quarta-feira, 30 de março de 2011

Toxicologia Ocupacional.

Uma obra inovadora que aborda a questão das doenças do trabalho com ênfase no procedimento diagnóstico e nas medidas jurídicas para assegurar a proteção dos trabalhadores expostos a agentes químicos e físicos em ambiente laboral.A obra é revolucionária na medida em que ressalta a importância da segurança no trabalho ,bem como exames médicos ocupacionais periódicos.Em análise epidemiológica das doenças ocupacionais concluiu-se que mais de 90% dos profissionais brasileiros em diversos ramos do mercado de trabalho já sofreram acidentes ou apresentaram quadros patológicos em ambientes de trabalho.Esta obra auxilia a esclarecer quais os procedimentos jurídicos e médicos para resguardar a saúde do trabalhador.
Foi baseado na experiência de relatos de casos clínicos , e em obras técnicas científicas como: na obra do Drº:Irineu Antônio Pedrotti,”Doenças profissionais ou do trabalho” e no livro “De Morbis Artificum Diatriba “ ,do médico Bernardino Ramazzini,em que pode-se encontrar, além da agudeza das observações, uma sutil critica de costumes. Em função da importância de seu trabalho, recebeu da posteridade o título de pai da Medicina do Trabalho. Ramazzini, antecipando alguns conceitos básicos da Medicina Social, enfatizou a importância do estudo das relações entre o estado de saúde de uma determinada população e suas condições de vida, que estavam, segundo ele, na dependência da situação social.




Em 1700, foi publicado, na Itália, um livro, cujo autor era um médico chamado Bernardino Ramazzini, que teve repercussão em todo o mundo, devido à sua importância. Nesta obra, Ramazzini descreve cinquenta profissões distintas e as doenças a elas relacionadas. É introduzido um novo conceito por Ramazzini: “Qual é a sua ocupação?”. Hoje, poderíamos interpretar esta pergunta da seguinte forma: “Digas qual o seu trabalho, que direi os riscos que estás sujeito”. Por essa importante obra, Bernardino Ramazzini ficou conhecido como o “Pai da medicina do Trabalho”.


Na época da publicação deste livro, as atividades profissionais ainda eram artesanais, sendo realizadas por pequenos números de trabalhadores e, consequentemente,os casos de doenças profissionais eram poucos, ou seja, pouco interesse surgiu com relação aos problemas citados na obra de Ramazzini.
No século XVIII, surge então, quase um século mais tarde, na Inglaterra, a Revolução Industrial, um mo0vimento que iria mudar toda a concepção em relação aos trabalhos realizados, e aos acidentes e doenças profissionais que deles advinham. As primeiras fábricas foram instaladas próximas aos cursos d’água, pois as máquinas eram acionadas através da energia hidráulica; devido a esta localização, tinha-se uma escassez de trabalhadores. Com o aparecimento da máquina a vapor, as fábricas puderam ser instaladas nas grandes cidades onde a mão-de-obra era conseguida com maior facilidade..
Como a produção estava em primeiro lugar, não havia limites de horas de trabalho, sendo utilizado bicos de gás para o horário noturno. Nos ambientes de trabalhos haviam ruídos provocados por precárias máquinas,altas temperaturas, devido à falta de ventilação, iluminação deficiente, etc. fatores esses, que contribuíam para o elevado número de acidentes, pois, até as ordens de trabalho na produção não eram escutadas pelo trabalhador, devido ao elevado nível de ruído.
O modo habitual de vida moderno em que consiste na agilidade e rapidez no desenvolvimento de tarefas ocupacionais podem provocar doenças.Em virtude de maus hábitos alimentares,estress,entre outros fatores que contribuem para o desenvolvimento de patologias que se desenvolvem no organismo ,como por exemplo a depressão , distúrbios de comportamento,LER(lesão do esforço repetitivo).a necessidade de exames periódicos médicos ocupacionais em trabalhadores expostos a agenntes físicos e químicos ,bem como a fiscalização efetiva dos equipamentos individuais de segurança no trabalho.
A importância de proteger a saúde do trabalhador brasileiro ,através de medidas de segurança ocupacional que consistem em exames médicos periódicos e aplicação efetiva de EPI(equipamento de proteção individual);


