irregulares de energia elétrica e, consequentemente, problemas técnicos em máquinas da usina.

"O incidente não provocou danos nem aos trabalhadores nem ao meio ambiente", afirmou a assessoria. Ainda assim, uma equipe técnica da Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear), órgão que fiscaliza o setor, foi ao local para avaliar as causas do incidente e os possíveis danos ambientais.

Administrada pela INB desde 2000, a mina em Caetité é responsável pelo abastecimento das usinas Angra 1 e 2. Com Angra 3, a produção será triplicada até a inauguração da usina, prevista para 2014. O governo estuda ainda a instalação de mais quatro usinas nucleares, sendo duas no Nordeste.

Nesses nove anos, já ocorreram seis vazamentos --de substâncias diferentes-- na usina em Caetité. Em 2004, três municípios vizinhos registraram mortandade de peixes por causa de um vazamento de concentrado de urânio, tório e rádio.

Em outubro do ano passado, a ONG afirmou que a água do município estava contaminada por urânio, segundo análises de um laboratório no Reino Unido. Logo depois, a INB apresentou estudos oficiais que negavam a informação.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Limpeza e higienização de bebedouros



Saiba como executar a limpeza de bebedouros tipo pressão (sem garrafão)

Materiais e equipamentos necessários:

• Cloro ( de 2.0 a 2,5%) – Um parte de cloro para quatro de água.

• Detergente Neutro, Diluído de acordo com as instruções do fabricante .

• Esponja macia.

• Polidor de metais.


• Pano de Algodão, na cor Verde Claro

• Luva de látex

• 2 Frascos pulverizadores, contendo soluções de Detergente e Cloro respectivamente.

• Placa de Sinalização de “Equipamento em Manutenção”

Procedimento seqüencial:

1 - Reunir o material necessário para execução da atividade.

2 - Sinalizar o local com a placa de “Equipamento em Manutenção”.

3 - Desligar o bebedouro antes de iniciar a atividade de limpeza e higienização.

4 - Iniciar a limpeza da parte de cima do bebedouro, pulverizar detergente neutro executando a limpeza com a esponja macia, priorizando bicos, e, sempre utilizando a própria água do bebedouro, para concluir a limpeza.

5 - Fazer Sucção para desentupir o ralo do bebedouro.

6 - Secar com pano de limpeza.

7 - Aplicar solução de cloro, priorizando novamente os bicos, executando a higienização com a esponja macia.

8 - Providencie novo enxágüe com a própria água do bebedouro e NÃO SECAR.

9 - Iniciar a limpeza da parte de baixo com aplicação do detergente neutro para desengordurar.

10 - Secar com pano de limpeza e em seguida aplicar polidor de metais para concluir a limpeza.

11 - Ligar o Bebedouro na toma e liberar a área recolhendo os materiais e equipamentos de limpeza.

Observações Importantes:

• Sempre desligar o bebedouro antes de iniciar as atividades de limpeza e higienização.

• Após a limpeza da parte superior, não secar em hipótese alguma.

• A água utilizada para a limpeza, deverá ser somente a do bebedouro

Atividades do Carpinteiro.



