sábado, 31 de outubro de 2009

GLOSSÁRIO DO INCÊNDIO.

ABAFADOR: haste de madeira geralmente contendo tiras de mangueira ou até mesmo ramos vegetais verdes, usada para apagar fogo em mato. É também conhecida como “vassoura-de-bruxa”.
ABAFAMENTO: ato de abafar o fogo; uma das três técnicas de extinção de incêndio.
ABALO: diz-se do tremor causado pela natureza ou por fadiga de estrutura.
ABASTECIMENTO: suprimento de água durante um incêndio, imprescindível para o extermínio do mesmo.
ABRAÇADEIRA: também conhecida como “tapa-furos”, é confeccionada em couro envolto por tiras, usada para tapar mangueiras furadas; chapa de ferro usada para segurar paredes ou vigas de madeiramento.
ABRASÃO: desgaste por fricção; raspagem.
ACEIRO: limpeza destinada a impedir acesso do fogo a cercas, árvores, casas, etc., mediante roçada, carpa, desobstrução.
ACERAR: afiar; aguçar; amolar.
ACETILENO: gás formado pela ação da água sobre a hulha; etino.
ACETONA: líquido inflamável e volátil, obtido por destilação seca.
ACHA: peça de madeira rachada para o fogo.
AÇO: liga de ferro com carbono que se torna extremamente dura quando, depois de aquecida, é esfriada repentinamente.
ACONDICIONAR: arranjar, arrumar; preservar contra deteriorização (cordas, cabos ou mangueiras).
ACOPLAR: unir, ligar, juntar.
AÇUDE: construção destinada a preservar águas pluviais.
ADAPTAÇÃO: qualquer peça usada para suprir dificuldades de encaixe; peça usada por bombeiros para ligar ou unir mangueiras com juntas de união diferentes.
ADUCHAR: ato de enrolar a mangueira de forma a permitir que a mesma permaneça bem acondicionada, e propiciando uma forma fácil de transportá-la e prepará-la para uso com rapidez; diz-se de todo acondicionamento de material com o objetivo de preservá-lo.
ADUTORA: canal, galeria ou encanamento que leva água de um manancial para um reservatório; diz-se da linha de mangueira principal para o combate a um incêndio (a que leva água para as linhas de ataque direto).
AERODUTO: duto de ar nas instalações de ventilação.
AFFF: Aqueous Film Forming Foam - Espuma Formadora de filme Aquoso.
AFFF / ARC: Aqueous Film Forming Foam / Alcool Resistant Concentrate - Espuma Formadora de filme Aquoso e Concentrado Resistente a Alcool.
AFERIR: medir; conferir; calibrar.
AGENTE EXTINTOR: que age, que exerce, que produz efeito sobre o fogo, extingüindo-o.
ÁGUA: líquido formado de dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio, sem cor, cheiro ou sabor, transparente em seu estado de pureza; agente extintor universal.
AGULHETA: tipo de esguicho de jato sólido e único, sem regulagem de proporções ou demanda.
ALAGAMENTO: enchente de água; inundação de terras.
ALARME: aviso de algum perigo; dispositivo usado para alertar ou acionar alguém sobre um perigo.
ALASTRAR: estender; espalhar (o fogo).
ALAVANCA: barra inflexível, reta ou curva, apoiada ou fixa num ponto de apoio fora de sua extensão, e destinada a mover, levantar ou sustentar qualquer corpo.
ALAVANCA CYBORG: espécie de alavanca multi-uso, possuindo uma extremidade afilada e chata formando uma lâmina, cuja lateral estende-se um punção, e em seu topo predomina uma superfície chata. Na outra extremidade há uma unha afiada com entalhe em “V”. É também conhecida como “Quic-bar”.
ALCATRÃO: substância obtida pela destilação da madeira, turfa ou carvão mineral.
ALICATE: pequena ferramenta torquês, geralmente terminada em ponta mais ou menos estreita, com variadas utilidades como prender, segurar ou cortar objetos.
ALICERCE: maciço de alvenaria que serve de base às paredes de um edifício.
ALVARÁ: documento passado por uma autoridade judiciária ou administrativa, que contém ordem ou autorização para a prática de determinados atos.
ALVENARIA: obra feita de pedras e tijolos ligados por argamassa, cimento, etc.
AMIANTO: silicato refratário ao fogo e aos ácidos; asbesto.
AMÔNIA: solução aquosa do gás amoníaco.
AMONÍACO: gás incolor, de odor intenso e picante, muito solúvel em água, resultante de uma combinação de nitrogênio e hidrogênio, de fórmula NH2.
ANCORAGEM: ato ou efeito de se ancorar; amarra feita com o intuito de pendurar algo, ou manter a segurança de algo ou alguém.
ANDAIME: estrado de madeira ou metal, provisório, de que se utilizam os pedreiros para erguerem um edifício.
ANEMÔMETRO: aparelho de medir a velocidade e a força dos ventos.
ANTEPARO: peça que se põe diante de alguma coisa ou de alguém para resguardar.
APARELHO DE HIDRANTE: artefato para expedição de água, geralmente em forma de “T”, usado sempre em hidrante do tipo subterrâneo, com rosca em sua extremidade de acoplamento, para fácil e rápido manuseio.
AQUEDUTO: canal, galeria ou encanamento destinado a conduzir água de um lugar para outro.
AR COMPRIMIDO: ar engarrafado em cilindro, sob pressão, usado por bombeiros para proteção respiratória em casos de incêndio.
ARC: Alcool Resistant Concentrate - Concentrado Resistente a Alcool.
ARCO VOLTAICO: ocorre quando a energia elétrica procura um caminho para “terra” e “salta” de um ponto energizado para um condutor em contato com o solo.
ARVORAR: ato de erguer, levantar ou elevar a escada de bombeiros.
ATAQUE: diz-se do ato do bombeiro que avança sobre o incêndio, com o intuito de exterminá-lo; denomina-se linhas de ataque as mangueiras que são usadas para o extermínio do incêndio.
BACKDRAFT: através de uma queima lenta e pobre em oxigênio, o fogo fica confinado por algum tempo, sem alimentação do comburente. Quando o comburente entra no local, ocorre uma explosão, onde é dada esta denominação para o fenômeno.
BALACLAVA: gorro justo de malha de lã, em forma de elmo, que cobre a cabeça, o pescoço e os ombros.
BANDÓ: espécie de protetor posterior da nuca, usado junto ao capacete, de material refratário.
BANZO: cada uma das duas peças longitudinais principais da escada, onde de encaixam os degraus.
BARBARÁ: espécie de hidrante, também conhecido como “de coluna”, cuja abertura é feita por um registro tipo gaveta, possuindo uma expedição de 100mm e duas de 63mm.
BLEVE: sigla de “Boiling Liquid Expanding Vapor Explosion”, acerca de um fenômeno que ocorre em recipientes com líquidos inflamáveis sob pressão, explodindo devido a queda de resistência das paredes do cilindro.
BLOCO CONTRA FRICÇÃO: peça destinada a eliminar o atrito das mangueiras com quinas ou cantos abrasivos.
BOIL OVER: fenômeno que ocorre devido ao armazenamento de água no fundo de um recipiente, sob combustíveis inflamáveis, sendo que a água empurra o combustível quente para cima, durante um incêndio, espalhando-o e arremessando-o a grandes distâncias.
BOLSÃO: tem por finalidade carregar escombros durante o rescaldo ou servir de recipiente para imersão de materiais em brasa.
BOMBA DE INCÊNDIO: equipamento constituído de bomba d’água hidráulica acoplada a motor próprio (moto-bomba). Pode ser fixa, transportável por veículo ou portátil.
BOMBA FLUTUANTE: motobomba utilizada para drenagem de água de pavimentos subterrâneos, alagamentos, etc.
BOTA: um dos itens do Equipamento de Proteção Individual do bombeiro, podendo ser de borracha ou couro.
CABEÇA: denominação dada a parte do incêndio florestal que se propaga com maior rapidez, caminhando no sentido do vento. O fogo ali queima com maior facilidade.
CABO DA VIDA: cabo solteiro feito de material sintético, de 12mm de diâmetro e 6 metros de comprimento, destinado à proteção individual do bombeiro.
CALOR: forma de energia que se transfere de um sistema para outro graças à diferença de temperatura entre eles. Um dos quatro itens do tetraedro do fogo, indispensável para o incêndio.
CANHÃO: esguicho constituído de um corpo tronco de cone montado sobre uma base coletora por meio de junta móvel. É empregado quando de necessita de jato contínuo de grande alcance e volume.
CAPA DE PINO: peça metálica em forma trapezoidal, com uma tomada quadrada, que tem por finalidade acoplar a chave “T” no registro do hidrante, para que este não gire em falso.