A obra contempla desde Aposentadoria especial ,questões previdenciárias ,acidentes do trabalho ,diagnóstico de doenças ocupacionais .Auxiliando profissionais e pacientes na proteção da saúde e do direito trabalhista.“Qual é a sua ocupação?”. Hoje, poderíamos interpretar esta pergunta da seguinte forma: “Digas qual o seu trabalho, que direi os riscos que estás sujeito”. Bernardino Ramazzini, o “Pai da medicina do Trabalho”.

Na lista dos fatores de risco profissionais, os fatores de risco químico ocupam o primeiro lugar, com 100 000 substâncias conhecidas (incluindo 400 cancerígenas), seguidos de 200 agentes biológicos, 50 fatores físicos e 20 condições ergonómicas adversas. As substâncias alergénicas, que não estão subordinadas aos agentes químicos ou biológicos, são nomeadas em 3000 entradas. Segundo as estimativas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), morrem anualmente cerca de 2,2 milhões de pessoas vítimas de acidentes ou doenças profissionais, em todo o mundo. Registam-se ainda, a nível mundial, cerca de 270 milhões de acidentes de trabalho e 160 milhões de vítimas de doenças profissionais, por ano. A OIT estima, além disso, que 4% do produto interno bruto mundial se perde em consequência dos acidentes e doenças relacionados com o trabalho. A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) é um exemplo de doença causada por um agente biológico com potencial para provocar uma pandemia, podendo, por isso, contribuir fortemente para as doenças acima referidas. As doenças causadas pelo trabalho devem ser identificadas e as suas vítimas adequadamente compensadas. Há que tomar medidas de prevenção e proteção no local de trabalho para evitar o desenvolvimento dessas doenças. As doenças profissionais são normalmente definidas pela legislação nacional. A OIT define várias doenças profissionais numa série de convenções .

TRATADO DE TOXICOLOGIA OCUPACIONAL SUELEN QUEIROZ
Autora: Suelen Queiroz
I.S.B.N. : 9788578937317
Páginas: 498
Peso: 601 Gramas
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Preço Livro Virtual: R$ 25,65

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Preço Edição Impressa: R$ 85,52
acessem: wwww.biblioteca24X7.com
SAC: (11) 3259-4224

Na obra encontram-se informações que constituem a formação do conhecimento das doenças ocupacionais. Desde a antiguidade greco-romana, o trabalho já era visto como um fator gerador e modificador das condições de viver, adorecer e morrer dos homens. Trabalhos de Hipócrates chamavam a atenção para a importância do ambiente, da sazonalidade, do tipo de trabalho como fatores determinantes na produção de doenças.

A OBRA TRATADO DE TOXICOLOGIA OCUPACIONAL APRESENTA:

1-PRIMEIRA PARTE:
O contexto histórico das doenças ocupacionais;

2-SEGUNDA PARTE:
Agentes patogênicos causadores de doenças profissionais;

3-TERCEIRA PARTE:
Regulamento dos benefícios da previdência social;

4-QUARTA PARTE:
REGULAMENTO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL
ANEXO IV

CLASSIFICAÇÃO DOS AGENTES NOCIVOS



Sobre a autora:
Dados pessoais:
Título Sr(a), Dr(a), Prof(a):estudante de medicina(4º período)
Nome: Suelen Queiroz

Nacionalidade: brasileira
Profissão: estudante universitária -Universidade Federal do Paraná-
Cargo: estudante

Olá!! Parabéns pelo blog : Eu trabalho seguro. Estou enviando nesse email o link com o livro Tratado de Toxicologia Ocupacional para disponibilizar gratuitamente aos leitores do blog.
Att.

