quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Olho para a Segurança



A cada dia cerca de 2000 trabalhadores no E.U.A tem um emprego relacionadas com lesão ocular que requer tratamento médico. Cerca de um terço das lesões são tratadas em departamentos de emergência do hospital e mais de 100 desses acidentes resultam em um ou mais dias de trabalho perdidos. A maioria destes danos resultem de pequenas partículas ou objetos marcantes ou abrasão do olho. Exemplos incluem tiras de metal, madeira, poeira, e chips de cimento que são ejetados por ferramentas, vento soprado, ou cair de cima de um trabalhador. Alguns desses objetos, tais como pregos, grampos ou lascas de madeira ou metal penetrar no globo ocular e resultar em uma perda permanente de visão. Objetos grandes também pode atacar os olhos / face, ou um trabalhador pode se deparar com um objeto contundente causando trauma ao globo ocular ou soquete do olho. Queimaduras químicas de um ou ambos os olhos de respingos de produtos químicos industriais e produtos de limpeza comum. Queimaduras térmicas a olho ocorrer também. Entre os soldadores, seus assistentes, e os trabalhadores nas proximidades, flash queimaduras de radiação UV soldador (a) rotineiramente olhos dos trabalhadores dano "e tecido circundante.

Além dos ferimentos de olho comum, os profissionais de saúde, técnicos de laboratório, trabalhadores de limpeza, tratadores de animais, e outros trabalhadores podem estar em risco de adquirir doenças infecciosas através da exposição ocular. As doenças infecciosas podem ser transmitidas através das membranas mucosas dos olhos, como resultado da exposição direta (por exemplo, salpicos de sangue, gotículas respiratórias geradas durante a tosse ou aspiração) ou de tocar os olhos com os dedos contaminados ou outros objetos. As infecções podem provocar conjuntivite relativamente menores ou vermelhidão / dor do olho ou de uma doença fatal como o HIV, vírus da hepatite B, gripe ou possivelmente até mesmo aves.

Controles de engenharia devem ser usados para reduzir os ferimentos de olho e de protecção contra riscos de infecção ocular. Óculos de protecção individual, como óculos de proteção, protetores faciais, óculos de segurança, ou respiradores completos também deve ser usado quando existe um perigo para os olhos. A protecção dos olhos escolhido para situações de trabalho específicas depende da natureza e extensão do perigo, as circunstâncias da exposição, equipamentos de proteção utilizadas, e precisa de visão pessoal. Proteção dos olhos deve estar apto para um indivíduo ou regulável para proporcionar uma cobertura adequada. Ela deve ser confortável e permitir a visão periférica suficiente. Seleção de óculos de proteção adequado para uma determinada tarefa deve ser feita com base numa avaliação de risco de cada atividade, incluindo os requisitos regulamentares, quando aplicável.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O que é coleta seletiva, reciclagem e minimização de resíduos



Coleta seletiva

É separar o lixo para que seja enviado para reciclagem. Significa não misturar materiais recicláveis com o restante do lixo. Ela pode ser feita por um cidadão sozinho ou organizada em comunidades : condomínios, empresas, escolas, clubes, cidades, etc.

Reciclagem

É a atividade de transformar materiais já usados em novos produtos que podem ser comercializados. Exemplo : papéis velhos retornam às indústrias e são transformados em novas folhas.

Minimização de resíduos

Chamamos de 3 Rs : primeiro Reduzir o lixo evitando o desperdício, depois Reaproveitar tudo o que for possível antes de jogar fora e só então enviar para Reciclar.

Razões para reciclar :


CONTRIBUIÇÃO PARA A NATUREZA :

50 kg de papel velho = uma árvore poupada
1.000 Kg de papel reciclado= 20 árvores poupadas
1.000 Kg de vidro reciclado= 1300Kg de areia extraída poupada
1.000 Kg de plástico reciclado= milhares de litros de petróleo poupados
1.000 Kg de alumínio reciclado= 5000Kg de minérios extraídos poupados

Note que areia, petróleo e minérios são recursos naturais não renováveis.

ALGUNS BENEFÍCIOS DA COLETA SELETIVA :

Menor redução de florestas nativas.
Reduz a extração dos recursos naturais.
Diminui a poluição do solo, da água e do ar.
Economiza energia e água.
Possibilita a reciclagem de materiais que iriam para o lixo.
Conserva o solo. Diminui o lixo nos aterros e lixões.
Prolonga a vida útil dos aterros sanitários.
Diminui os custos da produção, com o aproveitamento de recicláveis pelas indústrias.
Diminui o desperdício.
Melhora a limpeza e higiene da cidade.
Previne enchentes.
Diminui os gastos com a limpeza urbana.
Cria oportunidade de fortalecer cooperativas.
Gera emprego e renda pela comercialização dos recicláveis.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O que é assédio moral?



Assédio moral ou violência moral no trabalho não é um fenômeno novo. Pode-se dizer que ele é tão antigo quanto o trabalho.

A novidade reside na intensificação, gravidade, amplitude e banalização do fenômeno e na abordagem que tenta estabelecer o nexo-causal com a organização do trabalho e tratá-lo como não inerente ao trabalho. A reflexão e o debate sobre o tema são recentes no Brasil, tendo ganhado força após a divulgação da pesquisa brasileira realizada por Dra. Margarida Barreto. Tema da sua dissertação de Mestrado em Psicologia Social, foi defendida em 22 de maio de 2000 na PUC/ SP, sob o título "Uma jornada de humilhações".

A primeira matéria sobre a pesquisa brasileira saiu na Folha de São Paulo, no dia 25 de novembro de 2000, na coluna de Mônica Bérgamo. Desde então o tema tem tido presença constante nos jornais, revistas, rádio e televisão, em todo país. O assunto vem sendo discutido amplamente pela sociedade, em particular no movimento sindical e no âmbito do legislativo.

Em agosto do mesmo ano, foi publicado no Brasil o livro de Marie France Hirigoyen "Harcèlement Moral: la violence perverse au quotidien". O livro foi traduzido pela Editora Bertrand Brasil, com o título Assédio moral: a violência perversa no cotidiano.

Atualmente existem mais de 80 projetos de lei em diferentes municípios do país. Vários projetos já foram aprovados e, entre eles, destacamos: São Paulo, Natal, Guarulhos, Iracemápolis, Bauru, Jaboticabal, Cascavel, Sidrolândia, Reserva do Iguaçu, Guararema, Campinas, entre outros. No âmbito estadual, o Rio de Janeiro, que, desde maio de 2002, condena esta prática. Existem projetos em tramitação nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraná, Bahia, entre outros. No âmbito federal, há propostas de alteração do Código Penal e outros projetos de lei.

O que é humilhação?

Conceito: É um sentimento de ser ofendido/a, menosprezado/a, rebaixado/a, inferiorizado/a, submetido/a, vexado/a, constrangido/a e ultrajado/a pelo outro/a. É sentir-se um ninguém, sem valor, inútil. Magoado/a, revoltado/a, perturbado/a, mortificado/a, traído/a, envergonhado/a, indignado/a e com raiva. A humilhação causa dor, tristeza e sofrimento.
E o que é assédio moral no trabalho?

É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.

Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização. A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, freqüentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o ’pacto da tolerância e do silêncio’ no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, ’perdendo’ sua auto-estima.

Em resumo: um ato isolado de humilhação não é assédio moral. Este, pressupõe:

1. repetição sistemática
2. intencionalidade (forçar o outro a abrir mão do emprego)
3. direcionalidade (uma pessoa do grupo é escolhida como bode expiatório)
4. temporalidade (durante a jornada, por dias e meses)
5. degradação deliberada das condições de trabalho

Entretanto, quer seja um ato ou a repetição deste ato, devemos combater firmemente por constituir uma violência psicológica, causando danos à saúde física e mental, não somente daquele que é excluído, mas de todo o coletivo que testemunha esses atos.

O desabrochar do individualismo reafirma o perfil do ’novo’ trabalhador: ’autônomo, flexível’, capaz, competitivo, criativo, agressivo, qualificado e empregável. Estas habilidades o qualificam para a demanda do mercado que procura a excelência e saúde perfeita. Estar ’apto’ significa responsabilizar os trabalhadores pela formação/qualificação e culpabilizá-los pelo desemprego, aumento da pobreza urbana e miséria, desfocando a realidade e impondo aos trabalhadores um sofrimento perverso.