CAPACETE: um dos itens do Equipamento de Proteção Individual do bombeiro.
CHAVE “T”: ferramenta que consiste em uma barra de ferro com munhões em forma de “T”, e em sua parte inferior, uma tomada quadrada para o acoplamento ao registro do hidrante.
CHUVEIRO: forma de jato d’água, ideal para resfriamento.
CHUVEIRO AUTOMÁTICO: também conhecido como “sprinkler”, é um sistema de proteção contra incêndio que, através de uma rede de distribuição de água, por tubulação, é acionado por meio automático.
COLETOR: peça que se destina a conduzir, para uma só linha, água proveniente de duas ou mais linhas, ocasionando, então, mais pressão.
COLUNA D’ÁGUA: linha de mangueira que consiste em recalcar água até um esguicho na extremidade superior da edificação.
COMBATE: técnica de extinção do incêndio, formada por linhas de ataque.
COMBURENTE: um dos quatro itens do tetraedro do fogo, fundamental para se obtê-lo. É o elemento que possibilita vida às chamas e intensifica a combustão. O exemplo mais comum é o oxigênio.
COMBUSTÃO: reação química de oxidação, auto-sustentável, com liberação de luz, calor, fumaça e gases.
COMBUSTÍVEL: um dos quatro itens do tetraedro do fogo. É toda a substância capaz de queimar e alimentar a combustão, sendo o elemento que serve para a propagação do fogo.
CONDUÇÃO: forma de propagação de calor. É a transferência de calor através de um corpo sólido de molécula a molécula.
CONFINAMENTO: cercar o fogo, delimitá-lo em ambiente fechado para esgotar a reserva de oxigênio, e, conseqüentemente, extingui-lo.
CONVECÇÃO: forma de propagação de calor. É a transferência de calor pelo movimento ascendente de massas de gases ou de líquidos dentro de si próprios.
CORRETOR DE FIOS: conhecido também como “troca-fios”, é utilizado na correção de padrões de fios diferentes entre duas juntas do tipo rosca, sendo empregado na rosca macho.
CORTA-A-FRIO: ferramenta para cortar telas, correntes, cadeados e outras peças metálicas.
COSTAS OU RETAGUARDA: parte do incêndio florestal que situa-se em posição oposta à cabeça. Queima com pouca intensidade e pode se propagar contra o vento ou em declives.
CROQUE: ferramenta constituída de uma haste comprida, geralmente de madeira ou plástico rígido, tendo na sua extremidade uma peça metálica com ponta e fisga.
DEDO: parte do incêndio florestal, que se predomina por faixa longa e estreita que se propaga rapidamente a partir do foco principal.
DERIVANTE: peça metálica destinada a dividir uma linha de mangueira em outras de igual diâmetro ou de diâmetro inferior.
DESABAMENTO: queda ou desmoronamento de estrutura sólida.
EDUTOR: peça metálica com introdução de 38mm e expedição de 63mm, possuindo uma válvula de retenção que impede o alagamento do compartimento, caso haja queda de pressão na introdução ou alguma obstrução no tubo de descarga.
EMPATAÇÃO: nome dado à fixação, sob pressão, da junta de união de engate rápido no duto da mangueira.
ENTRELINHAS: equipamento acoplado numa linha de mangueira para adicionar o líquido gerador de espuma à água para o combate ao incêndio.
ENXADA: ferramenta de sapa que consiste em uma lâmina de metal, com um orifício em sua parte oposta em que se encaixa um cabo de madeira no sentido perpendicular. Usada para revolver ou cavar a terra e rescaldos.
ENXADÃO: parente da enxada, com variação no tamanho.
EPI: sigla de “Equipamento de Proteção Individual”.
EPR: sigla de “Equipamento de Proteção Respiratória”.
ESCADA: os tipos de escadas que os bombeiros utilizam são: simples, de gancho, prolongável (constituída de dois corpos ligados entre si), crochê (dobrável) e de bombeiro (leve e com um único banzo).
ESCORA: peça geralmente de madeira ou de metal, utilizada para proteger estruturas em colapso.
ESCORAMENTO: operação emergencial para impedir o processo de desarticulação ou desabamento de uma construção.
ESGUICHO: peça metálica adaptada à extremidade da linha de mangueira, destinada a dar forma e controlar o jato d’água. Os bombeiros utilizam os tipos agulheta, regulável, universal, canhão, monitor, pescoço de ganso, proporcionador de espuma e lançador de espuma.
ESPUMA: agente extintor e uma das formas de aplicação de água, sendo constituída por um aglomerado de bolhas de ar ou gás, formada por solução aquosa, apagando o fogo por abafamento e resfriamento.
ESTRANGULADOR: utilizado para permitir contenção do fluxo da água que passa por uma linha de mangueira, sem que haja necessidade de parar o funcionamento da bomba de incêndio ou de fechar registros.
EXPLOSÃO: arrebentação súbita, violenta e ruidosa provocada pela libertação de um gás ou pela expansão repentina de um corpo sólido que, no processo, se faz em pedaços.
EXTINÇÃO: fase do combate ao incêndio em que o fogo é completamente apagado, para posteriormente dar-se início ao rescaldo.
EXTINTOR DE INCÊNDIO: aparelho portátil de fácil manuseio, destinado a combater princípios de incêndio.
FACÃO: ferramenta semelhante a faca, porém maior que esta, utilizada principalmente em vegetações.
FILTRO: peça metálica acoplada nas extremidades de admissões de bombas de incêndio, para evitar que nelas entrem corpos estranhos.
FLANCO: a lateral do incêndio florestal que separa a cabeça das costas ou retaguarda. A partir do flanco, forma-se o dedo.
FLASHOVER: fenômeno apresentado quando, na fase de queima livre de um incêndio, o fogo aquece gradualmente todos os combustíveis do ambiente. Quando determinados combustíveis atingem seu ponto de ignição, simultaneamente, haverá uma queima instantânea desses produtos, o que poderá acarretar uma explosão ambiental.
FOCO: ponto central de onde provém o fogo.
FOCO SECUNDÁRIO: provocado por fagulhas que o vento leva além da cabeça ou por materiais incandescentes, durante o incêndio florestal.
FOGO: fenômeno que consiste no desprendimento de calor e luz produzidos pela combustão de um corpo.
FRANCALETE: cinto de couro estreito e de comprimento variado dotado de fivela e passador, utilizado na fixação de mangueiras e outros equipamentos.
FUMAÇA: porção de vapor resultante de um corpo em chamas.
GADANHO: espécie de “garfo” de sapa com dentes de ferro, utilizado no rescaldo para arrastar ou remover materiais.
GLP: sigla de “Gás Liquefeito de Petróleo”, mais conhecido como “gás de cozinha”.
GOLPE DE ARÍETE: força ocasionada quando o fluxo da água, através de uma tubulação ou mangueira, é interrompido de súbito. A súbita interrupção do fluxo determina a mudança de sentido da pressão, sendo instantaneamente duplicada, acarretando sérios danos aos equipamentos hidráulicos e à bomba de incêndio. Tal acidente pode ser evitado com o uso da válvula de retenção.
HALON: agente extintor de compostos químicos formados por elementos halogênios (flúor, cloro, bromo e iodo).
HIDRANTE: dispositivo colocado na rede de distribuição de água, permitindo sua captação pelos bombeiros para combate a incêndio. Pode ser encontrado nas versões de coluna (barbará) e subterrâneo.
HT: sigla para “hand-talk”, rádio portátil com bateria recarregável usado pelo bombeiro.
INCÊNDIO: fogo de origem acidental, geralmente sem controle.
IRRADIAÇÃO: uma das formas de propagação de calor, transmitida por ondas de energia calorífica que se deslocam através do espaço.
ISOLAMENTO: método cercar o fogo, impedindo sua propagação; manter a integridade de um local.
JATO: forma da água ao sair do esguicho. Pode ser sólido ou contínuo, chuveiro e neblina.
JUNTA DE UNIÃO: peça metálica utilizada para efetuar a conexão de mangueiras, mangotes e mangotinhos entre si e a outros equipamentos hidráulicos.
LANÇADOR DE ESPUMA: espécie de esguicho que tem por finalidade produzir espuma por baixa pressão, através de um dispositivo que arrasta o ar para seu interior, adicionando-o à mistura por meio de batimento, que dará como resultado a espuma.
LANCE: fração de mangueira que vai de uma a outra junta de união.
LANÇO: corpo da escada, compreendido geralmente por dois banzos.