RESUMO DAS INSTRUÇÕES

PROCEDIMENTOS SEGUROS DURANTE AS ATIVIDADES

1) Não permitir que o ajudante ou outras pessoas utilizem as ferramentas elétricas de corte rotativo. 2) Isolar e sinalizar a área dos trabalhos, principalmente nos escoramentos da pré-laje. 3) Não sobrecarregar os andaimes com materiais. 4) Utilizar porta ferramentas para martelo, pregos, etc. 5) Utilizar todo material disponível para confeccionar proteções de locais abertos. 6) Manter atenção em fechar todas as aberturas encontradas na obra independente de ser ou não sua área de trabalho (Exp: Shafts – escadas – poço de elevador – beirais de laje, etc).
6) Manter a serra circular de bancada bloqueada quando ausente do local. 7) Observar os dentes de vídea da serra e trocar o disco quando quebrados. 8) Antes da desforma verificar todas as escoras de beirais se estão firmes e isolar ás áreas imediatamente abaixo dos serviços que vai executar. 9) Passar amarra de corda em todas as escoras de beiral. 10) Fixar cabo guia em cabo de aço ou corda de poliamida para fixar cinto de segurança no trabalho de desforma nos beirais. 11) Amarrar todas as madeiras de beirais abertos antes de soltá-las totalmente na desforma. 12) Na desforma limpar automaticamente os pregos e cimentos da madeira retirada organizando em empilhamento seguro fora dos beirais. 13) Em ventos fortes não desformar a laje, 14) Amarrar com corda ou cordão as ferramentas de desforma (pé-de-cabra e martelo). 15) Proteger ou isolar de imediato os locais em abertos após a desforma - Responsabilidade civil criminal do carpinteiro na negligência deste procedimento. 16) Manter o Ajudante orientado a executar constantemente a limpeza e organização no local de serviço. 17) Não permitir o Ajudante realizar desforma. 18) Utilização somente de ligações com plugs, tomadas e cabo tipo PP nas suas máquinas de trabalho e não improvisar ligações elétricas. 19) Não fazer refeições nos pontos de trabalhos, usar o refeitório. 20) Fazer uso dos EPIs específicos a cada tarefa. 21) Manter os EPIs limpos e higienizados.

RESPONSABILIDADE

1) Desempenhar com dedicação a profissão. 2) Pensar sempre que a fuga de uma providência imediata pode causar acidente ou óbito de um colega de trabalho. 3) Ser imediatista nas ações de executar uma proteção. 4) Não achar que a providencia possa ser de outro e não a sua mas fazer para proteger. 5) Trabalhar em equipe evitando peso em demasia e conseqüente acidente pessoal. 6) Alertar todos os colegas quanto a riscos de acidentes em suas áreas de trabalho.

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

1) Obrigatoriedade de uso. 2) Especificação pelo Empregador e pelo Profissional de Segurança do Trabalho. 3) EPIs BÁSICOS: Uniforme, botina de segurança. 4) EPIS ESPECÍFICOS: Capacete acoplado com protetor facial + Óculos de segurança + Avental de raspa + Máscara respiratória para pós finos PFF1 + Abafador de ruído tipo concha com NRR dimensionado após dosimetria local. + Luva de raspa somente nas tarefas de carregamento de madeira, na montagem das formas e na desforma. + Cinto de segurança e cabo guia nos beirais acima de 2,00m de altura + Trava quedas em deslocamentos em beirais abertos. 5) Na concretagem verificar os vibradores se estão isolados e com aterramento elétrico.


CONDIÇÕES DA SERRA

1. A instalação da serra circular de bancada deve ocorrer em espaço suficiente para que o Carpinteiro durante a operação de corte com madeiras mais longas, tenha condição de giro. O ideal é haver ao redor da serra circular um espaço minimo de 2,5m de cada lado.
2. Deve ser dotada de mesa estável, com fechamento de suas faces inferior, anterior e posterior, construída em madeira resistente e de primeira qualidade, material metálico ou similar de resistência equivalente, sem irregularidades, com dimensionamento suficiente para a execução das tarefas.
3. Ter carcaça do motor aterrada eletricamente.


