sábado, 30 de janeiro de 2010

Como se despolui um rio?



Existem diversas maneiras, mas, infelizmente, todas são caras e só funcionam a longo prazo. A despoluição do Tâmisa, na Inglaterra, por exemplo, levou 150 anos. A limpeza do Reno, que nasce na Suíça e deságua no mar do Norte, custou 20 anos de trabalho. “E, mesmo assim, comparar a despoluição desses rios com a do Tietê, em São Paulo, não é o mais correto”, explica Hebert Andrade, analista ambiental. Tanto o Tâmisa quanto o Reno deságuam no mar. Uma vez interrompido o lançamento de dejetos, a natureza cuida do resto. O Sena, na França, também facilitou o trabalho da equipe de limpeza. O rio tem mais água e profundidade que o Tietê, o que também ajuda no processo. Ao rio paulistano sobra a solução mais complexa: uso de máquinas pesadas (dragagem), coleta eficiente de esgoto e conscientização da população para evitar que a sujeira seja jogada na rua e acabe indo parar no rio.

Os primeiros passos para a limpeza do Tietê estão sendo dados pelo governo do estado de São Paulo desde 1992. A idéia era que o rio estivesse completamente limpo e navegável em 2010, mas, mesmo com a parafernália funcionando a todo vapor, os ambientalistas acham a previsão exageradamente otimista. Para eles, o mais provável é que o rio só esteja totalmente recuperado lá por 2015.

Como saber se um papel é mesmo reciclado?



Só olhando, não há como saber. Isso porque muitos dos papéis que têm aquela cor parda cheia de fiapinhos pouco ou nada têm de reciclados. Segundo a Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), papel reciclado é aquele feito somente com fibras secundárias, ou seja, que já foram utilizadas pelo menos uma vez.

Acontece que a fibra mais importante para a fabricação do papel, a celulose, vai enfraquecendo cada vez que é reutilizada, diminuindo de tamanho e perdendo a qualidade. Por isso, algumas empresas a misturam com a fibra virgem, aquela que nunca foi usada, precisando cortar novas árvores para produzir o material reciclado e manter as características do produto. Então, todo o processo que seria poupado na produção do reciclado (corte de eucalipto, processo químico para separação das fibras da madeira, gasto de água e energia e liberação do CO2) volta a ser necessário para conseguir a celulose novinha em folha.

“Fazer papel é uma receita de bolo”, afirma Maria Luiza Otero, responsável pelo laboratório de papel do Instituto de Pesquisas Tecnológicas da USP. “Não dá para saber se o papel que recolhemos da rua tem as fibras de origem primária ou secundária”, completa. Por isso, as empresas aproveitam suas sobras e as jogam no processo. As empresas se defendem dizendo que a introdução de fibras virgens é ecológica porque ajuda a fazer do papel reciclado um produto com qualidade e apelo no mercado. O Brasil recicla cerca de 3,5 milhões de toneladas por ano (quase metade da sua produção de papel), mas muita coisa ainda vai para o lixo. O papel que acabar em um aterro, durante sua decomposição, solta o gás metano, que se perde na atmosfera e contribui para o efeito estufa.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Maneira de resgate em prédio de Israel.

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EMPILHADEIRAS - AS MULAS DE CARGA DO TRABALHO.



As empilhadeiras, verdadeiras mulas de carga da indústria, estão se tomando rapidamente bestas perigosas.
Anualmente, milhares de ferimentos com afastamento estão relacionados com as empilhadeiras. Desde quem foram introduzidas nos locais de trabalho elas são responsáveis pelo aumento do índice de acidentes tirais de 400%. O aumento alarmante de operação insegura de empilhadeiras foi relatado num estudo recente. Eis aqui algumas das conclusões desse estudo:
- Mais da metade - 52% - dos fermentos no período estudado envolveu empilhadeiras móveis, 19% envolveram empilhadeiras sendo operadas em veículos estacionados e em 19% dos casos a empilhadeira estava parada;
- Quase a metade - 45% - dos ferimentos foram sofridos por empregados trabalhando ou caminhando em áreas onde as empilhadeiras estavam sendo operadas;
- Cerca de 15% dos ferimentos foram causados em trabalhadores regularmente designados para tarefas próximas das empilhadeiras;
- Os ferimentos mais típicos - 22% - envolviam escoriações e contusões nas pernas, pés;
- Esmagamentos foram os ferimentos mais comuns associados com elevação ou abaixamento dos garfos das empilhadeiras;
- Os acidentes fatais que houveram, foram provocados principalmente por quedas de cargas, tombamento.

A maior parte destes acidentes poderia ter sido evitada se as regras de segurança abaixo fossem seguidas:
- Não levante a carga com a empilhadeira em movimento;
- Não transporte a carga com o garfo totalmente levantado;
- Dirija cuidadosamente e lentamente nas esquinas e sinalize com a buzina nos cruzamentos;
- Verifique se as plataformas usadas para acesso a caminhões ou vagões tem a largura e a resistência necessárias para suportar a empilhadeira;
- Evite paradas súbitas;
- Não transporte passageiros de carona;
- Observe os espaços acima e o giro da extremidade traseira;
- Para melhor visão, dê ré ao transportar cargas grandes, mas fique virado para a direção do deslocamento;
- Transporte carga somente em conformidade com a capacidade nominal da empilhadeira;
Levante a carga com o mastro vertical ou ligeiramente inclinado para trás;
- Não transporte cargas ou pilhas instáveis. Certifique que as cargas estejam posicionadas uniformemente nos garfos e observe o equilíbrio adequado;
- Abaixe as cargas lentamente e abaixe o suporte de carga totalmente quando a empilhadeira for estacionada.

A operação segura das empilhadeiras pode torná-las as verdadeiras mulas de cargas confiáveis, ao invés de bestas perigosas no seu local de trabalho.

Fim do Ato Inseguro

Através da Portaria n° 84/09, o Ministério do Trabalho corrigiu um antigo erro. A expressão "ato inseguro", contida na alínea "b" do item 1.7 da NR 1, foi retirada da regulamentação, assim como os demais subitens que atribuíam ao trabalhador a culpa

pelo acidente de trabalho. O novo texto esclarece a possibilidade da divulgação de ordens de serviço sobre Segurança e Saúde por meios alternativos como, por exemplo, cartazes, comunicados e meios eletrônicos.

Na opinião do médico do Trabalho e especialista em análise de acidentes do trabalho, IIdeberto Muniz de Almeida, a aprovação desta alteração representa a desconstrução das práticas de atribuição de culpa às vítimas de acidentes. "Não se trata apenas de uma mudança restrita aos instrumentos legais. Isso significa que o MTE retomou seu trabalho de incentivo à prevenção de acidentes, incluindo novas propostas de formação e de atualização de seus auditores fiscais", considera Almeida.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Justiça dá liminar contra regra trabalhista: Empresas desaprovam as novas regras do governo que buscam punir quem não investe em segurança no trabalho

O Multiplicador a ser aplicado em contribuição de seguro contra acidente de trabalho elevará arrecadação em R$ 5 bilhões, estima a CNI . Empresas e entidades de setores patronais, como o Sinditêxtil (sindicato paulista da indústria têxtil), começam a obter liminares da Justiça para escapar das novas regras para o cálculo da contribuição ao RAT (Riscos Ambientais do Trabalho) -antigo Seguro Acidentes do Trabalho-, que passaram a vigorar a partir deste mês.