LGE: sigla de “Líquido Gerador de Espuma”.
LINGA: cabo curto de aço com alças em suas extremidades, que tem por objetivo laçar algum objeto para transporte, içamento ou arrasto.
LINHA: conjunto de mangueiras acopladas, que formam um sistema para conduzir água. Subdivide-se em adutora, ataque e siamesa.
LUVAS: item do “Equipamento de Proteção Individual” do bombeiro. Pode ser de raspa, PVC, nitrílica e de borracha. Também há a luva de procedimentos, usadas em primeiros socorros, compostas de látex.
MACETE DE BORRACHA: martelo de borracha maciça e cabo de madeira, que tem por finalidade auxiliar o acoplamento de peças com junta de união de rosca, através de batidas nos munhões, sem, contudo, danificá-las.
MACHADO: instrumento constituído de cunha de ferro em um dos lados, com cabo de madeira, destinado ao corte de árvores ou arrombamento.
MALHO: grande martelo, de cabeça pesada, sem unhas e sem orelhas, usado em arrombamentos.
MANANCIAL: lago, nascente ou fonte d’água.
MANGOTE: duto de borracha, reforçado com armação interna de arame de aço, para resistir, sem se fechar, quando utilizado em sucção de água.
MANGOTINHO: tubo flexível de borracha, reforçado para resistir a pressões elevadas e dotado de esguicho próprio. Geralmente é pré-conectado à bomba de incêndio, e utilizado em pequenos focos.
MANGUEIRA: equipamento de combate a incêndio, constituído de um duto flexível dotado de juntas de união, destinado a conduzir água sob pressão. Seu revestimento interno é um tubo de borracha, e o externo uma capa de lona confeccionada de fibras naturais.
MANGUEIROTE: mangueira especial utilizada para o abastecimento de viaturas em hidrantes. Em suas extremidades observa-se juntas de união de rosca fêmea, dotadas de munhões para fácil acoplamento.
MANILHA: peça de metal em forma de “U”, com furos em suas extremidades, por onde passa uma espécie de ferrolho, destinada a prender amarras.
MARRETA: espécie de pequeno malho.
MARTELETE: ferramenta utilizada para cortar ou perfurar metais e alvenaria. É encontrado nas versões hidráulico e pneumático.
MÁSCARA AUTÔNOMA: equipamento constituído de máscara facial, válvula de demanda e traquéia, acoplados a um cilindro de ar-comprimido respirável, utilizados em ambientes com alta concentração de fumaça.
MONITOR: esguicho de grande vazão, abastecido por duas ou mais linhas siamesas.
MOTO-ABRASIVO: aparelho com motor dois tempos que, mediante fricção, produz cortes em materiais metálicos e em alvenarias.
MOTOBOMBA: equipamento constituído de bomba d’água hidráulica acoplada a motor próprio. Pode ser fixa, transportável por veículo ou portátil.
MOTO-EXPANSOR: aparelho com motor próprio, constituído com uma tela onde é lançada a pré-mistura, e de uma hélice, que funciona como ventilador, projetando uma corrente de ar também sobre a tela e a pré-mistura, formando a espuma.
MUNHÃO: haste que tem por objetivo facilitar a pegada manual para diversos fins.
NEBLINA: forma de jato d’água gerado por fragmentação da mesma em partículas finamente divididas, através do mecanismo do esguicho.
OXIGÊNIO: elemento químico mais abundante na crosta terrestre, indispensável à vida dos animais e vegetais. É o comburente mais comum.
PÁ: utensílio de sapa que consiste numa folha de metal larga ou grande colher, adaptado a um cabo comprido, utilizado para escavar ou remover terra e rescaldo.
PÁ DE ESCOTA: pequena pá que pode se transformar em pequena enxada, destinada a trabalhos que exigem cuidado, como soterramento.
PASSADEIRA: lona de grande proporção destinada a proteger materiais durante a operação de rescaldo.
PASSAGEM DE NÍVEL: equipamento confeccionado de metal ou madeira que possui um canal central para a colocação de mangueira, protegendo-a e permitindo o tráfego de veículos sobre as linhas de mangueiras dispostas no solo.
PÉ-DE-CABRA: espécie de alavanca que em uma de suas extremidades apresenta uma unha curva em forma de gancho, e à outra extremidade uma unha chata.
PESCOÇO DE GANSO: espécie de esguicho longo em forma de “L”, com jato de chuveiro, que tem objetivo proteger a linha de ataque durante o combate ao incêndio.
PICARETA: instrumento que consiste em uma peça de ferro com duas pontas aguçadas, da qual se estende um cabo de madeira, que tem por objetivo cavar terra ou remover pedras.
PIROFÓRICO: metal combustível.
PIRÓLISE: transformação por aquecimento de uma mistura ou de um composto orgânico em outras substâncias.
PITOT: aparelho constituído de manômetro que serve para medir a pressão de cilindros.
PÓ QUÍMICO SECO: agente extintor formado por substâncias constituídas de bicarbonato de sódio, bicarbonato de potássio ou cloreto de potássio.
PORÃO: esguicho próprio para extinguir incêndios em pavimentos inferiores de difícil acesso, que produz jato chuveiro.
PRESSÃO: é a força que se aplica na água para esta fluir através de mangueiras, tubulações e esguichos, de uma extremidade a outra.
PROPORCIONADOR DE ESPUMA: espécie de esguicho que reúne o lançador de espuma e o entrelinhas em uma única peça.
RALO: peça metálica que situa-se na introdução da bomba de incêndio para impedir a entrada de detritos em suspensão na água.
REAÇÃO EM CADEIA: um dos itens do tetraedro do fogo, que torna a queima auto-sustentável.
REDUÇÃO: peça metálica utilizada para a conexão de juntas de união de diâmetros diferentes.
REGISTRO DE RECALQUE: extensão da rede hidráulica, constituído de uma conexão (introdução) e registro de paragem em uma caixa de alvenaria fechada por tampa metálica, situando-se abaixo do nível do solo (no passeio), junto à entrada principal da edificação.
REIGNIÇÃO: nova ignição de incêndio já combatido e extinto, que dá-se devido à brasas e focos escondidos não encontrados no rescaldo.
RESCALDO: fase do seviço de combate a incêndio em que se localizam focos de fogo escondidos ou brasas que poderão tornar-se novos focos.
RESFRIAMENTO: método de extinção de incêndio que consiste em diminuir a temperatura do material combustível que está queimando, diminuindo, conseqüentemente, a liberação de gases ou vapores inflamáveis.
SALVATAGEM: conjunto de ações que visa diminuir os danos causados pelo fogo, pela água e pela fumaça durante e após o combate ao incêndio.
SAPA: conjunto de ferramentas usadas em escavações ou remoções (pá, enxada, gadanho, etc.).
SIAMESA: espécie de linha composta por duas ou mais mangueiras adutoras, destinadas a conduzir água da fonte de abastecimento para um coletor, e deste, em uma única linha, aumentando o volume de água a ser utilizada.
SINISTRO: acontecimento que causa dano, perda, sofrimento ou morte; acidente; desastre; incêndio.
SPRINKLER: também conhecido como chuveiro automático.
SUPLEMENTO DE UNIÃO: peça metálica utilizada na correção de acoplamentos de juntas de rosca, quando há encontro de duas roscas macho ou duas roscas fêmea.
SUPORTE DE MANGUEIRA: peça metálica com uma tira de couro ou nylon, utilizada para fixar a linha de mangueira na escada.
TAMPÃO: peça metálica que destina-se a vedar as expedições desprovidas de registro que estejam em uso, e a proteger as extremidades das uniões contra eventuais golpes que possam danificá-las.
TETRAEDRO DO FOGO: esquema de quatro faces para exemplificar os quatro elementos essenciais do fogo: calor, combustível, comburente e reação em cadeia.
TORRE D’ÁGUA: linha de mangueira ou tubulação que consiste em recalcar água até um esguicho na extremidade superior da viatura aérea.
VÁLVULA DE RETENÇÃO: peça metálica utilizada para permitir uma única direção do fluxo da água, possibilitando que se forme coluna d’água em operações de sucção e recalque. Impede o golpe de aríete.
VASSOURA-DE-BRUXA: denominação popular do “abafador”, utilizado em incêndio florestal.
VENTILAÇÃO: remoção e dispersão sistemática de fumaça, gases e vapores quentes de um local confinado, proporcionando a troca dos produtos da combustão por ar fresco, facilitando, assim, a ação dos bombeiros durante o combate ao incêndio.

