sábado, 28 de novembro de 2009

Procurando um Estágio?



Para a galera que está na correria a procura de estágio a equipe Eu Trabalho Seguro indica estes sites para cadastramento de curriculo, boa sorte a todos.

www.nube.com.br
www.iel.org.br
www.ciee.com.br

O que são Aerodispersóides.



São dispersões de partículas sólidas ou líquidas de tamanho bastante reduzido (abaixo de 100m, que podem se manter por longo tempo em suspensão no ar. Exemplos: poeiras (são partículas sólidas, produzidas mecanicamente por ruptura de partículas maiores), fumos (são partículas sólidas produzidas por condensação de vapores metálicos), fumaça (sistemas de partículas combinadas com gases que se originam em combustões incompletas), névoas (partículas líquidas produzidas mecanicamente, como por em processo “spray”) e neblinas (são partículas líquidas produzidas por condensações de vapores).

O tempo que os aerodispersóides podem permanecer no ar depende do seu tamanho, peso específico (quanto maior o peso específico, menor o tempo de permanência) e velocidade de movimentação do ar. Evidentemente, quanto mais tempo o aerodispersóides permanece no ar, maior é a chance de ser inalado e produzir intoxicações no trabalhador.

As partículas mais perigosas são as que se situam abaixo de 10m, visíveis apenas com microscópio. Estas constituem a chamada fração respirável, pois podem ser absorvidas pelo organismo através do sistema respiratório. As partículas maiores, normalmente ficam retidas nas mucosas da parte superior do aparelho respiratório, de onde são expelidas através de tosse, expectoração, ou pela ação dos cílios.

Gases.

São dispersões de moléculas no ar, misturadas completamente com este (o próprio ar é uma mistura de gases). Não possuem formas e volumes próprios e tendem a se expandir indefinidamente. À temperatura ordinária, mesmo sujeitos à pressão fortes, não podem ser total ou parcialmente reduzidos ao estado líquido.

Vapores.

São também dispersões de moléculas no ar, que ao contrário dos gases, podem condensar-se para formar líquidos ou sólidos em condições normais de temperatura e pressão. Uma outra diferença importante é que os vapores em recintos fechados podem alcançar uma concentração máxima no ar, que não é ultrapassada, chamada de saturação. Os gases, por outro lado, podem chegar a deslocar totalmente o ar de um recinto.

De acordo com a definição dada pela Portaria n.º 25, que alterou a redação da NR-09, são as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão.

São os riscos gerados por agentes que modificam a composição química do meio ambiente. Por exemplo, a utilização de tintas á base de chumbo introduz no processo de trabalho um risco do tipo aqui enfocado, já que a simples inalação de tal substância pode vir a ocasionar doenças como o saturnismo.

Tal como os riscos físicos, os riscos químicos podem atingir também pessoas que não estejam em contato direto com a fonte do risco, e em geral provocam lesões mediatas (doenças). No entanto, eles não necessariamente demandam a existência de um meio para a propagação de sua nocividade, já que algumas substâncias são nocivas por contato direto.

Tais agentes podem se apresentar segundo distintos estados: gasoso, líquido, sólido, ou na forma de partículas suspensas no ar, sejam elas sólidas (poeira e fumos) ou líquidas (neblina e névoas). Os agentes suspensos no ar são chamados de aerodispersóides.

As substâncias ou produtos químicos que podem contaminar um ambiente de trabalho classificam-se, em:

• Aerodispersóides;
• Gases e vapores.

As principais vias de penetração destas substâncias no organismo humano são:

• O aparelho respiratório,
• A pele,
• O aparelho digestivo.

Andaime quebra e operários ficam pendurados em Florianópolis.



Dois funcionários de uma metalúrgica ficaram pendurados, depois que o andaime onde trabalhavam se desprendeu dos cabos, nesta sexta-feira (27), em Florianópolis. A dupla trabalhava em uma obra da fachada do edifício, a cerca de 15 metros do chão, quando ocorreu o acidente. De acordo com o Corpo de Bombeiros, um dos homens entrou pela janela e, em seguida, puxou o companheiro. (Foto: Maurício Vieira/Agência RBS/AE )

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Fique Ligado!!!



Classes de incêndio E e K

Atualmente temos mais 2 classes de incêndio, a "E" e a "K".
Oficialmente reconhecida pela NFPA temos as 4 antigas mais a "K", perfazendo um total de 5.

A classe "E" trata de incêndios envolvendo material radioativo.
Não por coincidência, não existe agente extintor e tampouco EPI para combater tal situação.

A classe "K" surgiu da necessidade de proteção a cozinha, principalmente industriais, onde o fogo ocorrido em óleo e gordura, era tratado como da classe "B" de incêndio.
O grande problema que geralmente tratava-se de ambiente fechado, onde havia o acúmulo do pó químico. O fogo era apagado porém, o ambiente ficava com a névoa de pó, causando certa asfixia e contaminando toda o alimento. Não só o que que estava em chamas.

Temos no Brasil a indústria de extintores Protege, fornecendo o agente que é à base de acetato de potássio, ácido lático e ácido cítrico. Trata-se de um produto químico úmido usado também na classe "A" de incêndio.
Age apenas no local incendiado, não afetando demais alimentos e muito menos provocando certa asfixia.


Ai galera TST surgiram mais duas novas classes de incêndios, não muito exploradas ainda, mas achei um pouco sobre as mesmas e resolvi colocar aqui, quem tiver mais material sobre o assunto peço que envie para um dos emails dos colaboradores e assim fazemos questão de divulgar seu nome aqui.

Grato

Amauri Matos

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Como funciona uma Torre de refino de petróleo?



Uma refinaria tem a função básica de decompor o petróleo em diferentes subprodutos, como gasolina, diesel e querosene. Para isso, ela recebe o petróleo – na forma do chamado óleo crú – das plataformas de extração e o submete a diversos processos químicos. O primeiro e mais importante desses processos é a destilação, que ocorre dentro de uma grande torre. Nela, o petróleo é aquecido a altas temperaturas, evapora e, quando volta à forma líquida novamente, já tem boa parte de seus principais subprodutos separados. O Brasil possui hoje 14 refinarias de petróleo. Elas são capazes de processar, juntas, cerca de 1,7 milhão de barris de petróleo por dia.

A TODO VAPOR
Petróleo é aquecido a 370 ºC para entrar numa torre de destilação na forma gasosa

1) O petróleo extraído no Brasil segue até as refinarias quase sempre por meio de oleodutos. Ao chegar à refinaria, ele é guardado em tanques de armazenamento, de onde parte para ser processado.

2) O refino começa com o petróleo seguindo por dutos até uma espécie de caldeira. Lá, ele é aquecido a cerca de 370 ºC e vira parcialmente vapor. O que sai da caldeira é uma mistura de vapor com o que sobrou de petróleo na forma líquida.

3) Essa mistura entra numa torre de destilação. A parte gasosa sobe, a líquida desce. As partes mais densas do petróleo líquido caem até o fundo da torre. Já as menos densas podem até virar vapor no meio da queda e começar a subir.

4) Na base da torre fica um outro aquecedor. Como ele aumenta ainda mais a temperatura do petróleo, uma parte do líquido que escorreu até lá vira vapor também. Mesmo assim, ainda sobra um resíduo, que nunca vaporiza. Ele é recolhido e usado para fazer asfalto.

5) Ao longo da torre, há vários “andares” com pratos, um tipo de grade perfurada. Ao subir, partes do vapor de petróleo esfriam e viram líquido de novo. Quando isso ocorre, as gotas caem em cima dos pratos, que represam parte do óleo.

6) Os novos vapores que estão subindo passam pelos buracos dos pratos. Ao entrarem em contato com a parte do petróleo já líquida, eles perdem calor. Assim, mais moléculas gasosas se resfriam e são condensadas.

7) Os pratos só retêm uma pequena parte do líquido formado, o excesso transborda e escorre até um recipiente chamado panela. A parte do petróleo acumulada em cada panela é bombeada e segue para fora da torre por meio de dutos.

8) O vapor de cada subproduto do petróleo – como a gasolina e o diesel – vira líquido numa certa temperatura, atingida em “andares” diferentes da torre. Ou seja, cada subproduto enche uma panela específica.

9) Os subprodutos saem da torre ainda um pouco “contaminados” uns pelos outros. Todos vão para um processo de purificação: em tanques, passam por reações químicas para quebrar e recombinar suas moléculas até estarem puros.

10) Os subprodutos obtidos ficam em outros tanques de armazenagem. Da refinaria, eles saem por oleodutos até as indústrias petroquímicas (que usam o GLP para fazer plásticos, por exemplo) ou rumo às distribuidoras de combustível.

Sete refrigerantes têm Benzeno, substância cancerígena.



Em uma pesquisa com 24 refrigerantes, a Pro Teste --Associação Brasileira de Defesa do Consumidor-- verificou que 7 têm benzeno, substância potencialmente cancerígena. O benzeno surge da reação do ácido benzoico com a vitamina C. Como não há regra para a quantidade do composto em refrigerantes, usou-se o limite para água potável: 5 microgramas por litro.


Os casos mais preocupantes foram o da Sukita Zero, que tinha 20 microgramas, e o da Fanta Light, com 7,5 microgramas. Os outros cinco produtos estavam abaixo desse limite. São eles: Dolly Guaraná, Dolly Guaraná Diet, Fanta Laranja, Sprite Zero e Sukita.


Fernanda Ribeiro, técnica da Pro Teste, diz que é difícil estudar a relação direta entre o benzeno e o câncer em humanos, mas que já se sabe que a substância tem alto potencial carcinogênico e que, se consumida regularmente, pode favorecer tumores. "Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), não há limite seguro para ingestão dessa substância", diz.


A química Arline Abel Arcuri, pesquisadora da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho) e integrante da Comissão Nacional Permanente do Benzeno, diz que o composto vem sendo relacionado especialmente a leucemias e, mais recentemente, também ao linfoma.


O fato de entrar em contato com o benzeno não significa necessariamente que a pessoa vá ter câncer --há organismos mais e menos suscetíveis. "Mas não somos um tubo de ensaio para saber se resistimos ou não, e não há limites seguros de tolerância. O ideal, então, é não consumir", diz Arcuri.
O benzeno está presente no ambiente, decorrente principalmente da fumaça do cigarro e da queima de combustível. Na indústria, é matéria-prima de produtos como detergente, borracha sintética e náilon.
Nesse caso, não contamina o consumidor por se transformar em outros compostos. A principal preocupação é proteger o trabalhador da indústria.
O efeito do benzeno é lento, mas, quanto maior o tempo de exposição e a quantidade do composto, maior a probabilidade de desenvolver o tumor.

Fonte: Folha.

Morte em obra na Bahia.