A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador e trabalhadora de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental*, que podem evoluir para a incapacidade laborativa, desemprego ou mesmo a morte, constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações e condições de trabalho.

A violência moral no trabalho constitui um fenômeno internacional segundo levantamento recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT) com diversos paises desenvolvidos. A pesquisa aponta para distúrbios da saúde mental relacionado com as condições de trabalho em países como Finlândia, Alemanha, Reino Unido, Polônia e Estados Unidos. As perspectivas são sombrias para as duas próximas décadas, pois segundo a OIT e Organização Mundial da Saúde, estas serão as décadas do ’mal estar na globalização", onde predominará depressões, angustias e outros danos psíquicos, relacionados com as novas políticas de gestão na organização de trabalho e que estão vinculadas as políticas neoliberais.

(*) ver texto da OIT sobre o assunto no link: http://www.ilo.org/public/spanish/bureau/inf/pr/2000/37.htm

Fonte: BARRETO, M. Uma jornada de humilhações. São Paulo: Fapesp; PUC, 2000.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

GARAGENS DE EMPRESAS DE ÔNIBUS: UMA PROPOSTA DE AÇÃO PREVENTIVA NA ÁREA DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO



Garagens de empresas de transporte coletivo


Uma das principais características das garagens de empresas de transporte coletivo é a diversidade de atividades e de tarefas desenvolvidas num mesmo local de trabalho, objetivando a guarda e a manutenção dos veículos utilizados na operação de um sistema municipal de transporte coletivo. Essas atividades envolvem, além de serviços administrativos, os serviços de armazenagem e abastecimento de combustíveis, limpeza, lavagem e higienização de veículos e de peças, manutenção mecânica e elétrica, serviços de solda, chaparia e pintura, recauchutagem de pneus, serviços de borracharia, movimentação, controle e guarda de veículos, entre outros. Em seus locais de trabalho, em função dessa diversidade de tarefas e atividades, é possível identificar a ocorrência dos mais variados riscos ambientais, sejam eles químicos, físicos ou biológicos. Além destes, são evidentes ainda as ocorrências de riscos denominados ergonômicos assim como as situações de riscos de acidentes de trabalho propriamente ditos.

Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA)


De acordo com os quadros da NR-5 da Portaria nº 3214/78, as empresas de transporte rodoviário de passageiros, regular, urbano, CNAE: 60.23.2, estão classificadas no Grupo “C-24 - Transporte” e estão obrigadas a constituir a CIPA a partir de um número total de 20 (vinte) empregados no estabelecimento.
No presente trabalho constatou-se que de um total de 22 empresas inspecionadas, 2 (9,1%) delas não tinham constituído e não mantinham em funcionamento a CIPA.
Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT)
Segundo a NR-4 da Portaria nº 3214/78, as empresas de transporte rodoviário de passageiros, regular, urbano, CNAE: 60.23.2, estão classificadas como grau de risco 3 (três) e estão obrigadas a constituir o SESMT a partir de um número total de 101 (cento e um) empregados no estabelecimento. Entretanto, durante as inspeções, constatou-se que de um total de 22 empresas, 15 (68,2%) delas mantinham um SESMT subdimensionado, especialmente em virtude da não contratação do número adequado de profissionais técnicos de segurança do trabalho.

Mapa de Riscos

A elaboração obrigatória do Mapa de Riscos foi estabelecida pela NR-5, item 5.16.”a”, da Portaria nº 3214/78 e tem por objetivo reunir as informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho na empresa. Elaborar o Mapa de Riscos é atribuição dos integrantes da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), com a participação do maior número de trabalhadores. Na elaboração do mapa, busca-se conhecer o processo de trabalho, identificar os riscos existentes no local analisado e, ao mesmo tempo, possibilitar a troca e divulgação de informações entre os trabalhadores, bem como estimular sua participação nas atividades de prevenção. O conhecimento e a percepção que os trabalhadores têm do processo de trabalho e dos riscos ambientais presentes, incluindo os dados consignados no Mapa de Riscos, devem ser considerados para fins de planejamento e execução do PPRA.


Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA)


De acordo com a NR-9 da Portaria 3214/78, todas as empresas, independente do número de empregados ou do grau de risco de suas atividades, estão obrigadas a elaborar e implementar o PPRA, que tem como objetivo a prevenção e o controle da exposição ocupacional aos riscos ambientais, isto é, a prevenção e o controle dos riscos químicos, físicos e biológicos presentes nos locais de trabalho. Um aspecto fundamental é a obrigatoriedade do empregador reconhecer os riscos ambientais presentes nos diversos locais de trabalho da empresa e assumir prazos para solucionar as questões relativas a esses riscos. Como o programa é permanente, cabe ao empregador formalizar um cronograma anual, com estabelecimento das ações a serem executadas e as metas a serem alcançadas neste período. Uma avaliação global do PPRA deve ser efetuada, sempre que necessário e pelo menos uma vez ao ano, para a avaliação do seu desenvolvimento e realização dos ajustes necessários e estabelecimento de novas metas e prioridades.

Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PCMSO.

O PCMSO, cuja obrigatoriedade foi estabelecida pela NR-7 da Portaria 3214/78, é um programa médico que deve ter caráter de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce dos agravos à saúde relacionados ao trabalho. Todas as empresas, independente do número de empregados ou do grau de risco de sua atividade, estão obrigadas a elaborar e implementar o PCMSO, que deve ser planejado e implantado com base nos riscos à saúde dos trabalhadores, especialmente os riscos identificados nas avaliações previstas no Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). A norma estabelece, ainda, que o programa deverá obedecer a um planejamento em que estejam previstas as ações de saúde a serem executadas durante o ano, devendo estas ser objeto de relatório anual. O relatório anual deverá discriminar, por setores da empresa, o número e a natureza dos exames médicos, incluindo avaliações clínicas e exames complementares, estatísticas de resultados considerados anormais, assim como o planejamento para o ano seguinte.

Condições de segurança do pátio das garagens

Tomando como base a convenção coletiva celebrada em 1996 entre o sindicato dos trabalhadores e o sindicato das empresas de transporte coletivo urbano de passageiros de São Paulo (2), o solo do piso dos pátios deve ser compactado em toda a sua extensão e recoberto por camada de cascalho. As garagens devem garantir as condições mínimas de segurança dos pisos dos pátios, evitando a geração de pó ou a formação de barro ou poças d’água. Os pisos devem ter uma boa drenagem superficial para escoar as águas pluviais e não podem apresentar saliências nem depressões que prejudiquem a circulação de pessoas ou de veículos. Os pátios de garagens devem ser dotados de iluminamento geral, com nível de aclareamento mínimo de 20 (vinte) Lux. Além disso, as garagens devem garantir a integridade física dos trabalhadores através de delimitação e sinalização, com faixas ou correntes, das áreas utilizadas por pessoas ou por veículos.
circulação de pessoas ou de veículos. Entretanto, todas as empresas inspecionadas garantiam condições mínimas de iluminamento dos pátios.

Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho

As condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho foram estabelecidas pela NR-24 da Portaria 3214/78. As empresas devem manter instalações sanitárias, separadas por sexo, sendo que as áreas destinadas aos sanitários devem atender às dimensões mínimas essenciais, considerando-se satisfatória a metragem de 1,00m² (um metro quadrado), para cada sanitário, por 20 (vinte) trabalhadores em atividade. As instalações sanitárias devem ser submetidas a processo permanente de higienização. Quanto aos vestiários, existe a obrigatoriedade da empresa de manter local apropriado dotado de armários individuais, observada a separação de sexos. A área do vestiário deve ser dimensionada em função de um mínimo de 1,50m² (um metro quadrado e cinqüenta centímetros) para 1 (um) trabalhador. Já, em relação às condições de conforto para as refeições, a norma estabelece que deve ser assegurado aos trabalhadores condições suficientes em local que atenda aos requisitos de limpeza, arejamento, iluminação e fornecimento de água potável.

Apoio de veículos

Nas atividades realizadas no veículo com os pneus apoiados no chão devem ser utilizados calços de metal ou madeira, no formato triangular (cunha) garantindo segurança contra deslizamento, de modo a impedir o deslocamento dos pneus. Já, para a realização de qualquer atividade onde haja necessidade de elevação do veículo, devem ser utilizados cavaletes de ferro ou aço (“preguiças”), com base de sustentação em quatro pontos e cantoneiras de encaixe que impeçam o deslizamento do veiculo.