EPI - Corrida para a Segurança - Segurança do Trabalho.

O arriscado desembarque de uma plataforma de petróleo.



Nestas imagens dá para ter noção do perigo que é trabalhar numa plataforma de petróleo. Alguns técnicos entram numa espécie de gaiola e são içados por um guincho para embarcar rumo ao litoral de Macaé, RJ.
Depois do vídeo você vai entender por que esses caras ganham tão bem.

Empregado morre ao tentar segurar 726 quilos de lâminas de vidro.

domingo, 25 de outubro de 2009

Cartilha traz explicações novas sobre lei do estágio.



Sancionada em 25 de setembro de 2008, a lei do estágio continha pontos pouco claros e teve uma cartilha explicativa publicada no mês seguinte. Agora, ainda com indefinições, a norma terá uma nova cartilha e poderá sofrer alterações por meio de um decreto.

O novo texto explicativo, ao qual a Folha teve acesso, é apresentado em forma de perguntas e respostas e traz novas orientações, como a permissão da contratação de grávidas e o espaço onde registrar o estágio na carteira de trabalho.

O texto também fortalece o caráter educacional do contrato e desobriga a empresa de fornecer seguro contra acidentes durante as 24 horas do dia.

Segundo o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), responsável pela divulgação, o texto será publicado em www.mte.gov.br nesta semana.

A lei do estágio (nº 11.788) limitou o número de horas de estágio e orientou quanto a direitos como recesso e bolsas. Ela também dividiu a responsabilidade pelo estágio entre escola, estudante e empresa.

Para a advogada trabalhista Maria Lúcia Benhame, que participou das discussões durante a confecção da lei do estágio, a nova cartilha deixa a lei "mais mastigada".

O texto explicita que o Termo de Concessão de Estágio deve incluir os horários que serão cumpridos, desaplica normas de saúde e segurança específicas para a relação de emprego e permite maior flexibilidade para acompanhar a grade curricular, destaca Benhame.

"Mas, para muitas perguntas, a resposta é exatamente o texto da lei", ressalta. "Uma nova regulamentação ainda é necessária", acrescenta.

Nova legislação

Um decreto que altera a lei do estágio está sendo discutido pelo MTE e pelo MEC (Ministério da Educação). Alguns dos pontos em debate são o que caracteriza a bolsa-transporte e a contrapartida pelo estágio.

Temas mencionados na nova cartilha e pouco precisos na lei -como os que dizem respeito às grávidas e às regras de saúde e segurança- também precisam ser definidos em legislação própria, afirma Ezequiel Nascimento, secretário de Políticas Públicas de Emprego do MTE.

Caetana Rezende, coordenadora de política de educação profissional e tecnológica do MEC, concorda. "Fizemos a opção de não colocar na cartilha pontos de interpretação da lei."

Da forma como está, a nova cartilha é "uma volta no tempo", na opinião de Seme Arone Junior, presidente da Associação Brasileira de Estágios.

Assim como a lei, o texto não elucida se o estagiário com contrato de dois anos tem direito a 30 dias de férias para cada ano. A cartilha anterior esclarecia esse ponto, segundo ele. Nascimento afirma que essa parte do texto será alterada para a versão anterior.

Extraido de: Folhaonline.com.br

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Ginastica Laboral.


O que é ginástica laboral?

Como o nome indica, ginástica laboral é a realização de exercícios físicos no ambiente de trabalho, durante o horário de expediente, para promover a saúde dos funcionários e evitar lesões de esforços repetitivos e doenças ocupacionais.Além de exercícios físicos, a ginástica laboral consiste em alongamentos, relaxamento muscular e flexibilidade das articulações. Apesar da prática da ginástica laboral ser coletiva, ela é moldada de acordo com a função exercida pelo trabalhador.
Quais são os benefícios oferecidos pela ginástica laboral?

A ginástica laboral pode reduzir a incidência de doenças ocupacionais e lesões de esforços repetitivos, e desta forma diminuir o número de afastamentos dos empregados na empresa. Além dos benefícios físicos, a prática voluntária da ginástica laboral proporciona ganhos psicológicos, diminuição do estresse e aumento no poder de concentração, motivação e moral dos trabalhadores.A ginástica laboral também pode trazer benefícios econômicos diretos para as empresas ao diminuir o afastamento e elevar a produtividade dos empregados.
A história da ginástica laboral no Brasil.

No Brasil, em 1973, a Escola de Educação Física da Federação dos Estabelecimentos de Ensino de Novo Hamburgo/RS (FEEVALE), torna-se a pioneira da Ginástica Laboral com o “Projeto Educação Física Compensatória e Recreação”, que foi elaborado a partir de proposta de exercícios físicos baseados em análises biomecânicas. Em parceria com a FEEVALE, em 1978, o SESI/RS desenvolveu o “Projeto Ginástica Laboral Compensatória”. com relação a determinadas tarefas industriais. Em 1974, nos estaleiros da Ishikawagima do Brasil (Ishibras), no Rio de Janeiro, foi implantada a ginástica no início da jornada de trabalho e a “ginástica compensatória”, durante as pausas do trabalho, envolvendo 4.300 trabalhadores. O enfoque neste caso foi a segurança no trabalho. Neste exemplo, o papel da Educação Física incidiu nas boas condições do local de trabalho, bem como no desenvolvimento dos Recursos Humanos, algo distinto da abordagem terapêutica de certas proposições de cunho impositivo. Em 1978, em Betim/MG, na fábrica Fiat de automóveis, por iniciativa do SESI/MG iniciou-se o “programa de Ginástica na Empresa” fundamentado nos princípios da Ginástica Laboral estudados a partir de visitas técnicas de profissionais desse SESI aos estaleiros da Ishibras, para observação da ginástica então aplicada aos trabalhadores. Atualmente, este Programa do SESI abrange todo o País, com cerca de 500 mil praticantes, envolvendo múltiplas empresas e objetivos referidos também ao bem estar do trabalhador.
O que é LER?

