segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Mascaras de Proteção.

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Responsabilidade legal


O acidente e a doença do trabalho podem gerar responsabilidade penal, civil, administrativa, acidentária do trabalho e trabalhista, sendo independentes as responsabilidades civil e criminal das outras.
Na visão jurídica, os acidentes e doenças decorrentes do trabalho, em sua maioria, ocorrem devido à culpa. Culpa é uma conduta, ação ou omissão de alguém que não quer que o dano aconteça, mas ele ocorre pela falta de previsão daquilo que é perfeitamente previsível. O ato culposo é aquele praticado por negligência, imprudência ou imperícia.


NEGLIGÊNCIA: é a omissão voluntária de diligência ou cuidado - falta de atenção.
Exemplo - Realização de limpeza numa máquina em funcionamento.

IMPRUDÊNCIA: consiste na falta involuntária de observância das medidas de precauções e segurança, de conseqüência previsível, que se faziam necessárias no momento para evitar um mal ou a infração da lei - excesso de confiança.

Exemplo - Empilhar caixas e volumes sem obedecer às recomendações de arrumação,
trânsito, carga e descarga.


IMPERÍCIA: é a falta de aptidão especial, habilidade, experiência, ou de previsão no
exercício de determinada função, profissão, arte ou ofício.
Exemplo - Conduzir veículo, operar máquina ou equipamento sem possuir habilitação, curso ou treinamento adequado e obrigatório.

Principais Causas de Acidentes.

Estudos nacionais e internacionais informam que a maioria dos acidentes e
doenças decorrentes do trabalho ocorre, principalmente, por:

falta de planejamento e gestão gerencial compromissada com o assunto

descumprimento da legislação;

desconhecimento dos riscos existentes no local de trabalho;

inexistência de orientação, ordem de serviço ou treinamento adequado;

falta de arrumação e limpeza;

utilização de drogas no ambiente de trabalho;

inexistência de avisos, ou sinalização sonora ou visual sobre os riscos;

prática do improviso (jeitinho brasileiro) e pressa;

utilização de máquinas e equipamentos ultrapassados ou defeituosos;

utilização de ferramentas gastas ou inadequadas;

iluminação deficiente ou inexistente;

utilização de escadas, rampas e acessos sem proteção coletiva adequada;

falta de boa ventilação ou exaustão de ar contaminado;

existência de radiação prejudicial à saúde;

utilização de instalações elétricas precárias ou defeituosas;

presença de ruídos, vibrações, calor ou frio excessivos; e

umidade excessiva ou deficitária.

A Importância de Conhecer os Riscos


A Importância de Conhecer os Riscos

Os locais de trabalho, pela própria natureza da atividade desenvolvida e pelas características de organização, relações interpessoais, manipulação ou exposição a agentes físicos, químicos, biológicos, situações de deficiência ergonômica ou riscos de acidentes, podem comprometer a do trabalhador em curto, médio e
longo prazo, provocando lesões imediatas, doenças ou a morte, além de prejuízos de ordem legal e patrimonial para a empresa.
É importante salientar que a presença de produtos ou agentes nocivos nos locais de trabalho não quer dizer que, obrigatoriamente, existe perigo para a saúde. Isso vai depender da combinação ou inter-relação de diversos fatores, como a concentração e a forma do contaminante no ambiente de trabalho, o nível de toxicidade e o tempo de exposição da pessoa. Entretanto, na visão da prevenção, não existem micro ou pequenos riscos, o que existem são micro ou pequenas empresas.
Desta forma, em qualquer tipo de atividade laboral, torna-se imprescindível a necessidade de investigar o ambiente de trabalho para conhecer os riscos a que estão expostos os trabalhadores.

Avaliação de Riscos


É o processo de estimar a magnitude dos riscos existentes no ambiente e decidir se um risco é ou não tolerável.

Formas de Avaliar os Riscos


Para investigar os locais de trabalho na busca de eliminar ou neutralizar os riscos ambientais, existem duas modalidades básicas de avaliação. A avaliação qualitativa, conhecida como preliminar, e a avaliação quantitativa, para medir, comparar e estabelecer medidas de eliminação, neutralização ou controle dos riscos.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Siga 17 regras para evitar acidentes domésticos com crianças‏