4. A instalação da serra circular de bancada deve ocorrer em espaço suficiente para que o Carpinteiro durante a operação de corte com madeiras mais longas, tenha condição de giro. O ideal é haver ao redor da serra circular um espaço minimo de 2,5m de cada lado. (
5. Deve ser dotada de mesa estável, com fechamento de suas faces inferior, anterior e posterior, construída em madeira resistente e de primeira qualidade, material metálico ou similar de resistência equivalente, sem irregularidades, com dimensionamento suficiente para a execução das tarefas.
6. Ter carcaça do motor aterrada eletricamente.
7. O disco deve ser mantido afiado e travado, devendo ser substituído quando apresentar trincas, dentes quebrados ou empenamentos.
8. As transmissões de força mecânica devem estar protegidas obrigatoriamente por anteparos fixos e resistentes, não podendo ser removidos, em hipótese alguma, durante a execução dos trabalhos.
9. Ser provida de coifa protetora do disco e cutelo divisor, com identificação do fabricante e ainda coletor de serragem.
10. Nas operações de corte de madeira devem ser utilizados dispositivos empurrador e guia de alinhamento.
11. As lâmpadas de iluminação da carpintaria devem estar protegidas contra impactos provenientes da projeção de partículas.
12. A carpintaria deve ter piso resistente, nivelado e antiderrapante, com abertura capaz de proteger os trabalhadores contra quedas de materiais e intempéries.
13. Os eixos da serra e do motor devem estar paralelos , caso contrário forçam o motor e esgarça a correia.
14. Folga das correias: Muito apertadas força o motor, força os rolamentos, aquece e não corta a madeiras
15. Muito soltas a polia derrapa e não corta a madeira – deixar uma folga nas correias de 1 cm a 1,5cm
16. As madeiras de pinho, capiuba, canela, canafistola não precisam de vídea. As demais madeiras e compensados, sólida e pesada, precisam de vÍdea.
17. A mesa em madeira para a bancada da serra é necessário estar com espessura mínima de 25 milímetros. A altura da mesa deve ser de 85 a 90 centímetros e ser provida de coifa protetora do disco e cutelo divisor, com identificação do fabricante e ainda coletor de serragem.
18. A serra circular deve ser dotada de chave de ignição individual.
19. A bancada deve ser mantida impa.
20. Manter próxima á bancada, depósitos especiais para a coleta de serragem e restos de madeira.
21. As lâmpadas de iluminação da carpintaria devem ser protegidas com tela, grade ou coifas de vidro resistente contra impactos de projeções de partículas.
22. A carpintaria deve ter piso resistente, nivelado e antiderrapante, com cobertura capaz de proteger os trabalhadores contra quedas de materiais e intempéries. Dependendo do local de instalação deverá ser dimensionado sistema de acústica para evitar a propagação do ruído a outros setores.
23. Para o corte de madeira da produção deve haver uma Ordem de Autorização para evitar que qualquer funcionário acesse o local, distraia a atenção do Carpinteiro e que interfira na produção, qualidade e segurança.

ORDEM E LIMPEZA

1. Somente o Carpinteiro e o Ajudante autorizado podem permanecer no interior da carpintaria.
2. A coifa de serragem deve ser sempre esvaziada e não pemitir que transborde. A um eventual aquecimento da serra ou problemas elétricos pode haver iginição e incêndio.
3. Não se deve armazenar ou empilhar madeiras dentro da carpintaria a ponto de obstruir a movimentação da equipe e o giro do material durante o corte.
4. No local apenas deve existir a bancada de trabalho, armário para ferramentas pequenas tipo, martelos, serrotes, serras pequenas, pregos, dobradiças e armário para a guarda vde EPIs.
5. Não deve ser permitida a entrada de pessoas não autorizadas na Carpintaria.
6. A Carpintaria deve ser totalmente fechada, com aberturas para ventilação, exaustão se necessário, porta ou portão com cadeado e chave.
7. Para o corte de madeira da produção deve haver uma Ordem de Autorização para evitar que qualquer funcionário acesse o local, distraia a atenção do Carpinteiro e que interfira na produção, qualidade e segurança.