O termo LER refere-se a um conjunto de doenças que atingem principalmente os membros superiores, atacam músculos, nervos e tendões provocando irritações e inflamação dos mesmos. A LER é geralmente causada por movimentos repetidos e contínuos com consequente sobrecarga do sistema músculo-esquelético. O esforço excessivo, má postura, stress e más condições de trabalho também contribuem para aparecimento da LER. Em casos extremos pode causar sérios danos aos tendões, dor e perda de movimentos. A LER inclui várias doenças entre as quais, tenossinovite, tendinites, epicondilite, síndrome do tunel do carpo, bursite, dedo em gatilho, sindrome do desfiladeiro toracico e síndrome do pronador redondo. Alguns especialistas e entidades preferem, atualmente, denominar as LER por DORT ou LER/DORT. A LER também é conhecida por L.T.C. (Lesão por Trauma Cumulativo).
Que significa DORT?

Disturbio osteomuscular relacionado ao trabalho.

Qual a diferença entre LER e DORT?

LER é a designação de qualquer doença causada por esforço repetitivo enquanto DORT é o nome dado as doenças causadas pelo trabalho. Alguns especialistas e entidades preferem, atualmente, denominar LER por DORT ou ainda LER/DORT.

Mapa de Risco.

Mapa de Risco é uma representação gráfica de um conjunto de fatores presentes nos locais de trabalho, capazes de acarretar prejuízos à saúde dos trabalhadores: acidentes e doenças de trabalho. Tais fatores têm origem nos diversos elementos do processo de trabalho (materiais, equipamentos, instalações, suprimentos e espaços de trabalho) e a forma de organização do trabalho (arranjo físico, ritmo de trabalho, método de trabalho, postura de trabalho, jornada de trabalho, turnos de trabalho, treinamento, etc.)
O mapa é um levantamento dos pontos de risco nos diferentes setores das empresas. Trata-se de identificar situações e locais potencialmente perigosos.
A partir de uma planta baixa de cada seção são levantados todos os tipos de riscos, classificando-os por grau de perigo: pequeno, médio e grande.
Estes tipos são agrupados em cinco grupos classificados pelas cores vermelho, verde, marrom, amarelo e azul. Cada grupo corresponde a um tipo de agente: químico, físico, biológico, ergonômico e mecânico.
A idéia é que os funcionários de uma seção façam a seleção apontando aos cipeiros os principais problemas da respectiva unidade. Na planta da seção, exatamente no local onde se encontra o risco (uma máquina, por exemplo) deve ser colocado o círculo no tamanho avaliado pela CIPA e na cor correspondente ao grau de risco.
O mapa deve ser colocado em um local visível para alertar aos trabalhadores sobre os perigos existentes naquela área. Os riscos serão simbolizados por círculos de três tamanhos distintos: pequeno, com diâmetro de 2,5 cm; médio, com diâmetro de 5 cm; e grande, com diâmetro de 10 cm.
Quando num mesmo local houver incidência de mais de um risco de igual gravidade, utiliza-se o mesmo circulo, dividindo-o em partes, pintando-as com cor correspondente ao risco.
Dentro dos círculos deverão ser anotados o numero de trabalhadores expostos ao risco e o nome do risco.
A empresa receberá o levantamento e terá 30 dias para analisar e negociar com os membros da CIPA ou do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), se houver, prazos para providenciar as alterações propostas. Caso estes prazos sejam descumpridos, a CIPA deverá comunicar a Delegacia Regional do Trabalho.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

UMA OFICINA LIMPA É UMA OFICINA SEGURA.



Todos nós já ouvimos alguma vez que uma oficina limpa é uma oficina segura. Mas como podemos manter nossa oficina limpa e segura? É só uma questão de um pouco de atenção com a arrumação, com cada um de nós fazendo sua parte. Uma faxina geral é uma boa idéia. Toda oficina ou mesmo nossa casa precisa de uma faxina geral ocasionalmente, entretanto a “arrumação, ordenação, limpeza, asseio e disciplina” é mais que isso. 5 S significa limpeza e ordem: um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar. Significa também recolher e limpar tudo depois de cada tarefa. Se uma tarefa provocar muita desordem, tente manter a mesma a nível mínimo, tomando um pouco mais cuidado. Lixo e óleo incendeiam facilmente. Um incêndio é ruim para a empresa e para nós. Sujeira ‘apenas material fora do lugar. O óleo que derramou no chão tinha um papel a cumprir na máquina.
O chão é apenas mais uma fonte de risco. Cubra o óleo derramado com material absorvente ou tente coletar quando houver possibilidade derramamento para seu reaproveitamento. Com isto você poderá evitar que alguém tenha um tombo. Observe onde você deixa ferramentas ou materiais. Nunca os coloque num chassi de máquina ou numa peça móvel da máquina. Nunca empilhe coisa em cima de armários. Observe os espaços sob as bancas e escadas, não deixando refugos e entulhos. Mantenha portas e corredores livres de obstrução para serem acessados em caso de emergência. O verdadeiro segredo de uma oficina limpa e segura é nunca deixar para depois o trabalho de limpeza, e arrumação, fazendo-o imediatamente enquanto há pouco trabalho. Vá fazendo a limpeza e a coleta de coisas espalhadas quando concluir uma tarefa ou quando seu turno estiver terminando.

Um em cada sete postos não tem licença ambiental.



As maiores cidades da região de Ribeirão Preto têm, juntas, 51 postos de combustíveis sem licença ambiental da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), segundo levantamento da companhia. Isso significa riscos de vazamento de combustível e consequente contaminação do solo em pontos de Ribeirão Preto, Franca, São Carlos, Araraquara e Barretos.

O número representa 14% do total de postos nessas localidades. Ribeirão lidera o ranking: de 150 postos existentes, 20 estão irregulares. Na sequência, aparece São Carlos, que tem 60 estabelecimentos, dos quais 14 não possuem licença.

Já em Araraquara, são 12 postos irregulares, num universo de 64. A proporção em Franca é menor: apenas três postos, de 72, não têm a licença. Por fim, Barretos tem dois postos irregulares.

Desde 2002, a Cetesb passou a licenciar postos no Estado, atendendo determinação do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente). A medida fiscaliza, entre outras coisas, os tanques, cuja idade não pode ultrapassar os 15 anos --segundo a Cetesb, há o risco de vazamento de combustível no solo e até mesmo no lençol freático.

Para o Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), a maior dificuldade é a questão financeira. "Conseguir a licença por meio das reformas e adequações custa em torno de R$ 200 mil, e isso dificulta muito as coisas", disse Oswaldo Manaia, presidente do sindicato em Ribeirão.

O Sincopetro lançou um consórcio para facilitar os gastos. Para as fiscalizações, a Cetesb priorizou os postos cujas condições indicam maiores riscos, como estabelecimentos mais antigos.

"Os postos que não cumprirem as etapas estabelecidas pela Cetesb estão sujeitos a penalidades, que vão de advertência a interdição do posto", disse Marco Antonio Sanchez Artuzo, gerente da agência da Cetesb de Ribeirão.

Fauze Luís Abou Haikal, dono de um posto no centro que figura na lista, disse que já fez as reformas. "Não precisei trocar os tanques, mas mesmo assim gastei R$ 60 mil", disse.

Extraido de: FolhaOnline

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

PROTEÇÃO DOS PULMÕES.