Todas as faixas da Avenida Paralela, no sentido Rodoviária-Aeroporto foram ocupadas por operários do Conjunto Le Parc (em frente ao próprio conjunto), causando grande congestionamento no trânsito do local, na manhã desta quarta-feira, 25/11/09.

A Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador) recomenda aos condutores que utilizem a via da orla marítima (Avenida Octávio Mangabeira) se estiverem se dirigindo ao Aeroporto, Itapuã e Litoral Norte em geral, evitando piorar o engarrafamento.

Morte na obra - Na tarde da segunda-feira, 23, o operário Genildo dos Santos, 28 anos, morreu após cair da sétima laje da obra do condomínio de luxo Le Parc Residential Resort – localizado na Avenida Paralela - na qual trabalhava como ajudante comum. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e da Madeira da Bahia (Sintracom-BA), Raimundo Brito, fez duras críticas aos responsáveis pelo empreendimento.

"Esta é a pior obra que nós temos em termos de tratamento e segurança dos funcionários, higiene dos banheiros e alimentação. Tudo de ruim existe no Le Parc”, sentencia Raimundo, informando que cerca de três mil trabalhadores atuam naquele local.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Que tipo de Extintor Usar.

Vagas para Técnico de Segurança.



O Grupo Andrade Gutierrez destaca-se por sua trajetória de competência e criatividade, na realização de grandes empreendimentos no Brasil e no mundo. Fundado em 1948, em Belo Horizonte, hoje é um dos maiores grupos privados da América Latina, com atuação nos setores de Engenharia e Construção, Telecomunicações, Energia e Concessões Públicas.


Técnico(a) de Segurança do Trabalho

Os pré-requisitos são:

* Ensino médio profissionalizante completo;
* Experiência em obras de construção pesada;
* Registro no Ministério do Trabalho;
* Curso de Interpretação de Normas OHSAS 18001, NBR ISO 9001 e NBR ISO 14001;
* Domínio de informática;
* Disponibilidade para residir no exterior (República Dominicana).


IMPORTANTE: PARA SE CANDIDATAR A VAGA, DEVERÁ SE CADASTRAR GRATUITAMENTE NO SITE: www.vagas.com.br

Procuradoria-Geral Federal já propôs 1.085 ações regressivas contra empresas: INSS quer recuperar o que gastou com acidente de trabalho.



Não são só as mudanças na legislação do Seguro Acidente do Trabalho (SAT) que estão deixando as empresas apreensivas. Além de terem que arcar com um aumento no valor da contribuição em 2010, elas correm o risco de responder na Justiça por ocorrências com os trabalhadores.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) colocou um time de 140 procuradores federais em campo só para investigar acidentes e ajuizar ações regressivas para buscar o que foi pago aos segurados. Um total de 1.085 processos está em tramitação. Causas que somam R$ 83,7 milhões.

A nova política de cobrança foi implantada pela Procuradoria-Geral Federal (PGF) - órgão subordinado à Advocacia-Geral da União - em meados do ano passado. Até então, havia apenas iniciativas isoladas em algumas procuradorias locais.

Os processos envolvem pensões por morte, invalidez e auxílio-doença - benefícios que absorverão este ano R$ 12 bilhões dos cofres da Previdência Social. São ajuizados quando há indícios de negligência por parte do empregador.

"Há um procedimento investigatório prévio. Se comprovada a culpa da empresa pelo acidente de trabalho, entramos com a ação regressiva", diz o coordenador-geral de Cobrança e Recuperação de Créditos da PGF, Albert Caravaca.

ACIDENTES DE TRABALHO - QUANTIDADE DE OCORRÊNCIAS NO PAIS:

2005 - 499.680

2006 - 512.232

2007 - 659.523

2008 - 747.663

Fonte: INSS

Já foram proferidas 84 sentenças. Deste total, só 12 são desfavoráveis ao INSS. Em 72 casos, os processos foram julgados procedentes (66 ou 78,5% do total) ou parcialmente procedentes (6 ou 7,1% do total).

E muitos deles foram mantidos ou revertidos em segunda instância, segundo Caravaca. Em uma das ocorrências, a Indústria de Bebidas Antarctica do Norte/Nordeste - sucedida pela AmBev - Companhia de Bebidas das Américas - foi condenada a indenizar o INSS pela morte de um trabalhador, supervisor de linha de produção de refrigerantes, ocorrida em setembro de 2001.

Se mantida a decisão, a empresa será obrigada a ressarcir o que já foi pago de pensão à família do empregado e a constituir capital para garantir as futuras prestações. O valor calculado pelo INSS para a causa é de aproximadamente R$ 800 mil.

A juíza da 4ª Vara Federal de Manaus, Marília Gurgel de Paiva e Sales, entendeu, neste caso, que "a não adoção de precauções recomendáveis, se não constitui a causa em si do acidente, evidencia negligência da empresa que, com sua conduta omissiva, deixou de evitar o acidente, sendo responsável pela reparação do dano, inclusive em ação regressiva ajuizada pelo INSS". A AmBev informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que vai recorrer da decisão.

A PGF conseguiu também condenar uma empresa do setor plástico a pagar indenização de aproximadamente R$ 50,7 mil pelas despesas causadas à Previdência Social. Um auxiliar de produção morreu no interior de uma máquina de injeção plástica ao tentar retirar peças que ficaram aprisionadas nos moldes.

A procuradoria argumentou que de acordo com o laudo de investigação não havia um dispositivo de segurança na máquina que impedisse o seu funcionamento após a abertura, faltava a manutenção preventiva dos equipamentos, além da qualificação dos trabalhadores para operação de máquinas perigosas.

As ações regressivas ajuizadas pela PGF estão fundamentadas no artigo 120 da Lei nº 8.213, de 1991, que dispõe sobre os planos de benefícios da Previdência Social. De acordo com o dispositivo, nos casos de negligência quanto às normas de segurança e higiene do trabalho, a Previdência Social deve propor ações regressivas contra os responsáveis. "As ações são uma forma de mostrar às empresas que é mais fácil investir na prevenção de acidentes", afirma o procurador federal Albert Caravaca.

Nas defesas apresentadas, as empresas argumentam que é ilegal exigir um direito de regresso contra quem já paga um seguro - o SAT -, criado para cobrir as despesas da Previdência Social com benefícios.

"É um absurdo. Se as empresas tiverem que financiar os benefícios, é mais fácil acabar com o SAT", diz o advogado Rodrigo Arruda Campos, sócio da área previdenciária do escritório Demarest & Almeida, que defende dez clientes em ações regressivas ajuizadas pelo INSS.

"Quando seu carro está segurado, a companhia seguradora não pode cobrar o conserto dele em caso de acidente. A menos que prove que houve dolo."

Embora não tenha ainda atuado em nenhum caso, o advogado Marcelo Gômara, do escritório TozziniFreire Advogados, tem alertado seus clientes dos riscos com a nova política adotada pelo INSS.

"Tudo indica que virá uma enxurrada de ações", diz. Para ele, o SAT ganha cada vez mais o contorno de um seguro privado. Este ano, o governo reenquadrou as 1.301 atividades econômicas nas alíquotas do SAT - que variam entre 1% e 3% e levam em consideração estatísticas de acidentes de trabalho, gravidade dos acidentes e custos para a Previdência - e criou o Fator Acidentário de Prevenção (FAP).

O mecanismo foi adotado para aumentar ou reduzir as alíquotas do SAT , com base nos índices de cada empresa. O FAP varia de 0,5 a dois pontos percentuais, o que significa que a alíquota de contribuição pode ser reduzida à metade ou dobrar. "É um autêntico seguro. É ilegal cobrar pela cobertura do acidente. É mais uma medida para tentar tampar o buraco da Previdência", afirma Gômara.



Fonte: Valor Econômico, por Arthur Rosa, 24.11.2009

MPT encontra várias irregularidades em obras de construção civil em Rondônia.



Em Porto Velho, cinco obras foram visitadas no primeiro dia de operações que segue até o dia 20 de novembro

Brasília, 17/11/2009 – O Ministério Público do Trabalho (MPT) iniciou na segunda-feira (16) as operações para averiguar possíveis irregularidades no meio ambiente de trabalho do ramo da construção civil. As investigações fazem parte das atividades do Programa Nacional de Combate às Irregularidades Trabalhistas na Indústria da Construção Civil, e seguem até o dia 20 de novembro, em todos os estados brasileiros.


Rondônia – Em Porto Velho, cinco obras foram visitadas no primeiro dia de operações. Duas equipes do MPT estiveram em ação. Na inspeção realizada foram encontradas diversas irregularidades como betoneiras e serras circulares sem proteção e aterramento; torres de elevador com cancela sem sistema de proteção que impeça a abertura quando o elevador não estiver no nível do pavimento; alojamentos e banheiros em condições precárias; falta de proteção contra queda de altura; andaimes e torres de elevador sem projeto de responsável técnico; instalações elétricas sem isolamento; falta de isolamento em locais de subida e descida de cargas por guincho entre outros.

Rio de Janeiro – Três equipes do MPT participaram do primeiro dia de inspeção a obras localizadas nos bairros de Jacarepaguá, Taquara e Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Ao todo, foram inspecionadas nove obras onde foram encontradas irregularidades como a existência de fios desencapados pelo chão, fios elétricos submersos na água de chuva e escavação sem escoramento, apesar da ocorrência recente de acidente com vítima de soterramento.


Maranhão – Em São Luís do Maranhão, as equipes do MPT visitaram um total de onze obras. Os procuradores se depararam com problemas como ausência de proteção contra queda, empregados sem registro contratados sob a modalidade “empreitada” e instalações elétricas irregulares. Parte da obra de uma das empresas visitadas foi interditada por irregularidades quanto às gruas, andaimes e ausência de proteção quanto a queda de materiais.


Paraná – Durante o primeiro dia das operações no Paraná, 90 trabalhadores foram beneficiados com a operação. Os procuradores do Trabalho encontraram irregularidades como trabalhadores sem cinto de segurança e alertaram os empresários para as medidas de adequação: medidas de proteção contra queda de altura; proteção da escada da grua e aterramento da mesma; proteção para prevenir soterramento.


Pernambuco – Dez obras foram vistoriadas no estado pernambucano. De acordo com o levantamento, algumas obras foram embargadas e interditadas. Em uma das obras em que houve interdição de equipamento, foi constatado risco de queda em altura de trabalhadores e de objetos ou materiais, tendo em vista a ausência de guarda-corpo.

Em outra situação, riscos de choques elétricos, bebedouro sem aterramento, cabos elétricos diretamente ligados nas tomadas, além de andaimes de rodízios sem travas e sem estaiamento, e do uso de serra manual adaptada para uma bancada sem proteção, levaram ao embargo total da obra.