Suelen Queiroz

link: http://pt.scribd.com/doc/40372502/Tratado-de-Toxicologia-Ocupacional-trecho

sexta-feira, 18 de março de 2011

O que fazer com as baterias usadas de celulares?


O aparelho celular é um produto que as pessoas acabam trocando muitas vezes ao decorrer do tempo. A tecnologia se inova a cada dia e os consumidores não sabem o que fazer com seus aparelhos antigos, muitas vezes o valor de revenda é baixo e não compensa comercializar. O modo incorreto de guardar baterias velhas pode causar acidentes, danos graves na saúde e poluir o meio ambiente.

Saiba agora como se prevenir com as baterias e alertando os usuários a utilizar os serviços comunitários de reciclagem, na qual são essenciais para a cidadania.

A bateria de celular possui diversos elementos químicos que podem causar danos a saúde, os mais conhecidos são o mercúrio, o cádmio, cobalto, chumbo, lítio, níquel, e zinco.

Conheçam os efeitos mais conhecidos
O mercúrio pode causar irritação na pele, mutações genéticas, distorções visuais e até mesmo deficiência nos órgãos. O cádmio pode provocar o câncer ou até mesmo danos ao sistema nervoso. Distúrbios metabólicos são constatados que podem levar a osteoporose. O chumbo causa a perda de memória, irritação e tremores musculares. Podem causar também a anemia, náuseas e atrofia, semelhante ao zinco.

O lítio, grande elemento usado em baterias, em contato com o humano, pode gerar visão turva e afetar o sistema nervoso central. O elemento níquel pode provocar distúrbios respiratórios, sarnas na pele, efeitos carcinogênicos e até mesmo insuficiência renal. O cobalto, que aparece nos elementos do lítio, ataca a asma e bronquite na pessoa. Além desses elementos citados, tem o bióxido de manganês, muito usado nas pilhas alcalinas, causa dores de cabeça, anemia, crises nervosas e vômitos.

Voltando ao tema dos serviços de reciclagem, de acordo com a empresa finlandesa Nokia, dependendo do modelo do aparelho celular a taxa de reciclagem chega de 65% a 80%. A empresa também coleta aparelhos velhos em suas assistências espalhadas pelo país. Do mesmo modo a Motorola, a empresa emprega um programa de reciclagem de baterias da mesma forma entre outras empresas, procurando a assistência autorizada mais próxima. A cada 1 kilo de celular para reciclagem é possível reciclar cerca de 650 grama do elemento metal e 250 gramas de plástico.

As operadoras também ajudam o meio ambiente através de coletas em suas agencias autorizadas, incluindo as operadoras Claro, Oi, Tim e Vivo, que aceitam o recebimento de quaisquer tipo de aparelho ou marca.

Apontamos uma entidade para que o consumidor possa conhecer e doar seus aparelhos para reciclagem. É a Cdi, uma organização não-governamental que utiliza a tecnologia como ferramenta para combater a pobreza, incitando o empreendedorismo e a razão social. Para doar siga o procedimento através do site www.cdi.org.br ou procure uma unidade na região. O numero da sede no Estado de São Paulo é 11 3666-0911, Rio de Janeiro é 21 2201-7770, Salvador-BA é 71 3473-3131. O trabalho sustentável vem crescendo a cada dia.
Fonte: wikipédia.com, ibahia,com,br, jacomparou.com.br


quarta-feira, 16 de março de 2011

Operário morre após cair de prédio

Caxias do Sul (RS): um operário morreu após cair do 4º andar de um prédio que estava em construção no bairro Vale Verde, em Caxias do Sul. O acidente aconteceu por volta das 9h30min desta terça-feira na rua Dinarte da Luz Leite.