Siga 17 regras para evitar acidentes domésticos com crianças

1. Instale grades ou redes de proteção nas janelas, sacadas e mezaninos.
2. Não deixe cadeiras, camas e bancos perto de janelas, pois as crianças podem escalar e se debruçar. O mesmo vale para móveis baixos perto de estantes e armários altos.
3. Instale portões de segurança no topo e pé das escadas. Se a escada for aberta, opte por redes ao longo dela.
4. Cuidado com chão liso e tapetes. Não encere o piso e providencie antiderrapantes nos tapetes para evitar escorregões. Na maioria das quedas infantis atendidas nos postos do SUS, as crianças caíram do mesmo nível, ou seja, as quedas foram causadas por tropeções, pisadas em falso ou desequilíbrios.
5. Oriente seu filho a brincar em locais seguros. Escadas, sacadas e lajes não são espaços de lazer.
6. Crianças com menos de 6 anos não devem dormir em beliches. Se não houver outro local, instale grades de proteção nas laterais.
7. O uso de andadores não é recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, pois pode comprometer o desenvolvimento e causar sérias quedas.
8.Quando for trocar fralda, mantenha sempre uma mão segurando o bebê. Nunca deixe um bebê sozinho em mesas, cama e outros móveis, mesmo que seja por um instante.
9. Proteja as tomadas com protetores específicos ¿ baratos e facilmente encontrados em home centers, supermercados e lojas de produtos infantis. Além disso, oriente seu filho a não colocar o dedo na tomada, pois ele pode frequentar outros locais que não tenham a proteção. Cuidado: as queimaduras elétricas podem ser graves, expondo a criança ao risco de morte e seqüelas.
10. Não deixe o ferro de passar quente ao alcance da criança, mesmo que esteja desligado.
11. Os cabos das panelas devem ficar virados para dentro do fogão.
12. Use protetores nas portas para evitar que a criança prenda a mão ou dedos.
13. Para uma criança se afogar, bastam 2,5 cm de profundidade. Cuidado, portanto, com água em baldes e tanques, além de vasos sanitários e piscinas sem proteção adequada.
14. Teste a temperatura de alimentos líquidos e sólidos antes de oferecer à criança.
15. Antes do banho, teste a temperatura da água da banheira com a parte interna do cotovelo.
16. Nunca deixe remédios ao alcance das crianças, nem faça associação de medicamentos com balas e doces.
17. Não coloque produtos de limpeza em embalagens de alimentos e refrigerantes. A criança pode confundir e ingerir. Evite também deixá-los na parte de baixo de pias e armários.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Carnaval e as doenças transmitidas pelo beijo



O QUE PEGA

Gripe suína
Não é porque os casos de H1N1 estão menos frequentes que a doença desapareceu. O vírus da gripe mais temida em 2009 ainda está por aí, fazendo novos casos. E se a transmissão pode ocorrer por meio de um espirro, imagine do que um beijo não é capaz. De acordo com os médicos, o beijo é uma maneira extremamente eficaz de contaminação. Os sintomas da doença são semelhantes aos de uma gripe comum, com febre, tosse, coriza e dores de cabeça e no corpo. Portanto, o ideal é ficar atento. A Secretaria de Saúde do Paraná, por exemplo, em seu último boletim informativo, recomenda que, mesmo no verão, a população siga medidas como a higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel, além de evitar tocar com as mãos nos olhos, bocas e o nariz sem os devidos cuidados de limpeza.

Meningite
De acordo com um estudo realizado por médicos australianos, beijar na boca de múltiplos parceiros aumenta em quatro vezes a chance de pegar meningite meningocócica. A definição de “múltiplos” para os pesquisadores é de sete pessoas em duas semanas. A conta parece até pequena para quem observa a “pegação” do carnaval de Salvador. A transmissão da meningite preocupa os médicos, já que a doença tem uma evolução rápida e pode ser fatal. Os sintomas mais comuns são febre, dor de cabeça, vômitos, diarréia e rigidez dos músculos da nuca, ombros e costas.

Mononucleose
Não é preciso dizer qual a principal forma de contaminação da chamada “doença do beijo”. Como nem sempre a pessoa sabe que tem o vírus Epstein-Barr, já que a mononucleose pode ser assintomática, ela acaba transmitindo a doença a outras pessoas. Nos casos em que há sintomas, os principais são fadiga, dor de garganta, tosse e inchaço dos gânglios. Vale lembrar que o vírus pode ficar incubado de 30 a 45 dias no organismo e não tem cura – a pessoa vai carregá-lo para o resto da vida.

Herpes
Mesmo que no momento do beijo o parceiro não tenha nenhum indício do problema, ele pode ter o vírus causador da doença e transmiti-lo. Depois do contágio, não há cura e a pessoa passa a conviver com o herpes, que pode se manifestar anos mais tarde, geralmente durante fases em que estiver com a imunidade baixa. O herpes pode aparecer como um machucado na boca ou até mesmo em outras partes do corpo.

Cárie
Se você não dá a devida atenção à higiene bucal, pode pegar – e transmitir – cárie através do beijo. Para evitar pegar a bactéria alheia, capriche na escovação e não abra mão do fio dental diariamente, assim você fortalece a sua imunidade bucal e as bactérias não encontrarão um ambiente propício ao desenvolvimento. Dentistas também recomendam atenção: observe se a pessoa tem todos os dentes ou se eles estão amarelados e/ou escurecidos. Se uma das repostas for sim, faça a fila andar e chame o próximo.