Distrito Federal – 792 trabalhadores do Distrito Federal foram beneficiados com as operações do MPT, tendo sido encontradas irregularidades como aberturas de pisos nas lajes de diversos pavimentos sem o fechamento provisório com material resistente e ausência ou inadequação de proteções coletivas em locais onde o risco de queda de altura está presente.


Paraíba – Na Paraíba foram inspecionadas duas empresas. Das operações resultaram embargos parciais de obras e de elevadores de passageiros e partes elétricas, além de serem detectadas irregularidades na área de segurança do trabalhador.


Espírito Santo – Um total de oito obras foram inspecionadas no Espírito Santo onde os principais problemas foram a falta de uso de cinto de segurança e irregularidades nos equipamentos. Como resultado das operações, algumas empresas foram embargadas total ou parcialmente.

Fonte: Ministério Público do Trabalho
Procuradoria-Geral do Trabalho

SESMT Força-tarefa na construção civil embarga mais de 30 obras na Paraiba.



A força-tarefa que reúne Ministério Público do Trabalho e auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego já embargou mais de 30 obras de construção civil na Paraíba, sendo que 16 delas foram totalmente paralisadas. Os embargos totais foram realizados em razão principalmente do descumprimento de normas de segurança do trabalhador. Em muitos casos as irregularidades apresentavam grave e iminente risco de acidentes para os operários. A força-tarefa é resultado do Programa Nacional de Combate às Irregularidades Trabalhistas na Indústria da Construção Civil, lançada pela Procuradoria Geral do Trabalho (PGT).

Nesta sexta-feira houve mais três embargos totais em Patos, além de um em João Pessoa e outro em Campina Grande. Além disso, uma obra na casa de shows Domus Hall teve todos os equipamentos interditados pela força-tarefa. Foram encontradas situações de grave e iminente risco de acidentes e choques elétricos. Também foram paralisados todos os trabalhos nos andaimes, que se encontravam livres, sem proteção lateral. Os andaimes eram de até 12 metros de altura. Também foi constatada terceirização irregular.

A força-tarefa foi uma iniciativa da PGT, que acionou suas Regionais em todo o país para essa operação, realizada em conjunto com o MTE. Os trabalhos tiveram início na última segunda-feira e vão até hoje, quando a coordenadora estadual da força-tarefa, procuradora do Trabalho Myllena Alencar, dará entrevista coletiva, às 14h30, na sede do MPT, ao lado dos demais procuradores participantes e dos auditores fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego da Paraíba. O município de Patos foi o que apresentou o maior número de irregularidades.

Os embargos parciais são feitos quando os problemas detectados são pontuais, não comprometendo a segurança de todos os trabalhadores da obra, mas apenas de determinados serviços ou lajes.

Foram mobilizadas três equipes em João Pessoa, uma em Patos e outra em Campina Grande. Em João Pessoa atuaram os procuradores do Trabalho Myllena Alencar, Cláudio Gadelha e Helena Camelo. Em Campina Grande, o procurador Carlos Eduardo de Azevedo Lima; e em Patos, o procurador Marcos Antonio. Todos foram acompanhados de auditores fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego.

Principais irregularidades

As principais irregularidades encontradas na maioria das obras foram: elevadores e andaimes irregulares, pontas de vergalhões desprotegidas, áreas periféricas abertas e desprotegidas, inexistência de guarda-corpo e de equipamentos de proteção coletiva e individual; fios de eletricidade expostos e falta de higiene.

O Procurador-Geral do Trabalho, Otavio Brito, lançou no início da semana o Programa Nacional de Combate às Irregularidades Trabalhistas na Indústria da Construção Civil e anunciou a realização de operações investigatórias em canteiros de obras por todo o país. Durante entrevista coletiva, na última terça-feira, o procurador-geral revelou dados coletados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre irregularidades encontradas no meio ambiente de trabalho do setor da construção civil, em 2009.

A falta de registro de empregados e de terceirizados, e a contratação de trabalhadores menores de 18 anos são algumas das infrações cometidas por empresas da construção civil. O MPT conduz investigações em todos os estados brasileiros para averiguar irregularidades no setor e promover ações judiciais e extrajudiciais que protejam os direitos do trabalhador. Essas operações visam verificar se o meio ambiente de trabalho no setor da construção civil exibe inadequações com possibilidade de gerar riscos graves e iminentes aos trabalhadores, como soterramento, quedas de altura e choques elétricos. No que diz respeito às relações de trabalho, os procuradores estão averigrando, por exemplo, se há registro (CTPS), se há terceirização de atividade fim, fraude nas relações de emprego ou cooperativa fraudulenta.

A Importancia do cadeado de segurança.

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Risco Rural

domingo, 22 de novembro de 2009

NORMAS REGULAMENTADORAS/SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO



As Normas Regulamentadoras - NR, relativas à segurança e medicina do trabalho, são de observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.


No link á seguir vc terá acesso a todas as (NR`s)Normas Regulamentadoras e (NRR`s) Normas Regulamentadoras Rurais .
Segue link: http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nrs.htm .

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Exposição do Corpo Humano á Vibração.



As vibrações são agentes físicos nocivos que afectam os trabalhadores e que podem ser provenientes das máquinas ou ferramentas portáteis a motor ou resultantes dos postos de trabalho. As vibrações encontram-se presentes em quase todas as actividades, nomeadamente em construção e obras públicas, indústrias extractivas, exploração florestal, fundições e transportes.


A análise das vibrações é fundamental para determinar as causas e permitir reduzir e/ou eliminar determinados tipos de vibrações, principalmente aquelas cujo ritmo corresponde à frequência de ressonância do corpo.


Os riscos devidos a vibrações mecânicas têm efeitos sobre a saúde e segurança dos trabalhadores e deles podem resultar perturbações musculoesqueléticas, neurológicas e vasculares, além de outras patologias.


A alteração dos métodos de trabalho, a escolha de máquinas, ferramentas e outros equipamentos concebidos com o objectivo de reduzir a vibração ao nível mais baixo possível, a manutenção e conservação desses equipamentos e a vigilância de saúde adequada têm uma importância fundamental na prevenção dos riscos para a saúde dos trabalhadores.


A Directiva n.º2002/44/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de Junho, adoptou prescrições mínimas de segurança e saúde respeitantes à exposição dos trabalhadores aos riscos devidos a vibrações mecânicas.
CAUSAS E EFEITOS DAS VIBRAÇÕES:
As vibrações normalmente existentes no meio industrial podem ter origem diversa:Vibrações provenientes do modo de funcionamento dos equipamentos (máquinas percutantes, compressores alternativos, irregularidades do terreno);Vibrações provenientes do próprio processo de produção (martelo picador, britadeiras);
Vibrações devido à má manutenção de máquinas e ao funcionamento deficiente.
Estas vibrações podem ser transmitidas:
A uma parte do corpo, geralmente membros superiores, no trabalho com ferramentas vibrantes ou transmitidas na fabricação;A todo o corpo humano, como no trabalho na vizinhança de grandes máquinas e vibrações provenientes das máquinas móveis.
O efeito das vibrações depende da frequência destas.Assim:
Vibrações elevadas (superiores a 600 Hz) provocam efeitos neuromusculares;
Vibrações superiores a 150 Hz afectam, principalmente, os dedos;
Vibrações entre 70 e 150 Hz chegam até às mãos;
Vibrações entre 40 e 125 Hz provocam efeitos vasculares;
Vibrações de baixa frequência podem provocar lesões nos ossos.

domingo, 15 de novembro de 2009

Lixo Hospitalar.


Os Resíduos Sólidos Hospitalares ou como é mais comumente denominado “lixo hospitalar ou resíduo séptico”, sempre se constituiu um problema bastante sério para os Administradores Hospitalares. O desenvolvimento e a falta de informações, mitos e fantasias entre funcionários, pacientes, familiares sobre o assunte que faz com que, m muitos casos, o resíduos seja ignorado, ou recebam um tratamento com excesso de cuidado, onerando ainda mais os já combalidos recursos das instituições hospitalares.

A atividade hospitalar é por si só uma fantástica geradora de resíduos, inerente à diversidade de atividades que se desenvolvem dentro destas empresas. Não raro lhe são atribuídas à culpa por casos de infecção hospitalar e outros males.

Lixo hospitalar representa perigo à saúde e meio ambiente, Hospitais e clinicas produzem lixo que pode estar infectado ou contaminado. Podem também se desfazer de drogas e remédios que podem se tornar perigosos, se tomados por pessoas erradas. Alem disso, os hospitais produzem uma enorme quantidade de lixo comum, que é descartado da mesma maneira que o domestico.

Se os mesmo não receberem manejo adequado, os dejetos gerados por serviços de saúde e clínicas veterinárias, necrotérios, representam um grande perigo, tanto para a saúde das pessoas quanto para o meio ambiente. O Brasil gera cerca de 150 mil toneladas de resíduos urbanos por dia. Estima-se que a geração de Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) represente de 1% a 3% deste volume (entre 1,49t e 4,47e).

O mais grave, no entanto, porem não em tanto volume, é o Lixo Hospitalar Doméstico. Este tipo de resíduo hospitalar, muitas vezes é ignorado e tem sua importância subestimada pelos usuários domésticos, que podem ser formados por curiosos (que se dizem profissional de saúde) algumas empresas de home care, (que não providenciam descarte adequado deste material), cuidadores e profissionais de saúde desatualizados sem respaldo legal ou supervisão profissional adequada. Estes resíduos podem ser: ataduras, gazes, fitas adesivas para curativos, curativos em geral, seringas e agulhas, lâminas de bisturi, restos e frascos de medicamentos, demais resíduos que podem ser considerados como hospitalares e até mesmo fraldas e outras descartáveis utilizados em pacientes mantidos em casa com home care ou cuidador treinado.

Por muitas vezes, coletores do lixo hospitalar, catadores de aterros sanitários se feriram com objetos perfurocortantes e nunca souberam do que se tratava, sendo comum encontrarem, seringas e agulhas em “lixo Doméstico”, que na verdade deveria ser considerado como Lixo Hospitalar Doméstico, ou encontrando até mesmo em Lixo Hospitalar, sendo mal acondicionado por funcionários dos próprios hospitais. Isto significado então, que este lixo é simplesmente descartado como lixo comum. O que é um perigo para a Saúde Publica. Um inimigo invisível e silencioso.

Sem perigo – Se os resíduos são depositados de acordo com e norma estabelecida pela Anvisa, não há riscos para o meio ambiente (com contaminação do solo, de águas superficiais e profundas) ou para a população (em decorrência da ingestão de alimentos ou água contaminada).

Ambiente de Trabalho Influencia na Saúde do Trabalhador.