Essa contribuição incide sobre a folha de pagamento e é cobrada de cerca de 1 milhão de empresas em todo o país. Estimativa do Ministério da Previdência é de uma arrecadação de R$ 8,1 bilhões com essa contribuição no ano passado e de uma despesa de R$ 14,2 bilhões.

Com o objetivo de premiar as empresas que investem na segurança do trabalho e de punir as menos preocupadas com prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, o Conselho Nacional de Previdência Social criou o FAP (Fator Acidentário de Prevenção), um multiplicador, que varia de 0,5 a 2, para ser aplicado sobre alíquotas de 1%, 2% e 3% da contribuição ao RAT incidente sobre a folha de salários das empresas.

Essas alíquotas de 1%, 2% e 3% são estabelecidas a setores, considerando o risco que oferecem aos trabalhadores. E o FAP -criado pela lei 10.666 de 2003 e regulamentado por decretos, portarias e resoluções- é determinado a cada empresa e varia de acordo com os registros de doenças, acidentes e mortes no ambiente de trabalho.

Projel Engenharia Especializada Ltda, Fresenius Hemocare Brasil Ltda (produtos médicos e hospitalares), Coats Corrente Ltda (têxtil) e Caliendo Metalurgia e Gravações Ltda. são exemplos de empresas que obtiveram liminares da Justiça para não adotar o FAP.

O Sinditêxtil obteve liminar em favor de 108 empresas associadas durante plantão judiciário em dezembro e espera a confirmação. A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) também entrou com pedido de liminar na Justiça e aguarda decisão.

Para empresas e entidades que foram à Justiça, não ficou transparente como o ministério definiu os setores que pagam 1%, 2% e 3% de contribuição ao RAT e como estabeleceu o multiplicador a ser aplicado a cada empresa.

O ministério não teria divulgado o ranking de setores que oferecem mais e menos riscos aos empregados, o que, para elas, é outra falha."Essas novas regras têm problemas.

A maioria das entidades passou a pagar alíquota maior sem saber a razão. A Fiesp pagava alíquota de 1% e agora pagará 3%. A federação já recorreu à Justiça contra o RAT e o FAP", diz Hélcio Honda, diretor titular do Departamento Jurídico da Fiesp.

A liminar favorável à Projel foi concedida pelo juiz federal José Henrique Prescendo, da 22ª Vara Federal de São Paulo."A alíquota determinada para o setor da Projel é de 3%, e o FAP, de 1,64, o que significa que a contribuição da empresa, que era de 3%, passou para quase 5% sobre a folha de pagamento.

A empresa, no entanto, só registrou dois afastamentos por doença de trabalho e nenhum acidente no período considerado (abril de 2007 a dezembro de 2008). A ideia do FAP é boa, só que ninguém sabe como são feitos os cálculos", diz Juliano Di Pietro, advogado da Projel.

A liminar favorável à Fresenius Hemocare foi concedida pelo juiz federal substituto Douglas Camarinha Gonzales, da 7ª Vara Federal de São Paulo; a da Coats, pelo juiz federal João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Federal de São Paulo.

Emerson Casali, gerente executivo de Relações do Trabalho da CNI (Confederação Nacional da Indústria), diz que a confederação é favorável à filosofia de premiar quem investe em saúde e segurança no trabalho e de onerar quem não investe.

"Só que, na prática, as novas regras não foram nessa direção. O RAT aumentou para dois terços dos setores, até para as empresas que não têm registro de acidente de trabalho. Foi criada uma fórmula para reduzir o desconto para quem não registrou acidente", afirma.

A CNI estima aumento de R$ 5 bilhões na arrecadação com a contribuição ao seguro acidente neste ano com as novas regras. "A arrecadação deve chegar a R$ 13 bilhões neste ano, sendo que o governo disse que não iria elevar encargos das empresas com as mudanças."

Fiscalização na Construção Civil beneficia um milhão de trabalhadores



Brasília/DF - Os Auditores Fiscais do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) realizaram, em todo o Brasil, entre 2003 e 2009, 174.333 ações fiscais no setor de Construção Civil. O número corresponde a 17% do total das ações promovidas na área de Segurança e Saúde do Trabalho no período.De acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2008, as empresas de construção de edifícios mantêm em atividade cerca de 750 mil empregados formais em todo o país. Somados aos outros grupos que também estão incluídos no segmento denominado Construção Civil, chegam a mais de um milhão de trabalhadores, dos quais 391.653 em empresas com mais de 100 empregados. Neste total não estão incluídos os trabalhadores da indústria da construção pesada.Entre os resultados das ações, foram regularizados, em todo o Brasil, 1.305.284 itens de cumprimento obrigatório de Segurança e Saúde. Esses itens são os indicados nas Normas Regulamentadoras (NR) de segurança e saúde editadas pelo MTE e de cumprimento obrigatório por parte das empresas. Também foram utilizadas, como medidas de prevenção, em situações de grave e iminente risco para o trabalhador, um total de 14.997 embargos e interdições no período. Além disso, foram lavrados 42.784 autos de infração.Nesse período, ainda foram realizadas análises técnicas detalhadas em 1.843 acidentes graves e fatais. Os resultados dessas análises, além de servirem como diagnóstico e subsídios para a fiscalização, são disponibilizados para as Procuradorias do INSS como um dos fundamentos para a promoção de ações regressivas, nos casos de caracterização de culpa do empregador.A atuação da fiscalização no setor da Construção Civil tem sido uma das prioridades da Secretaria de Inspeção do Trabalho, por meio de seu Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho, e das Superintendências Regionais.
Isso ocorre tanto pela expressiva participação do setor na economia, quanto pelo número de trabalhadores envolvidos, mas também pela significativa taxa de acidentes de trabalho, que demanda atuação preventiva e repressiva constantes.EstadosOs estados com maior número de ações na Construção Civil foram São Paulo (30.946), Minas Gerais (25.002), Rio de Janeiro (15.669) e Pernambuco (10.689), representando 47,2% do total das fiscalizações de 2003 a 2009. No Distrito Federal e nos estados do Ceará, Paraíba e Rio de Janeiro, as ações fiscais nesse setor representaram mais de 30% das fiscalizações de segurança e saúde do trabalho.Em relação à regularização de itens de cumprimento obrigatório, o destaque fica novamente com São Paulo, com 24.117 itens regularizados somente em 2009.
O estado é seguido por Minas Gerais, com 20.969, Rio de Janeiro, com 14.341, e Pernambuco, 9.845, apenas no último ano. No que se refere aos embargos e interdições realizados desde 2003, Paraíba, Pará, Pernambuco e Rio Grande do Sul, representaram 52% do total do país. Já em relação aos autos de infração lavrados, metade foram em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, estados com maior número de ações no setor.
Fonte: Assessoria de Imprensa do MTE/2010