Sífilis
A sífilis pode ser transmitida pelo beijo, se a outra pessoa estiver contaminada e tiver alguma ferida na boca. A forma mais comum de contágio, no entanto, é a sexual. A doença é causada por uma bactéria chamada treponema pallidum e pode aparecer em diferentes partes do corpo e levar até uma semana após o contágio para aparecer.

O QUE NÃO PEGA

Aids
Não existe nenhum caso registrado na literatura médica de contágio pelo beijo. Suor, lágrimas, usar o mesmo sabonete, talher ou copo também não transmitem aids. No entanto, não deixe de usar camisinha se decidir ir além dos beijos e carícias. Não se esqueça que existem mais de 474 mil pessoas contaminadas pelo vírus no País, segundo Ministério da Saúde.

Hepatite C
As associações médicas internacionais não consideram o beijo como uma forma de transmissão da doença, assim como o Ministério da Saúde do País. É possível pegar hepatite tendo contato com o sangue contaminado ou em relações sexuais sem o uso da camisinha. A hepatite C é causada pelo vírus HCV e, em geral, os sintomas levam até 10 anos para se manifestar. Muitas pessoas descobrem que têm a doença ao realizar um exame de sangue de rotina.

Fontes consultadas: Adriano Silva de Oliveira, presidente da Sociedade Baiana de Infectologia; Amaury Mendes Junior, ginecologista e terapeuta sexual; Osíris Klamas, presidente da regional do Paraná da Associação Brasileira de Dentistas

Extraido de: www.cachorrolouco.net

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Uso de jaleco fora do ambiente hospitalar poderá ser proibido



Inocêncio Oliveira: medida pode evitar contaminações fora do ambiente hospitalar.

A Câmara analisa o Projeto de Lei 6626/09, que proíbe o uso de qualquer equipamento de proteção individual, inclusive jalecos e outras vestimentas especiais, fora do ambiente onde o trabalhador da área de saúde exerça suas atividades. A proibição abrange qualquer tipo de instrumento utilizado no atendimento médico.
De autoria do deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), a proposta tem como objetivo combater a infecção hospitalar e a contaminação biológica. Segundo o texto, o infrator da norma, sem prejuízo de outras sanções, deverá ser advertido e multado, sendo o empregador responsabilizado solidariamente. O projeto prevê também, para os trabalhadores da saúde, atividades de conscientização e de educação sobre prevenção de riscos biológicos.

Biossegurança

O autor afirma que o projeto foi elaborado a partir de princípios de biossegurança e será extremamente benéfico para proteger a saúde da população.
Segundo Inocêncio Oliveira, muitos estudos indicam que microorganismos são transportados para pessoas que estão fora do ambiente hospitalar, ambulatorial, odontológico ou laboratorial, por meio de roupas, jalecos e outras peças usadas durante o período de trabalho.
A contaminação, segundo esses estudos, cresce de acordo com o tempo e as características do atendimento e é mais intensa em áreas de contato, como bolsos ou mangas.
"Apesar disto, não é incomum ver profissionais ou estudantes da área de saúde circulando em locais públicos usando jalecos, por vezes estetoscópios ou outros equipamentos de trabalho. É necessário que se enfatize a conscientização dos trabalhadores da saúde quanto à gravidade do risco biológico a que expõem a comunidade ao persistirem neste hábito", adverte Inocêncio.
O parlamentar argumenta que as penas de advertência e multa podem ser eficazes para coibir esse comportamento, sendo necessário também responsabilizar o empregador.

Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Homem sofre traumatismo craniano após 20 minutos preso em escada rolante no centro de Belo Horizonte



Um homem que trabalhava na manutenção de uma escada rolante localizada na Galeria do Ouvidor, no centro de Belo Horizonte (MG), ficou gravemente ferido por volta das 10h desta quarta-feira (10) após ser atingido pelo equipamento.
Eduardo Gonçalves Amaral Leite, 32 anos, ficou preso durante 20 minutos, segundo o Corpo de Bombeiros. Ele sofreu traumatismo craniano e esmagou a cabeça. Leite foi encaminhado para o HPS João 23 (Hospital de Pronto-Socorro João 23). Os bombeiros não souberam explicar o que provocou o acidente. O aparelho deve ser vistoriado ainda nesta quarta-feira.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

COMO REGISTRAR OS ACIDENTES DE TRABALHO NA PREVIDENCIA



O instrumento formal de registro dos acidentes do trabalho e seus equivalentes na Previdência Social é a Comunicação do Acidente do Trabalho – C. A. T o trabalhador dirigi-se ao serviço de Urgência ou ao Serviço medico da Empresa, quando esta é credenciada para realizar este tipo de atendimento. O verso da C. A. T é preenchido pelo medico que atende o acidentado.