Um estudo conduzido na Finlândia e recém-publicado no periódico Occupational and Environmental Medicine revela que indivíduos que julgam viver em melhores ambientes de trabalho apresentam menos comportamentos de risco à saúde: tabagismo, obesidade, sedentarismo e abuso de álcool. Vale lembrar que esses são os quatro fatores de risco mais associados a doenças e à mortalidade em países industrializados.

A pesquisa analisou mais de 30 mil servidores públicos finlandeses e confirmou que fatores psicosociais associados ao trabalho são capazes de contribuir para que as pessoas adquiram comportamentos de risco. Outras pesquisas já haviam revelado que condições psicológicas adversas no trabalho aumentam o risco de obesidade e excesso de álcool. Também já havia sido demonstrado que indivíduos que não têm confiança na instituição em que trabalham têm maior dificuldade em abandonar o vício do cigarro.

O mundo corporativo já está bem convencido de que investir na saúde dos trabalhadores traz grande retorno econômico. O presente estudo demonstra que o clima organizacional pode ser um forte aliado para a promoção da saúde.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Doenças Ocupacionais.



Doença Ocupacional é toda aquela adquirida através do trabalho, logo acima vocês poderão observar que existe uma tabela com as doenças mais adquiridas nos postos de trabalho e logo abaixo um resumo sobre o assunto abordado.

Resumo sobre Doenças Ocupacionais.


O desgaste do corpo provocado pelo processo produtivo, gera patologias específicas e acidentes de trabalho, relacionados com o tipo de trabalho executado. O trabalho pode ser entendido como um problema ambiental, que pöe o trabalhador em contato com agentes químicos, físicos, biológicos e psicológicos, causando acidentes ou doenças. Para a implementaçäo de soluçöes ou medidas preventivas, deve-se levar em conta todos esses fatores, além das relaçöes de poder e a capacidade reivindicatória dos operários nas fábricas. A máquina, determinando o ritmo do trabalho, limitando o poder relativo de decisäo do operário e o risco envolvido na interaçäo entre o operário, o objeto e o grau de controle que o operário exerce sobre o instrumento, podem determinar acidentes de trabalho e stress. Há algumas confusöes com o que realmente seria considerado Doença Ocupacional. No Brasil há certa tendência da legislaçäo listar de maneira bastante simplista e específica essas doenças, deixando com isso, de lado, inúmeras outras patologias que säo desencadeadas pelas relaçöes de trabalho.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Leia íntegra da resolução da Anvisa que proíbe câmaras de bronzeamento.



Resolução da diretoria colegiada - RDC nº 56, de 09 de novembro de 2009

Proíbe em todo território nacional o uso dos equipamentos para bronzeamento artificial, com finalidade estética, baseada na emissão da radiação ultravioleta (UV).

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe confere o inciso IV do art. 11 do Regulamento aprovado pelo Decreto nº 3.029, de 16 de abril de 1999, e tendo em vista o disposto no inciso II e nos §§ 1º e 3º do art. 54 do Regimento Interno aprovado nos termos do Anexo I da Portaria nº 354 da ANVISA, de 11 de agosto de 2006, republicada no DOU de 21 de agosto de 2006, em reunião realizada em 09 de novembro de 2009.

Considerando que a Vigilância Sanitária tem como missão precípua a prevenção de agravos à saúde, a ação reguladora de garantia de qualidade de produtos e serviços, que inclui a aprovação de normas e suas atualizações, bem como a fiscalização de sua aplicação;

Considerando a necessidade de implementar ações que venham contribuir para o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo;

Considerando a Resolução RDC nº 56, de 06 de abril de 20001, que estabelece os requisitos essenciais de segurança e eficácia aplicáveis aos produtos para saúde e determina que os possíveis riscos associados a tecnologia devem ser aceitáveis em relação ao benefício proporcionado pelo uso do produto;

Considerando a reavaliação da IARC - International Agency for Research on Câncer (instituição vinculada à Organização Mundial da Saúde - OMS) em julho de 2009, na qual foi considerada que exposição aos raios ultravioletas possui evidências suficientes para considerá-la carcinogênica para humanos;

Considerando que não existem benefícios que contraponham os riscos decorrentes do uso dos equipamentos para bronzeamento artificial estético; e

Considerando as dificuldades de se determinar um nível de exposição seguro ao uso dos equipamentos para bronzeamento artificial estético;

Adotou a seguinte Resolução de Diretoria Colegiada e eu, Diretor-Presidente, determino a sua publicação:

Art.1º Fica proibido em todo o território nacional a importação, recebimento em doação, aluguel, comercialização e o uso dos equipamentos para bronzeamento artificial, com finalidade estética, baseados na emissão de radiação ultravioleta.

§ 1º Os equipamentos para bronzeamento artificial considerados nesta resolução são os aparelhos emissores de radiação ultravioleta (UV) destinados ao bronzeamento artificial estético.

§ 2º A proibição não se aplica aos equipamentos com emissão de radiação ultravioleta, registrado ou cadastrado na ANVISA conforme regulamento sanitário aplicável, destinados a tratamento médico ou odontológico supervisionado.

Art. 2º Revoga-se a Resolução RDC nº 308, de 14 de novembro de 2002.

Art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Dirceu Raposo de Mello
Presidente da Anvisa

Anvisa proíbe câmaras de bronzeamento artificial no país.



A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu no Brasil o uso de equipamentos para bronzeamento artificial de finalidade estética que utilizam tecnologia de emissão de radiação ultravioleta. A partir de hoje, nenhuma clínica do país pode realizar o procedimento.

A decisão se baseou em dados colhidos na audiência pública aberta pela agência semanas depois da divulgação de um estudo pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Em julho deste ano, a Iarc (Agência Internacional para Pesquisa do Câncer), vinculada à OMS, alertou para o aumento do risco de câncer devido à utilização do equipamento, que passou de "causa provável" para "causa concreta" de tumores de pele. Especialistas internacionais concluíram que o risco é elevado em cerca de 75% quando se utiliza a câmara de bronzeamento antes dos 30 anos.

"Estamos brigando por isso há muito tempo. O aumento do risco da doença está mais do que comprovado", diz Selma Cernea, coordenadora da campanha contra o câncer de pele da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia). "Há fatores genéticos para o câncer sobre os quais não podemos interferir, mas os ambientais temos de evitar."

O governo considerou esse estudo e também uma resolução de abril deste ano, que determina que "os possíveis riscos associados à tecnologia devem ser aceitáveis em relação ao benefício proporcionado pelo uso do produto". Também reconhece a dificuldade para determinar níveis de exposição seguros.

Ficam de fora da proibição equipamentos com emissão de radiação ultravioleta destinados a tratamento médico (para psoríase, por exemplo) ou odontológico, desde que registrados na Anvisa. "Não há porque deixar uma pessoa que não precisa do procedimento se expor dessa forma", ressalta Selma.

A resolução foi publicada hoje no "Diário Oficial da União" e revoga norma anterior de 2002 que tornou obrigatória a avaliação médica e proibiu a utilização das câmaras por pessoas com sardas, manchas ou pintas, que tivessem histórico familiar de câncer de pele ou com doenças autoimunes, entre outras limitações.

Greenpeace denuncia suposto vazamento de urânio em usina na Bahia.



A organização ambientalista Greenpeace denunciou nesta terça-feira (10) um suposto vazamento de concentrado de urânio numa usina de processamento do minério em Caetité (BA). A usina é administrada pela INB (Indústrias Nucleares do Brasil), estatal vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia.

Suspeita de vazamento de substância radioativa interdita UFPR

A denúncia sobre o vazamento, que teria ocorrido no último dia 28, foi baseada em relatos de moradores do município, que alertaram sobre o risco de 30 mil litros do produto atingirem lençóis freáticos da região.

"Vazamentos desse tipo expõem a fragilidade da segurança nuclear. E depois de duas semanas não sabemos ainda a extensão da contaminação do solo, da água e quais os riscos para os moradores da redondeza", disse André Amaral, coordenador da campanha contra energia nuclear do Greenpeace.

A estatal e a ONG divergiram acerca da quantidade e do produto que vazou no último dia 28. Segundo a assessoria de imprensa da INB, houve o vazamento de apenas 500 litros de querosene, usado no processo de retirada do urânio da rocha.

Segundo a INB, o material, que já foi removido, vazou em razão de uma chuva intensa que causou picos irregulares de energia elétrica e, consequentemente, problemas técnicos em máquinas da usina.

"O incidente não provocou danos nem aos trabalhadores nem ao meio ambiente", afirmou a assessoria. Ainda assim, uma equipe técnica da Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear), órgão que fiscaliza o setor, foi ao local para avaliar as causas do incidente e os possíveis danos ambientais.

Administrada pela INB desde 2000, a mina em Caetité é responsável pelo abastecimento das usinas Angra 1 e 2. Com Angra 3, a produção será triplicada até a inauguração da usina, prevista para 2014. O governo estuda ainda a instalação de mais quatro usinas nucleares, sendo duas no Nordeste.

Nesses nove anos, já ocorreram seis vazamentos --de substâncias diferentes-- na usina em Caetité. Em 2004, três municípios vizinhos registraram mortandade de peixes por causa de um vazamento de concentrado de urânio, tório e rádio.

Em outubro do ano passado, a ONG afirmou que a água do município estava contaminada por urânio, segundo análises de um laboratório no Reino Unido. Logo depois, a INB apresentou estudos oficiais que negavam a informação.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Limpeza e higienização de bebedouros



Saiba como executar a limpeza de bebedouros tipo pressão (sem garrafão)

Materiais e equipamentos necessários:

• Cloro ( de 2.0 a 2,5%) – Um parte de cloro para quatro de água.

• Detergente Neutro, Diluído de acordo com as instruções do fabricante .

• Esponja macia.

• Polidor de metais.


• Pano de Algodão, na cor Verde Claro

• Luva de látex

• 2 Frascos pulverizadores, contendo soluções de Detergente e Cloro respectivamente.

• Placa de Sinalização de “Equipamento em Manutenção”

Procedimento seqüencial:

1 - Reunir o material necessário para execução da atividade.

2 - Sinalizar o local com a placa de “Equipamento em Manutenção”.

3 - Desligar o bebedouro antes de iniciar a atividade de limpeza e higienização.

4 - Iniciar a limpeza da parte de cima do bebedouro, pulverizar detergente neutro executando a limpeza com a esponja macia, priorizando bicos, e, sempre utilizando a própria água do bebedouro, para concluir a limpeza.

5 - Fazer Sucção para desentupir o ralo do bebedouro.

6 - Secar com pano de limpeza.

7 - Aplicar solução de cloro, priorizando novamente os bicos, executando a higienização com a esponja macia.

8 - Providencie novo enxágüe com a própria água do bebedouro e NÃO SECAR.

9 - Iniciar a limpeza da parte de baixo com aplicação do detergente neutro para desengordurar.