Acidente do Trabalho

Fiscais vistoriam prédio onde jovem sofreu acidente em Joinville
Data: 22/01/2010 / Fonte: Diário Catarinense
Joinville/SC - Fiscais do Ministério do Trabalho e do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) estiveram na tarde do dia 22 de janeiro no prédio em construção na rua Porto União, bairro Anita Garibaldi, em Joinville. Na quinta-feira, um jovem que trabalhava na obra ficou gravemente ferido ao cair do sexto andar do prédio.Thiago Pereira de Jesus, 19 anos, esteve internado na UTI do Hospital Municipal São José. Ele perdeu o equilíbrio e caiu ao se abaixar para juntar uma espátula perto do beiral da construção. Segundo os socorristas dos bombeiros, Thiago não usava equipamentos de proteção. A empresa responsável pela obra informou que os equipamentos de segurança sempre estiveram à disposição dos operários. Na vistoria feita no dia 22, fiscais do Cerest apontaram problemas que podem colocar em risco a vida dos funcionários da obra. "Ficou claro que o operário não usava equipamento de proteção quando sofreu o acidente. É responsabilidade da empresa garantir que seus funcionários estejam protegidos. Além disso, encontramos falhas de proteção coletivas, como áreas em que não há guarda-corpos no beiral do prédio", afirma a fiscal Vânia de Souza.Segundo a assessoria da empresa responsável pelo prédio, as obras devem continuar normalmente nos próximos dias. O pai do operário acidentado, que também trabalhava na obra, foi liberado para esperar notícias do filho em casa. A decisão de embargar ou não a obra depende do relatório do Ministério do Trabalho. Dia 26.01.2010, rapaz continua internado em estado grave.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Bahia: comissão apura suspeita de radiação na água do município de Caetité.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da Organização das Nações Unidas (ONU) e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) farão uma auditoria desta segunda-feira até o dia 3 de fevereiro para verificar as instalações das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e a qualidade da água da região. O pedido de auditoria foi feito pela própria estatal, que é acusada de contaminar com radioatividade parte da água consumida pela população da cidade baiana de Caetité.

O consumo de água em três pontos da cidade foi proibido após notificação do Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá) um órgão, uma autarquia da Secretaria do Meio Ambiente do Estado da Bahia, apontando índices de radioatividade superiores ao permitido pelo Ministério da Saúde.

Dois pontos estão localizados na sede da INB. O terceiro, um poço utilizado para abastecimento de 15 famílias, fica na prefeitura do povoado Barreiro, zona rural de Caetité.

Uma nota da INB afirma que pode ocorrer aumento das concentrações de urânio nas águas subterrâneas do município de Caetité, uma vez que existe uma grande reserva natural de urânio na região.

"Não é a primeira vez que esse tipo de denúncia é feito em Caetité. Em outras situações apresentaram inclusive dados falsos que não foram confirmados em análises posteriores", disse hoje o presidente do Cnen, Odair Dias Gonçalves, referindo-se a denúncias feitas em 2008.

No caso do poço de Barreiro, Gonçalves garante que "não há como a contaminação ter sido causada pela INB". Ele explica que o curso da água passa primeiro na localidade e, só depois, na empresa, a caminho do mar.

"Caetité é uma região uranífera. Com isso, naturalmente, pode vir a apresentar, em alguns pontos, traços de água com índices de radioatividade mais altos", afirmou. "Isso é perfeitamente normal."

Segundo ele, a população "não precisa se preocupar", porque a Cnem tem um programa usual de inspeção de postos. "De qualquer forma vamos medir novamente o índice de radioatividade desses pontos, mas sem partir do pressuposto de que os números (apresentados pelo Ingá) sejam verdadeiros", disse Gonçalves.

O Ingá informou que Caetité é o município que apresenta maior índice de câncer de todo o Estado da Bahia. Por meio da assessoria, o instituto disse não ter como afirmar, ainda, a origem da radiação, e que a ele cabe apenas notificar as autoridades de que a água não estaria própria para consumo.

Cuidados com o gás de cozinha.

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Mais Qualidade em EPIs.


MINISTÉRIO DO TRABALHO E INMETRO JUNTOS EM PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO DE EPI'S

O Ministério do Trabalho juntamente com o INMETRO estão juntos numa fase no que diz respeito a certificação dos EPI's comercializados no Brasil.Com o respaldo do Ministério do Trabalho, o órgão passa a fazer parte do processo para certificação dos EPI's e exigirá das empresas mudanças qualitativas para se adequarem a este novo método. O INMETRO estará atuando como um órgão certificador importante já que atestará a qualidade dos EPI's que estão sendo comercializados; atendendo desta forma uma solicitação antiga das empresas fabricantes frente a invasão de produtos com baixa qualidade, principalmente os Capacetes de Segurança que há anos são fabricados e comercializados por muitas empresas em material reciclado.
Dentro de um breve espaço de tempo, fabricantes e importadores de EPI's deverão estar de acordo com a nova certificação que requer implantação de um processo de Gestão de Qualidade através de pré-requisitos da norma ISO , auditorias anuais e OCPS ( órgão certificadores de produtos ). Para a primeira fase os CAPACETES DE SEGURANÇA são a primeira linha de produtos escolhida, mas gradativamente todas as linhas de EPI`S serão incluídas nesse novo método de certificação. Todas as empresas do mercado, Fabricantes ou Importadoras de Capacetes de Segurança devem estar de acordo com esse novo processo desde maio de 2009, incluindo SGQ, Auditorias e Certificação através do selo do INMETRO. Já que poderão ser proibidas de comercializarem seus produtos caso não estejam prontas e adequadas dentro dos prazos determinados pelo INMETRO. Para revendedores o prazo será até maio 2010 para regularizarem seus estoques e passarem a comercializar os Capacetes com selo do INMETRO.Os Capacetes certificados por este novo processo receberão o selo do INMETRO que deverá vir impresso e indelével no produto, assim como outras linhas de produtos que o órgão audita em todo o Brasil.

Para pesquisas de CA’s direto do site do M.T.E.:
http://www.mte.gov.br/sistemas/caepi/pesquisarCAInternetXSL.asp

Para EPIs na Agricultura vale a pena conferir esse site:
http://quepia.org.br/site/quemsomos.php

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Dados Da Inspeção em SST Realizado em 2009


clique na imagem para ampliar.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Minha Vida sem Plástico

Copinho descartável? Pasta de dentes? Garrafinha d'água? Esqueça - num mundo sem plástico, nada disso existiria.

Você já parou para pensar o quanto dependemos do plástico no dia a dia? A Equipe da Revista Super interessante já!! E é por essas e outras que a Camilla Costa, colaboradora da SUPER, passou uma semana desbravando um estranho mundo onde não há plástico. Nesse mundo, as escovas de dentes são de madeira, não existe xampu e o presunto é embalado em papel - nada de isopor! O desafio foi maior do que você imagina: os obstáculos foram muitos - e inesperados. Mas a Camilla sobreviveu à empreitada. Se você quer conferir as aventuras da repórter, assista ao minidocumentário Vida sem Plástico, que mostra os bastidores dessa aventura.



Depois de assistir, fica a pergunta: será que, afinal, somos tão dependentes do plástico como nosso estilo de vida sugere?

Matéria da Revista Super Interessante.

A dengue vai cair na rede.



De acordo com o Ministro da Saúde José Gomes Temporão, a dengue vai chegar na internet com tudo. No bom sentido. A campanha contra a dengue deve ganhar redes sociais, como Twitter e Orkut, para viralizar – sem trocadilho – os modos de combate e tratamento da doença. Além disso, notificações sobre novos casos e mortes deverão feitos pela web, em tempo real. Esse controle vai permitir ações mais rápidas do governo em caso de surto ou de surgimento de novos focos da doença.

Mundo vai ter recorde de calor em 2010.



Nem tudo são flores em 2010. De acordo com o Instituto de Meteorologia do governo britânico, o mundo pode atingir níveis recordes de temperatura nesse ano que vai nascer. A previsão do Met Office é que o mundo pode ficar 0,6ºC mais quente do que o normal, por conta do fenômeno El Niño e das interferências do homem no meio ambiente. De acordo com o instituto, tudo vai depender da força que o El Niño terá no começo do ano.