Atividades nas laterais e/ou no teto dos veículos

Para a prevenção de quedas nas atividades nas laterais e no teto dos veículos, recomenda-se a utilização de bancadas e/ou escadas dotadas de guarda-corpo e rodapé. Além disso, nos trabalhos realizados no teto dos veículos deve ser utilizado cinto de segurança tipo para-quedista preso em trilhos ou cabos de aço fixos ao teto do galpão.

Valetas de serviços

Toda garagem deve possuir um número mínimo de 1 (uma) valeta para cada 130 (cento e trinta) veículos em operação. As valetas devem ter dimensões mínimas de 1,10 a 1,40 metro de profundidade e 0,80 a 1,10 metro de largura, paredes laterais revestidas de material impermeável, piso de chapa de metal vazado com drenagem adequada, iluminação artificial nas paredes laterais e acesso através de escadas ou rampas. Além disso, as valetas devem possuir guia para pneus instalada junto às paredes verticais, de modo a se evitar o acidente. Quando não estiverem sendo utilizadas, as valetas devem permanecer isoladas através de correntes, faixas, grades, cones ou outros dispositivos de isolamento e/ou sinalização, de modo a se evitar os acidentes do tipo queda

Áreas de lavagem de peças

O setor de lavagem de peças deve possuir pé-direito de no mínimo 2 (dois) metros, iluminação e circulação de ar adequadas, paredes revestidas com material lavável, piso em chapa de metal vazado, mureta ou bancada de cerca de 1 (um) metro revestida de azulejo, tanque para imersão de peças dotado de tampa, sistema de escoamento de águas servidas e compressor em área isolada e protegido do lado de fora da área de lavagem .

Borracharia

Nos locais de trabalho onde realizam-se atividades de borracharia, os pneus devem permanecer dispostos de modo a manter o local em boas condições de arrumação e limpeza, sendo que os compressores de ar devem ser instalados em local isolado e afastado dos trabalhadores. No levantamento de veículos é recomendável a utilização de macacos do tipo “jacaré”. É recomendada, ainda, a utilização de desparafusadeira de rodas dotada de dispositivo silenciador assim como de máquinas de desmonte de pneus. Nas atividades de enchimento de pneus é obrigatória a utilização de dispositivo de proteção do tipo “gaiola”, de modo a afastar o borracheiro das proximidades da operação de enchimento. O esmeril deve ser dotado de proteção mecânica de 180 graus na parte superior do rebolo. A água utilizada para teste de vazamento de câmara deve ser substituída no mínimo semanalmente. No local deve haver à disposição dos trabalhadores óculos de segurança, protetor auricular e máscara contra pó. As empresas devem orientar os trabalhadores deste setor quanto ao levantamento adequado de peso

Condições de armazenagem e de abastecimento de líquidos combustíveis


Os tanques de combustíveis de superfície devem ser de concreto ou aço, devendo ser instalados em áreas externas, bem ventilada e longe de fontes de calor. Os tanques devem ser circundados por diques, muros de proteção ou outro meio que impeça o derramamento de combustível em caso de vazamento, devem ser devidamente aterrados e dotados de dispositivos (“suspiros”) que liberem pressões internas excessivas. A área onde estão localizados os tanques deve ser bem iluminada e devidamente sinalizada,

Equipamentos de Proteção Individual - EPIs

De acordo com a NR-6 da Portaria 3214/78, a empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, Equipamento de Proteção Individual (EPI) adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento. Considera-se EPI, todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.

Agnaldo Meireles

terça-feira, 22 de setembro de 2009

TIPOS DE EXTINTORES DE INCÊNDIO.



EXTINTOR DE PÓ QUÍMICO SECO

O agente extintor pode ser o BICARBONATO DE SÓDIO ou de POTÁSSIO que recebem um tratamento para torná-los em absorvente de umidade.O agente propulsor pode ser o GÁS CARBÔNICO ou NITROGÊNIO. O agente extintor forma uma nuvem de pó sobre a chama que visa a exclusão do OXIGÊNIO; posteriormente são acrescidos à nuvem, GÁS CARBÔNICO e o VAPOR DE ÁGUA devido a queima do PÓ.

EXTINTOR DE GÁS CARBÔNICO (CO2)

O GÁS CARBÔNICO é material não condutor de ENERGIA ELÉTRICA. O mesmo atua sobre o FOGO onde este elemento (eletricidade) esta presente. Ao ser acionado o extintor , o gás é liberado formando uma nuvem que ABAFA E RESFRIA. É empregado para extinguir PEQUENOS focos de fogo em líquidos inflamáveis (classe B) e em pequenos equipamentos energizados (classe C).

EXTINTOR DE ÁGUA PRESSURIZADA - PRESSÃO PERMANENTE


Não e provido de cilindro de gás propelente, visto que a água permanece sob pressão dentro do aparelho. Para funcionar, necessita apenas da abertura do registro de passagem do líquido extintor.

EXTINTOR DE ÁGUA – PRESSÃO INJETADA

Fixado na parte externa do aparelho está um pequeno cilindro contendo o gás propelente, cuja a válvula deve ser aberta no ato da utilização do extintor, a fim de pressurizar o ambiente interno do cilindro permitindo o seu funcionamento. O elemento extintor é a água, que atua através do resfriamento da área do material em combustão. O agente propulsor (propelente) é o GÁS CARBÔNICO (CO2)

Fonte: Cipa/Puc-Rio

CLASSES DE INCÊNDIOS

Classe A - são materiais de fácil combustão com a propriedade de queimarem em sua superfície e profundidade, e que deixam resíduos, como: tecidos, madeira, papel, fibras, etc.;

Classe B - são considerados os inflamáveis os produtos que queimem somente em sua superfície, não deixando resíduos, como óleo, graxas, vernizes, tintas, gasolina, etc.;

Classe C - quando ocorrem em equipamentos elétricos energizados como motores, transformadores, quadros de distribuição, fios, etc.

Classe D - elementos pirofóricos como magnésio, zircônio, titânio.

USO DE EXTINTORES PORTÁTEIS

Tipos de extintores portáteis.

O extintor tipo "Espuma" será usado nos fogos de Classe A e B.

O extintor tipo "Dióxido de Carbono" será usado, preferencialmente, nos fogos das Classes B e C, embora possa ser usado também nos fogos de Classe A em seu início.

O extintor tipo "Químico Seco" usar-se-á nos fogos das Classes B e C. As unidades de tipo maior de 60 a 150 kg deverão ser montadas sobre rodas. Nos incêndios Classe D, será usado o extintor tipo "Químico Seco", porém o pó químico será especial para cada material.

O extintor tipo "Água Pressurizada", ou "Água-Gás", deve ser usado em fogos Classe A, com capacidade variável entre 10 e 18 litros.

CLASSES DE INCÊNDIOS

Classe A - são materiais de fácil combustão com a propriedade de queimarem em sua superfície e profundidade, e que deixam resíduos, como: tecidos, madeira, papel, fibras, etc.;

Classe B - são considerados os inflamáveis os produtos que queimem somente em sua superfície, não deixando resíduos, como óleo, graxas, vernizes, tintas, gasolina, etc.;

Classe C - quando ocorrem em equipamentos elétricos energizados como motores, transformadores, quadros de distribuição, fios, etc.

Classe D - elementos pirofóricos como magnésio, zircônio, titânio.

USO DE EXTINTORES PORTÁTEIS

Tipos de extintores portáteis.

O extintor tipo "Espuma" será usado nos fogos de Classe A e B.

O extintor tipo "Dióxido de Carbono" será usado, preferencialmente, nos fogos das Classes B e C, embora possa ser usado também nos fogos de Classe A em seu início.

O extintor tipo "Químico Seco" usar-se-á nos fogos das Classes B e C. As unidades de tipo maior de 60 a 150 kg deverão ser montadas sobre rodas. Nos incêndios Classe D, será usado o extintor tipo "Químico Seco", porém o pó químico será especial para cada material.

O extintor tipo "Água Pressurizada", ou "Água-Gás", deve ser usado em fogos Classe A, com capacidade variável entre 10 e 18 litros.