Antônio Alfredo Gomes, 48 anos, estaria operando um andaime na sacada do edifício, quando o cabo de aço do equipamento se rompeu, provocando a queda.


Gomes trabalhava para a construtora Delta Ltda. e não utilizava Equipamentos de Proteção Individual (EPI's), segundo informou o presidente do Sindicato da Construção Civil e Imobiliário da Serra, Antonio Olivio da Silva, que esteve no local. O sindicato entregará um relatório sobre a falta de segurança da obra para o Ministério do Trabalho.


Esta foi a quinta morte por queda de prédio em construção desde o início do ano na região da Serra Gaúcha. Silva relatou que a causa de todos os acidentes foram a falta de treinamento aos operários e o não uso dos EPI's. As causas da morte do operário estão sendo investigadas pelo Instituto Médico Legal, em Caxias do Sul.

Fonte do Plantão SINTRACOM: jornal Pioneiro

segunda-feira, 14 de março de 2011

Polícia entrega documentos perdidos no Carnaval a partir desta segunda



Baianos e turistas já podem resgatar seus documentos perdidos no Carnaval a partir desta segunda-feira, 14. Para saber se estão disponíveis na unidade da Ouvidoria da Polícia Militar no
posto do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) do Shopping Barra, basta acessar o site da Polícia Militar. A documentação pode ser resgatada de segunda a sexta-feira, das 8 às 18h, e no sábado, das 8 às 13h.

De acordo com um balanço da Polícia Militar, foram recolhidos mais de quatro mil documentos, dentre carteiras de identidade e de motorista, CPF, carteira de trabalho, passaporte, cartões de crédito. No ano passado, esse número chegou a 2,8 mil, o que gera um aumento de 45%.

Segunda via - Quem perder o prazo ou não encontrar no site o documento deve tirar a segunda via em qualquer posto do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC). O serviço de emissão da identidade custa R$ 23,80.

Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) - Informações e agendamento de serviços basta ligar para o número 0800 071 5353.
Fonte: atardeonline.com.br

domingo, 6 de março de 2011

Qual a diferença entre o psiquiatra, o psicólogo e o psicanalista?



PSIQUIATRA

HISTÓRIA: Quando surgiram, ainda no século 18, os psiquiatras trabalhavam apenas em hospícios. Só quando a psiquiatria pegou emprestados conceitos da psicologia é que casos mais moderados foram para consultórios.

CASOS: Trata sintomas mais graves e de definição mais clara, como esquizofrenia, Alzheimer e depressões profundas.

COMO ATUA: Como nesses casos só a terapia é muito pouco, o tratamento é feito com remédios, sendo monitorada a reação que o paciente tem a eles.

FORMAÇÃO: Seis anos do curso de medicina, mais 3 de residência.


PSICÓLOGO

HISTÓRIA: O termo surgiu na Grécia antiga, mas seu significado moderno só veio no século 20.

CASOS: Há desde os psicólogos sociais, que estudam as massas, até os de RH, que selecionam candidatos, mas o que atende no consultório é o psicoterapeuta, que diagnostica casos de fobia ou ciúme excessivo, por exemplo.

COMO ATUA: Muda suas técnicas de tratamento constantemente, sempre em busca de uma interação com o paciente - daí a sua fama de tagarela entre psiquiatras e psicanalistas.

FORMAÇÃO: Cinco anos do curso de psicologia.


PSICANALISTA

HISTÓRIA: Teve origem no século 19, com o médico austríaco Sigmund Freud.

ATUAÇÃO: Medos, raivas, inibições - as anormalidades normais.

Como atua: Mais do que uma cura, o que se busca é a transformação da pessoa, a partir da compreensão dos seus problemas. O paciente fala tudo que vem à cabeça; cabe ao psicanalista interpretar de forma incisiva o que ele quis dizer inconscientemente, ajudando-o no autoconhecimento.