10 - Secar com pano de limpeza e em seguida aplicar polidor de metais para concluir a limpeza.

11 - Ligar o Bebedouro na toma e liberar a área recolhendo os materiais e equipamentos de limpeza.

Observações Importantes:

• Sempre desligar o bebedouro antes de iniciar as atividades de limpeza e higienização.

• Após a limpeza da parte superior, não secar em hipótese alguma.

• A água utilizada para a limpeza, deverá ser somente a do bebedouro

Atividades do Carpinteiro.



RESUMO DAS INSTRUÇÕES

PROCEDIMENTOS SEGUROS DURANTE AS ATIVIDADES

1) Não permitir que o ajudante ou outras pessoas utilizem as ferramentas elétricas de corte rotativo. 2) Isolar e sinalizar a área dos trabalhos, principalmente nos escoramentos da pré-laje. 3) Não sobrecarregar os andaimes com materiais. 4) Utilizar porta ferramentas para martelo, pregos, etc. 5) Utilizar todo material disponível para confeccionar proteções de locais abertos. 6) Manter atenção em fechar todas as aberturas encontradas na obra independente de ser ou não sua área de trabalho (Exp: Shafts – escadas – poço de elevador – beirais de laje, etc).
6) Manter a serra circular de bancada bloqueada quando ausente do local. 7) Observar os dentes de vídea da serra e trocar o disco quando quebrados. 8) Antes da desforma verificar todas as escoras de beirais se estão firmes e isolar ás áreas imediatamente abaixo dos serviços que vai executar. 9) Passar amarra de corda em todas as escoras de beiral. 10) Fixar cabo guia em cabo de aço ou corda de poliamida para fixar cinto de segurança no trabalho de desforma nos beirais. 11) Amarrar todas as madeiras de beirais abertos antes de soltá-las totalmente na desforma. 12) Na desforma limpar automaticamente os pregos e cimentos da madeira retirada organizando em empilhamento seguro fora dos beirais. 13) Em ventos fortes não desformar a laje, 14) Amarrar com corda ou cordão as ferramentas de desforma (pé-de-cabra e martelo). 15) Proteger ou isolar de imediato os locais em abertos após a desforma - Responsabilidade civil criminal do carpinteiro na negligência deste procedimento. 16) Manter o Ajudante orientado a executar constantemente a limpeza e organização no local de serviço. 17) Não permitir o Ajudante realizar desforma. 18) Utilização somente de ligações com plugs, tomadas e cabo tipo PP nas suas máquinas de trabalho e não improvisar ligações elétricas. 19) Não fazer refeições nos pontos de trabalhos, usar o refeitório. 20) Fazer uso dos EPIs específicos a cada tarefa. 21) Manter os EPIs limpos e higienizados.

RESPONSABILIDADE

1) Desempenhar com dedicação a profissão. 2) Pensar sempre que a fuga de uma providência imediata pode causar acidente ou óbito de um colega de trabalho. 3) Ser imediatista nas ações de executar uma proteção. 4) Não achar que a providencia possa ser de outro e não a sua mas fazer para proteger. 5) Trabalhar em equipe evitando peso em demasia e conseqüente acidente pessoal. 6) Alertar todos os colegas quanto a riscos de acidentes em suas áreas de trabalho.

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

1) Obrigatoriedade de uso. 2) Especificação pelo Empregador e pelo Profissional de Segurança do Trabalho. 3) EPIs BÁSICOS: Uniforme, botina de segurança. 4) EPIS ESPECÍFICOS: Capacete acoplado com protetor facial + Óculos de segurança + Avental de raspa + Máscara respiratória para pós finos PFF1 + Abafador de ruído tipo concha com NRR dimensionado após dosimetria local. + Luva de raspa somente nas tarefas de carregamento de madeira, na montagem das formas e na desforma. + Cinto de segurança e cabo guia nos beirais acima de 2,00m de altura + Trava quedas em deslocamentos em beirais abertos. 5) Na concretagem verificar os vibradores se estão isolados e com aterramento elétrico.


CONDIÇÕES DA SERRA

1. A instalação da serra circular de bancada deve ocorrer em espaço suficiente para que o Carpinteiro durante a operação de corte com madeiras mais longas, tenha condição de giro. O ideal é haver ao redor da serra circular um espaço minimo de 2,5m de cada lado.
2. Deve ser dotada de mesa estável, com fechamento de suas faces inferior, anterior e posterior, construída em madeira resistente e de primeira qualidade, material metálico ou similar de resistência equivalente, sem irregularidades, com dimensionamento suficiente para a execução das tarefas.
3. Ter carcaça do motor aterrada eletricamente.


4. A instalação da serra circular de bancada deve ocorrer em espaço suficiente para que o Carpinteiro durante a operação de corte com madeiras mais longas, tenha condição de giro. O ideal é haver ao redor da serra circular um espaço minimo de 2,5m de cada lado. (
5. Deve ser dotada de mesa estável, com fechamento de suas faces inferior, anterior e posterior, construída em madeira resistente e de primeira qualidade, material metálico ou similar de resistência equivalente, sem irregularidades, com dimensionamento suficiente para a execução das tarefas.
6. Ter carcaça do motor aterrada eletricamente.
7. O disco deve ser mantido afiado e travado, devendo ser substituído quando apresentar trincas, dentes quebrados ou empenamentos.
8. As transmissões de força mecânica devem estar protegidas obrigatoriamente por anteparos fixos e resistentes, não podendo ser removidos, em hipótese alguma, durante a execução dos trabalhos.
9. Ser provida de coifa protetora do disco e cutelo divisor, com identificação do fabricante e ainda coletor de serragem.
10. Nas operações de corte de madeira devem ser utilizados dispositivos empurrador e guia de alinhamento.
11. As lâmpadas de iluminação da carpintaria devem estar protegidas contra impactos provenientes da projeção de partículas.
12. A carpintaria deve ter piso resistente, nivelado e antiderrapante, com abertura capaz de proteger os trabalhadores contra quedas de materiais e intempéries.
13. Os eixos da serra e do motor devem estar paralelos , caso contrário forçam o motor e esgarça a correia.
14. Folga das correias: Muito apertadas força o motor, força os rolamentos, aquece e não corta a madeiras
15. Muito soltas a polia derrapa e não corta a madeira – deixar uma folga nas correias de 1 cm a 1,5cm
16. As madeiras de pinho, capiuba, canela, canafistola não precisam de vídea. As demais madeiras e compensados, sólida e pesada, precisam de vÍdea.
17. A mesa em madeira para a bancada da serra é necessário estar com espessura mínima de 25 milímetros. A altura da mesa deve ser de 85 a 90 centímetros e ser provida de coifa protetora do disco e cutelo divisor, com identificação do fabricante e ainda coletor de serragem.
18. A serra circular deve ser dotada de chave de ignição individual.
19. A bancada deve ser mantida impa.
20. Manter próxima á bancada, depósitos especiais para a coleta de serragem e restos de madeira.
21. As lâmpadas de iluminação da carpintaria devem ser protegidas com tela, grade ou coifas de vidro resistente contra impactos de projeções de partículas.
22. A carpintaria deve ter piso resistente, nivelado e antiderrapante, com cobertura capaz de proteger os trabalhadores contra quedas de materiais e intempéries. Dependendo do local de instalação deverá ser dimensionado sistema de acústica para evitar a propagação do ruído a outros setores.
23. Para o corte de madeira da produção deve haver uma Ordem de Autorização para evitar que qualquer funcionário acesse o local, distraia a atenção do Carpinteiro e que interfira na produção, qualidade e segurança.

ORDEM E LIMPEZA

1. Somente o Carpinteiro e o Ajudante autorizado podem permanecer no interior da carpintaria.
2. A coifa de serragem deve ser sempre esvaziada e não pemitir que transborde. A um eventual aquecimento da serra ou problemas elétricos pode haver iginição e incêndio.
3. Não se deve armazenar ou empilhar madeiras dentro da carpintaria a ponto de obstruir a movimentação da equipe e o giro do material durante o corte.
4. No local apenas deve existir a bancada de trabalho, armário para ferramentas pequenas tipo, martelos, serrotes, serras pequenas, pregos, dobradiças e armário para a guarda vde EPIs.
5. Não deve ser permitida a entrada de pessoas não autorizadas na Carpintaria.
6. A Carpintaria deve ser totalmente fechada, com aberturas para ventilação, exaustão se necessário, porta ou portão com cadeado e chave.
7. Para o corte de madeira da produção deve haver uma Ordem de Autorização para evitar que qualquer funcionário acesse o local, distraia a atenção do Carpinteiro e que interfira na produção, qualidade e segurança.




O CARPINTEIRO

8. Antes de iniciar qualquer serviço verifique se os equipamentos apresentam boas condições, e observando irregularidades não opere o equipamento, comunicando as irregularidades ao seu supervisor imediato. Itens a serem observados:
9. Antes de iniciar qualquer serviço verifique se os equipamentos apresentam boas condições, e observando irregularidades não opere o equipamento, comunicando as irregularidades ao seu supervisor imediato. Itens a serem observados:
10. Disco da serra circular.
11. Lâmina de corte.
12. Esticamento das correias.
13. Estado geral da parte elétrica.
14. Bancada.
15. Motor.
16. Se há jogo no eixo.
17. Mantenha o seu local de trabalho limpo, não deixando que serragem acumule, principalmente próximo ao motor elétrico.
18. Ajuste a coifa para cada tamanho de madeira que for ser cortada.
19. Evite brincadeiras quando estiver operando as máquinas.
20. Solicite que trabalhadores que aguardam o material, permaneçam fora da área delimitada da carpintaria. Não deve ser permitido, pelo responsável da carpintaria, aglomerações ao redor dos equipamentos da carpintaria, estando esta em operação.
21. Para efetuar a limpeza das máquinas, desligue a chave de força no próprio quadro. As manutenções efetuadas por profissionais qualificados, devem ser efetuadas com a energia desligada, salvo condições especiais, quando serão tomadas medidas de segurança adicionais.
22. Em caso de dúvidas na operação, chame seu encarregado.
23. Quando a peça a cortar for pequena ou na operação final da serragem, deve ser utilizado o dispositivo empurrador.
24. Para operação de corte é necessário haver guia de alinhamento.
25. A madeira a ser cortada não deve conter pregos, concreto ou qualquer trava metálica.
26. Ao serrar a peça deverá ir ao encontro da serra em ângulo exato.
27. Ao serrar peças de tamanhos médio/grande, deverá o Carpinteiro ter um ajudante.
28. Ao trocar o disco de corte utilizar chave de boca e não bater com o martelo.
29. Na carpintaria devem existir extintores de: H2O e PQS (ou CO2).
30. Devem existir Placas de Aviso e Placas de Proibição.
31. A carpintaria deve possuir um Livro de Inspeção de Máquinas onde diariamente devem ser registradas pelo Carpinteiro Operador todas as irregularidade ocorridas. Conforme as regras estabelecidas, normalmente o local é Inspecionado pelo Tec Seg Trab local ou CIPA e o livro é vistado para as providencias. O documento específico deve constar às datas e falhas observadas, as medidas corretivas adotadas e a indicação de pessoa, técnico ou empresa que as realizou.