Dicas e Prevenção contra Incêndios.



Descargas elétricas atmosféricas, sobrecarga nas instalações elétricas dos edifícios, falhas humanas (por descuido, desconhecimento ou irresponsabilidade) e etc, são diversas causas de um incêndio. Por isso os cuidados básicos para evitar e combater incêndio, indicados a seguir, podem salvar vidas.

Mantenha livres corredores, escadas e saídas de emergência.

Obedeça as placas de sinalização do edifício.

Não ligue mais do que um aparelho por tomada.

Cuidado. Fios e cabos descascados provocam curto circuito e faísca

Ao instalar novos aparelhos, verifique se não sobrecarregarão o circuito.

Em princípios de incêndio, acione os alarmes e siga o plano abandono.


Plano Básico de Abandono de Edificios.



Desligue os aparelhos elétricos

Mantenha-se calmo e dirija-se rapidamente às saídas de emergência

Siga as instruçÕes da Brigada de Incêndio e dos Coordenadores de Abandono

Procure orientar os visitantes

Nunca utilize os elevadores

Gestantes, crianças, idosos e portadores de deficiência merecem atenção especial

O lado interno das escadas deverá permanecer livre, para facilitar o acesso das equipes de salvamento

Procure manter as portas corta-fogo fechadas. Elas evitam a penetração da fumaça

Após deixar o prédio, dirija-se ao ponto de encontro, em frente ao hall de entrada do edifício

Aguarde pacientemente a determinação para retornar ao edifício

Evacuação em uma situação de emergência.

Extintor de CO2

Ele conseguiu.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

TRABALHO EM ESPAÇOS CONFINADOS.



Espaço Confinado

Refere-se a um espaço com dimensões e aberturas limitadas para entrada saída, ventilação natural desfavorável que pode conter ou produzir contaminantes de ar, pode conter produto que possa envolver ou sufocar quem nele se introduzir, e que não é recomendado para ocupação contínua de pessoas.

Atmosfera de risco

Condição em que a atmosfera, em um espaço confinado, possa oferecer riscos ao local e expor os trabalhadores ao perigo de morte, incapacitação, restrição da habilidade para auto-resgate, lesão ou doença aguda causadas por gases, vapores ou névoas inflamáveis, poeiras combustíveis, concentração de oxigênio atmosférico abaixo de 19,5% ou acima de 23% em volume.

Pó combustível

Matéria orgânica particulada capaz de sofrer combustão ou de queimar quando sujeito a uma fonte de ignição, em presença de atmosfera oxidante.
Trabalho a quente
É todo trabalho envolvendo aquecimento, queima, solda, corte, como também trabalho que produz uma fonte de ignição ou calor sob forma de atrito ou chama exposta, conforme OSHSMT 199901 e LPT 01.

Isolamento e bloqueio

Um processo por meio do qual o espaço confinado que está fora de operação é completamente protegido contra o lançamento inadvertido de produtos ou fontes elétricas, através de bloqueio ou desconexão e sinalização através do uso de Cartão Vermelho - OSHSMT 198501.

Observador externo (Vigia)

Pessoa que fica do lado de fora do espaço confinado em permanente monitoramento e comunicação com quem está no interior de um espaço confinado para pronto atendimento e controle de entrada e saída.

SISTEMA DE LIBERAÇÃO

É a permissão para entrada e permanência em um espaço confinado através de uma autorização (Check List ) por escrito emitida pelo depto. de Segurança do Trabalho e aprovada pela Supervisão da área especificando a localização e o tipo de trabalho a ser feito, certificando que os riscos existentes foram avaliados por pessoa qualificada (depto. de Segurança do Trabalho), e foram tomadas medidas protetoras necessárias para assegurar a integridade física de cada trabalhador.

SERVIÇO MÉDICO, EMERGÊNCIAS E PRIMEIROS SOCORROS

Compete à supervisão responsável pela execução do serviço designar um observador externo e em se tratando de prestadores de serviço, este deve designar seus empregados ou subcontratados para que atendam este requisito. O observador externo não deve se ausentar do seu posto e nem adentrar o espaço confinado sem a devida autorização e/ou substituição por outro observador. Em toda a atividade no interior de espaços confinados, será necessária a presença do vigia externo. O vigia é o trabalhador que se posiciona fora do espaço confinado e monitora os trabalhadores autorizados, e também deverá estar prontamente disponível para atendimento em casos de emergências;

TESTE E MONITORAMENTO

A entrada em um espaço confinado é proibida até o término da avaliação inicial da atmosfera. Serão feitos testes para garantir que a atmosfera esteja isenta de poluentes agressivos e numa condição ideal para o trabalhador. A porcentagem de oxigênio em volume para entrada em um espaço limitado deverá ser maior que 19.5% e não poderá exceder 21%.

INFORMAÇÃO DE ADVERTÊNCIA

Todas as entradas de pessoas em qualquer espaço confinado serão identificadas. Inclusive com informação adequada para quando se fizer necessário a utilização de equipamento de segurança específico.

EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA

A autorização para entrada incluirá uma lista de equipamento de proteção necessários para uso no espaço confinado conforme determinação do DSST. Óculos de segurança e protetor de face, Capacetes, calçado de segurança e/ou bota de borracha, Protetor auricular. Proteção respiratória - será determinado nas condições de atividade de trabalho a ser executada assim o exigirão. luvas a depedender do tipo de trabalho.


PREPARAÇÃO DO LOCAL

Os procedimentos e processos de limpeza dentro de um espaço confinado deverão ser autorizados pelo DSST. O método a ser prescrito será dependente do produto contido no espaço confinado. Se o espaço confinado contém uma atmosfera inflamável, deverá ser purgado com um gás inerte para remover a substância inflamável antes de ventilar com ar. A limpeza inicial será feita com o funcionário posicionado fora do tanque, e nunca utilizar oxigênio puro para ventilação.

Bloqueio e Isolamento

Os procedimentos de isolamento serão específicos para cada tipo de espaço confinado.O espaço confinado deverá ser isolado completamente de todos os outros sistemas através de desconexão física, sangra, ou desligamento de linhas. Válvulas que servem o espaço confinado, serão presas na posição fechada e sinalizada através do Cartão Vermelho.

Equipamentos e Ferramentas

Ferramentas manuais deverão estar em perfeitas condições de conservação e manutenção. O uso de equipamentos portáteis com sistema pneumático deve ser priorizado. Equipamentos elétricos portáteis e máquinas de solda deverão ser ligados com cabo de alimentação e extensões com dupla isolação (600/1000v). Nunca adentrar espaços confinados com cilindros de gases.Todo equipamento a ser utilizado em atmosfera inflamável deverá ser a prova de explosão.

4. Responsabilidades

É responsabilidade da supervisão das áreas/setores orientar todos os funcionários quanto ao cumprimento desta OSHSMT na íntegra. É responsabilidade da operação da área promover a limpeza do espaço confinado antes da liberação para entrada no interior dos mesmos. Em trabalhos realizados por prestadores de serviço cabe ao responsável pela atividade cumprir todos os procedimentos descritos nesta OSHSMT para posterior liberação da entrada dos empregados ou subcontratados dos prestadores de serviço. É responsabilidade do DSST o monitoramente e posterior liberação de entrada no espaço confinado.

Matéria de: Agnaldo Meireles

domingo, 20 de setembro de 2009

Como Criar Seu Programa de Controle Auditivo (PCA)




1) Primeiro conhecer a situação.

2) Controlar a correta realização das medições

3) Elaborar alternativas para reduzir a exposição.

4) Modelos de solicitação de informação para a empresa.

5) Controlar e negociar a aplicação de medidas preventivas.

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1) O primeiro é conhecer a situação.

Como norma geral, sempre que não se pode conversar normalmente a ½ metro de distância, deve-se suspeitar de que o nível de ruído é maior do que 80 dB(A), e portanto deve ser avaliado. Para conhecer a situação, solicitar da empresa que faça as medições ambientais, ou que apresente os resultados.

Conhecer as atividades que expõem trabalhadores a:
• Níveis menores do que 80 dB(A) - 8 horas.
• Níveis entre 80 e 85 dB(A) - 8 horas.
• Níveis entre 85 e 90 dB(A) - 8 horas.
• Níveis superiores a 90 dB(A) - 8 horas.