FORMAÇÃO: Especialistas dizem que só quem foi analisado pode analisar seus pacientes, e chega-se a passar 8 anos em cursos de sociedades psicanalíticas.


Fontes Christian Dunker, professor do Instituto de Psicologia da USP e psicanalista; Suely Gevertz, psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo.

Surdez em jovens aumenta 30%



Segundo um estudo da Universidade Harvard, 2 em cada 10 jovens americanos possuem algum tipo de dano auditivo - nível 30% superior ao registrado nos anos 90. Os pesquisadores não sabem exatamente o porquê, mas apontam o uso frequente de fones de ouvido como possível causa do problema.

A verdade sobre as vitaminas.



A verdade sobre as vitaminas

Nosso corpo precisa delas. Mas impõe um limite. Se passarmos do ponto, as vitaminas podem virar grandes vilãs: ou acabam com seu dinheiro ou acabam com sua saúde.
por João Vito Cinquepalmi

Tape o nariz e beba de um gole só: leite com cenoura e morango, suco de mamão com maçã, fígado cru batido com beterraba. Desde criança nos acostumamos a sufocos alimentares para conseguir ingredientes fundamentais para saúde, força e beleza: as vitaminas. Até que, em algum momento, alguém ofereceu um trato mais camarada: um comprimido por dia e nada mais de dietas e sucos esquisitos. As vitaminas viriam prontas em um frasco.

Simples, não? A proposta transformou em hit essas vitaminas de frasco, os chamados suplementos vitamínicos. No mundo todo, a venda chega a US$ 76 bilhões, maior do que mercados tradicionais como os de perfumes e remédios para resfriados. É uma indústria que colou no crescimento da economia, graças a uma regra fácil de entender: quem ganha mais dinheiro investe mais no próprio corpo. É por isso que a venda de suplementos cresce no mundo - 6% entre 2007 e 2008 -, mas principalmente nos países em desenvolvimento. No Brasil, aumentou 20% entre 2007 e 2008. Na China, 9%.

Vitaminas são componentes essenciais para o corpo. Logo, a corrida por elas é boa. Certo? Não é bem assim. A demanda por vitaminas está fazendo muitas pessoas jogar dinheiro fora. E colocando outras em risco. De morte.

Antes de tudo, que fique claro: na dose certa, as vitaminas não oferecem perigo. São 13 substâncias batizadas com letras. Esse clube das 13 é formado por A, B1, B2, B3, B5, B6, B7, B9, B12, C, D, E e K. O grupo foi batizado com letras pelo bioquímico polonês Kazimiers Funk em 1912. Ele acreditava que essas substâncias tinham todas a mesma constituição: seriam formadas por uma "amina", nome que se dá a um composto químico que tem o nitrogênio como base. Como eram essenciais para a vida, Funk decidiu juntar o termo "vital", do latim, ao "amina": vitamina. Mais tarde, descobriu-se que as substâncias tinham composições diferentes, mas o conceito ficou.

Para ser membro do grupo, é preciso preencher certos critérios. Primeiro: vitaminas são substâncias não produzidas pelo corpo e, portanto, retiradas de fontes externas. Segundo: estão presentes na comida. Terceiro: são necessárias para o funcionamento do corpo. Veja a vitamina A, por exemplo, encontrada em alimentos como ovos, cenouras e alguns queijos. Veja, aliás, é um verbo apropriado: a vitamina A garante a regeneração de um pigmento da retina chamado rodopsina, responsável pela nossa visão em locais com pouca luz. Quem tem carência dessa vitamina tem cegueira noturna, que é a dificuldade de enxergar em lugares mais escuros.

Mas lembra do que falamos sobre vitamina ter dose certa? Se passamos dessa quantidade exata de que o corpo precisa, dá problema. É como se tivéssemos tomado um porre de vitaminas. E, aí, podemos ter um dos dois fins que esperam qualquer bêbado: ou gastamos dinheiro à toa ou vamos parar no hospital.