32. Os EPI's recomendados para os carpinteiros são:
• Protetor facial em acrílico resistente
• Óculos de proteção
• Protetor auricular tipo abafador com NRR dimensionado após medição do agente
• Máscara para pó e poeira tipo Pf 1 com válvula de inalação para evitar embasamento na lente do protetor e óculos
• Avental de raspa de couro, com ilhoses e fivelas
• Capacete de segurança (deve-se dar preferência ao capacete que tenha acoplado o protetor facial).
• Bota de couro com palmilha de aço
• Uniforme com blusão de manga curta

32. Os EPI's recomendados para os ajudantes são:
• Protetor facial em acrílico resistente
• Óculos de proteção
• Protetor auricular tipo abafador com NRR dimensionado após medição do agente
• Máscara para pó e poeira tipo Pf 1 com válvula de inalação pára evitar embasamento na lente do protetor e óculos
• Avental de raspa de couro, com ilhoses e fivelas
• Capacete de segurança (deve-se dar preferência ao capacete que tenha acoplado o protetor facial).
• Bota de couro com palmilha de aço
• Uniforme com blusa de manga curta.
33. Ao serrar peças de tamanhos médio/grande, deverá o Carpinteiro ter um ajudante.
34. Ao trocar o disco de corte utilizar chave de boca e não bater com o martelo.
35. Na carpintaria devem existir extintores de: H2O e PQS (ou CO2).
36. Devem existir Placas de Aviso e Placas de Proibição.
37. A carpintaria deve possuir um Livro de Inspeção de Máquinas onde diariamente devem ser registradas pelo Carpinteiro Operador todas as irregularidade ocorridas. Conforme as regras estabelecidas, normalmente o local é Inspecionado pelo Tec Seg Trab local ou CIPA e o livro é vistado para as providencias. O documento específico deve constar às datas e falhas observadas, as medidas corretivas adotadas e a indicação de pessoa, técnico ou empresa que as realizou.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Segurança e Saúde no Ambiente Hospitalar


A Norma Regulamentadora 32 busca estabelecer medidas que visam à proteção e a segurança dos profissionais de saúde que atuam em estabelecimentos que prestam este tipo de serviço à população.
Estima-se que cerca de dois milhões de trabalhadores morrem por ano vítimas de acidentes e doenças do trabalho.
A NR 32 aponta as responsabilidades do empregador e os direitos do trabalhador com relação à segurança e saúde.
Apresenta também as medidas de proteção que o estabelecimento de saúde e seus trabalhadores devem adotar para exercerem suas atividades de maneira segura, na utilização de gases medicinais, radiações ionizantes, trabalhos com microorganismos em laboratórios de pesquisa e clínicos.
Propõe atenção às condições de iluminação, sistemas de ventilação, lavanderias, refeitórios, maquinas e equipamentos utilizados e os cuidados que devem ser observados em cada atividade realizada. Indica ainda que o empregador deve capacitar seus trabalhadores, além de registrar todos os treinamentos e cursos ministrados, acompanhando e avaliando os resultados.

Em 01/04/07 terminou o prazo para os estabelecimentos se adequarem às exigências da NR 32, e o seu não cumprimento implicará em advertências e multas aos que estiverem em desacordo com a nova legislação.

Esta norma norteia e facilita as ações de controle, ajustes e monitoramento por parte dos gestores dos estabelecimentos de saúde, apontando os caminhos para se obter um trabalho harmônico, centrado na segurança e nos cuidados com seus trabalhadores.

O uso do dosímetro no controle individual das doses



DOSÍMETRO TERMOLUMINESCENTE.

No controle das doses ocupacionais o Dosímetro é um dispositivo obrigatório nas atividades com radiações ionizantes, um tipo de dosímetro e o Termoluminescente.


1- APLICAÇÃO E CONFIABILIDADE


a) O QUE É DOSIMETRIA?
É a medida de uma quantidade de radiação depositada em um meio. Pode ser efetuada através de certos cristais que quando aquecidos emitem luz de intensidade proporcional a quantidade de radiação a que foram expostos. Por isso, são denominados TERMOLUMINESCENTES. Ex: Fluoreto de lítio (LIF) e sulfato de cálcio ( Ca SO 4).
b) PARA QUE SERVE?
São úteis para determinar a dose de radiação pessoal, calibrar máquinas de alta energia e ainda determinar a dose de regiões do interior do corpo.


2- OBJETIVO E CONDIÇÕES DE USO


Sua aplicação no controle ou monitoração das doses pessoais recebidas pelos "trabalhadores", têm por objetivos garantir existência de condições satisfatórias de trabalho a partir da estimativa das doses recebidas. Para isso, é necessário que seja utilizado rotineiramente e corretamente a fim de que permita avaliar não só as condições de trabalho como também situações anormais de exposição a radiação (acidentes).


3- QUEM DEVE UTILIZAR DOSÍMETRO PESSOAL


Todos os trabalhadores, estudantes, aprendizes e estagiários cujas doses de radiação acumuladas anualmente podem exceder os 3/10 do limite de dose recomendadas pelas Normas de Radioproteção. Um controle dosimétrico periódico pode ser recomendado para determinar a necessidade da monitoração pessoal rotineira.


4- COMO UTILIZAR O DOSÍMETRO CORRETAMENTE/CUIDADOS.


1) O dosímetro é de uso pessoal e intransferível;
2) Não deve o mesmo dosímetro ser utilizado em duas instituições ou dois locais de trabalho. O usuário deve possuir um dosímetro para cada local de trabalho,
3) Profissionais quando expostos a radiação decorrente de exames ou tratamento médico não devem utilizar o dosímetro durante estas intercorrências;
4) O dosímetro deve ser utilizado ao nível do tórax sobre a proteção (em caso de uso de avental de chumbo e/ou protetor de tireóide) para avaliação da dose equivalente na região do corpo em que é colocado;
5) O uso do dosímetro não substitui a utilização de qualquer outro dispositivo de proteção pessoal;
6) O dosímetro deve ser mantido em local seguro afastado da fonte de radiação, após o término do período de trabalho, e não transportado para fora da instituição;
7) O dosimetro não deve ser exposto a radiação solar.
8) Deve o usuário observar o período de troca dos dosímetros em geral evidenciado pela cor dos porta-dosímetros.
9) Em período de férias é responsabilidade do usuário entregar o seu dosímetro aos responsáveis pelo controle dosimétrico.
10) No caso de irradiação acidental, extravio ou acidente com danos físicos ao dosímetro, o fato deve ser comunicado imediatamente aos responsáveis pelo controle dosimétrico.

sábado, 7 de novembro de 2009

Conheça mais o "benzeno".



BENZENO

C6 H6

Sinônimos: benzol, ciclo-hexatrieno, bicarbureto de hidrogênio, nafta mineral. CAS nº 71-43-2, nº ONU 1114.

Aspecto:
Líquido incolor, odor característico dos hidrocarbonetos aromáticos. Quando misturado com tolueno e xileno costuma receber a denominação comercial de Benzol.
Não confundir com benzina, que é uma mistura de hidrocarbonetos alifáticos (pentano, hexano e heptano) com tolueno, xileno e benzeno.
Principais usos: Usado na produção de alcool anidro (como azeótropo), produção de detergentes, solventes e produção de várias substâncias químicas, tais como anilina e fenol. Já foi usado como combustível automotivo, na europa, misturado à gasolina.
Propriedades: O benzeno é insoluvel em água, mas é miscivel com todos os solventes orgânicos.
O benzeno evapora-se a 5.5° C
Ponto de ebulição atmosférico: 80.1° C
densidade: 0.88 (a 20° C ).
Riscos de incêndio e explosão:
Os vapôres de benzeno são explosivos. Na forma líquida o benzeno é altamente inflamável. A chama do benzeno puro produz fumaça, devido ao seu alto teor de carbono.
Risco Toxicológico: Intoxicação aguda produz irritação de brônquios e laringe, tosse, rouquidão e edema pulmonar.Concentrações maiores, na intoxicação aguda, podem provocar arritimias ventriculares, paralisia e inconsciencia.
É depressor do SNC, causando fadiga, dores de cabeça, tontura, convulsão, coma e morte, dependendo da concentração:
ppm Tempo de exposição Consequencia
25 8 horas nenhuma
50-100 6 horas sonolência, dor de cabeça
500 1 hora irritação de brônquios e laringe, tosse, rouquidão e edema pulmonar
7000 1/2 hora Depressão do Sistema Nervoso Central, convulsão, coma, possibilidade de morte
20.000 5 minutos morte

Na forma de líquido o benzeno é absorvido pela pele, provocando dermatite de contato.
Por ser um forte solvente, provoca bolhas na pele, devido à dissolução de gorduras.
A intoxicação crônica pode provocar anemia aplástica e leucemia aguda.
O benzeno é comprovadamente carcinogênico para o ser humano.
A intoxicação crônica por benzeno tem efeitos hepatotóxicos.
Os seguintes sintomas podem ser indicativos de benzenismo: astenia, infecções repetidas ou oprtunisticas, hemorragias e disturbios neurocomportamentais (cefaléia, tontura, fadiga, sonolência, dificuldade de memorização, etc...)[de acordo com a Instrução Normativa nº 2, de 20/12/95]
Grau de Insalubridade:
O benzeno foi incluido no anexo 13-A da NR 15, item "SUBSTÂNCIAS CANCERÍGENAS". O benzeno foi retirado do anexo 11 da NR 15 onde constava com Limite de Tolerância de 8 ppm ou 24 mg/m3, com absorção tambem pela pele e insalubridade Grau Máximo.
O Anexo 13, da NR 15, relaciona as atividades e operações, envolvendo agentes químicos, consideradas insalubres em decorrência de inspeção no local de trabalho. Tendo em vista que existem atividades para as quais se admite o uso de benzeno, incluida a sua fabricação, e que não foi exigida hermetização do processo, deve-se considerar, para essas atividades, citadas no item 3, alínea "c" , do anexo 13-A da NR 15, que há insalubridade de Grau Máximo.