2) Controlar a correta realização das medições

a. Que se realizem sempre na presença de um representante dos trabalhadores.

b. Verificar com calibrador manual a calibração do aparelho de medição antes e depois da mesma, tomando nota do resultado.

c. Assegurar de que no momento da medição as condições de trabalho em relação a exposição ao ruído são as habituais.

d. Comprovar que se medem todos os postos de trabalho nos lugares onde habitualmente se colocam os trabalhadores, e na altura de seu ouvido.

e. Utilizar dosimetros do ruído e calibrador para avaliar postos de trabalho que impliquem em mobilidade do trabalhador, ou avaliar exposição de funções que expõem o trabalhador a diferentes níveis de exposição.

f. Avaliar a exposição real de cada função/trabalhador, e não só o nível de ruído de cada máquina.
g. Realizar dosimetria representativa da atividade em pelo menos 40% a 50% do tempo da atividade. Realizar duas amostragens se ruído maior que 75 dB(A) ou se o trabalhador é remanejado constatemente entre postos de trabalho.

3) Elaborar alternativas para reduzir a exposição.

a. Analisar informações procedentes da Empresa, sobre os estudos e programas de prevenção.

b. Analisar os estudos e planos (cronogramas) de redução dos níveis de exposição a um máximo de 85 dB(A) - 8 horas.

c. Conhecer as ações realizadas pela empresa para diminuir os limites de exposição ao ruído, verificando medições antes e depois destas ações, e registros fotográficos e documentais. .

d. Conhecer as justificativas técnicas de que não foi possível reduzir os níveis de ruído por outro meio, e que portanto se devem utilizar EPIs auditivos.


4 )Modelo de solicitação dos resultados da audiometria

a. Conhecer os resultados globais dos testes audiométricos com as seguintes informações:

b. Resultado (numérico e percentual) dos trabalhadores afetados ou não, segundo os níveis de exposição:
Entre 80 e 85 dB(A) - 8 horas.
Entre 85 e 90 dB(A) - 8 horas.
Superiores a 90 dB(A) - 8 horas.

c. Resultado (numérico e percentual) dos trabalhadores com audição estável, com desencadeamento e/ou agravamento da perda, segundo os níveis de exposição:
Entre 80 e 85 dB(A) - 8 horas.
Entre 85 e 90 dB(A) - 8 horas.
Superiores a 90 dB(A) - 8 horas.

d. Resultado (numérico e percentual) dos trabalhadores afetados ou não, segundo as funções que desempenham.

e. Resultado (numérico e percentual) dos trabalhadores com audição estável, com desencadeamento e/ou agravamento da perda, segundo as funções que desempenham.

f. Resultado (numérico e percentual) dos trabalhadores afetados ou não, segundo o tempo de trabalho.

g. Resultado (numérico e percentual) dos trabalhadores com audição estável, com desencadeamento e/ou agravamento da perda, segundo o tempo de trabalho.

5) Controlar e negociar a aplicação de medidas preventivas.

a. Detecção precoce dos primeiros sinais de lesão auditiva, e análise de cada caso para estabelecer internamente eventual nexo causal.

b. Remanejo para áreas onde a exposição ao ruído seja menor do que 80 dB(A) para trabalhadoras grávidas, no ultimo trimestre de gestação.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

DST - Conheça um pouco mais.



Gonorréia: Esta é a mais comum das DST. Sua principal característica é, entre 2 a 8 dias após a relação sexual, o homem ou a mulher senti ardência e dificuldade em urinar. Às vezes, pode-se notar um corrimento amarelado ou esverdeado – até mesmo com sangue – que sai do canal da urina. Nesta, a doença é de mais difícil reconhecimento já que, manifesta-se de forma assintomática. Caso não seja tratada pode provocar esterilidade, atacar o sistema nervoso (causando meningite), afetar os ossos e até o coração.

Candidíase: Na mulher caracteriza-se, pelo surgimento de corrimento de cor branca e sem cheiro, acompanhado de coceiras nos órgãos sexuais e ardência ao urinar; no homem, pode causar vermelhidão e coceira no pênis, além de ardência ao urinar. Em ambos, pode ocorrer infecção urinária.

Tricomoníase: Seus principais sintomas são corrimento amarelo-esverdeado, com mau cheiro, dor durante o ato sexual, ardência, dificuldade para urinar. Na mulher, a doença pode também se localizar em partes internas do corpo.

Sífilis: Manifesta-se com uma pequena ferida nos órgão sexual, com ínguas nas virilhas, surgidas entre a 2a ou 3a semana após relação sexual. A ferida e as ínguas não doem, desaparecendo após algum tempo, dando à pessoa a falsa impressão de estar curada. No entanto, isto não acontece: meses depois aparecem manchas em diversas partes do corpo, inclusive palmas das mãos e solas dos pés, que desaparecem, mas a pessoa continua doente. Caso não ocorra o tratamento, a doença fica estacionada por meses ou anos até o momento em que surgem complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral, problemas cardíacos e, até mesmo, risco de morte. Ressalte-se que a sífilis pode ser também por transfusão sanguínea.
Caso a mulher esteja grávida com sífilis e não faça o tratamento, sua criança pode contrair a doença e apresentar doenças sérias ao nascer. É importante que no início da gravidez a mulher realize os exames solicitados no pré-natal, possibilitando assim o tratamento em caso positivo.

Cancro Mole: Popularmente conhecido como "cavalo", manifesta-se e 2 a 5 dias após a relação sexual. No início, surgem uma ou mais feridas pequenas, com pus, formando uma ferida úmida e bastante dolorosa, que se espalha e aumenta de tamanho. A seguir surgem outras feridas em volta da primeira. Após a 2a semana do início da doença pode aparecer uma íngua na virilha, dolorosa que pode abrir e expelir pus. Nos homens, em geral as feridas localizam-se na ponta do pênis; na mulher, na parte externa do órgão sexual e no ânus, mais raramente na vagina, ressalta-se que a ferida provoca dor na relação sexual e ao evacuar.

Herpes Genital: Em seu início manifesta-se, por pequenas bolhas localizadas principalmente na parte externa da vagina e na ponta do pênis, que podem arder e causam coceira intensa. As feridas desaparecem por si. Após algum tempo reaparecem no mesmo local, com os mesmos sintomas. Enquanto persistirem as bolhas e feridas, a pessoa infectada estará transmitindo a doença.

As DST, em sua maioria, podem ser curadas mediante o tratamento adequado. Se você ou seu parceiro observarem algum desses sintomas, procurem ajuda médica.
Sexo seguro é sexo sem medo e fonte de saúde e prazer.

sábado, 12 de setembro de 2009

Políticas de promoção do trabalho decente são referência internacional


Ministros de países parceiros visitam o Brasil para conhecer experiências do MTE (Ministerio do Trabalho e Emprego)no combate ao trabalho escravo.
O ministro Carlos Lupi falou sobre as experiências do MTE quanto a atuação da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) na erradicação do trabalho escravo, do trabalho infantil e na inclusão de jovens trabalhadores no programa Jovem Aprendiz. "As políticas públicas são fundamentais para gerar trabalho decente. E temos trabalhado forte para obter sucesso nisso", explicou o ministro Lupi aos integrantes do grupo.
O ministro também destacou a importância do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), administrados pelo MTE. "Estes dois fundos são nossos braços de arrecadação e são instrumentos muito fortes de políticas públicas voltados aos trabalhadores, entre elas Abono Salarial, seguro-desemprego, habitação popular, infraestrutura e saneamento básico".
Lupi mencionou ainda a estrutura organizacional do MTE, composta por Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego, Gerências Regionais e postos conveniados em todos os estados brasileiros.
O vice-ministro do Trabalho e Previdência de El Salvador, Calixto Mejia Hernadez, disse que a experiência do Brasil na promoção do trabalho decente interessa muito ao seu país. "Queremos conhecer o trabalho do Ministério do Trabalho do Brasil e adaptar para a nossa realidade. Também queremos fortalecer a relação com o país".
Mais informações no Site:http://www.mte.gov.br/sgcnoticia.asp?IdConteudoNoticia=6201&PalavraChave=decente

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

PRESSÃO ALTA MITOS E VERDADES



1- Pressão alta e hipertensão são doenças diferentes.

ERRADO - Pressão alta e hipertensão são a mesma doença. Pressão alta é o nome popular e hipertensão é o nome que os médicos usam.