O serviço que atendeu o acidentado/doente é responsável pelo encaminhamento da C .A .T à previdência Social, onde será registrada. O trabalhador será então convocado pela pericia de acidente do trabalho, caso necessite de tempo de afastamento do trabalho superior a 30 dias.

O decreto 611 de 21.07.1992 em seu artigo 142 estabelece que a empresa deve fornecer copia C. A. T ao acidentado ou dependente, e ao sindicato da categoria do trabalhador. Alem disso, prevê que, nos casos em que a empresa não emitir a C. A. T., podem formalizar a comunicação do acidente o próprio acidentado, seus dependentes, a entidade sindical competente, o medico que assistiu ou qualquer autoridade publica.

Acaracterização do acidente de trabalho deve ser feita pelo INSS, conforme estabelece o artigo 143 do Decreto 611/92:
Artigo 143: O acidente do trabalho devera ser caracterizado:

I – administrativamente, através do setor de benefícios do INSS, que estabelecera o nexo entre o trabalho exercido e o acidente;

II – tecnicamente, através da pericia Medica do INSS, que estabelecera o nexo de causa e efeito entre:
a) o acidente e a lesão;
b) a doença e o trabalho
c) a “causa mortis” e o acidente.
O acesso aos benefícios do seguro de acidente do trabalho do INSS.

Os primeiros quinze dias de tratamento do acidente ou da doença profissional devem ser remunerados integralmente pelo empregador o que tem sido alegado como motivos do sub-registro dos acidentes leves. Se o afastamento do trabalho deve se prolongar por período superior a quinze dias, o paciente terá que submeter-se a Pericia de Acidente do Trabalho, tendo-se comprovado o nexo causal, o trabalhador terá acesso aos benefícios do Seguro de Acidente do Trabalho do INSS, que é financiado por contribuição das empresas, num percentual sobre a folha de pagamento promocional ao grau de risco da atividade (1ª3%). Não devemos esquecer que a C. A. T. é um documento que poderá ser usado como prova se por uma aventura houver alguma complicação em decorrência do acidente.


Agnaldo Meireles de Araujo
Técnico em Segurança do Trabalho

Fundição de metal tem elemento tóxico acima do limite


A partir da coleta de amostras de partículas em suspensão na atmosfera de uma indústria de fundição, pesquisa do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA) da USP, em Piracicaba, encontrou picos de concentração de elementos químicos potencialmente tóxicos, como chumbo,níquel e cromo, até 100 vezes maiores que as concentrações médias estabelecidas por órgãos ambientais. Durante o processo de fundição de metais, essas substâncias podem estar presentes na forma de Material Particulado em Suspensão Atmosférica (MPS).

Maior exposição a substâncias tóxicas ocorre na moldagem de peças metálicas
O pesquisador e professor Paulo Rogério Massoni obteve as amostras com uma nova técnica, usando um coletor de aerossois automatizado associado a uma bomba de vácuo, que separa partículas por tamanho. “A rotação de filtros para particulado fino e grosso, no interior do amostrador, permitiu programar a realização da coleta em intervalos de 20 minutos ao longo do dia de trabalho”, explica. “Isso possibilitou a análise periódica da qualidade da atmosfera ambiente e dos momentos mais críticos de exposição dos trabalhadores durante o processo de fundição”.

As amostras foram analisadas por meio da fluorescência de raios X por dispersão de energia. “Ao ser irradiado, cada elemento presente no filtro emite um raio X característico”, descreve Massoni. “Quanto maior o número de elementos e suas quantidades presentes nas amostras, mais raios X característicos são detectados, possibilitando o cálculo de suas concentrações por metro cúbico de ar em cada momento programado de coleta e na média diária no ambiente de fundição.”

Os maiores picos de concentração de elementos no MPS aconteceram durante o processo de moldagem, quando o material fundido era levado para o molde. Os valores foram comparados às concentrações estabelecidas como limites pelas agências ambientais nacionais e internacionais. “Na fundição de ferro, por exemplo, a concentração média diária de chumbo no particulado atmosférico foi 34 vezes maior do que a estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS)”, ressalta o pesquisador. “No momento da moldagem, obteve-se pico de concentração de chumbo 100 vezes maior que o limite.”

RISCOS

O estudo também encontrou níveis elevados de cromo e níquel, que são elementos carcinogênicos (associados à ocorrência de câncer). “Na fundição de bronze, as concentrações de níquel e cromo atingiram, respectivamente, médias 3 e 60 vezes maiores que a estabelecida pela Fundação Nacional de Saúde, [Funasa]“, aponta o professor. “Na fundição de ferro, esses valores foram, respectivamente, 12 e 140 vezes maiores”.