O aspecto mais importante a ter em conta com respeito aos pulmões é que eles evitam que qualquer substância daninha se introduza no sangue - substâncias que podem estar no ar que respiramos.
Os pulmões são formados por milhões de células tão pequenas. Só podem ser vistas com um microscópio muito potente. O revestimento de cada uma destas células é um filtro muito bom. Permite que o oxigênio do ar passe ao sangue. Ao mesmo tempo permite que o dióxido de carbono do sangue saia através da respiração.
Se o oxigênio fosse o único gás que pudesse passar através do sangue não haveria problemas. Sem dúvida uma grande quantidade de vapores e gases venenosos também podem passar ao sangue. Alguns deles são muitos perigosos e este é o motivo pelo qual em muitas circunstâncias é necessário usar máscaras contra gases apesar de que se tenham tomado outras medidas para eliminá-los do ar.
Também temos os pós. Sempre tem pó no ar - mesmo nos lugares mais limpos. Como resultado os pulmões se acham adaptados ao pó fluente, mas quando e se é muito espesso e muito fino, os pulmões não tem defesa contra eles.
A maioria do pó que se respira é exalado. O pó fluente (solto) que se assenta nas passagens grandes de ar elimina-se tossindo. É somente o pó muito leve que penetra nas células pequenas o que as tapa e pode causar problemas.
Suponho que melhor maneira de manter limpo o ar do lugar de trabalho é evitando que as substâncias daninhas entres neles. Isto significa que as operações e processo que produzem substâncias daninhas devem estar controladas por exaustores. Sem dúvida, certas operações não podem ser protegidas completamente, alguns pós e vapores ficam soltos. Uma boa ventilação soluciona o problema em muitos casos, mas quando isto não é suficiente deverão usar-se máscaras ou respiradores.
Provavelmente seria mais correto dizer que os respiradores e máscaras são protetores dos pulmões. O problema é que muita gente não quer usá-los. Dizem que lhes causa algum incômodo - o que não têm em conta é o “incômodo” que lhes podem causar os pulmões cheios de pó. E se este pó que se respira é venenoso, o problema pode ser muito sério.
O aspecto no qual queremos insistir é que se indica-lhes um protetor, deve usá-lo. Se não o fazem assim se estarão criando um problema muito sério, mais sério do que possam imaginar. As substâncias perigosas que se usam na indústria são analisadas e estudadas continuamente. Quando a gerência recebe a informação
de que tem que usar proteção contra estas substâncias, imediatamente põe à disposição dos trabalhadores o equipamento correspondente. Se a Gerência está preocupada com nossa saúde, por que nós?

ATENÇÃO: Usem equipamentos de proteção respiratória.

ÓCULOS DE SEGURANÇA.



A proteção dos olhos é um dos pontos importantes na prevenção de acidentes e a finalidades dos óculos de segurança é protegê-los contra partículas sólidas projetadas e / ou em suspensão.
Os óculos de segurança são constituídos de armação em acetato de celulose cor preta, com protetores laterais em tela de aço inoxidável, haste de acetato, lentes incolores de cristal de vidro ótico corrigido e endurecido, resistentes e altos impactos.
O nome oficial do equipamento é óculos de segurança, haste convencional ou meia haste com elástico, e é fornecido nos aros 46, 48, 50 mm.
As peças de reposição deste EPI são : haste, proteção lateral, lentes. As unidades de trabalho através de suas ferramentarias, estão recebendo treinamento e ferramentas para ajustes e reparos nos óculos.
Para ser aprovado em nossa empresa, os óculos de segurança deve ser confeccionado segundo as normas da ABNT e possuir o C A (certificado de aprovação).
Praticamente em toda área da usina, existe uma grande variedade de riscos que podem ter como conseqüência a lesão nos olhos. É por isto, que os óculos de segurança é considerado EPI básico, ou seja, é indicado e de uso obrigatório para todo empregado ou pessoa que trabalhe ou transite na área da usina.
Recomendações sobre o uso e conservação:
• O óculo deve ajustar-se perfeitamente ao rosto, sem deixar aberturas;
• A haste ou elástico deve manter os óculos firmes no rosto, porém sem incomodar ou machucar;
• Use-se constantemente durante todo o tempo que permanecer no trabalho para o qual for designado;
• Ao colocar ou retirar não segure os óculos apenas por uma haste, mas pelas duas ao mesmo tempo;
• Limpe as lentes somente com tecido ou papel limpo e macio;
• Não deixe que as lentes tenham contato com qualquer superfície, coloque os óculos com as lentes sempre para cima;
• Não o guarde ou carregue-o nos bolsos traseiros das calças;
• Não o transporte junto de ferramentas;
• Não o abandone junto a fontes de calor;
• Não deixe em local onde possa receber respingos de óleo, graxa, ácidos, corrosivos, solventes ou qualquer substância que possa danificá-lo;
• Não use os óculos com defeitos (falta de proteção lateral, elástico ou haste danificada ou lentes riscadas);
• Em locais sujeitos a embaçamento das lentes, use o líquido anti-embaçante.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Alcoolismo x Trabalho



Conseqüências do Alcoolismo no Âmbito do Trabalho:

Sabe-se que, no Brasil, o alcoolismo é o terceiro motivo para absenteísmo no trabalho, a causa mais freqüente de aposentadorias precoces e acidentes no trabalho e a oitava causa para concessão de auxílio doença pela Previdência Social (Vaissman, 2004).

No âmbito do trabalho, as organizações vêm despertando seus interesses para o desenvolvimento de estratégias e implantação de programas preventivos ao uso indevido do álcool e outras drogas. O que motiva estas ações são as conseqüências negativas trazidas à saúde do trabalhador e à sua produção, absenteísmo que guarda uma relação direta com o consumo de álcool e a qualidade de vida do trabalhador.
Pode-se então considerar o alcoolismo como um problema nas organizações, e suas conseqüências podem ser percebidas observando-se os seguintes aspectos no comportamento dos trabalhadores (Vaissman, 2004):
* Absenteísmo;
* Acidentes de trabalho;
* Acidentes de trajeto;
* Queixas diversas em relação à saúde;
* Aumento de falhas na execução das tarefas;
* Redução da produtividade;
* Conflitos com colegas, superiores e clientes.

Condições de Trabalho que Favorecem o Desenvolvimento do Alcoolismo:

Em um estudo de caso, Nassif (2002) levantou algumas hipóteses sobre como a organização e as condições de trabalho podem contribuir para a incidência e a prevalência dos quadros de dependência química entre trabalhadores. Suas hipóteses são:

características específicas da personalidade do alcoolista: dependência psíquica, capacidade insuficiente para o contato interpessoal e intolerância grande frente às frustrações;

frustração na escolha profissional;

pressão social para beber existente entre os trabalhadores: a bebida então facilita os contatos interpessoais ou atua como forma de reconhecimento e introdução no círculo social;

especificidades do trabalho: atividades que oferecem riscos, inadequada divisão de tarefas, mau relacionamento com supervisores hierárquicos;

jornada de trabalho: períodos de ociosidade, trabalho em horário noturno; atividades geradoras de emoções: como raiva, medo, frustração, tristeza, ansiedade, vergonha, que podem funcionar como sinalizadores para a ingestão de bebidas;

significado social da profissão: que trazem sentimento de vergonha e desqualificação.

Resumindo, os fatores de risco ligados ao trabalho podem ser inerentes à especificidade da ocupação. Às condições em que o trabalho é efetuado, ao tipo de agentes estressores e como eles atuam física e psicologicamente no trabalhador. E, por outro lado, existem as características e a vulnerabilidade da personalidade diante do ambiente de trabalho que favorecerão ou não o uso abusivo.

Programas de Prevenção e Recuperação do Alcoolismo nas Organizações:

Edwards afirma que nos últimos anos tem havido um interesse nos benefícios múltiplos que podem resultar tanto para o empregador quanto para o empregado, da implantação de programas de alcoolismo nos locais de trabalho. A importância de programas de alcoolismo em empresas deve ser tratada como saúde global do indivíduo, e ainda observando-se que prevenir e tratar problemas de saúde diminui custos e melhora a produtividade.

É importante reconhecer as dificuldades que acompanham o atendimento a dependentes químicos, especialmente em empresas. O atendimento a usuários de drogas suscita múltiplos problemas, de ordem biológica e médica, psicológica, social, jurídica e ética. Nos locais de trabalho acrescentam-se a isso as estigmatizações e preconceitos devido às conotações negativas relacionadas à dependência do álcool, diminuindo a procura pelos serviços oferecidos, bem como dificultando a continuidade do tratamento.