2- Não existe nada que previna a pressão alta.
ERRADO - Para prevenir a pressão alta é importante manter o peso no ideal, praticar exercícios regularmente sob orientação, não usar sal nem bebidas alcoólicas em excesso. No entanto, quem tem familiares com pressão alta tem mais chance de Ter a doença, e deve se preocupar mais com a prevenção.

3 - Não preciso medir a pressão porque me sinto bem. Não sinto dor de cabeça, mal estar, zumbido no ouvido e nem tontura.

ERRADO - A maioria das pessoas que tem pressão alta não se queixa de nada. Pôr isso a pressão alta é chamada de "assassina silenciosa". A única maneira de saber se a pressão está normal é medir a pressão.

4-Só medi a pressão uma vez. Como estava normal, não preciso medir outras vezes.

ERRADO -O ideal é medir a pressão pelo menos duas vezes ao ano.O diagnóstico de pressão alta é feito pelo médico ou agente de saúde, baseado em mais de uma medida em pelo menos duas ocasiões diferentes. Considera-se pressão alta valores iguais ou acima de 14 pôr 9.

5- Qualquer pessoa pode medir a pressão.

ERRADO – É fácil medir a pressão, porém, a pessoa precisa ser treinada para medir corretamente a pressão. Os profissionais da área da saúde são os indicados para medir a pressão. As medidas de pressão em campanhas servem para alertar as pessoas sobre o problema da pressão alta.

6- Qualquer aparelho serve para medir a pressão.

ERRADO - Existem diferentes tipos de aparelhos de medida da pressão. Os de coluna de mercúrio são mais confiáveis e descalibram mais dificilmente. O aparelho com mostrador tipo relógio (aneróide) pode ser utilizado desde que devidamente calibrado. Existem também os aparelhos automáticos, porém, nem todos são confiáveis. O aparelho de medir pressão deve ser testado periodicamente para avaliar se está em condições satisfatórias de uso.

7- A pressão só deve ser medida no consultório médico.

ERRADO - A pressão arterial varia de acordo com atividade física, sono, vigília, emoções e ambientes. Existem pessoas que sistematicamente apresentam pressão elevada no consultório e normal quando medida em casa: e a chamada "hipertensão do avental branco". A medida da pressão em casa pode ser útil para avaliar se a pressão é elevada ou não e também se os médicos estão controlando a pressão. Atualmente, já existem aparelhos automáticos confiáveis para medida da pressão em casa.

8- Mulher sempre tem pressão baixa.

ERRADO — A pressão pode estar normal ou até elevada. Quando o braço é mais fino do que a braçadeira usada para medir a pressão, os valores da pressão arterial podem ser falsamente baixos, mascarando ás vezes o diagnóstico de pressão alta. Quando o braço é mais fino, como nas mulheres, o ideal é usar braçadeira de menor tamanho, como a usada para criança.

9- Só pessoas nervosas, obesas ou velhas tem pressão alta.

ERRADO - A pressão alta é unia doença altamente democrática. Ataca homens ou mulheres, gordos ou magros e, inclusive, crianças. No entanto, os gordos e os negros tem mais chance de Ter pressão alta que os magros ou brancos. O fato de Ter pai ou mãe com pressão alta aumenta a chance de Ter doença e quem tem pressão alta deve orientar seus filhos a controlar periodicamente a pressão.

10- Pressão alta é controlada só com remédios.

ERRADO - Os remédios são importantes no controle da pressão alta. Porém, outras medidas, tais como, manter o peso no ideal, praticar exercícios regularmente sob orientação, não usar sal e nem bebidas alcoólicas em excesso podem auxiliar no tratamento. Muitas vezes somente perdendo peso a pressão diminui.

11- Quando a pressão baixar estarei curado. Basta uma caixa de remédio. O tratamento para pressão alta é para toda vida.

ERRADO - Pressão alta é unica doença crônica que dura a vida toda. Na maioria das vezes, não se conhece o que causa a pressão alta e nem como curar a doença, mas é possível controlar a pressão evitando que a pessoa tenha a vida encurtada. O tratamento para pressão alta também evita o infarto no coração, derrame cerebral e a paralisação dos rins.

12-O tratamento para pressão alta líquida com a pessoa, causa impotência sexual.

ERRADO — A pressão alta é controlada com remédios e com mudanças nos hábitos de vida, que não acabam com a pessoa. Pelo contrário, fazem com que a pessoa se sinta bem, com melhor qualidade de vida. A falta de tratamento da pressão alta é que pode causar a impotência sexual.

13- Só devo tomar remédio para pressão quando me sentir mal.

ERRADO - O tratamento não pode ser interrompido. Os remédios só fazem efeito enquanto estão sendo usados. Interromper o tratamento pôr conta própria pode elevar abruptamente a pressão com complicações sérias.

14- E difícil seguir a recomendação médica.

ERRADO - Algumas dicas podem ajudar a tomar os remédios de modo coreto, tais como: fixar o horário para tomada; associar com atividades habituais, como deitar, acordar, refeições; manter os remédios em local visível; providenciar nova aquisição antes do término; e trazer o remédio sempre consigo.

15- Não me dei bem com os remédios, a minha pressão às vezes está alta e outras vezes baixa demais.

ERRADO - Cada pessoa pode reagir de forma diferente ao tratamento. Na fase inicial, até que o organismo se adapte ao remédio ou até que ele tenha o efeito esperado, você pode sentir algum efeito indesejável.

16- Quem tem pressão alta não pode comer nada com sal, nem beber bebidas alcoólicas e nem praticar exercícios físicos.

ERRADO – O excesso de sal na alimentação pode ajudar a elevar a pressão arterial. A redução na quantidade de sal pode ser conseguida evitando o uso de enlatados, embutidos, carnes secas e temperos prontos. Os exercícios físicos podem ajudar a baixar a pressão e fortalecer o coração. Os exercícios recomendados são andar, nadar e pedalar bicicleta. Exercícios como levantamento de peso devem ser evitados.

17- As bebidas alcoólicas baixam a pressão.

ERRADO - A sensação de calor ocasionada pela bebida não significa que a pressão esteja mais baixa. As bebidas alcoólicas abaixam a pressão quando em quantidade acima do permitido.

18- Não posso comer com pouco sal porque me sinto fraco.

ERRADO - A alimentação do dia a dia contém quantidade de sal muito além do que o organismo necessita. Quando não adicionamos sal á comida, comemos cerca de 3 gramas de sal/dia. Muitas vezes, a sensação de fraqueza é causada pôr outros problemas.

19- A pressão não controla porque sou estressada.

ERRADO - O estresse pode dificultar o controle da pressão alta. Porém, como é difícil, o melhor é aprender a controlar o estresse. Identificar o que deixa tenso, planejar melhor as atividades para evitar acúmulo e abaixar o nível de exigência, são dicas que podem ajudar no manejo do estresse.

20- Quem tem pressão alta fica acabado, não tem vida normal.

ERRADO - Quem tem pressão alta pode e deve Ter uma vida normal, e não fica acabado desde que a pressão esteja controlada. Segundo as orientações você vencerá a doença. Não se esqueça que todos os profissionais da área da saúde podem ajudá-lo.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

TERMOLOGIA UTILIZADA NA CONSTRUÇÃO CIVIL



Acidente Fatal - quando provoca a morte do trabalhador.

Acidente Grave - quando provoca lesões incapacitantes no trabalhador.

Alta-Tensão - é a distribuição primária, em que a tensão é igual ou superior a 2.300 volts.

Amarras - cordas, correntes e cabos de aço que se destinam a amarrar ou prender equipamentos à estrutura.

Ancorada (ancorar) - ato de fixar por meio de cordas, cabos de aço e vergalhões, propiciando segurança e estabilidade.