O material particulado na atmosfera das fundições entra no organismo pelas vias respiratórias podendo chegar aos alvéolos pulmonares (no caso do MPS fino) e trazer sérios riscos para a saúde ao entrar na corrente sanguínea. “Dos elementos detectados, o chumbo é um dos mais perigosos, pois pode provocar danos neurológicos e imunológicos irreversíveis”, acrescenta Massoni. “Na fundição de bronze, para citar outro exemplo, a concentração média ultrapassa cinco vezes o valor-limite da OMS.”


O pesquisador aponta que há dificuldade de acesso às fundições, principalmente as de grande porte, para realizar qualquer análise ambiental, como a da qualidade do material particulado atmosférico presente no interior da indústria. “As empresas tem receio de eventuais fiscalizações”, diz. Para reduzir a exposição, Massoni recomenda o aprimoramento dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), além de seu uso constante e de modo adequado.
“Os trabalhadores usam máscaras, mas elas servem para proteger da poeira, não retendo devidamente o material particulado atmosférico”, alerta. “Mesmo quem trabalha longe da área de fundição, como pessoal de escritório, tem problemas relacionados à presença dos elementos potencialmente tóxicos no MPS, como indisposição estomacal”. Os funcionários, após a fundição, sofrem com sintomas de azia e, para amenizá-los, ingerem antiácidos.”

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Homem morre ao perder o controle de retroescavadeira em Sapucaia do Sul.

Máquina virou e caiu em cima do operador, ainda não identificado


Um homem morreu ao perder o controle de uma retroescavadeira entre os bairros Parque Joel e Vila Vargas, em Sapucaia do Sul, na manhã desta segunda-feira. Laércio Machado Bernardes, 46 anos, era funcionário de uma empresa terceirizada que era responsável por recolher o lixo das vias públicas e estava operando a máquina em uma rua não asfaltada.

Com a chuva, a via ficou barrenta e o operador perdeu o controle da retroescavadeira, que virou e caiu em cima de Laércio. Ele morreu na hora.

08/02/2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Como Combater a Dor de Cabeça



Ao contrário do que algumas pessoas pensam, a enxaqueca não é apenas resultado de predisposição genética. Ela é provocada por uma associação entre o fator genético e agressões do meio ambiente. Para que haja uma crise, é preciso que existam causas externas, como estresse, excesso de gordura na alimentação, bebidas alcoólicas, sedentarismo, poucas horas de sono ou até mesmo excesso de medicamentos contra dor de cabeça.

Outra causa comum é a tensão nervosa, que pode provocar dois tipos de cefaléia: a enxaqueca e a chamada ‘cefaléia tensional’. Esta segunda é o tipo mais comum de dor de cabeça. Provocada pela contração dos músculos da parte posterior da cabeça e do pescoço, ocorre habitualmente depois que a causa da tensão acabou.

Dificilmente os problemas de visão, como miopia, hipermetropia ou astigmatismo, podem causar cefaléia. Quando ocorre, normalmente é uma dor que aparece depois de um esforço visual constante durante longo período, localizada na nuca e de forma latejante.

Quando surge uma crise de dor de cabeça, a primeira providência a ser tomada é identificar sua origem. Portanto, é importante consultar um médico para que ele avalie a gravidade e as causas de sua dor de cabeça. Tratando as causas, certamente haverá melhora dos sintomas.

Estresse, cansaço, poucas horas de sono, flutuações hormonais (incluindo o ciclo menstrual), mudanças bruscas de temperatura, luzes brilhantes, cheiros fortes, barulhos e emoções intensas são causadores de dor de cabeça em algumas pessoas. Durante as crises, procure relaxar num local silencioso e escuro. Use medicamento se as sugestões acima não fizerem efeito. Consulte seu médico a respeito de quais medicamentos você deve manter em casa.

Algumas medidas podem ser tomadas para evitar dores de cabeça:
* Uma alimentação correta é muito importante: não fique sem se alimentar por longos períodos, prefira verduras e frutas, evite o excesso de condimentos e faça refeições leves antes de dormir; Tome muita água;

* Evite álcool e refrigerantes; Evite o cigarro;

* Faça exercícios regularmente;

* Procure dormir de acordo com suas necessidades;

* Fique longe defumaça ou perfumes fortes;

* Evite estimulantes, como café, chá, chocolate e refrigerantes; Evite tensões e causas de estresse.

Seguindo essas recomendações, as dores de cabeça serão menos freqüentes e menos intensas.

A cada cigarro menos 11 minutos de vida



Calculam que fumar de maneira habitual encurta a esperança de vida em 6,5 anos
Valendo-se de estudos epidemiológicos, expertos do Reino Unido determinaram o real impacto sobre a saúde das pessoas.

Consumir um pacote de 10 unidades equivale a viver três horas e 40 minutos menos, enquanto que um cartão completo resta um dia e meio de vida do fumador.