Embora citado no item "SUBSTÂNCIAS CANCERÍGENAS" e reconhecido como carcinogênico, a NR 15 não exige hermetização do processo ou operação, de modo a evitar qualquer exposição ocupacional ou contato, por qualquer via, com o benzeno, tal como é exigido para a produção de Benzidina e atividades e operações envolvendo beta-naftilamina, 4-nitrodifenil, 4-amino difenil(p-xenilamina).
Para essas quatro substâncias citadas (benzeno não incluido) é considerado Grave e Iminente Risco qualquer exposição ocupacional ou contato, por qualquer via.
Situações de Grave e Iminente Risco, de acordo com a NR 03, implicam em possibilidade de Embargo ou Interdição.
Foi proibida a utilização do benzeno, a partir de 01 de janeiro de 1997, para qualquer emprego, exceto nas indústrias e laboratórios que o produzem, o utilizem em processos de síntese química, o empregue em combustíveis derivados do petróleo, em trabalhos de análise ou investigação em laboratório (quando não for possível a sua substituição) e como azeótropo na produção de alcool anidro (até a data a ser definida para sua substituição).
Desse modo, em algumas atividades e operações, (por exemplo, na siderurgia) o benzeno tem sua utilização permitida. Para essas atividades, as empresas responsáveis devem elaborar e implantar o PPEOB - Programa de Prevenção da Exposição Ocupacional ao Benzeno (ver anexo 13-A da NR 15).
O anexo 13-A da NR 15 define concentrações de benzeno no ar, chamadas de
VRT-MPT = Valôr de Referência Tecnológico-Média Ponderada pelo Tempo,
que corresponde à concentração média de benzeno no ar, ponderada pelo tempo, para uma jornada de trabalho de 8 horas, obtida de acordo com os requisitos do item 6.2 do anexo 13-A da NR 15.
O item 7 doanexo 13-A da NR 15 estabelece valôres para VRT-MPT variando de 1 a 2,5 ppm.
Contrôle de exposição
O anexo 13-A da NR 15 - Atividades e Operações Insalubres, regulamenta as ações, atribuições e procedimentos de prevenção da exposição ocupacional ao benzeno.
A Instrução Normativa nº 1, de 20/12/95 dispõe sobre a Avaliação das Concentrações de Benzeno em Ambiente de Trabalho.
A Instrução Normativa nº 2, de 20/12/95 dispõe sobre a Vigilância da Saúde dos Trabalhadores na Prevenção da Exposição Ocupacional ao Benzeno.
EPIs: roupas impermeáveis, luvas de PVC, máscara com filtro químico (carvão ativado), óculos.
Recomendações Gerais.
Em caso de contato com a pele, lavar com água e sabão.
Instalar chuveiro e lava-olho nos locais de risco de contato.
Em caso de contato com os olhos, lavar por 15 minutos. Procurar socorro médico em seguida.
Em caso de ingestão recente pode ser indicada lavagem gástrica, caso não se consiga induzir o vômito. Prevenir aspiração pelos pulmões. Uso de anticonvulsivantes benzodiazepinicos (diazepam) em caso de convulsões.

Video motivacional para sua vida.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Saiba como fujir de incêndios.



Temos aqui um guia que vai orientar você a escapar de casa, do trabalho, edifícios, lojas e de locais públicos onde quer que você esteja e é surpreendido por um incêndio.

Seu pior inimigo chama-se “fumaça”. A fumaça, o calor, os gases, podem colocar você em estado de choque e matá-lo depois de poucas respiradas. Se você for pego pela fumaça, não se apavore, deite no chão e rasteje.
Ela é mais leve que o ar e tende a ocupar primeiramente os espaços superiores. Um outro inimigo é o “elevador”. Ele pode aprisionar você. Se os sinais do elevador forem ativados por calor, o elevador pode ser forçado a ir para o local onde o fogo está. Você não gostaria de estar nele neste momento. Faça um lembrete mental das escadas para saída de incêndio, onde quer que você esteja. Use-as para descer para descer para os níveis abaixo de onde se encontra o incêndio. Faça um lembrete mental das várias saídas de incêndio, sempre que entrar num restaurante, cinema, teatro, etc. Fumaça ou cheiro de coisa queimada pode significar o início de um incêndio. Então evite a portaria principal, certamente estará tumultuada. Procure as saídas laterais que normalmente estão sinalizadas.

Como sair do edifício que você trabalha; do seu apartamento ou de lugares altos? A seguir algumas recomendações:

- Se você mora num edifício, instale um detector de fumaça do lado de fora da área dos quartos de dormir;
- Procure sempre saber o local das saídas de emergência e das caixas de alarmes mais próximas de você;
- Tenha sempre em mente o número de telefone do corpo de bombeiro;
- Fique atento ao sentir cheiro forte de fumaça;
- Feche as portas atrás de você;
- Use as escadas, nunca elevadores;
- Tenha em mente um plano de emergência de saída (pergunte ao seu síndico sobre isto).

Se você deparar com uma situação desta e ficar preso, tome as seguintes atitudes:
- Procure manter a calma e orientar aquelas pessoas mais despreparadas;
- Pense;
- Rasteje se houver fumaça. Prenda sua respiração e feche os olhos sempre que possível;
- Coloque portas fechadas entre você e a fumaça. Procure as frestas em volta das portas e respiros, usando trapos e tecido, se for possível molhe-os;
- Desligue todos os aparelhos presentes;
- Faça sinais pela janela, se houver telefone procure o corpo de bombeiros e informe sua localização, mesmo que eles já estejam presentes.

Poeira Explosiva.



Todos vocês já leram ou ouviram relatos sobre explosões de poeiras e sabem que muitas poeiras podem explodir se houver corretas condições para tal. Como qualquer um de nós pode passar por uma situação como esta, hoje falaremos sobre isto.

À poeira de qualquer substância que possa ser mantida queimando quando você coloca fogo explodirá sob as circunstâncias certas. Duas coisas são necessárias para esta explosão: a poeira deve ser fina o suficiente e deve ser misturada a quantidade certa de ar.

A poeira não explodirá quando estiver no chão ou em camadas sobre as coisas. Mas se você chutá la um pouco, formando uma nuvem no ar, você terá uma condição explosiva. Adicione uma centelha ou uma chama a esta condição e ela poderá explodir.

Para explodir a poeira tem que ser fina o suficiente para pegar fogo facilmente. A poeira de madeira, por exemplo, não precisa ser tão fina quanto a poeira de carvão.
As partículas de poeira tem que estar próximas o bastante para que se obtenha a quantidade certa de oxigênio para queimar.

Os pós de metais podem ser explosivos se forem finos o bastante para passar através de uma tela de 500 mesh.

Estas poeiras são explosivas da mesma forma que a madeira e o carvão. Pós de magnésio, alumínio e bronze são muitos explosivos.

Sempre que uma poeira explosiva é lançada no ar, a mistura certa com o ar provavelmente ocorrerá em algum ponto da nuvem formada - durante um segundo ou dois pelo menos. Nestes casos, você terá o necessário para a ocorrência de um incêndio ou explosão.

Se houver muita poeira a sua volta, você terá duas explosões e um incêndio. A primeira explosão geralmente é pequena, mas lança mais poeira no ar. Aí acontece a explosão maior e mais perigosa.

A poeira em áreas abertas criará apenas uma grande labareda. Em espaços fechados, como numa mina de carvão, a poeira poderia produzir pressões que nenhum bloco de concreto suportaria.

Os edifícios novos, que alojam processos e que apresentam este risco, assim como moinhos, elevadores de cereais e oficinas de usinagem de metais, são projetados com seções de paredes ou teto que se abrem e deixam a pressão sair, antes que atinjam um nível muito alto.

As explosões de poeira podem ser evitadas se os três princípios abaixo forem aplicados:

Mantenha a poeira separada do ar o máximo possível;

Não deixe a poeira se acumular, limpando-a sempre;

Mantenha as fontes de ignição afastadas.

Para limpar poeiras explosivas, use uma vassoura de fibra macia ou um aspirador de pó - nunca use vassoura ou espanador do tipo doméstico.

Sites interessantes relacionados a saúde e segurança do trabalho.



Sites Segurança e Saúde

Nacionais

Ergonet – Ergonomia Online – www.ergonet.com.br
HO – Higiene Ocupacional – www.higieneocupacional.com.br
Grupo CIPA – www.cipanet.com.br
INST/CUT - www.cut.org.br/inst.htm
Prevler – www.uol.com.br/prevler
Saúde e Trabalho Online – www.saudeetrabalho.com.br
Segurança e Trabalho Online – www.segurancaetrabalho.com.br
Segurança e Saúde no Trabalho – www.geocities.com/CapeCanaveral/2616
Segurança – LA – www.seguranca-la.com.br
Toxnet – Toxicologia Ocupacional – www.toxnet.com.br

Internacionais

Best Safety & Security Directory – www.safety.ambest.com/index.html
CUErgo Ergonomics - http://ergo.human.cornell.edu
Health & Safety Collections (NTIS) – www.ntis.gov/products/health.htm
ICSCs – International Chemical safety Cards (NIOSH) - www.cdc.gov/niosh/ipcs/icstart.html
ISTAS – Instituto Sindical de Trabajo, Ambiente y Salud - www.ccoo.es/istas
Meditrav Web – www.meditrav.com
OSHA Technical Links – www.osha-slc.gov/SLTC/index.html
OSH.Net – www.osh.net/index.htm
Safety and Health Topics (NIOSH) – www.cdc.gov/niosh/toplst.html
Safety Information (SIRI/Vermont) - http://siri.uvm.edu/index.html


Instituições / Entidades

Nacionais

ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária - www.anvisa.gov.br
FUNDACENTRO – www.fundacentro.gov.br
MTE – Ministério do Trabalho e Emprego - www.mte.gov.br
MS – Ministério da Saúde - www.saude.gov.br
Previdência Social – www.previdenciasocial.gov.br

Internacionais

ATSDR – Agency for Toxic Substances - www.atsdr.cdc.gov
AMBLAV - Associazone Ambiente e Lavoro - www.amblav.it
ANACT/França - www.anact.fr/index.html
ANSI – American Nacional Standards Institute – www.ansi.org
EPA – Environmental Protection Agency - www.epa.gov
IDLHs/NIOSH - www.cdc.gov/niosh/idlh/intridl4.html
INSHT/Espanha – www.mtas.es/insht
ISO – International Organization for Standardization – www.iso.ch
NIOSH – National Institute for Occupational Safety and Health - www.cdc.gov/niosh/homepage.html
OSHA – Occupational Safety and Health Administration - www.osha.gov


Associações Profissionais

ABERGO – Associação Brasileira de Ergonomia - http://abergo.pep.ufrj.br
ABHO – Associação Brasileira de Higienistas Ocupacionais - http://abho.com.br
ANAMT – Associação Nacional de Medicina do Trabalho - www.anamt.org.br
ANENT – Associação Nacional de Enfermagem do Trabalho - www.anent.org.br
FENATEST – Federação Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho - www.fenatest.org.br
SBT – Sociedade Brasileira de Toxicologia - www.sbtox.org.br
SOBES – Sociedade Brasileira de Engenharia de Segurança - www.sobes.org.br

Controle de Poeira – Pensando Por Todos os Ângulos .