Risco 1: prejuízo
Só a alimentação já é suficiente para preencher a nossa cota diária de vitaminas.Exemplo: café da manhã com misto-quente, almoço com arroz, feijão, filé de frango, batata frita e suco de laranja, jantar com hambúrguer: está garantido o estoque de vitamina B1 necessário por dia (1,2 miligrama). Com uma goiaba de lanche da tarde, é cumprida também a cota de vitamina C.

O difícil é manter uma dieta que equilibre a necessidade de todas as 13 vitaminas. É possível, mas na prática nem sempre conseguimos planejar as refeições. Almoçamos no restaurante da empresa, improvisamos um lanche à tarde, jantamos pizza por preguiça de cozinhar. E aí sempre falta um tanto de uma vitamina ou de outra. No caso dos brasileiros, um tantão: 99% não absorvem o total necessário de vitamina D e E, por exemplo, e 81% não consomem tudo o que precisam de vitamina K, segundo um estudo feito em 2007 pela Unifesp a pedido do fabricante do suplemento Centrum, a farmacêutica Wyeth (recém-comprada pelo laboratório Pfizer). A pesquisa entrevistou 2 420 brasileiros de todo o país.

É para acabar com essa carência que existem os suplementos vitamínicos. Eles são indicados por médicos a gente que comprovadamente tem menos vitaminas no corpo do que o necessário - por alimentação precária ou problemas de absorção dos nutrientes - e gente que precisa de tratamento para alguma doença. Nesse caso, a vitamina vira remédio. Como a B3, que tem sido prescrita por alguns médicos contra o colesterol alto.

Mas tem também o pessoal que compra vitaminas sem prescrição ou doença. "As pessoas acreditam que precisam tomar mais vitaminas para se sentir melhor e proteger a saúde", diz o professor de nutrologia da Unifesp, Fábio Ancona Lopes. Essa crença começou com o conselho de alguém de respeito. Na década de 1960, o químico Linus Pauling, vencedor de dois Prêmios Nobel, defendeu a ideia de que vitaminas poderiam prevenir contra doenças como câncer, problemas cardíacos e até mesmo o envelhecimento. Em 1970, ele lançou o livro A Vitamina C e o Resfriado Comum, no qual apresentou a ideia de que a vitamina C evitaria resfriado. Foi assim que a atenção recaiu sobre os suplementos vitamínicos, que já eram comercializados em farmácias desde a década de 1930, quando as vitaminas começaram a ser sintetizadas artificialmente.

Em geral, suplementos prometem saciar a nossa necessidade, preencher todos os nossos reservatórios de vitaminas - inteirinhos. Mas e as vitaminas que absorvemos pela comida? Tudo bem que elas podem não chegar à quantidade que o corpo pede, mas garantem alguns gramas importantes. Está aí o problema: na combinação de alimentos e suplementos. Se ultrapassarmos a dose certa de que o corpo precisa, vai sobrar vitamina. E o excesso cai fora, eliminado na urina. Aí, os suplementos podem não suplementar nada. Só levar seu dinheiro embora.

É o que acontece quando alguém tem deficiência de uma vitamina específica e recorre a algum complexo como Centrum, o líder nesse segmento no Brasil. Se você precisa só de vitamina D, não adianta muito tomar um comprimido que também tem as vitaminas B2 e B5, por exemplo - elas serão eliminadas pelo corpo.

Um desperdício que pode custar ao bolso. (No Brasil, um frasco de Centrum com 30 cápsulas - uma recomendada por dia - custa cerca de R$ 35.) Ainda mais porque quem tem dinheiro para comprar suplementos já costuma ter uma alimentação rica em vitaminas. Foi o que concluiu uma pesquisa da Universidade da Califórnia com 10 mil crianças e adolescentes dos EUA. Havia dois perfis diferentes entre os entrevistados: um que mantinha uma boa alimentação - e, portanto, já absorvia uma quantidade razoável de vitaminas - e outro que tinha uma alimentação precária (alguns estavam até em situação de fome). No primeiro grupo, 36% dos entrevistados tomavam algum tipo de suplemento. No outro, só 15% tomavam. "A maior parte dos que tomavam o suplemento nem precisava dele", diz a pesquisadora Ulfat Shaik, professora de pediatria da Universidade da Califórnia.