Andaime:

a) Geral - plataforma para trabalhos em alturas elevadas por estrutura pro visória ou dispositivo de sustentação;

b) Simplesmente Apoiado - é aquele cujo estrado está simplesmente poiado, podendo ser fixo ou deslocar-se no sentido horizontal;

c) Em Balanço - andaime fixo, suportado por vigamento em balanço;

d) Suspenso Mecânico - é aquele cujo estrado de trabalho é sustentado por travessas suspensas por cabos de aço e movimentado por meio de guinchos;

e) Suspenso Mecânico Leve - andaime cuja estrutura e dimensões permitem suportar carga total de trabalho de 300 kgf, respeitando-se os fatores de segurança de cada um de seus componentes;

f) Suspenso Mecânico Pesado - andaime cuja estrutura e dimensões permitem suportar carga de trabalho de 400 kgf/m2, respeitando-se os fatores de segurança de cada um de seus componentes;

g) Cadeira Suspensa (balancim) - é o equipamento cuja estrutura e dimensões permitem a utilização por apenas uma pessoa e o material necessário para realizar o serviço;

h) Fachadeiro - andaime metálico simplesmente apoiado, fixado à estrutura na extensão da fachada.

Anteparo - designação genérica das peças (tabiques, biombos, guarda-corpos, pára-lamas etc.) que servem para proteger ou resguardar alguém ou alguma coisa.

Arco Elétrico ou Voltaico - descarga elétrica produzida pela condução de corrente elétrica por meio do ar ou outro gás, entre dois condutores separados.

Área de Controle das Máquinas - posto de trabalho do operador.

Áreas de Vivência - áreas destinadas a suprir as necessidades básicas humanas de alimentação, higiene, descanso, lazer, convivência e ambulatória, devendo ficar fisicamente separadas das áreas laborais.

Armação de Aço - conjunto de barras de aço, moldadas conforme sua utilização e parte integrante do concreto armado.

ART - Anotação de Responsabilidade Técnica, segundo as normas vigentes no sistema CONFEA/CREA.

Aterramento Elétrico - ligação à terra que assegura a fuga das correntes elétricas indesejáveis.

Atmosfera Perigosa - presença de gases tóxicos, inflamáveis e explosivos no ambiente de trabalho.

Autopropelida - máquina ou equipamento que possui movime nto próprio.

Bancada - mesa de trabalho.

Banguela - queda livre do elevador, pela liberação proposital do freio do tambor.

Bate-Estacas - equipamento de cravação de estacas por percussão.

Blaster - profissional habilitado para a atividade e operação com explosivos.

Borboleta de Pressão - parafuso de fixação dos painéis dos elevadores.

Botoeira - dispositivo de partida e parada de máquinas.

Braçadeira - correia, faixa ou peça metálica utilizada para reforçar ou prender.

Cabo-Guia ou de Segurança - cabo ancorado à estrutura, onde são fixadas as ligações dos cintos de segurança.

Cabos de Ancoragem - cabos de aço destinados à fixação de equipamentos, torres e outros à estrutura.

Cabos de Suspensão - cabo de aço destinado à elevação (içamento) de materiais e equipamentos.

Cabos de Tração - cabos de aço destinados à movimentação de pesos.

Caçamba - recipiente metálico para conter ou transportar materiais.

Calha Fechada - duto destinado a retirar materiais por gravidade.

Calço - acessório utilizado para nivelamento de equipamentos e máquinas em superfície irregular.

Canteiro de Obra - área de trabalho fixa e temporária, onde se desenvolvem operações de apoio e execução de uma obra.

Caracteres Indeléveis - qualquer dígito numérico, letra do alfabeto ou um símbolo especial, que não se dissipa, indestrutível.

CAT - Comunicação de Acidente do Trabalho.

CEI - Cadastro Específico do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, referente à obra.

Cimbramento - escoramento e fixação das fôrmas para concreto armado.

Cinto de Segurança Tipo Pára-quedista - é o que possui tiras de tórax e pernas, com ajuste e presilhas; nas costas possui uma argola para fixação de corda de sustentação.

CGC - inscrição da empresa no Cadastro Geral de Contribuintes do Ministério da Fazenda.

Chave Blindada - chave elétrica protegida por uma caixa metálica, isolando as partes condutoras de contatos elétricos.

Chave Elétrica de Bloqueio - é a chave interruptora de corrente.

Chave Magnética - dispositivo com dois circuitos básicos, de comando e de força, destinados a ligar e desligar quaisquer circuitos elétricos, com comando local ou a distância (controle remoto).

Cinto de Segurança Abdominal - cinto de segurança com fixação apenas na cintura, utilizado para limitar a movimentação do trabalhador.

Circuito de Derivação - circuito secundário de distribuição.

Coifa - dispositivo destinado a confinar o disco da serra circular.

Coletor de Serragem - dispositivo destinado a recolher e lançar em local adequado a serragem proveniente do corte de madeira.

Condutor Habilitado - condutor de veículos portador de carteira de habilitação expedida pelo órgão competente.

Conexão de Autofixação - conexão que se adapta firmemente à válvula dos pneus dos equipamentos para a insuflação de ar.

Contrapino - pequena cavilha de fe rro; de duas pernas, que se atravessa naponta de um eixo ou parafuso para manter no lugar porcas e arruelas.

Contraventamento - sistema de ligação entre elementos principais de uma estrutura para aumentar a rigidez do conjunto.

Contraventos - elemento que interliga peças estruturais das torres dos elevadores.

CPN - Comitê Permanente Nacional sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção.

CPR - Comitê Permanente Regional sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção (Unidade(s) da Federação).

Cutelo Divisor - lâmina de aço que compõe o conjunto de serra circular que mantém separadas as partes serradas da madeira.

Desmonte de Rocha a Fogo - retirada de rochas com explosivos:

a) Fogo - detonação de explosivo para efetuar o desmonte;

b) Fogacho - detonação complementar ao fogo principal.

Dispositivo Limitador de Curso - dispositivo destinado a permitir uma sobreposição segura dos montantes da escada extensível.

Desmonte de Rocha a Frio - retirada manual de rocha d os locais com auxílio de equipamento mecânico.

Doenças Ocupacionais - são aquelas decorrentes de exposição a substâncias ou condições perigosas inerentes a processos e atividades profissionais ou ocupacionais.

Dutos Transportadores de Concreto - tubulações destinadas ao transporte de concreto sob pressão.

Elementos Estruturais - elementos componentes de estrutura (pilares, vigas, lages, etc.).

Elevador de Materiais - cabine para transporte vertical de materiais.

Elevador de Passageiros - cabine fechada para transporte vertical de pessoas, com sistema de comando automático.

Elevador de Caçamba - caixa metálica utilizada no transporte vertical de material a granel.

Em Balanço - sem apoio além da prumada.

Empurrador - dispositivo de madeira utilizado pelo trabalhador na operação de corte de pequenos pedaços de madeira na serra circular.

Engastamento - fixação rígida da peça à estrutura.

EPI - Equipamento de Proteção Individual - todo dispositivo de uso individual destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador.

Equipamento de Guindar - equipamentos utilizados no transporte vertical de materiais (grua, guincho, guindaste).

Escada de Abrir - escada de mão constituída de duas peças articuladas na parte superior.

Escada de Mão - escada com montantes interligados por peças transversais.

Escada Extensível - escada portátil que pode ser estendida em mais de um lance com segurança.

Escada Fixa (tipo marinheiro) - escada de mão fixada em uma estrutura dotada de gaiola de proteção.

Escora - peça de madeira ou metálica empregada no escoramento.

Estabelecimento - cada uma das unidades da empresa, funcionando em lugares diferentes.

Estabilidade Garantida - entende-se como sendo a característica relativa a estruturas, taludes, valas e escoramentos ou outros elementos que não ofereçam risco de colapso ou desabamento, seja por estarem garantidos por meio de estruturas dimensionadas para tal fim ou porque apresentem rigidez decorrente da própria formação (rochas). A estabilidade garantida de uma estrutura será sempre objeto de responsabilidade técnica de profissional legalmente habilitado.

Estanque - propriedade do sistema de vedação que não permita a entrada ou saída de líquido.

Estaiamento - utilização de tirantes sob determinado ângulo, para fixar os montantes da torre.

Estrado - estrutura plana, em geral de madeira, colocada sobre o andaime.

Estribo de Apoio - peça metálica, componente básico de andaime suspenso leve que serve de apoio para seu estrado.

Estronca - peça de esbarro ou escoramento com encosto destinado a impedir deslocamento.

Estudo Geotécnico - são os estudos necessários à definição de parâmetros do solo ou rocha, tais como sondagem, ensaios de campo ou ensaios de laboratório.

Etapas de Execução da Obra - seqüência física, cronológica, que compreende uma série de modificações na evolução da obra.

