segunda-feira, 10 de agosto de 2009

RUÍDO.



Identifique quando o barulho passou do limite e preserve sua audição
Dificuldade de concentração, sono e memória são alguns efeitos do ruído em excesso

O fone é companheiro fiel das suas orelhas (transmitindo suas músicas favoritas ou a conversa do celular). Nos finais de semana, o som rola no maior volume em casa ou nas festas. Isso sem falar na britadeira que resolveu trabalhar bem na porta do seu escritório, das buzinadas no trânsito... sentiu o drama? Nossos ouvidos são sensíveis e acabam expostos a muitas agressões no dia-a-dia , reconhece a otorrinolaringologista Tanit Ganz Sanchez, chefe do Grupo de Pesquisa em Zumbido pelo Hospital das Clínicas, em São Paulo.


Os efeitos nocivos de tanto barulho são extensos, e não se restringem apenas à perda de audição como muita gente pode pensar. Dor de cabeça, perda de memória, dificuldades de concentração e de dormir são queixas comuns entre as pessoas que passam muito tempo sob ruídos em exagero , afirma a fonoaudióloga Isabela Gomes, do Centro Auditivo Telex.

O barulho provoca muita agitação, levando ao aumento na produção dos hormônios do estresse. Despejadas de maneira constante no organismo, essas substâncias acabam causando a exaustão e uma sensação permanente de esgotamento físico.

Mas não ache que tudo isso surge de uma hora para outra. Os sinais aparecem de forma progressiva, conforme você ignora os sinais que se corpo dá, avisando que os ruídos passaram do limite. E eles são muitos! Se sentir perturbado com os sons, ainda no ambiente barulhento, é o primeiro alerta. Continuar incomodado, mesmo após se afastar dos ruídos, é outra dica que o corpo dá, apontando que houve exagero. Os zumbidos, constantes ou com interrupções, a sensação de que há alguém apitando bem na sua orelha ou a percepção de que o canal auditivo está tapado também servem como indicadores.

E há ainda como perceber a perda de audição em outras pessoas. Se algum conhecido começa a falar mais alto do que de costume, avise. Quem escuta bem não precisa gritar para ouvir a si mesmo , afirma a otorrino do Hospital das Clínicas. Os danos, na maioria dos casos, são definitivos. Isso porque as células auditivas são lesionadas. No nosso sistema auditivo, existem milhares de células com cílios, que realizam a transformação dos sons em energia elétrica (que é a linguagem entendida pelo cérebro). Os ruídos de alto impacto, de curta ou longa duração (um rojão ou uma música no fone, por exemplo), podem danificar os cílios e o metabolismo dessas células , explica a médica.

Os estímulos prejudiciais são tantos que, atualmente, cerca de 10% da população mundial é obrigada a enfrentar a perda da audição. Além de evitar o uso do fone e outros agentes que provocam o início da surdez, você pode se prevenir contra problemas futuros usando protetores auriculares sempre que for passar em algum lugar muito barulhento.

Não importa se a exposição aos ruídos vai durar uma hora ou cinco minutos. Cada pessoa tem uma sensibilidade auditiva diferente e, por isso, é imprevisível saber quando algum sintoma vai aparecer , diz Tanit Ganz Sanchez.

Quem suspeita de alguma lesão mais séria, deve procurar imediatamente um otorrino. O especialista vai solicitar um teste chamado audiometria, que mede sua capacidade de audição. O diagnóstico vai apontar se há necessidade de algum aparelho para compensar o desgaste das células ou se há, apenas, uma lesão temporária.

Sentido aguçado!
Existem várias maneiras de identificar que alguma coisa está errada com seu aparelho auditivo. Mas, entre todas as pistas, quatro delas se destacam (e são bem simples de perceber). Procure imediatamente especialista se você...

1. fala mais alto do que as pessoas ao seu redor (na dúvida, pergunte a alguém);
2. pede, com freqüência, para as pessoas repetirem o que acabaram de dizer;
3. tem dificuldade para entender conversas em ambientes com vários sons (como uma reunião ou um almoço num restaurante);

Texto extraído de: http://www.forumdaseguranca.com/site/ver.php?codigo=313

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