A previsão gerou polêmica durante a Conferência Mundial sobre o Clima, a COP-15, em Copenhague, e levantou discussões. De acordo com a Fundação de Políticas para o Aquecimento Global, outra instituição britânica, novos debates sobre o clima devem ser estimulados ao longo do ano.

Anvisa recorre de liminar que libera câmaras de bronzeamento.



A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recorreu ontem (14) da liminar que autoriza os afiliados à Abba (Associação Brasileira de Bronzeamento Artificial) a operarem câmaras de bronzeamento artificial, que estavam proibidas em todo o Brasil desde 11 de novembro do ano passado.

A entidade representa cerca de 300 clínicas, fabricantes e importadores de equipamentos. Mesmo com a liberação, muitos estabelecimentos mantiveram os aparelhos desligados.

Dirceu Barbano, diretor da Anvisa, afirmou que a agência pretende manter a proibição e que o órgão já conseguiu derrubar outras quatro liminares no mesmo sentido.

A decisão de proibir as câmaras de bronzeamento que emitem radiação ultravioleta se baseou em um estudo divulgado pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Em julho do ano passado, a Iarc (Agência Internacional para Pesquisa do Câncer), vinculada à OMS, alertou para o aumento do risco de câncer devido à utilização do equipamento, que passou de "causa provável" para "causa concreta" de tumores de pele. Especialistas internacionais concluíram que o risco é elevado em cerca de 75% quando se utiliza a câmara de bronzeamento antes dos 30 anos.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Pesquisa avalia danos e custos de acidentes do trabalho.



Brasília/DF - O Ministério da Saúde investe em ações para identificar e prevenir acidentes e doenças relacionados ao trabalho. Estão sendo divulgados dados da pesquisa Acidentes de trabalho: custos previdenciários e dias de trabalho perdidos, patrocinada pelo Ministério e realizada pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), que traça um perfil das causas de acidentes e doenças no estado e aponta os prejuízos. Estudos como este podem ajudar no desenvolvimento de políticas para prevenir acidentes e doenças ocupacionais.

O governo pretende utilizar o resultado desse e de outros estudos para sensibilizar as empresas a adotarem medidas efetivas contra os acidentes, que afetam bastante a produtividade. "Se um trabalhador adoece ou sofre um acidente, o empresário arca com as despesas dessa baixa nos 15 primeiros dias. Também terá que treinar e pagar outro funcionário para ocupar o lugar da vítima. Com isso, aumentam os custos da empresa", avalia Graça Hoefel, assessora técnica da Área Técnica de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde.

Graça credita enorme importância à pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal da Bahia. "Sabemos que é grave a realidade dos acidentes de trabalho, mas não existem muitos estudos sobre o assunto", afirma. Ela conta que o Ministério também apóia pesquisas em outros estados para aprofundar os conhecimentos e discussões a respeito do tema. "Uma pesquisa como essa da Bahia nos dá subsídios para que possamos pensar em políticas públicas para evitar acidentes de trabalho".

A pesquisa foi concebida pela equipe do Programa Integrado em Saúde Ambiental e do Trabalhador do Instituto de Saúde Coletiva da Ufba, entre 2002 e 2004, com base nos acidentes e doenças de trabalho registrados na Bahia em 2000. Naquele ano, a Previdência concedeu 31 mil benefícios no estado. A pesquisa mostra um dado preocupante: 62,8% de todos os problemas de saúde ocupacionais que provocaram afastamento de funcionários se relacionaram a acidentes de trabalho. Do total de benefícios concedidos, 7,3% destinaram-se a cobrir danos desse tipo de acidente.
Segundo as constatações dos pesquisadores, os acidentes em 2000, na Bahia, trouxeram um gasto de R$ 8,5 milhões e significaram mais de 500 mil dias de trabalho perdidos. "Na verdade, esses custos são maiores, pois o resultado que verificamos não contempla os gastos das empresas e dos trabalhadores por conta dos acidentes, sem contar, é claro, com o sofrimento das vítimas", afirma a pesquisadora Vilma Sousa Santana, coordenadora do estudo.

Ela acredita que identificar os custos dos acidentes, como faz a pesquisa, é essencial para sensibilizar os empresários na prevenção do problema. "Muitas vezes os empresários não têm informação sobre o papel de medidas que evitam os acidentes e até existe uma mentalidade de que aquela tragédia é inerente à profissão", observa.
Ambiente

Na opinião da pesquisadora Vilma Sousa Santana, que coordenou o estudo, deve-se lembrar que, como os acidentes de trabalho resultam de intervenções do homem no ambiente, podem ser evitados. "Se um tipo de mesa ou um teclado de computador são capazes de causar danos à saúde de seus usuários, eles precisam passar por uma adaptação para solucionar o problema", exemplifica Vilma.

A pesquisa foi dividida por setores do mercado de trabalho formal. Levando-se em conta os problemas de saúde ocupacional, a participação dos acidentes de trabalho foi maior nos setores de transformação (66%); agricultura, pecuária, silvicultura, pesca e indústrias extrativistas (67,2%); construção, eletricidade e gás (75,3%) e transporte, correio e telecomunicações (77,4%). "No setor primário, como a agricultura, verificamos que há muitos acidentes com instrumentos cortantes, ataques de animais peçonhentos como cobras e envenenamento por agrotóxicos", cita Vilma. Em outros setores, sabe-se que é grande a participação de acidentes de trânsito envolvendo os trabalhadores.

No que se refere às aposentadorias por invalidez, elas foram concedidas na maioria aos setores de construção, eletricidade e gás (11%), comércio e transformação (7%) e intermediação financeira, atividades imobiliárias, aluguel, serviços prestados e administração pública (7%). Já as pensões por morte por acidente de trabalho tiveram as maiores participações nos setores de construção, eletricidade e gás (18,4%) e comércio, alojamento e alimentação (15,6%).

Notificação

No Brasil ocorrem cerca de 500 mil acidentes de trabalho por ano. Os dados da Previdência Social já assustam, mas o governo federal estima que este número pode até triplicar e não considera os trabalhadores do mercado informal, aqueles que não têm carteira assinada. Mesmo dentro do setor formal, há dificuldade em notificar acidentes ou doenças. Só quando o trabalhador precisa ficar mais de 15 dias de licença e recorre ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é que a Previdência recebe a informação do acidente ou doença. "Mesmo que os acidentes não notificados não sejam tão graves, se acontecem com muita freqüência, há um indicativo de que existe algo errado", assinala Graça Hoefel.

Para o Ministério da Saúde, investir em estudos que apontem o perfil dos acidentes e na notificação dos casos contribuirá para a criação e o desenvolvimento de políticas para lidar com o problema. Desde 2000, o Ministério articula a Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast), que reúne 150 Centros de Referência em Saúde do Trabalhador.

Os centros promovem ações para melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida do trabalhador por meio da prevenção e da vigilância. Os centros se encarregam de atender empresas que querem implementar em seus quadros políticas para prevenção de acidentes. Essas unidades mantêm diálogo constante com sindicatos, empresas e serviços de saúde. "A Renast capilarizou a política de saúde do trabalhador e deu dinamismo às ações, por chegar até a ponta, ou seja, nas empresas, perto dos trabalhadores e dos empresários", elogia Vilma Sousa Santana.