Mas esqueça por um momento a história da cota. Se pudéssemos estocar o máximo possível de vitamina, estaríamos automaticamente protegidos contra doenças? Não. Estudos recentes comprovam que o poder das vitaminas não faz jus à fama. Um deles foi feito por pesquisadores da Universidade do Texas, em 2008. Eles tentaram comprovar pesquisas que indicavam que selênio e vitamina E preveniriam contra câncer de próstata. Participaram dos testes 35 mil homens americanos. Aqueles que tomaram selênio e vitaminas não tiveram resultado melhor do que os que tomaram placebo - o índice de desenvolvimento da doença foi exatamente o mesmo.

Risco 2: doenças
Nessa pesquisa do Texas, as vitaminas não melhoraram a saúde de ninguém. Mas podia ter sido pior. "As pessoas acreditam que vitamina, se não faz bem, também não faz mal", diz Hélio Vannucchi, professor da Faculdade de Medicina da USP. "Mas elas podem fazer mal, sim."

Isso não costuma vir no rótulo dos suplementos, mas é sabido há muito tempo. Desde a década de 1980: mulheres que tomaram doses altas de vitamina B6 para aliviar os sintomas da TPM tiveram problemas nos nervos - sentiam falta de sensibilidade nos pés e nas mãos e dificuldade nos reflexos, segundo um estudo feito pela médica britânica Katharina Dalton. Quando o tratamento com vitaminas foi suspenso, os sintomas sumiram.

O resultado de outro estudo foi ainda mais assustador: mostrou um índice de mortalidade maior entre quem se tratava com vitaminas. Na comparação entre gente que tomava suplementos e gente que não tomava, morria mais gente no grupo que tomava. Em média, 5% mais gente, de acordo com a Universidade de Copenhague, na Dinamarca, que analisou o resultado de 67 pesquisas sobre o assunto. No total, 232 mil pessoas foram acompanhadas nesses estudos, ao longo de 3 anos, em média. Os participantes tomavam vitaminas A, C e E, além de selênio e beta-caroteno. Se separados por tipo de vitamina, os números são piores. Entre os que tomavam vitamina A, a mortalidade foi 16% maior, na comparação com participantes que tomavam placebo. No grupo que consumia vitamina E, 4% maior. "Não sabemos o que provocou isso, mas a principal hipótese é a aceleração de câncer e de problemas nas artérias", afirma o pesquisador da Universidade de Copenhague Christian Gluud.

Algumas vitaminas podem mesmo virar vilãs quando em excesso no corpo. Uma delas é a B9. Uma porção de 100 gramas de cereal de milho tem quase toda a dose de B9 de que precisamos por dia, 0,4 miligrama. Se chegarmos a 1 grama por dia (uma caixa inteira de cereal), a coisa fica perigosa: o excesso de B9 está ligado a câncer de cólon. É raro alguém comer uma caixa de cereal por dia, e todo dia, por isso os médicos dizem que a alimentação não oferece risco. Já no caso dos suplementos, um comprimido tem concentrações muito grandes de vitaminas. E não é difícil alguém achar que tomar 5 comprimidos por dia não vai fazer mal.