Sempre tem se dito que o tabaco é nocivo para a saúde, que pode produzir câncer e que a longo prazo encurta a vida das pessoas. Um novo estudo realizado por um grupo de cientistas da Universidade de Bristol na Inglaterra, da mais precisão a estas advertências ao calcular que cada vez que um homem fuma um cigarro esta encurtando sua vida em 11 minutos. Como se fosse pouco, o estudo publicado pela revista cientifica British Medical Journal, afirma que os adictos ao tabaco diminuem em 6,5 anos sua esperança de vida por culpa dos cigarros.

De qualquer forma, este ultimo calculo rege unicamente para pessoas do sexo masculino que começaram a fumar aos 17 anos e não pararam até os 71.

O investigador inglês Richard Mitchell explica que estimaram que se um homem fuma como media 5.722 cigarros anuais a partir dos 17 anos de idade, e não deixa de faze-lo até os 71, haverá consumido um total de 311.688 cigarros em toda a sua vida.


Pesquisa dos dados

O doutor observou durante 4 décadas - começando em 1951 a mais de 34 mil médicos ingleses do sexo masculino. Todos eram maiores de 40 anos sendo alguns fumadores e outros não. Dentro dos resultados, Doll descobriu que a porcentagem de mortes de aqueles que fumavam era 3 vezes maior em homens entre 45 e 64 anos e o dobro para os que tinham entre 65 e 84 anos, em comparação com os não fumantes. É que os efeitos nocivos do tabaco vão além do câncer de pulmão. Os fumadores habituais tem mais possibilidades de apresentar sintomas de deterioro intelectual, como perda de memória, linguagem e capacidade de aprendizagem. Além disto triplica as possibilidades de dano cerebral e um fator de risco para as doenças cardiovasculares, entre outros numerosos males.


Jogos Matemáticos

Entenda o caminho seguido pelos investigadores ingleses para chegar a estabelecer que cada cigarro resta, em media, 11 minutos de vida a uma pessoa.

Primeiro calcularam que os 6,5 anos de diminui a expectativa de vida equivalem a 2.374 dias ou 56.976 horas ou a 3.418.560 minutos. Logo determinaram que o consumo de 5.772 cigarros ao ano multiplicado por 54 anos desde os 17 até os 71 dão como resultado 311.688 cigarros ao longo de toda a vida. Finalmente dividiram os 3.418.560 minutos perdidos pelos 311.688 cigarros fumados. Esta operação entrega a cifra de que perdem 11 minutos de vida por cada cigarro consumido.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Fique de olho com a FADIGA...





Gerenciamento de fadiga deve ser implementado para evitar acidentes


Como mencionam o Parliamentary Of­fi­ce of Science and Technology e a IMO (International Maritime Organization), o erro humano é uma das principais causas de acidentes em qualquer ambiente de tra­balho. Muitos dos grandes acidentes estão relacionados a fatores humanos. En­tre eles destacam-se o ­grande vazamento de produtos tóxicos em Bho­pal, o desastre no estádio de futebol de Hillsborough, a colisão entre locomotivas em Padding­ton e Southall, os vazamentos de radioati­vidade em Chernobyl e Three-Mile Island, o vazamento do Exxo Valdez, o desastre do ônibus espacial Chal­lenger. Por outro lado, a HSE (Health and Safety Execu­ti­ve) diz que uma pessoa bem preparada intelectual, mental e fisicamente pode recuperar fases iniciais de um acidente e interromper a cadeia de eventos e, portanto, ser uma peça chave para evitar aciden­tes, mesmo que haja falha de um equipamento.
A falha humana está relacionada a vá­rios fatores e a fadiga é um deles. Ela contribui para que o trabalhador perca a habi­lidade momentânea para interromper a ca­deia de eventos de um acidente, transformando algo que poderia ser apenas um pequeno desvio num acidente de grandes proporções. Porém, a maioria dos aci­den­tes causados por erro humano é proveniente de erros não intencionais. Esses erros podem ser motivados por desli­zes, lap­sos ou enganos. A HSE salienta que os deslizes e os lapsos ocorrem em tarefas já conhecidas e surgem por omissão de algum ato tal como esquecer de realizar al­go, por exemplo, não calibrar, testar ou fazer alguma manutenção. Já os enganos estão ligados a erros de julgamento e tomadas de decisão; neste caso, toma-se uma ação errada pensando está correta.Para reduzir a possibilidade de ocorrerem esses tipos de erros, deve-se investir em treinamentos e efetuar simulações para garantir a fixação da aprendizagem. Todavia, ocorrem situações em que o trabalhador está comprovadamente treinado, porém, comete erros que causam acidentes graves. Nesses casos, a fadiga é a causa principal dos acidentes, pois reduz temporariamente a habilidade mental e física do trabalhador tornando ineficazes os seus conhecimentos obtidos nos treina­mentos.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