Verifica-se que muitos programas não atingem os extratos mais elevados na hierarquia, apenas o trabalhador menos qualificado, sujeito a sanções disciplinares. Além disso, a tendência cultural alcoolizante deve ser também considerada ao se elaborar um programa. Não pode ser abordado do ponto de vista de um ideal moralizante. Os programas são de grande importância para as organizações preocupadas com a saúde de seus trabalhadores e com o bom desempenho de suas atividades

terça-feira, 13 de outubro de 2009

EFEITOS DO RUÍDO NO HOMEM E SOBRE O SISTEMA AUDITIVO.




A conseqüência mais evidente é a SURDEZ, que depende de alguns fatores, como: Intensidade, tipo de ruído-contínuo, intermitente ou impacto, sua qualidade (sons agudos) (são mais prejudiciais que os graves), susceptibilidade individual, tempo de exposição e a idade. A surdez pode ser dividida em três grupos que são:
• Temporária,
• Permanente,
• Trauma acústico,

A surdez temporária: é caracterizada pela dificuldade de audição, embora passageira, que notamos após exposição pôr algum tempo a ruído intenso. A exposição prolongada é repetida ao ruído é capaz não só de causar a surdez temporária como, potencialmente, provocar a surdez permanente. Se a exposição for repetida antes de uma completa recuperação, pode tornar-se surdez permanente. Podendo ainda ocorrer à fadiga dos músculos do ouvido médio.

A surdez permanente: É a perda irreversível da capacidade auditiva, devido à exposição contínua, ou seja o trabalhador fica exposto ao ruído de intensidade excessiva, sem proteção auditiva. No princípio, ocorre a destruição das células no início do caracol,, sensível a sons de 4.000 Hz, e a alteração não é percebida pôr não atingir a freqüência da fala. As perdas progridem até atingir freqüências da comunicação oral, entre 250 e 2.000 Hz, quando a vibração chega ao ouvido, mas não consegue ser transmitida.

O trauma acústico: É de instalação repentina, após a exposição a ruído intenso como de explosões e impactos, que podem causar perfurações no tímpano e mesmo deslocamento dos ossículos, causando a surdez temporária ou permanente.
Outros efeitos possíveis: Além destes, podem ser causados efeitos nos demais sistemas orgânicos, como ações no sistema cardiovascular, aumento da pressão sangüínea., aceleração da pulsação, aumento da liberação de hormônios, condições idênticas às de situações de medo ou stress, contração dos vasos dos vasos sangüíneos, dilatação das pupilas e músculos tensos, redução da velocidade de digestão, irritabilidade, desconforto, diminuição da eficiência do trabalho e prejuízo às atividades que dependam da comunicação oral, pois o ruído mascara a voz.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Dicas de Ergonomia Para Utilização de Micro Computadores.



Você sabia que o uso prolongado do microcomputador pode acarretar problemas de saúde se não forem tomados cuidados com a postura e o tipo de equipamento utilizado? Entre esses problemas encontram-se as LER – Lesões por esforço repetitivo, muito comum entre digitadores que se debruçam por horas a fio diante do micro.
Para a quase totalidade dos usuários de informática, a utilização do microprocessador como ferramenta de trabalho significa não mais que sentar diante da máquina, liga-la e executar suas tarefas. Poucos, no entanto, têm conhecimento de que uma cadeira inadequada, um monitor com luminâncias além do limite aconselhável ou mesmo a falta de um apoio para a mão na utilização do mouse podem ser sinônimo de desconforto até mesmo de problemas físicos.

Pescoço

Em média, a cabeça de um adulto pesa cerca de 5,5 quilogramas. Tem praticamente as mesmas dimensões de uma bola de boliche. Quando movimentada diretamente sobre os ombros durante uma sessão de trabalhos, músculos do pescoço ajudam-se com facilidade e suportam seu peso. Entretanto, quando inclinada muito à frente ou para trás, os músculos esticam-se ou se contraem, causando dores incômodas como cãibras e fadigas. Por isso, a posição correta do monitor é essencial para reduzir a tensão nos músculos do pescoço.
As recomendações são para que o topo da tela esteja no mesmo nível dos olhos, o que a mantém na posição correta, ou sevam, na vertical. O monitor colocado muito para baixo, o que é comumente observado, força a cabeça para frente. Esta posição provoca uma tensão desnecessária no pescoço. Recomenda-se elevar o monitor, colocando-o sobre o gabinete (em desktops horizontais) ou então através de um suporte regulável. Em último caso, listas telefônicas antigas podem ajudar.
No caso de o usuário utilizar lentes bifocais, o monitor numa posição mais baixa ajudará a visualização através da parte inferior da lente, sem que isso seja necessário inclinar a cabeça para trás.

Olhos

Sem dúvida, uma das maiores reclamações dos usuários é a fadiga crônica dos olhos. Pressão na vista, olhos ressecados, lagrimarão e visão cansada são sintomas comuns. Embora nem sempre seja possível eliminar completamente todos estes desconfortos, simples mudanças na estação de trabalho podem significar redução dos inconvenientes. O principal fator na contribuição para o ressecamento dos olhos resulta da redução do piscar de olhos durante a visualização do monitor. O olho humano limpa-se e refresca-se por si mesmo, automaticamente, várias vez por dia. No entanto, o ato de concentrar a atenção durante muito tempo no brilho do monitor causa uma diminuição significava no piscar de olhos. Fazer paradas freqüentes enquanto se utiliza o computador e piscar os olhos ajudam a relaxar e refrescar a vista.
Outro fator que contribui para a fadiga dos olhos resulta da exaustão muscular. Pequenos músculos são responsáveis por mudanças no formato de suas lentes, para permitir a aproximação e o distanciamento da visão. A menos que estejam relaxados, esses músculos produzem ácido láctico, que provoca fadiga. Olhar através da janela ou da sala faz com que os músculos se afrouxem e os olhos recebam sangue oxigenado, removendo assim o ácido láctico.

Região lombar

Cadeira inadequada é o maior causador de dores nas costas. O encosto da cadeira precisa estar posicionado exatamente na curvatura lombar, fazendo com que a coluna se mantenha apoiada. O encosto também deve ser flexível a ponto de não permitir que o usuário escorregue para trás.

Recomendações sobre o mobiliário

Cadeira


Altura regulável e em que o encosto fique posicionado exatamente na curvatura lombar. O encosto também tem de ser flexível, não permitindo que o usuário escorregue para trás, mas que acompanhe o movimento do tronco. É importante que os pés estejam firmes ao chão. Caso contrário, o usuário deve providenciar um suporte para eles.

Mesa

É preciso que tenha regulagem independente de altura para monitor e teclado. A borda superior da tela tem que estar na altura dos olhos e o teclado coincidir com a altura do cotovelo.

Tela anti-reflexiva

88 por cento dos monitores apresentam nível de reflexão acima do aceitável. Ora os olhos se habilitam com o claro, ora com o escuro, o que provoca o cansaço da vista. Aconselha-se a utilização de tela de nylon fina importada.

Apoios para pulsos e palma da mão


Se a mesa dispuser de apoio para pulso, deve ser providenciado um. De preferência de espuma. O pulso não pode ficar em posição quebrada quando da digitação – uma das agravantes da tenossinovite. No manuseio do mouse é necessário um apoio de mão, também para manter o pulso neutro.

Roteiro de combate a incêndio.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Absenteísmo (doença ligada ao trabalho).