Outro componente importante da Renast é a rede sentinela, formada por 500 serviços localizados dentro dos hospitais, principalmente nos serviços de pronto-socorro do Sistema Único de Saúde (SUS). Os profissionais das sentinelas têm como função notificar os casos atendidos de acidente do trabalho e participar do tratamento e da reabilitação do paciente. As informações são passadas para o Sistema de Informação de Notificação de Agravos (Sinan-Net). O Ministério da Saúde acredita que a ampliação da rede de sentinelas é essencial para que se notifiquem também os acidentes envolvendo os profissionais do mercado informal, que não têm carteira de trabalho assinada e não pagam a Previdência Social.

Desde 2004, a portaria 777 do Ministério da Saúde obriga os serviços de saúde a notificarem 11 agravos à saúde relacionados ao trabalho: acidentes de trabalho fatais; com mutilações; com exposição a material biológico; em crianças e adolescentes; dermatoses (problemas relacionados a alterações na pele) ocupacionais; intoxicações exógenas (por agrotóxicos, gases tóxicos e metais pesados); Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho (Dort); pneumoconioses (doenças decorrentes da inalação de poeiras); transtornos mentais e câncer relacionados ao trabalho.

Sugestão de numerária

Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostram que acontecem cerca de 5 milhões de acidentes de trabalho por ano no mundo inteiro. Cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial são gastos com as despesas relacionadas a doenças e acidentes de trabalho.

Fonte: Proteção

Bacharelado em segurança do trabalho - o que é isso?



Não faz muito tempo que foi criado o curso de Tecnólogo em Segurança do Trabalho e agora surge um novo Projeto de Lei 6179/09 de autoria do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que institui o o bacharelado em segurança do trabalho, com os títulos de bacharel e de agente superior.

O projeto inclui dispositivos na Lei 7410/85, que trata da profissão de técnico de segurança do trabalho e da especialização de engenheiros e arquitetos na área.
Ainda segundo o projeto, o objetivo é formar profissionais de nível superior com melhor qualificação do que a de técnico em segurança do trabalho, previsto na legislação trabalhista vigente.

O autor afirma: "é necessário formar um profissional de curso superior capaz de exercer atividades que se ajustem à nossa época, diante da complexidade das exigências sociais do mercado de trabalho". Ora, me digam quantos tecnólogos em segurança do trabalho (que também é um curso superior), estão trabalhando como tecnólogo e ganhando como tal? É óbvio que empresa nenhuma vai contratar um tecnólogo e, agora, um bacharel para cuidar da prevenção na sua empresa se ele pode contratar um técnico e se for o caso um engenheiro de segurança que atendem plenamente às suas expectativas em relação à prevenção de acidentes.

Se o deputado acha que os técnicos e engenheiros de segurança do trabalho não estão "aptos" para atender as legislações vigentes, então não será um bacharel que vai faze-lo.

Pelo que tenho visto, a grande maioria dos técnicos de segurança já possuem formação superior em alguma área ligada à segurança do trabalho. Então não vejo o porque de mais um curso superior na área. O que poderia existir e aí eu creio que todos os técnicos de segurança apoiariam, seria o curso de Engenharia de Segurança do Trabalho, onde os técnicos poderiam eliminar várias máterias facilitando, assim a sua formação.

Edicarlos Araújo

Justiça Federal libera câmara de bronzeamento artificial.



A Justiça Federal do Rio Grande do Sul liberou importação, aluguel, comercialização e uso de equipamentos para bronzeamento artificial, com finalidade estética no Brasil. A decisão suspende os efeitos da Resolução 56/09 da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que proibiu o produto alegando que a emissão de radiação ultravioleta causaria câncer, conforme previsto no estudo da IARC (Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer).

Foram beneficiadas todas as empresas que pertencem à Abba (Associação Brasileira de Bronzeamento Artificial) e suas filiadas.

De acordo com a liminar proferida pelo juiz federal substituto da 4ª Vara Cível de Porto Alegre, Jurandi Borges Pinheiro, a pesquisa apresentada como argumento pela Anvisa esbarra no “princípio da razoabilidade porque não informa o tempo de exposição necessário para o desenvolvimento da doença (câncer)”.

Sendo assim, no entendimento do magistrado, da forma como foi redigida a Resolução e a maneira como se pretende aplicá-la, sem especificações a respeito dos limites de tolerância, “é possível imaginar que chegará o dia em que a Anvisa proibirá que os seres humanos transitem sob a luz do sol, pois esse é - deveras - o maior elemento gerador de raios ultravioleta do meio”, ironizou.

Adotando os fundamentos da decisão proferida pelo juiz federal Altair Antonio Gregório, da 6ª Vara Federal, Pinheiro também considerou que, conforme ordenamento constitucional, “tal proibição somente poderia decorrer de lei em sentido estrito, da mesma forma em que ocorreu com a proibição de consumo de álcool ao volante”.

Dessa forma, prosseguiu na liminar, “estão presentes a verossimilhança do direito alegado e o perigo de dano irreparável ou de difícil reparação face ao impedimento da parte autora em dar continuidade à sua atividade econômica”, liberando a câmara de bronzeamento artificial.



Justiça concede liminar e libera bronzeamento artificial no Paraná.



O juiz Gilson Luiz Inácio, da 2ª Vara Federal de Londrina, concedeu liminar para a empresa Morinigo & Leitão liberando o uso de máquinas de bronzeamento artificial. A decisão vai contra norma da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que proibiu em todo o território nacional a utilização de equipamentos estéticos para bronzeamento artificial.

A Resolução 56 da Agência justifica-se pelo fato de que a exposição a raios ultravioletas aumenta o risco de doenças de pele.

Ao decidir, o magistrado considerou na decisão que a Anvisa "não se lastreou em critérios técnicos suficientemente sólidos e razoáveis para fundamentar a gravidade da medida". O teor da liminar inclui, ainda, a observação de que deveria haver especificações de limites temporais e de frequência à radiação proveniente dos equipamentos.

Assim, Inácio concedeu antecipação da tutela sob argumento de que a decisão da Anvisa foi “abrupta” e que a empresa autora da ação está arcando com prejuízos devido a paralisação do serviços. Ele ressaltou ainda que as máquinas bronzeamento artificial já existem há 50 anos.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Jovem morre em acidente de trabalho em Santa Maria

Leandro Santos Rodrigues, 19 anos, foi prensado entre dois ônibus no parque de manutenção da Planalto Transportes

O jovem Leandro Santos Rodrigues, 19 anos, morreu por volta das 9h desta quinta-feira em um acidente de trabalho no parque de manutenção da Planalto Transportes, na BR-158, em Santa Maria, na região central do Estado. Ele estava limpando um ônibus quando outro ônibus que chegava no local de lavagem o prensou. Rodrigues foi socorrido e levado para o Hospital Universitário de Santa Maria (Husm), mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Segundo o diretor administrativo da Planalto Transportes, Alexsandro Ribeiro, a empresa respeita todos os procedimentos de segurança do trabalho. Uma sindicância interna foi aberta para investigar o que teria provocado o acidente.

O corpo de Rodrigues ainda não foi liberado do Departamento Médico Legal (DML). Também não estão definidos os locais de velório e do enterro.