FISPQ - FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS

Saiba mais sobre FISPQ.
É um documento normalizado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) conforme norma, ABNT-NBR 14725. Este documento, denominado “Ficha com dados de Segurança” segundo Decreto nº 2.657 de 03/07/1998 (promulga a Convenção no 170 da Organização Internacional do Trabalho-OIT), deve ser recebido pelos empregadores que utilizem produtos químicos, tornando-se um documento obrigatório para a comercialização destes produtos.
A FISPQ fornece informações sobre vários aspectos dos produtos químicos (substâncias e misturas) quanto à proteção, à segurança, à saúde e ao meio ambiente; transmitindo desta maneira, conhecimentos sobre produtos químicos, recomendações sobre medidas de proteção e ações em situação de emergência.
Este documento é dividido em 16 Seções.
A FISPQ é um instrumento de comunicação dos perigos relacionados aos produtos químicos, o documento não leva em conta todas as situações que possam ocorrer em um ambiente de trabalho, constituindo apenas parte da informação necessária para a elaboração de um programa de saúde, segurança e meio ambiente.
MSDS/SDS (Material Safety Data Sheet) são as siglas mundialmente conhecidas referentes a este documento, o qual é apresentado pelo modelo estabelecido pela ISO 11014.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Analise de Risco

RECIPIENTES DE SEGURANÇA



Um homem foi morto quando uma lata de gasolina explodiu em suas mãos. Ele estava jogando gasolina numa fogueira de lixo no seu quintal quando, subitamente, tornou-se uma tocha humana.

Esta pode ser uma velha história, mas acidentes desta natureza continuam a fazer manchetes sempre. Nunca coloque, espalhe ou arremesse líquidos inflamáveis em fogueiras, lareiras ou churrasqueiras acesas. Vocês nem imaginam a força explosiva em potencial de até mesmo pequenas quantidades deste líquido volátil. Os desvios de segurança nos casos de recipientes vazando é sempre encontrada nos relatórios de acidentes. “O líquido de inflamáveis não estava num recipiente de segurança aprovado”.

O que é um recipiente de segurança aprovado? E porque não explodiria como outro qualquer? Um recipiente de segurança para líquidos inflamáveis possui detectores de chama em suas aberturas de enchimento e saída.

Se o recipiente tiver apenas uma abertura, deve ser protegido por tela. Na realidade a tela impede que chamas fora do recipiente penetrem dentro dele, incendiando os vapores internos. Ela dissipa o calor sobre a superfície defletora (tela) a uma temperatura abaixo do ponto de ignição dos vapores internos. A chama não pode passar através da tela.

Num recipiente que não seja de segurança, não há nada que impeça a chama de entrar no recipiente. Se a proporção da mistura ar-vapor estiver na faixa do líquido inflamável contido, o recipiente pode explodir se os vapores forem incendiados.
Um outro aspecto do recipiente de segurança é uma tampa de alívio de pressão não removível e articulada, que impede o recipiente de romper devido à exposição ao fogo ou calor extremo.

A tampa com tela num recipiente que não seja de segurança não é capaz de aliviar a pressão dentro dele e pode derramar, se operador se esquecer de recolocá-la.
Toda vítima de fogo sobre a qual tenho lido poderia ter sido salva - mesmo aquelas que tenham cometido algum ato inseguro - se o líquido estivesse armazenado num recipiente de segurança.

Verifique a estocagem de líquidos inflamáveis em suas casas. Se os recipientes estiverem marcados com a palavra “inflamável”, lembre-se de algumas coisas que você aprendeu hoje.

O homem faz o clima. E faz mal



A ação humana está alterando o ritmo natural das mudanças do clima. E leva os cientistas a fazerem projeções alarmantes sobre o futuro do planeta

A interferência do homem pode acelerar em milhares de anos os processos naturais de mudanças climáticas e trazer graves conseqüências à vida na Terra. Se nada for feito para, por exemplo, diminuir a emissão de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, daqui a um século poderemos viver num ambiente de catástrofe. Essa é a principal conclusão dos relatórios do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change, ou Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima), grupo de mais de 3 000 cientistas que, desde 1991, vem publicando documentos conclusivos sobre o tema (leia no quadro ao lado). “Há fatores que afetam naturalmente o clima”, diz o engenheiro agrônomo Marcelo Rocha, pesquisador da Universidade de São Paulo (USP). “Quanto a eles, a dinâmica do planeta, bem como todas as formas de vida, têm condições de se adaptar. O problema é que a interferência do homem em diversos aspectos da natureza está acelerando esse processo de tal forma que a Terra como um todo não consegue acompanhar.” Fenômenos como a elevação da taxa de emissões de CO2 na atmosfera, que levariam milhares de anos para ocorrer naturalmente de forma significativa, com a mão do ser humano podem atingir picos incontroláveis em poucas décadas, sem que a vida na Terra consiga se adaptar.