O CARPINTEIRO

8. Antes de iniciar qualquer serviço verifique se os equipamentos apresentam boas condições, e observando irregularidades não opere o equipamento, comunicando as irregularidades ao seu supervisor imediato. Itens a serem observados:
9. Antes de iniciar qualquer serviço verifique se os equipamentos apresentam boas condições, e observando irregularidades não opere o equipamento, comunicando as irregularidades ao seu supervisor imediato. Itens a serem observados:
10. Disco da serra circular.
11. Lâmina de corte.
12. Esticamento das correias.
13. Estado geral da parte elétrica.
14. Bancada.
15. Motor.
16. Se há jogo no eixo.
17. Mantenha o seu local de trabalho limpo, não deixando que serragem acumule, principalmente próximo ao motor elétrico.
18. Ajuste a coifa para cada tamanho de madeira que for ser cortada.
19. Evite brincadeiras quando estiver operando as máquinas.
20. Solicite que trabalhadores que aguardam o material, permaneçam fora da área delimitada da carpintaria. Não deve ser permitido, pelo responsável da carpintaria, aglomerações ao redor dos equipamentos da carpintaria, estando esta em operação.
21. Para efetuar a limpeza das máquinas, desligue a chave de força no próprio quadro. As manutenções efetuadas por profissionais qualificados, devem ser efetuadas com a energia desligada, salvo condições especiais, quando serão tomadas medidas de segurança adicionais.
22. Em caso de dúvidas na operação, chame seu encarregado.
23. Quando a peça a cortar for pequena ou na operação final da serragem, deve ser utilizado o dispositivo empurrador.
24. Para operação de corte é necessário haver guia de alinhamento.
25. A madeira a ser cortada não deve conter pregos, concreto ou qualquer trava metálica.
26. Ao serrar a peça deverá ir ao encontro da serra em ângulo exato.
27. Ao serrar peças de tamanhos médio/grande, deverá o Carpinteiro ter um ajudante.
28. Ao trocar o disco de corte utilizar chave de boca e não bater com o martelo.
29. Na carpintaria devem existir extintores de: H2O e PQS (ou CO2).
30. Devem existir Placas de Aviso e Placas de Proibição.
31. A carpintaria deve possuir um Livro de Inspeção de Máquinas onde diariamente devem ser registradas pelo Carpinteiro Operador todas as irregularidade ocorridas. Conforme as regras estabelecidas, normalmente o local é Inspecionado pelo Tec Seg Trab local ou CIPA e o livro é vistado para as providencias. O documento específico deve constar às datas e falhas observadas, as medidas corretivas adotadas e a indicação de pessoa, técnico ou empresa que as realizou.

32. Os EPI's recomendados para os carpinteiros são:
• Protetor facial em acrílico resistente
• Óculos de proteção
• Protetor auricular tipo abafador com NRR dimensionado após medição do agente
• Máscara para pó e poeira tipo Pf 1 com válvula de inalação para evitar embasamento na lente do protetor e óculos
• Avental de raspa de couro, com ilhoses e fivelas
• Capacete de segurança (deve-se dar preferência ao capacete que tenha acoplado o protetor facial).
• Bota de couro com palmilha de aço
• Uniforme com blusão de manga curta

32. Os EPI's recomendados para os ajudantes são:
• Protetor facial em acrílico resistente
• Óculos de proteção
• Protetor auricular tipo abafador com NRR dimensionado após medição do agente
• Máscara para pó e poeira tipo Pf 1 com válvula de inalação pára evitar embasamento na lente do protetor e óculos
• Avental de raspa de couro, com ilhoses e fivelas
• Capacete de segurança (deve-se dar preferência ao capacete que tenha acoplado o protetor facial).
• Bota de couro com palmilha de aço
• Uniforme com blusa de manga curta.
33. Ao serrar peças de tamanhos médio/grande, deverá o Carpinteiro ter um ajudante.
34. Ao trocar o disco de corte utilizar chave de boca e não bater com o martelo.
35. Na carpintaria devem existir extintores de: H2O e PQS (ou CO2).
36. Devem existir Placas de Aviso e Placas de Proibição.
37. A carpintaria deve possuir um Livro de Inspeção de Máquinas onde diariamente devem ser registradas pelo Carpinteiro Operador todas as irregularidade ocorridas. Conforme as regras estabelecidas, normalmente o local é Inspecionado pelo Tec Seg Trab local ou CIPA e o livro é vistado para as providencias. O documento específico deve constar às datas e falhas observadas, as medidas corretivas adotadas e a indicação de pessoa, técnico ou empresa que as realizou.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Segurança e Saúde no Ambiente Hospitalar


A Norma Regulamentadora 32 busca estabelecer medidas que visam à proteção e a segurança dos profissionais de saúde que atuam em estabelecimentos que prestam este tipo de serviço à população.
Estima-se que cerca de dois milhões de trabalhadores morrem por ano vítimas de acidentes e doenças do trabalho.
A NR 32 aponta as responsabilidades do empregador e os direitos do trabalhador com relação à segurança e saúde.
Apresenta também as medidas de proteção que o estabelecimento de saúde e seus trabalhadores devem adotar para exercerem suas atividades de maneira segura, na utilização de gases medicinais, radiações ionizantes, trabalhos com microorganismos em laboratórios de pesquisa e clínicos.
Propõe atenção às condições de iluminação, sistemas de ventilação, lavanderias, refeitórios, maquinas e equipamentos utilizados e os cuidados que devem ser observados em cada atividade realizada. Indica ainda que o empregador deve capacitar seus trabalhadores, além de registrar todos os treinamentos e cursos ministrados, acompanhando e avaliando os resultados.