Mais informações sobre a classe de incêndio" K "

Risco de incêndio em cozinhas tem nova classificação (Classe K)

Incêndios que envolvem meios de cozinhar utilizando gordura animal, vegetal têm sido por muito tempo a principal causa de incêndios em cozinhas causando danos materiais, ou até mesmo vítimas fatais. Estes incêndios são muito especiais quanto à natureza. Testes recentes efetuados por UL (laboratórios de underwriters, Inc.) nos Estados Unidos e outras agências em outros países obtiveram novos resultados neste tipo especifico de risco de incêndio.




A evolução e alta eficiência dos equipamentos de cozinhas comerciais/industriais e o uso de óleos não saturados, aliados as altas temperaturas criaram riscos de incêndios mais severos determinando uma nova classificação de incêndio, que passamos a chamar de classe K.

A natureza especifica de incêndios que envolvem meios de cozinhar envolvendo equipamentos de cozinha industrial são diferentes na maior parte de outros incêndios. Nos Estados Unidos a nova classificação - classe K - foi reconhecida pela NFPA (National Fire Protection Association), através da norma NFPA 10, criada a partir de 1998.

Organizações compreenderam que estes incêndios não se parecem com os tradicionais incêndios em líquidos inflamáveis que envolvem a gasolina, o óleo lubrificante, solvente de pintura ou solvente em geral.

Os óleos de cozinha usados para fritura têm uma faixa ampla de temperaturas de auto ignição, que pode ocorrer em qualquer intervalo de 288°C a 385°C (o teste de laboratórios requer a auto ignição e/ou acima de 363°C). Para que esta auto-ignição possa ocorrer, a massa total de óleo, se medido em gramas em uma panela pequena ou até 52 kg em uma fritadeira industrial, deve ter sido aquecido além da temperatura de auto-ignição.

Depois que a auto ignição ocorreu o óleo mudará sua composição ligeiramente ao queimar-se. A sua nova temperatura de auto-igniçao pode ser tanto quanto 10°C mais baixo do que sua temperatura de auto-ignição original. Este incêndio será auto sustentado a menos que a massa inteira de óleo for refrigerada abaixo da nova temperatura de auto-ignição.

A extinção

Toda forma de cozinhar que utilize óleos de natureza animal ou vegetal, liquido ou sólido, contem gordura saturada. Quando um agente extintor de base alcalina (bicabornato de sódio ou bicabornato de potássio pós BC e agente úmido classe K) são aplicados à gorduras saturadas à altas temperaturas, ocorre uma reação chamada de “saponificação”. A reação forma uma espuma ‘ensaboada’ que abafa o fogo e contém os vapores inflamáveis e os combustíveis quentes.

Ambos os agentes (sendo de base alcalina) causam a mesma reação, mas o agente úmido classe K ao ser aplicado como uma nevoa fina tem a vantagem de resfriar o meio de cozimento e abaixar a temperatura, tornando-se mais eficiente. Pós a base de monofosfato de Amônia ( ABC) são ácidos por natureza e não saponificam quando aplicados a combustível de cozinha queimando. Podem inclusive ser contra-produtivos quando aplicados após o uso de agentes alcalinos, atrapalhando e removendo a camada saponificada e permitindo re-ignição.

Extintor classe K

Os extintores de agente úmido Classe K, contém uma solução especial de Acetato de Potássio, diluída em água, que quando acionado, é descarregada com um jato tipo neblina (pulverização) como em um sistema fixo. O fogo é extinto por resfriamento e pelo efeito asfixiante da espuma (saponificação). É dotado de um aplicador, que permite ao operador estar á uma distância segura da superfície em chamas, e não espalha o óleo quente ou gordura. A visão do operador não é obscurecida durante ou após a descarga. Ao considerar-se eficiência na extinção e a segurança do pessoal é o melhor extintor portátil para cozinhas comerciais/industriais.




Desenhado para combate aos mais difíceis fogos (CLASSE K) como: gorduras e banhas quentes, incêndios de óleos e gorduras de cozinhas e áreas de preparação de alimentos em restaurantes, lojas de conveniências, praças de alimentação, cafeterias de escolas e hospitais, e outros.

Equipamentos típicos a serem protegidos pelo Classe K fritadeiras, frigideiras, grelhas, assadeiras, etc...

Extintor portátil K




Cilindro fabricado em aço inoxidável polido;

Mangote de descarga de pequeno comprimento, para facilitar o manuseio em espaços pequenos e cozinhas de área reduzida;

Bico de descarga montado em ângulo de 45º para facilitar a aplicação;

Válvula em latão cromado, com cabo e gatilho em aço inoxidável;

Proporciona melhor visibilidade durante o combate;

Minimiza o “espalhamento” do perigo;

Limpeza e remoção mais fácil que os agentes tipo Pós Extintores;

Agente de baixo PH, não ataca o aço inoxidável.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Campanha SAMU

Campanha SAMU - AA Emergência
As ambulâncias e emergências médicas perceberam que muitas vezes nos acidentes em estradas os feridos têm um celular consigo.
No entanto, na hora de intervir com estes doentes, não sabem qual a pessoa a contactar na longa lista de telefones existentes no celular do acidentado.
Para tal, o SAMU lança a idéia de que todas as pessoas acrescentem na sua longa lista de contatos o NÚMERO DA PESSOA a contactar em caso de emergência.
Tal deverá ser feito da seguinte forma: ‘AA Emergencia’ (as letras AA são para que apareça sempre este contato em primeiro lugar na lista de contatos).
É simples, não custa nada e pode ajudar muito ao SAMU ou quem nos acuda.
Se lhe parecer correta a proposta que lhe fazemos, passe esta mensagem a todos os seus amigos, familiares e conhecidos.. É tão-somente mais um dado que registramos no nosso celular e que pode ser a nossa salvação.

sábado, 9 de janeiro de 2010

70% dos Técnicos de Segurança do Trabalho são Demitidos por Motivo de Relacionamento.



A profissão de Técnico de Segurança começou no Brasil com a denominação de inspetor de segurança. No segundo momento a alcunha passou a Supervisor se Segurança e logo em seguida, mudou para Técnico de Segurança do Trabalho.A própria nomenclatura da profissão induz a conduta de relacionamento que traz muitos prejuízos para a vida profissional dos nossos colegas de profissão. Partimos do princípio que a denominação de “inspetor” remete uma imposição de ‘xerife’. Na mudança para supervisor, essa visão passou a ser do profissional que chefia, tem poder de mando ou é preposto da empresa. Quando se verificou que essa designação não estava apropriada, mudou para Técnico de Segurança do Trabalho.


Não está claro que a função do técnico é ser promotor de Segurança e Saúde no Trabalho. Vale lembrar que promover é diferente de um executor. Essa confusão fortalece a conduta generalista, ou seja, o ‘faz tudo’. Sabemos, também, que o TST é uma das poucas profissões em que as funções são estabelecidas por lei através da portaria 3275/MTE - que levada a rigor, contempla quase que 100% das ações do profissional sem desvio de função. Fazer gestão e promover, o que é mais amplo do que fiscalização e cumprimento da legislação e apontamento de erros e defeitos.


Para que isso seja minimizado os profissionais de nível técnico precisam ser versáteis, direcionando as ações sem comprometer o objetivo final e não entrando em choque com as relações de trabalho. Um dos problemas de saúde e segurança do trabalho é a falta de gestão e indicadores de desempenho. Com isso, os interlocutores: empresa, empresários, trabalhadores e os segmentos que têm ligação direta com a nossa área não conseguem mensurar as ações, com isso, depondo contra o papel do técnico na frente de trabalho.