Se emissões passageiras de partículas poluentes são consideradas significantes, uma instalação pode se deparar com mais severidade nos requisitos regulatórios, condições mais rígidas para licenças ambientais e um relacionamento insatisfatório com a comunidade, que poderá provocar um impacto na continuidade da operação na instalação.

São diversos os métodos para reduzir a emissão. Variam entre soluções de engenharia como fechar a origem instalando depuradores úmidos ou secos e lavadores de correias transportadoras, e métodos tradicionais de supressão de poeira usando cilindros e tanques de água. Está, no entanto cada vez mais aparente que os métodos de redução de poeira sendo usados são insuficientes para a redução de emissão de partículas poluentes a um nível que seja admissível tanto pela comunidade como pelos reguladores.

1. Geração de Poeira
As atividades de mineração, o manuseio, o processamento e o transporte do minério geram poeira através do vento ou pelo próprio movimento físico do minério através de processos mecânicos.
A quantidade de substâncias poluentes geradas pelo vento também depende das propriedades da superfície do material. Isso inclui se o material tem crosta, a quantidade de partículas não corrosíveis e a dimensão de distribuição do material.
Processos Mecânicos que geram e possivelmente liberam substâncias poluentes incluem a pulverização (britamento, peneiramento e moagem), movimentação do material (pontos de transferência, empilhamento, reaproveitamento e carregamento de embarcação), limpeza por jateamento e movimentação veicular em superfícies não impermeabilizadas ou empoeiradas. A quantidade de substâncias poluentes geradas por esses processos depende menos da velocidade do vento do que da erosão do vento, mas depende mais ainda das propriedades da umidade do material sendo transferido, da dimensão de distribuição da partícula do material, da queda de altitude e das medidas do controle de poeira e controle local de emissão nas origens.
Há uma diversidade de métodos disponível para medir e caracterizar as tendências de geração de poeira de vários minérios durante os processos de manipulação.

2. Caracterização da Emissão
A caracterização da emissão é um dos pontos críticos no controle de poeira; não podemos administrar aquilo que não conhecemos. Entender os processos que levam a emissão de poeira é essencial a qualquer instalação que procura reduzir emissão e os impactos a ela relacionados.
As possíveis características da emissão de um minério podem ser determinadas antes da mineração e do processamento, utilizando bons testes de laboratório. O ideal é que os resultados sejam usados para determinar a tanto possibilidade de emissão mecânica como também a gerada pelo vento.
Para uma instalação já em funcionamento, aconselha-se tomar medidas do campo para complementar o teste de laboratório e obter uma compreensão completa das origens e causas das emissões.

2.1. Teste de Laboratório
O teste de laboratório pode ser usado para determinar as características da emissão de um minério e auxiliar na determinação de possíveis emissões antes de iniciar a manipulação do material, permitindo assim que sejam incorporadas as estratégias apropriadas de redução de poeira durante a fase inicial de projeto reduzindo assim a necessidade de reajustar os equipamentos de redução de poeira.

2.1.1. Teste de Tambor Giratório
O teste de tambor giratório pode determinar a extinção de poeira da umidade (EPU) de cada tipo de minério e sua relação com a poeira / umidade. Isso ajuda determinar as possíveis emissões de cada tipo de minério durante os processos de manipulação do material por uma variedade de teores de umidade.

2.1.2. Teste Durham Cone
Esse teste auxilia na determinação da concentração de umidade de onde questões do fluxo do manuseio se tornam aparentes e definirão o limite superior da faixa da umidade (Padrões Austrália 2002).

2.1.3. Teste do Túnel de Vento
Para melhor entender a potência da erosão do vento em vários produtos é aconselhável conduzir o teste do Túnel de Vento. Este teste vai determinar a velocidade mínima do vento nos quais vários minérios se tornam um problema e permitir várias estratégias de controle a serem incorporadas para reduzir ou eliminar esse tipo de emissão.

2.1.4. Dimensão de Partícula
Este teste envolve a peneiração do produto e a determinação da porcentagem de material que é classificado como ‘muito fino’ (ou abaixo de mais ou menos 15 micros). Partículas menores que essas têm dois problemas:
• Aumento da área de superfície, criando problemas para alcançar a concentração correta da umidade
• Susceptibilidade à erosão do vento, principalmente durante empilhamento e carregamento de embarcação

2.2. Medição de Campo
Essa técnica envolve a exposição de uma penugem da poeira na direção do vento da origem para gerar perfis de poeira. Isso, juntamente com a medida de velocidade do vento, distância da direção do vento e estabilidade atmosférica, podem ser usados para estimular a taxa de emissão de poeira particularmente para aquela origem.
Para entendermos com clareza as emissões de cada origem, transeções das penugens de poeira são conduzidas por uma variedade de velocidade de vento e, se necessário, tipos de produtos. Uma equação empírica que representa a linha de melhor ajuste (extraída do teste do local) é determinada e usada para representar as emissões para cada produto da estação de transferência.

Se a taxa de emissão varia com a umidade do minério, isso pode ser incorporado na equação.
Quando todas as origens de uma instalação tiverem sido caracterizadas, as equações extraídas podem então ser usadas para determinar a taxa da emissão para cada origem para todas as horas do ano. As origens de uma instalação podem incluir, mas não se limitam a:
• carro basculantes;
• condutores;
• estações de transferência;
• britamento / peneiramento;
• empilhamento / reaproveitamento;
• operações de carregamento de embarcação;
• poeira soprada pelo vento vindas de áreas expostas e pilhas de estoque; e
• poeira gerada pelas rodas em estradas.

3. Modelo de Dispersão Atmosférica
Modelos de dispersão atmosférica se aplicados corretamente, podem ser de grande valor no auxilio a redução de emissões.

4. Redução de Emissão
Para usar eficientemente um modelo de dispersão para reduzir a emissão, a informação obtida tanto dos campos como do teste de laboratório deverá ser integrada; isso vai assegurar que o modelo de dispersão reflete precisamente as origens de emissão da instalação. As estratégias de redução mais apropriadas e de custo mais efetivo focadas para origens de maior emissão serão então identificadas e implantadas.
Há vários modelos de dispersão que podem ser usados para prever os níveis de concentração do solo vindos da uma instalação e sua operação. A escolha do modelo depende da complexidade do terreno ao redor da instalação, a disponibilidade de dados meteorológicos e os tipos de origens dentro da instalação.

Seja qual for o modelo usado, a metodologia básica é a mesma. O modelo será executado usando a taxa de emissão calculada para todas as origens dentro da instalação e as concentrações previstas do nível do solo são determinadas para receptores aplicáveis, como residência ou locais de significância. Idealmente, o modelo é validado contra o monitoramento de dados para determinar a precisão das concentrações previstas. Este processo de validação requer um mínimo de um ano de monitoramento da informação e é preferível que o monitoramento da informação seja de pelo menos dois locais de monitoramento. Seria ideal que o primeiro monitor estivesse localizado num receptor sensível enquanto o segundo deve ser um monitor de segundo plano bem distante da instalação. Esta localização é essencial para determinar a concentração de poeira nesse segundo plano dentro da área e ajudará determinar a concentração de poeira atribuível à instalação.

Uma vez que o modelo tenha sido validado e haja confiança suficiente de que a taxa de emissão calculada reflita precisamente o que ocorre na instalação, deve-se então dar início ao próximo estágio do modelo. Deve ser determinada agora a contribuição individual de cada origem de emissão para as concentrações de poeira no receptor sensível.

Tendo identificado os contribuintes significativos de geração de poeira no receptor de interesse, o próximo passo seria focar nas medidas almejadas de controle. Isso acontece ao determinar por que cada uma dessas origens está empoeirada enquanto se considera estratégias de redução de poeira para garantir que os mecanismos de redução mais convenientes serão implantados.

Ao examinar a estratégia de redução de cada origem, é imperativo que se determine o custo da implantação de tal estratégia para ter a certeza de que a instalação receberá a redução mais adequada.

5. Modelo em Tempo Real
O modelo de dispersão validado e usado simultaneamente com informações do processo operacional e com informação meteorológica em tempo real possibilita que a instalação monitore suas emissões e determine seus impactos em tempo real. Usando o modelo em tempo real, a instalação pode monitorar a taxa de emissão de várias origens para determinar qual processo resulta em maior emissão podendo então agir em direção à correção antes que se torne um problema.

6. Modelo Previsível
Apesar do modelo de tempo real poder ser incorporado na estratégia de redução de poeira para uma instalação, é ainda um método reativo. Tais métodos sempre precisarão a pronta atenção de funcionários para iniciar os controles escolhidos, e como os alarmes serão apenas ativados diante de certas condições, a estratégia de redução iniciada pode estar a ‘um passinho atrás’.

É melhor saber com 24-48 horas de antecedência se a as condições meteorológicas e operacionais esperadas levam a instalação a ter um problema no receptor.
Para uso total dessa capacidade de previsão, os resultados do modelo devem ser analisados por outro programa que refere o plano de controle de poeira da instalação. Isso garante que não apenas os resultados do modelo são interpretados com atenção às várias estratégias de redução de uma instalação, mas também que os funcionários adequados serão notificados. A notificação inclui qual ação será necessária e para que horas, evitando a ocorrência de altas emissões.

7. Conculsão

O primeiro passo crítico para reduzir emissão de poeira em qualquer instalação ou operação é a caracterização da emissão; não se pode administrar o que desconhece. Isso pode ser alcançado por testes de laboratório e medição de campo.

Incorporando os resultados de laboratório e medidas de campo a um modelo de dispersão atmosférica, facilita em determinar qual origem da instalação está impactando em vários receptores sensíveis. As estratégias de redução mais eficientes e de custo mais efetivos para os maiores emissores serão então identificadas e implantadas.

Os modelos de dispersão atmosférica devem ser usados como parte do plano de ccontrole de poeira atual da instalação. Podem ser usados no formato tempo-real para monitorar altas emissões e condições meteorológicas adversas para possibilitar ações corretivas, ou no formato a prever o que permitirá a instalação a determinar seus possíveis impactos com 24-48 horas de antecedência. O formato de previsão pode ajudar muito reduzir a emissão de poeira a um nível aceitável.

Jon Harper apresentou recentemente um documento de título “Dust Management – Thinking Outside the Square” (Controle de Poeira – Pensando por todos os ângulos) na Minério de Ferro Conferência, em Perth, Austrália. Caso tenha interesse em receber o documento completo, favor entrar em contato com Maria Whaley, Gerente de Capacitação de Marketing, Mineração e Metais pelo e-mail mwhaley@skm.com.au

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