Em 01/04/07 terminou o prazo para os estabelecimentos se adequarem às exigências da NR 32, e o seu não cumprimento implicará em advertências e multas aos que estiverem em desacordo com a nova legislação.

Esta norma norteia e facilita as ações de controle, ajustes e monitoramento por parte dos gestores dos estabelecimentos de saúde, apontando os caminhos para se obter um trabalho harmônico, centrado na segurança e nos cuidados com seus trabalhadores.

O uso do dosímetro no controle individual das doses



DOSÍMETRO TERMOLUMINESCENTE.

No controle das doses ocupacionais o Dosímetro é um dispositivo obrigatório nas atividades com radiações ionizantes, um tipo de dosímetro e o Termoluminescente.


1- APLICAÇÃO E CONFIABILIDADE


a) O QUE É DOSIMETRIA?
É a medida de uma quantidade de radiação depositada em um meio. Pode ser efetuada através de certos cristais que quando aquecidos emitem luz de intensidade proporcional a quantidade de radiação a que foram expostos. Por isso, são denominados TERMOLUMINESCENTES. Ex: Fluoreto de lítio (LIF) e sulfato de cálcio ( Ca SO 4).
b) PARA QUE SERVE?
São úteis para determinar a dose de radiação pessoal, calibrar máquinas de alta energia e ainda determinar a dose de regiões do interior do corpo.


2- OBJETIVO E CONDIÇÕES DE USO


Sua aplicação no controle ou monitoração das doses pessoais recebidas pelos "trabalhadores", têm por objetivos garantir existência de condições satisfatórias de trabalho a partir da estimativa das doses recebidas. Para isso, é necessário que seja utilizado rotineiramente e corretamente a fim de que permita avaliar não só as condições de trabalho como também situações anormais de exposição a radiação (acidentes).


3- QUEM DEVE UTILIZAR DOSÍMETRO PESSOAL


Todos os trabalhadores, estudantes, aprendizes e estagiários cujas doses de radiação acumuladas anualmente podem exceder os 3/10 do limite de dose recomendadas pelas Normas de Radioproteção. Um controle dosimétrico periódico pode ser recomendado para determinar a necessidade da monitoração pessoal rotineira.


4- COMO UTILIZAR O DOSÍMETRO CORRETAMENTE/CUIDADOS.


1) O dosímetro é de uso pessoal e intransferível;
2) Não deve o mesmo dosímetro ser utilizado em duas instituições ou dois locais de trabalho. O usuário deve possuir um dosímetro para cada local de trabalho,
3) Profissionais quando expostos a radiação decorrente de exames ou tratamento médico não devem utilizar o dosímetro durante estas intercorrências;
4) O dosímetro deve ser utilizado ao nível do tórax sobre a proteção (em caso de uso de avental de chumbo e/ou protetor de tireóide) para avaliação da dose equivalente na região do corpo em que é colocado;
5) O uso do dosímetro não substitui a utilização de qualquer outro dispositivo de proteção pessoal;
6) O dosímetro deve ser mantido em local seguro afastado da fonte de radiação, após o término do período de trabalho, e não transportado para fora da instituição;
7) O dosimetro não deve ser exposto a radiação solar.
8) Deve o usuário observar o período de troca dos dosímetros em geral evidenciado pela cor dos porta-dosímetros.
9) Em período de férias é responsabilidade do usuário entregar o seu dosímetro aos responsáveis pelo controle dosimétrico.
10) No caso de irradiação acidental, extravio ou acidente com danos físicos ao dosímetro, o fato deve ser comunicado imediatamente aos responsáveis pelo controle dosimétrico.

Videos relacionados a segurança do trabalho.

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