Explosivo - produto que sob certas condições de temperatura, choque mecânico ou ação química se decompõe rapidamente para libertar grandes volumes de gases ou calor intenso.

Ferramenta - utensílio empregado pelo trabalhador para realização de tarefas.

Ferramenta de Fixação a Pólvora - ferramenta utilizada como meio de fixação de pinos acionada a pólvora.

Ferramenta Pneumática - ferramenta acionada por ar comprimido.

Freio Automático - dispositivo mecânico que realiza o acionamento de parada brusca do equipamento.

Frente de Trabalho - área de trabalho móvel e temporária, onde se desenvolvem operações de apoio e execução de uma obra.

Fumos - vapores provenientes da combustão incompleta de metais.

Gaiola Protetora - estrutura de proteção usada em torno de escadas fixas para evitar queda de pessoas. Galeria - corredor coberto que permite o trânsito de pedestres com segurança.

Gancho de Moitão - acessório para equipamentos de guindar e transportar utilizados para içar cargas.

Gases Confinados - são gases retidos em ambiente com pouca ventilação.

Guia de Alinhamento - dispositivo fixado na bancada da serra circular, destinado a orientar a direção e a largura do corte na madeira.

Guincheiro - operador de guincho.

Guincho - equipamento utilizado no transporte vertical de cargas ou pessoas, mediante o enrolamento do cabo de tração no tambor.

Guincho de Coluna (tipo "Velox") - guincho fixado em poste ou coluna, destinado ao içamento de pequenas cargas.

Guindaste - veículo provido de uma lança metálica de dimensão variada e motor com potência capaz de levantar e transportar cargas pesadas.

Grua - equipamento pesado utilizado no transporte horizontal e vertical de materiais.

Incombustível - material que não se inflama.

Instalações Móveis - contêineres, utilizados como: alojamento, instalações sanitárias e escritórios.

Insuflação de Ar - transferência de ar através de tubo de um recipiente para outro, por diferença de pressão.

Intempéries - os rigores das variações atmosféricas (temperatura, chuva, ventos e umidade).

Isolamento do Local/Acidente - delimitação física do local onde ocorreu o acidente, para evitar a descaracterização do mesmo.

Isolantes - são materiais que não conduzem corrente elétrica, ou seja, oferecem alta resistência elétrica.

Lançamento de Concreto - colocação do concreto nas fôrmas, manualmente ou sob pressão.

Lançamento de Partículas - pequenos pedaços de material sólido lançados no ambiente em conseqüência de ruptura mecânica ou corte do material.

Lençol Freático - depósito natural de água no subsolo, podendo estar ou não sob pressão.

Legalmente Habilitado - profissional que possui habilitação exigida pela lei.

Locais Confinados - qualquer espaço com a abertura limitada de entrada e saída da ventilação natural.

Material Combustível - aquele que possui ponto de fulgor ³70ºC e £ a 93,3ºC.

Material Inflamável - aquele que possui ponto de fulgor £ a 70ºC.

Máquina - aparelho próprio para transmitir movimento ou para utilizar e pôr em ação uma fonte natural de energia.

Montante - peça estrutural vertical de andaime, torres e escadas.

NR - Norma Regulamentadora.

Parafuso Esticador - dispositivo utilizado no tensionamento do cabo de aço para o estaiamento de torre de elevador.

Pára-Raio - conjunto composto por um terminal aéreo, um sistema de descida e um terminal de aterramento, com a finalidade de captar descargas elétricas atmosféricas e dissipá-las com segurança.

Passarela - ligação entre dois ambientes de trabalho no mesmo nível, para movimentação de trabalhadores e materiais, construída solidamente, com piso completo, rodapé e guarda-corpo.

Patamar - plataforma entre dois lances de uma escada.

PCMAT - Programa de Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção.

Perímetro da Obra - linha que delimita o contorno da obra.

Pilão - peça utilizada para imprimir golpes, por gravidade, força hidráulica, pneumática ou explosão.

Piso Resistente - piso capaz de resistir sem deformação ou ruptura aos esforços submetidos.

Plataforma de Proteção - plataforma instalada no perímetro da edificação destinada a aparar materiais em queda livre.

Plataforma de Retenção de Entulho - plataforma de proteção com inclinação de 45º (quarenta e cinco graus) com caimento para o interior da obra, utilizada no processo de demolição.

Plataforma de Trabalho - plataforma onde ficam os trabalhadores e materiais necessários à execução dos serviços.

Plataforma Principal de Proteção - plataforma de proteção instalada na primeira laje.

Plataforma Secundária de Proteção - plataforma de proteção instalada de 3 (três) em 3 (três) lajes, a partir da plataforma principal e acima desta.

Plataforma Terciária de Proteção - plataforma de proteção instalada de 2 (duas) em 2 (duas) lajes, a partir da plataforma principal e abaixo desta.

Prancha –1. peça de madeira com largura maior que 0,20m (vinte centímetros) e espessura entre 0,04m (quatro centímetros) e 0,07m (sete centímetros).

2. plataforma móvel do elevador de materiais, onde são transportadas as cargas.

Pranchão - peça de madeira com largura e espessura superiores às de uma prancha.

Prisma de Iluminação e Ventilação - espaço livre dentro de uma edificação em toda a sua altura e que se destina a garantir a iluminação e a ventilação dos compartimentos.

Protetor Removível - dispositivo destinado à proteção das partes móveis e de transmissão de força mecânica de máquinas e equipamentos.

Protensão de Cabos - operação de aplicar tensão nos cabos ou fios de aço usados no concreto protendido.

Prumagem - colocação de peças no sentido vertical (linha de prumo).

Rampa - ligação entre 2 (dois) ambientes de trabalho com diferença de nível, para movimentação de trabalhadores e materiais, construída solidamente com piso completo, rodapé e guarda-corpo.

RTP - Regulamentos Técnicos de Procedimentos - especificam as condições mínimas exigíveis para a implementação das disposições da NR.

Rampa de Acesso - plano inclinado que interliga dois ambientes de trabalho.

Rede de Proteção - rede de material resistente e elástico com a finalidade de amortecer o choque da queda do trabalhador.

Roldana - disco com borda canelada que gira em torno de um eixo central.

Rosca de Protensão - dispositivo de ancoragem dos cabos de protensão.

Sapatilha - peça metálica utilizada para a proteção do olhal de cabos de aço.

Sinaleiro - pessoa responsável pela sinalização, emitindo ordens por meio de sinais visuais e/ou sonoros.

Sobrecarga - excesso de carga (peso) considerada ou não no cálculo estrutural.

Soldagem - operações de unir ou remendar peças metálicas com solda.

Talude - inclinação ou declive nas paredes de uma escavação.

Tambor do Guincho - dispositivo utilizado para enrolar e desenrolar o cabo de aço de sustentação do elevador.

Tapume - divisória de isolamento.

Tinta - produto de mistura de pigmento inorgânico com tíner, terebintina e outros diluentes. Inflamável e geralmente tóxica.

Tirante - cabo de aço tracionado.

Torre de Elevador - sistema metálico responsável pela sustentação do elevador.

Transbordo - transferência de trabalhadores de embarcação para plataforma de trabalho, através de

equipamento de guindar.

Transporte Semimecanizado - é aquele que utiliza, em conjunto, meios mecânicos e esforços físicos do

trabalhador.

Trava de Segurança - sistema de segurança de travamento de máquinas e elevadores.

Trava-Queda - dispositivo automático de travamento destinado à ligação do cinto de segurança ao cabo de segurança.

Válvula de Retenção - a que possui em seu interior um dispositivo de vedação que sirva para determinar único sentido de direção do fluxo.

Veículo Precário - veículo automo tor que apresente as condições mínimas de segurança previstas pelo Código Nacional de Trânsito - CONTRAN.

Vergalhões de Aço - barras de aço de diferentes diâmetros e resistências, utilizadas como parte integrante do concreto armado.

Verniz - revestimento translúcido, que se aplica sobre uma superfície; solução resinosa em álcool ou em óleos voláteis.

Vestimenta - roupa adequada para a atividade desenvolvida pelo trabalhador.

Vias de Circulação - locais destinados à movimentação de veículos, equipamentos e/ou pedestres.

Vigas de Sustentação - vigas metálicas onde são presos os cabos de sustentação dos andaimes móveis.

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