Nossa formação foi e continua sendo tecnicista. Na prática, sabemos que a técnica é muito importante, mas a experiência tem mostrado que as ‘técnicas de negociação’ e a sociologia nas relações de trabalho são importantes. O TST se relaciona com todos os atores da empresa, desde o mais humilde trabalhador até o mais elevado nível da diretoria. Se o técnico não estiver qualificado e preparado para lidar com essa realidade, irá adotar consequentemente, uma conduta parcial e conflitante.


Existe uma tese bem conhecida nas relações do trabalho de que, o sucesso de uma profissão no nível médio – que é nosso caso, ela não pode ser por imposição ela deve ser conquistada nas relações de trabalho. Considerando essas variáveis, podemos reduziremos um ‘câncer’ da profissão, chamado: Desvio de função. Muitas vezes a necessidade de manter o emprego, força o técnico a cumprir ordens que não condizem com as funções já estabelecidas. Vale salientar que todas estas dificuldades elas não se resumem apenas ao TST. Acompanha também todos os profissionais de SESMT - Serviço Especializado de Segurança e Saúde no Trabalho, com menos grau de intensidade, essa realidade atinge mais o técnico por estar mais ligado de forma presencial ao local de trabalho, interagindo com a rotina produtiva da empresa.


Nesse sentido, quando o TST conseguir se colocar como promotor da saúde e segurança do trabalho, aplicando mecanismos de avaliação de desempenho e demonstração de forma clara que suas ações proporcionam o ganho de qualidade de vida no trabalho e agregando valores para o negocio da empresa para o trabalhador, considerando as Normas do Estado, o profissional será mais respeitado e minimizará essa tragédia de que 70% do TST são demitidos por questões de relacionamentos e não por desempenho técnico.

Fonte: SINTESP

Brasil lidera ranking de combate à mudança climática.




O Brasil encabeça o ranking de combate à mudança climática publicado pela ONG Germanwatch e a rede Climate Action Network (CAN), organizações não governamentais europeias. Pela primeira vez desde que o indicador começou a ser medido, um país emergente ocupa a liderança da lista, superando países desenvolvidos economicamente como a Suécia, a Alemanha e a Noruega. As informações são da BBC Brasil.

O Brasil obteve nota 68, o que o coloca no grupo dos países cujo desempenho no combate à mudança climática é considerado “bom”. No mesmo grupo ficaram a Suécia (67.4), a Grã-Bretanha e a Alemanha (65.3), a França (63.5), a Índia (63.1), a Noruega (61.8) e o México (61.2).


“É muito bom que países emergentes estejam ganhando posições neste ranking. Estão mandando um sinal claro, durante as negociações de Copenhague, de que estão comprometidos em combater a mudança climática.

Gostaria apenas que outros países europeus estivessem demonstrando o mesmo compromisso para com as mudanças positivas”, avaliou o diretor europeu da rede CAN, Matthias Duwe.

Esta foi a quinta edição do índice de desempenho da mudança climática (CCPI, na sigla em inglês) que avaliou as medidas que estão sendo tomadas em 57 países e as comparou com o que está sendo feito em outros países e o que a organização considera necessário ser feito para evitar um aumento de 2 graus Celsius (ºC) na temperatura do planeta.

Como a ONG considera que “nenhum país está se esforçando o suficiente para prevenir uma perigosa mudança climática”, nenhum desempenho foi considerado “muito bom”, o que deixou vazias as três primeiras posições do ranking.


As duas ONG elogiaram a melhora do marco legal de proteção ao clima no Brasil. Mas adotaram uma postura cautelosa em relação à desaceleração do ritmo de desmatamento que reduziu as emissões de carbono do país.“Ainda não está claro se isto é resultado de uma menor demanda por óleo de palma e soja na atual crise econômica.”


O indicador foi divulgado no mesmo dia em que as negociações sobre o clima na capital dinamarquesa esbarram em um impasse, com os países emergentes acusando os desenvolvidos de promover um acordo sem força para reduzir as emissões de gases que causam o efeito estufa e o aquecimento global. No rascunho de acordo apresentado na sexta-feira (11), as metas de cortes na emissão de carbono variam de 25% a 45% até 2020.

Para os divulgadores do CCPI, as metas apresentadas pelos países ricos são “insuficientes”. No fim da lista, entre os países com desempenho “muito ruim”, figuram o Canadá (40.7) e a Arábia Saudita (28.7).

A ONG ressaltou que, apesar de estar entre os dez maiores emissores mundiais de gás carbônico, até agora o Canadá não anunciou nenhuma política significativa em relação ao tema. Já a Arábia Saudita, o maior produtor mundial de petróleo, é considerada uma espécie de “inimiga” dos ambientalistas por questionar a origem e a importância do fenômeno de aquecimento global. Na mesma categoria, e a apenas oito do fim do ranking, ficaram os Estados Unidos (46.3).

“Há uma série de propostas de políticas climáticas tramitando no Congresso americano no momento, mas nenhuma ainda aprovada”, disse o diretor de políticas da Germanwatch, Christoph Bals. “Uma lei que realmente reduza as emissões, assim como uma posição forte em Copenhague, melhoraria sua posição no ranking”, acrescentou.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Ministério do Trabalho reconhece a profissão Tecnólogo em segurança do trabalho, verifiquem o CBO.



Engenheiros de produção, qualidade, segurança e afins



Títulos

2149-05 - Engenheiro de produção

Engenheiro de organização e métodos, Engenheiro de organização industrial, Engenheiro de planejamento industrial, Engenheiro de processamento, Engenheiro de processos



2149-10 - Engenheiro de controle de qualidade

Engenheiro de qualidade, Especialista em controle de qualidade e planejamento, Planejador de controle de qualidade



2149-15 - Engenheiro de segurança do trabalho

Engenheiro de segurança industrial



2149-20 - Engenheiro de riscos



2149-25 - Engenheiro de tempos e movimentos

Engenheiro de análise de trabalho



2149-30 - Tecnólogo em produção industrial

Tecnólogo em gestão dos processos produtivos do vestúario, Tecnólogo em produção de vestuário, Tecnólogo em produção gráfica, Tecnólogo em produção joalheira, Tecnólogo em produção moveleira, Tecnólogo gráfico



2149-35 - Tecnólogo em segurança do trabalho

Descrição Sumária

Controlam perdas de processos, produtos e serviços ao identificar, determinar e analisar causas de perdas, estabelecendo plano de ações preventivas e corretivas. Desenvolvem, testam e supervisionam sistemas, processos e métodos produtivos, gerenciam atividades de segurança do trabalho e do meio ambiente, planejam empreendimentos e atividades produtivas e coordenam equipes, treinamentos e atividades de trabalho.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Misteriosa Radiação Pode Atingir Passageiros de Aviões.



Pessoas viajando de avião em dias de tempestades, podem ter mais do que se preocupar do que simplesmente com a turbulência. Um novo estudo sugere que, ao se passar perto de jatos de descargas elétricas de raios ou fenômenos relacionados com o conhecido flash-gama de raios terrestres, passageiros e tripulantes podem estar expostos a níveis perigosíssimos de radiação, uma dose igual à de 400 radiografias (raio X) de tórax.

No entanto, a probabilidade de encontrar esses eventos é muito pequena, diz os pesquisadores. Além disso, os passageiros de companhias aéreas são sempre expostos a ligeiros níveis de radiação, devido aos raios cósmicos que bombardeiam a parte alta da atmosfera e não chegam no solo.