O absenteismo indica a seqüência de faltas e atrasos dos colaboradores ou empregados, esse é um grave problema enfrentado pelos gestores de recursos humanos já que esse afastamento temporário se dá por diversos motivos conseqüentemente trazendo danos para a produção, diminuindo o lucro e sobrecarregando outros funcionários.
Algumas causas são: Doenças pessoais ou de familiares, problemas climáticos, dificuldades financeiras, alcoolismo, supervisão falha, atrasos e o principal desmotivação do trabalhador quanto ao serviço em si ou quanto ao ambiente de trabalho.Quando as pessoas gostam do que fazem e se sentem bem no ambiente de trabalho que o local onde passa maior parte do tempo não precisam faltar ao trabalho para aliviar a pressão.
Gestores de recursos humanos têm buscado recursos para diminuir o absenteísmo e motivar seu funcionários no dia-a-dia da empresa estão percebendo que o bem-estar do profissional influência diretamente no aumento da produtividade e qualidade dos trabalhos prestados.
Pouco se sabe sobre os prejuízos gerados pelo absenteísmo, ainda que ele ajude a diagnosticar diversos problemas estruturais, agindo como um alerta de que algumas coisas na organização do trabalho e no clima organizacional não vão bem. “Estes casos servem para alertar a chefia e os médicos do trabalho de que algo muito errado está acontecendo no ambiente de trabalho, que pode ser a sobrecarga de trabalho, a imposição de metas inatingíveis e a presença, por exemplo, de um gestor cruel.
Muitos especialistas acreditam que a melhoria do clima interno da empresa, mudança de função, atividades físicas, férias, desenvolvimento de um hobby e trabalho voluntário podem controlar os níveis de estresse, prevenindo problemas de saúde física e mental, resultando na melhora da produtividade na vida em geral e diminuindo os casos de absenteísmo, cada caso tem uma solução.

Profissionais de saúde mulheres sofrem acidente de trabalho com mais freqüência .

Estudo canadense alerta para a necessidade de que medidas na área de segurança do trabalho levem em consideração o número cada vez maior de mulheres nas instituições de saúde. Profissionais de saúde do sexo feminino apresentam risco maior de sofrer acidentes de trabalho, concluiu estudo canadense publicado na revista científica Occupational Medicine. A pesquisa avaliou dados sobre o número ausências no trabalho relacionadas a lesões, ao longo de um ano, de 42.332 empregados da saúde no Canadá, dos quais 11% eram homens, e 89%, mulheres.

De acordo com o artigo, os pesquisadores chegaram aos resultados após ajustarem os resultados por diversas variáveis, entre elas: idade, cargo, setor de trabalho e região do país. As lesões identificadas foram agrupadas em dois grupos: músculo-esqueléticas e qualquer tipo de lesão.
Na opinião dos pesquisadores, ante o aumento do número de profissionais de saúde e a predominância de mulheres nestes ambientes de trabalho, as “iniciativas [na área de] saúde ocupacional e segurança devem ser desenvolvidas levando em consideração as diferenças entre os gêneros”.
O estudo foi conduzido por Hasanat Alamgir, da agência de saúde e segurança ocupacional de British Columbia (Canadá) e colegas do Vancouver Coastal Health, instituição que presta atendimento aos moradores das regiões canadeneses de Vancouver, North Vancouver, West Vancouver e Richmond.
Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)

Mapa Mental dos Acidentes do Trabalho.

Os acidentes do trabalho não podem ser caracterizados como um fenômeno ambiental já que, ao contrário dos demais temas abordados até aqui, não extrapolam os limites físicos da empresa, ou seja, afetam apenas o homem e não a Natureza. Fazem exceção os acidentes em que produtos químicos extravasam para o meio ambiente; produtos biológicos são misturados aos efluentes das indústrias; e raios destroem árvores em tempestades. Entretanto, como este assunto é o tema principal do nosso site, incluímos este mapa mental para fechar a série.

10.1 - RISCOS
Os riscos de acidentes do trabalho podem ser reunidos em 4 grandes grupos: físicos, químicos, biológicos e ergonômicos.
10.1.1 - Físicos.
Os riscos de natureza física são os seguintes:
a) ruídos - trânsito, máquinas, aviões a jato, motores, explosões, etc.;
b) vibrações - britadeiras, tratores, prensas e outras máquinas;
c) radiações - ionizantes (raios X e outros) e não ionizantes;
d) temperatura - fornos, motores, trabalhos ao ar livre;
e) pressão - mergulho e câmeras hiperbáricas.
10.1.2 - Químicos.
Os riscos de natureza química, entre outros, são:
a) metais pesados - Ba, Zn, Pb, Cd, Hg, etc. dos efluentes industriais;
b) agrotóxicos - resíduos de embalagens de produtos usados na lavoura;
c) gases tóxicos - CO, CO2, CH4 e outros dos veículos, chaminés, lixo, etc.
10.1.3 - Biológicos.
Os riscos de natureza biológica são os seguintes:
a) animais peçonhentos - cobras, aranhas, escorpiões, abelhas, etc.;
b) água contaminada - que contem germes patogênicos;
c) material hospitalar - sangue, urina, fezes, vísceras, seringas, etc;
d) vetores de doenças - moscas, baratas, ratos, mosquitos e outros.
10.1.3 - Ergonômicos.
Riscos ergonômicos estão relacionados à estrutura músculo-esquelética e psicológica do trabalhador e sua adequação à máquina, mobiliário, posto, jornada e condições de trabalho. Alguns exemplos são:
a) LER (lesões por esforços repetitivos) / DORT (doenças osteo-musculares relacionadas ao trabalho);
b) Peso e postura incompatíveis com o biotipo e tarefa, respectivamente;
c) Jornada (duração, ritmo, turno e controle rígido);
d) Mobiliário incompatível, ausente ou desnecessário, no trabalho;
e) Estresse provocado por causas imediatas ou distantes.
10.2 - PREVENÇÃO10.2.1 - CIPA e NRs.
A comissão interna de prevenção de acidentes (CIPA) e as Normas Regulamentadoras do MTE (NRs) são instruções normativas que devem ser seguidas pelas empresas regidas pela CLT.
10.2.2 - EPIs e EPCs.
Os equipamentos de proteção individual (EPIs) e os equipamentos de proteção coletiva (EPCs), como dizem os nomes, servem para proteger os operários dos riscos de acidentes iminentes.
10.2.3 - Sinalização.
Foi desenvolvida vasta gama de sinais gráficos para alertar os trabalhadores e visitantes dos perigos de acidentes; desde faixas coloridas e reflexivas, até pictogramas em embalagens de agrotóxicos.
10.2.4 - Ginástica laboral.
Uma série de exercícios podem ser praticados antes, durante e após a jornada de trabalho, com vistas à melhor disposição para o trabalho, alívio das tensões e relaxamento muscular.
10.2.5 - Análise de causas.
Existe uma série de procedimentos investigativos das causas de acidentes, que objetivam evitar que ocorram novamente essas interrupções indesejáveis do trabalho, perdas materiais e até de vidas humanas.
10.3 - CAUSAS.
Praticamente todas as causas dos acidentes de trabalho estão relacionadas ao homem, às máquinas e ao ambiente.
10.3.1 - Homem.
a) capacitação/treinamento inadequados;
b) antropometria (medidas do corpo incompatíveis com máquina ou tarefa);
c) vícios (álcool, drogas e tabagismo) interferindo nas tarefas e atitudes;
d) EPIs e EPCs ausentes ou inadequados à tarefa que está sendo executada;
e) Assédio moral/sexual no ambiente de trabalho pode levar ao estresse.
10.3.2 - Máquinas e equipamentos.
a) utilizados sem a devida proteção contra possíveis acidentes ou quebra;
b) inadequadas ao tipo de tarefa que está sendo executada;
c) com defeito(s);
d) operadas sem autorização.
10.3.3 - Ambiente laboral.
a) arranjo físico ou lay out incompatível com a tarefa;
b) iluminação deficiente;
c) insolação excessiva ou por tempo prolongado;
d) umidade elevada ou frio intenso;
e) armazenamento dos produtos inadequado;
f) propício a incêndio e explosão;
g) espaços confinados (tanques, silos, bueiros e assemelhados);
h) não sinalizado ou feito de forma imprópria;
i) ocorrência de raios (trabalho ao ar livre, sob tempestade).
10.4 - TIPOS.
Todos os acidentes do trabalho podem ser reunidos em apenas 2 tipos:
10.4.1 - Típico.
Aquele que ocorre na empresa, por conta dos riscos e causas acima apontados.
10.4.2 - Trajeto.
Aquele que ocorre durante o percurso casa-trabalho e vice-versa e, em geral, a bordo de um veículo.

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