O consumo desenfreado e a explosão demográfica têm sido fatores de forte influência entre as atividades humanas que podem gerar graves mudanças climáticas. Se a temperatura não parar de subir, daqui a cerca de 100 anos poderemos ter grandes mudanças na ocorrência de fenômenos como tormentas e furacões. A elevação do nível dos oceanos, conseqüência do aquecimento global, pode levar ao desaparecimento, em menos de um século, de pequenos países de topografia baixa, como as ilhas da Polinésia. O mar pode invadir parte de grandes cidades litorâneas, como o Rio de Janeiro, e se misturar com fontes de água potável, como os rios que nele deságuam, salinizando-as. Águas provenientes do derretimento dos picos das montanhas geladas poderão invadir vales e cidades em seu entorno. Espécies mais sensíveis correm o risco de extinção, causando desequilíbrio nos ecossistemas e nas cadeias alimentares. A ampliação de áreas com temperaturas mais altas pode levar também ao crescimento de regiões expostas a doenças tropicais, como a malária, exigindo investimentos bem maiores em saúde.

O cenário de catástrofe está desenhado. Resta ao homem fazer alguma coisa para evitar a concretização dessas profecias.


O impacto da descoberta

As mudanças climáticas ocorrem pela ação de dois agentes: o homem e a natureza. O primeiro tem tido influência muito maior. Os estudos do IPCC podem embasar os planos de redução do impacto da ação humana

Sustentáculo

Relatórios serviram de basepara o Protocolo de Kioto

A relevância dos estudos sobre mudanças climáticas para projeções sobre o futuro do planeta levou, em 1988, os integrantes do Fórum Mundial de Mudanças Climáticas a tentar reunir tudo o que se publicava sobre o assunto. A idéia foi criar um grupo de cientistas que preparasse relatórios conclusivos para alertar governos e entidades, embasando cientificamente políticas públicas que visem minimizar o impacto das mudanças climáticas.

Assim nasceu o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima, em português). Com três relatórios, lançados a cada cinco anos desde 1991, o IPCC possibilitou uma visão ampla do que pode ou não acontecer à Terra no futuro. Esses documentos serviram de base para a elaboração de importantes políticas públicas, como o Protocolo de Kioto, acordo internacional de proteção ao meio ambiente, firmado em 1997 por 36 países industrializados. Apontar o homem como o maior vilão de muita coisa ruim que pode ocorrer no planeta nos próximos 100 anos vem causando bastante incômodo à classe política. Juntar periodicamente os principais estudos e tirar um documento conclusivo tem sido fundamental para que as pessoas com poder de decisão tenham acesso a um quadro multidisciplinar de como poderá ser o mundo dos nossos netos, se algo não for feito com urgência.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Seg. Trabalho - NR-34 deverá entrar em vigor em 2010



Nove procedimentos da NR 34 são aprovados

BRASILIA(DF) - A Comissão Tripartite de Trabalho Decente, composta pelo Sindicato Nacional da Indústria da Construção Naval e Offshore (Sinaval), pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), através da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM), e pelo Ministério do Trabalho, conseguiu a aprovação da Norma Regulamentadora 34 (NR 34), que descreve nove procedimentos de trabalhos executados em estaleiros. Há dois anos, a Comissão trabalha para elaborar diretrizes para a promoção da saúde na construção naval.

As nove normas foram aprovadas pela Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP), vinculada ao Ministério do Trabalho, e dizem respeito ao trabalho a quente; montagem e desmontagem de andaimes; pintura; jateamento e hidrojateamento; movimentação de cargas; instalações elétricas provisórias; trabalhos em altura; utilização de radionuclídeos e gamagrafia; e máquinas portáteis rotativas.

Além das normas, foram aprovados também dez books fotográficos para treinamento e sistematização, sendo um deles direcionado especificamente para trabalhos em espaços confinados. Segundo Marcelo Carvalho, coordenador da equipe técnica da Comissão Tripartite de Trabalho Decente, foi decidido por consenso que a NR 33, para trabalhos confinados, continuará valendo.

A aprovação da norma, no entanto, não significa que a obrigatoriedade dos nove procedimentos já está em curso. O texto básico da NR 34 será publicado em março e, em seguida, haverá uma consulta pública. Carvalho explicou, no entanto, que a consulta pública não poderá alterar o significado do texto das normas, até porque elas já estão aprovadas. A ideia é solucionar possíveis ambiguidades no texto, deixando-o mais claro e enxuto.

O coordenador da equipe técnica acredita que, em maio, será concedida a aprovação definitiva, e a NR 34 entrará em operação em todo o país.


Fonte: Portos e Navios

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