O avião só estará expondo os passageiros a esta altíssima dose de radiação que só acontece quando o avião está perto do ponto de origem de uma descarga de relâmpago ou flash-gama, e os cientistas não tem certeza de como isso ocorre. As explosões de radiação são extremamente breves e se estendem por apenas algumas centenas de metros nas nuvens.

"Nós sabemos que os aviões comerciais são normalmente atingidos por um raio, uma ou duas vezes por ano", disse Joe Dwyer, professor de física e ciências espaciais da Flórida Tech. "O que nós não sabemos é quantas vezes os aviões estão no lugar errado, na hora errada, para receber esta alta dose de radiação. Acreditamos que é muito raro, mas é necessária mais investigações para responder à questão definitivamente".

Martin Uman, professor de engenharia elétrica e informática, observou que os pilotos de aviões, geralmente, evitam voar através das tempestades.

No entanto, segundo ele, o fato de que aviões comerciais são atingidos 1 ou 2 vezes por ano por relâmpagos, não diz muita coisa e deve ser melhor pesquisado. Ele disse que iria recomendar à Administração Federal de Aviação Americana que coloque detectores de radiação em aviões, capazes de medir as elevadas exposições de radiações.

"Nós também precisamos passar mais tempo olhando para a radiação gama e para os raios-X dos relâmpagos e das trovoadas e tentar entender como eles funcionam", disse Uman.

Veja o video

Fator Acidentário de Prevenção (FAP)



A partir de janeiro, entram em vigor novas as regras do Fator Acidentário de Prevenção (FAP) que será usado no cálculo da contribuição paga pelas empresas para o Seguro de Acidente de Trabalho (SAT). A empresa que apresentar redução de acidentes de trabalho e investimento na área pode ter desconto de até 50% e a que tiver grande número de acidentes pagará um adicional até 75%.

Levantamento do Ministério da Previdência Social aponta que 952.561 empresas terão de contribuir com o seguro em 2010. Desse total, 92% terão bônus com a aplicação do FAP e 7,62% pagarão acréscimo. As alíquotas pagas são de 1%, 2% ou 3%, conforme o risco de acidentes da atividade, e incidem sobre a folha salarial. As 3,3 milhões de empresas do Simples estão isentas.

Segundo o diretor do Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional do ministério, Remigio Todeschini, as normas anteriores não fixavam diferenciação de pagamento e nem benefícios para quem investe em segurança no trabalho. As novas regras têm o objetivo de estimular a prevenção. O fator acidentário será calculado anualmente com o intuito de verificar quais empresas investiram e estão aptas ao bônus.

Todeschini alerta que as despesas com acidentes e condições inadequadas de trabalho chegam a R$ 50 bilhões por ano, cerca de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) - soma de todas as riquezas produzidas no país. Nesse cálculo está incluso o pagamento de benefícios e de aposentadoria especial.

Nos últimos três anos, os acidentes de trabalho cresceram aproximadamente 46,4%. Em 2006, foram contabilizados 512 mil acidentes e os casos de doenças no trabalho subiram, em 2008, para quase 750 mil. A explicação para o aumento, segundo Todeschini, é o próprio crescimento econômico do país sem a adoção de medidas de segurança pelo empresariado.

Os setores econômicos com os piores índices são alimentação, construção civil, têxtil, automobilístico, comércio, serviços, transporte de cargas, agricultura e armazenamento - eles respondem por mais de 50% dos acidentes no país. Os cortes em mãos e pés lideram o ranking de acidentes. Em segundo lugar, aparecem movimentos excessivos e esforço repetitivo, seguido pelos transtornos mentais e de comportamento.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Os mais radicais acidentes de trabalho



Ele mostrou que tinha visão ao declarar que a Terra era redonda, mas errou feio ao olhar demais para o Sol

Existem certos ramos de atividade em que o risco é iminente. Em esportes, sobretudo os esportes extremos, todo atleta é obrigado a lidar com ele. Mas o que acontece quando você é um cientista ou inventor e é obrigado a lidar com coisas desconhecidas e que, o mundo só vai saber que elas são letais ou perigosas quando, de repente, a vítima for você?

Aqui, a gente separou pra você alguns casos de inventores e cientistas que acabaram sendo vítimas do próprio trabalho.

Galileu Galilei

Um caso bem antigo de acidente de trabalho é o de Galileu Galilei. Ele foi o primeiro cara a dizer que a Terra era redonda. Tudo bem que ele voltou atrás diante da Inquisição, mas a Terra não deixou de ser redonda por causa disso. No entanto, o problema dele não foi com a Terra – foi com o Sol.

Galileu aperfeiçoou o telescópio como ninguém e, como era aficionado pelo astro-rei, passava muito tempo olhando para ele através de todo aquele sistema complexo de lentes. Muito provavelmente foi por causa disso que Galilei, nos últimos anos de sua vida, era cego como um morcego.

Karl Scheele

Karl Scheele era um químico farmacêutico com uma mania terrível – a de experimentar, ele mesmo, suas descobertas. Foi ele quem descobriu alguns elementos químicos como o molibdênio, o tungstênio e o manganês. Scheele também descobriu um processo bem parecido com a pasteurização. Porém, esse hábito de meter na boca tudo que inventava acabou custando a sua vida. Ninguém sabe exatamente que foi que o matou, mas que os sintomas eram bem parecidos com envenenamento por mercúrio, ninguém discorda.

Jean-François De Rozier

Lembra do padre que resolveu voar com ajuda de balões e se perdeu no mar? Jean-François De Rozier também fez isso, mas numa época em que isso não era considerado burrice – no final do século 18. Em 1783, ele viu um balão voar pela primeira vez. Viu o balão voar com uma ovelha, com uma galinha e, depois, com um pato. Daí, lá foi ele se aventurar a voar também – e conseguiu! Viajou a uma altura de três mil pés usando um balão de ar quente. Daí, De Rozier quis mais. Decidiu que ia atravessar o canal entre a Inglaterra e a França em um balão de ar quente. Quando ele estava a uma altura de mil e quinhentos pés, o balão esvaziou e ele caiu para a morte. Apaixonada, sua noiva se matou oito dias depois do acidente.

David Brewster

Sir David Brewster, escocês, era inventor, cientista e escritor, mas o que ele curtia mesmo era estudar óptica e polarização da luz. Esse campo de estudo requer, é claro, que o interessado tenha uma visão excelente. Para Brewster, isso foi um problema, uma vez que, em 1831, ele fazia uma experiência química e, por muito pouco, não ficou completamente cego. Por mais que sua visão tivesse voltado ao normal depois, os problemas seriam recorrentes. De qualquer maneira, um de seus inventos usa luz e cores é um dos brinquedos preferidos das crianças através dos anos – o caleidoscópio.

Alexander Bogdanov

Alexander Bogdanov era uma daquelas pessoas encafifadas com o segredo da vida eterna. Ele era físico, filósofo, economista e curtia livros de ficção científica. Em 1924, ele começou a fazer experiências com um processo científico revolucionário, que se chamava “transfusão de sangue”. Ele fez isso onze vezes – todas as onze nele mesmo. Com isso, dizia Bogdanov, ele havia parado de perder cabelo e, também, melhorado a sua visão. O erro primordial que ele cometeu foi o de não testar a salubridade do sangue do doador. Em 1928, ele fez uma transfusão em que recebeu sangue infectado com malária e tuberculose e morreu pouco depois.

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