segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Os mais radicais acidentes de trabalho



Ele mostrou que tinha visão ao declarar que a Terra era redonda, mas errou feio ao olhar demais para o Sol

Existem certos ramos de atividade em que o risco é iminente. Em esportes, sobretudo os esportes extremos, todo atleta é obrigado a lidar com ele. Mas o que acontece quando você é um cientista ou inventor e é obrigado a lidar com coisas desconhecidas e que, o mundo só vai saber que elas são letais ou perigosas quando, de repente, a vítima for você?

Aqui, a gente separou pra você alguns casos de inventores e cientistas que acabaram sendo vítimas do próprio trabalho.

Galileu Galilei

Um caso bem antigo de acidente de trabalho é o de Galileu Galilei. Ele foi o primeiro cara a dizer que a Terra era redonda. Tudo bem que ele voltou atrás diante da Inquisição, mas a Terra não deixou de ser redonda por causa disso. No entanto, o problema dele não foi com a Terra – foi com o Sol.

Galileu aperfeiçoou o telescópio como ninguém e, como era aficionado pelo astro-rei, passava muito tempo olhando para ele através de todo aquele sistema complexo de lentes. Muito provavelmente foi por causa disso que Galilei, nos últimos anos de sua vida, era cego como um morcego.

Karl Scheele

Karl Scheele era um químico farmacêutico com uma mania terrível – a de experimentar, ele mesmo, suas descobertas. Foi ele quem descobriu alguns elementos químicos como o molibdênio, o tungstênio e o manganês. Scheele também descobriu um processo bem parecido com a pasteurização. Porém, esse hábito de meter na boca tudo que inventava acabou custando a sua vida. Ninguém sabe exatamente que foi que o matou, mas que os sintomas eram bem parecidos com envenenamento por mercúrio, ninguém discorda.

Jean-François De Rozier

Lembra do padre que resolveu voar com ajuda de balões e se perdeu no mar? Jean-François De Rozier também fez isso, mas numa época em que isso não era considerado burrice – no final do século 18. Em 1783, ele viu um balão voar pela primeira vez. Viu o balão voar com uma ovelha, com uma galinha e, depois, com um pato. Daí, lá foi ele se aventurar a voar também – e conseguiu! Viajou a uma altura de três mil pés usando um balão de ar quente. Daí, De Rozier quis mais. Decidiu que ia atravessar o canal entre a Inglaterra e a França em um balão de ar quente. Quando ele estava a uma altura de mil e quinhentos pés, o balão esvaziou e ele caiu para a morte. Apaixonada, sua noiva se matou oito dias depois do acidente.

David Brewster

Sir David Brewster, escocês, era inventor, cientista e escritor, mas o que ele curtia mesmo era estudar óptica e polarização da luz. Esse campo de estudo requer, é claro, que o interessado tenha uma visão excelente. Para Brewster, isso foi um problema, uma vez que, em 1831, ele fazia uma experiência química e, por muito pouco, não ficou completamente cego. Por mais que sua visão tivesse voltado ao normal depois, os problemas seriam recorrentes. De qualquer maneira, um de seus inventos usa luz e cores é um dos brinquedos preferidos das crianças através dos anos – o caleidoscópio.

Alexander Bogdanov

Alexander Bogdanov era uma daquelas pessoas encafifadas com o segredo da vida eterna. Ele era físico, filósofo, economista e curtia livros de ficção científica. Em 1924, ele começou a fazer experiências com um processo científico revolucionário, que se chamava “transfusão de sangue”. Ele fez isso onze vezes – todas as onze nele mesmo. Com isso, dizia Bogdanov, ele havia parado de perder cabelo e, também, melhorado a sua visão. O erro primordial que ele cometeu foi o de não testar a salubridade do sangue do doador. Em 1928, ele fez uma transfusão em que recebeu sangue infectado com malária e tuberculose e morreu pouco depois.

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