"Pessoas saudáveis devem obter vitaminas da dieta", diz Gerald Combs Jr., professor da Universidade Cornell e autor do livro The Vitamins. "Assim seriam minimizados os riscos de deficiência de vitamina e os de excesso de nutrientes." Fabricantes de suplementos garantem que os produtos não oferecem risco. "A fórmula do Centrum é calculada para não ultrapassar a necessidade de vitaminas mesmo associada a uma dieta equilibrada", diz Eurico Correia, médico da Wyeth e responsável pela fórmula do Centrum no Brasil. Ainda assim, ele deixa uma recomendação - a mesma dada pelos pesquisadores de USP, Unifesp, Harvard, Universidades da Califórnia e de Copenhague. Na hora de buscar vitaminas, dizem todos, o importante não é escolher entre o prato e os suplementos - é procurar um médico. Só ele poderá dizer se a cura para aquela fraqueza que você tem sentido é um comprimido. Ou se uma simples maçã resolve a questão.
Comprimidos
A venda de suplementos vitamínicos cresce 20% no Brasil em um ano. No mundo, a demanda pelos comprimidos também aumenta, mas menos: só 6%.

Em 2008 os brasileiros gastaram o equivalente a R$ 2,3 bilhões com suplementos.
Razões para buscar os suplementos
1. Carência de uma vitamina específica

2. Doença

3. Crença no poder milagroso das vitaminas

R$ 1 por dia. Por pouco mais que isso, suplementos dizem saciar nossa necessidade de vitaminas.

1 comprimido promete até 100% das nossas necessidades diárias de vitaminas.

*Fonte Nutritional Business Journal, dados de 2008.
ABC das vitaminas

A - Essencial para visão, crescimento dos ossos e saúde da pele.

Complexo B - Ajudam a produzir energia, e criar novas células, entre outros.

C - Age na produção de colágeno e proteção das células.

D - Importante para os níveis de cálcio e fosfato no sangue.

E - Protege as células de radicais livres nocivos.

K - Ativa proteínas essenciais para a consistência do sangue.
Alimentos
Na teoria, dá para juntar as vitaminas de que mais precisamos em uma dieta:

B2: coentro, leite B3: farinha integral, cereal, frango assado B5: cogumelo, tomate B6: alho, bife C: goiaba, alface E: azeite de dendê, queijo suíço.


Na prática, os brasileiros não conseguem equilibrar as vitaminas.*

50% não consomem a quantidade necessária de A.

80% não consomem a quantidade necessária de C.

81% não consomem a quantidade necessária de K.

99% não consomem a quantidade necessária de D e E.

*Fonte Pesquisa Brazos, feita em 2007 pela Unifesp e patrocinada pela Wyeth Consumer Healthcare, fabricante do Centrum. Foram entrevistadas 2 420 pessoas, distribuídas em todas as regiões do país. **Baseado na necessidade de um homem de 19 a 50 anos, não fumante. Soma supera 100% pelo arredondamento das parcelas de cada vitamina.

Excesso
Somando comida e suplementos, corremos o risco de ultrapassar a cota diária de vitaminas. O excesso pode ser simplesmente eliminado. Mas também pode prejudicar nossa saúde.

AS INOFENSIVAS em excesso, vão pro esgoto B1/ B2/ B5/ B3/ B7/ B12/ d/ k

As perigosas podem causar doenças:

B9 (precisamos de 0,4 mg) Dose diária maior que 1 mg está ligada a câncer de cólon.

B6 (precisamos de 1,7 mg) Mais de 100 mg podem causar fotossensibilidade e afetar o sistema nervoso.

A (precisamos de 0,9 mg) Dose acima de 3 mg compromete os reflexos e tem relação com dormência nos pés e nas mãos.

C (precisamos de 90 mg (não fumantes)) Acima de 2 g, há risco de cálculo renaL

E (precisamos de 15 mg) Mais de 1 g por dia pode causar hemorragia.



Para saber mais
Vitamins and Minerals
Meier J. Stampfer, Harvard Health Publications, 2008.

The Vitamins
Gerald F. Combs Jr., Elsevier Academic Press, 2008.

Videos relacionados a segurança do trabalho.

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